Notas iniciais
UHU!!! Mais um cap e eu to ganhando! *cala a boca!!!* XDDDD. Bem, bem, esse cap ficou menor do que eu pretendia, mas a fic ta quase acabando (eu choro ou pulo de alegria?). Agora vamos para a fic que to sem nada pra falar.

Controle do caos.

Adorava quando tinha esses momentos com sua pequena, mas agora estava preocupada. Dessa vez não tinha desmaiado em um lugar seguro junto de seus amigos, mas sim no meio de uma rua em Paris no meio de uma luta contra um monstro enorme e perigoso. Agora se perguntava o que tinha acontecido. Será que Shadow tinha conseguido tirá-la daquele lugar? Estaria segura no castelo de Manic?

— Maria. – ouviu alguém sussurrar seu nome, e essa voz era bem familiar, na verdade quase conseguia reconhecê-la apesar de parecer ter séculos que não a ouvia. – Maria corda, anda! – novamente aquela voz, tentava achá-la em sua memória e sentia que estava perto de saber quem era... – Maria!

— B-blaze... – sussurrou enquanto abria ligeiramente os olhos e tentava recuperar o foco. Estava em um lugar bastante escuro, só podia ver seis brilhos de cores diferentes iluminando o local. Não eram muito fortes se compará-las a luz do sol, mas mesmo assim lhe traziam uma sensação estranha. Olhou envolta e viu alguma daquelas criaturas, seres da noite de maneira mais insana. Se assustou um pouco e logo se virou ao ouvir um pequeno assobio e no mesmo instante se encontrou com a gata lilás que estava presa a na pilastra perto da sua. – Blaze?!

— Shh! – reclamou a garota olhando para todos os lados parecendo procurar alguma coisa. Logo depois de confirmar que não tinha ninguém voltou a ver a ouriça loira, sussurrando para ela. – Também estou feliz em te ver Maria, mas podia falar mais baixo?

— O que esta acontecendo? Onde estamos? – perguntou também em um sussurro percebendo que sua amiga não queria chamar a atenção de ninguém. A gata suspirou e se sentou em uma posição mais cômoda.

— Não sei exatamente, mas na verdade é que estamos no covil do pessoal que está planejando tudo o que esta acontecendo. – falou tentando falar o mais baixo possível, ainda se mantendo alerta para qualquer movimento. – Maike esta aqui também e ele é um meio vampiro maníaco que pensa que pode dominar o mundo. Os caçadores estão aqui também e estão usando esses seres da noite para matar a sua espécie rival.

- Suspeitamos disso e também achamos que esses seres são controlados pelos Dark Chaos. – falou Maria no mesmo tom baixo. Se estava no território inimigo não era boa coisa ficar chamando atenção. – Pensamos que eles usam as esmeraldas caos para trazer essas coisa aqui, mas que ainda não estão fortes o bastante para permanecer nesse mundo como são, por isso precisam de um hospedeiro. Já temos duas esmeraldas caos, mas eles também precisariam dos controladores das esmeraldas.

— Acho que tudo o que vocês pensaram está certo. – falou Blaze olhando para o lugar que Maike sempre aparecia, vendo se tinha algum movimento no mesmo. – Temos que arrumar uma maneira de sair e assim avisar aos outros disso. Temos que proteger as esmeraldas caos e seus controladores. Mas quem são eles?

Maria duvidou um pouco em falar. Olhou envolta e voltou a mirar sua amiga. Como ela reagiria com tal noticia, provavelmente iria querer sair daquele lugar o mais rápido possível, principalmente depois de saber que a filha dela corria perigo.

— Nossos filhos. – sussurrou ainda mais baixo de uma maneira que apenas Blaze pudesse ouvir. A mesma arregalou os olhos de surpresa e levou uma mão ao ventre. Por isso tinha desmaiado, por isso conseguia sentir a energia negra. Não era ela, ela seu bebê.

— Agora sim temos que sair daqui. – falou cortando as cordas que a prendiam na pilastra com a adaga que havia pego e logo depois as cordas que tinha nas pernas, correu até Maria e fez a mesma coisa a soltando rapidamente. As duas foram até uma porta que tinha ali perto com o máximo de silencio possível e a abriram lentamente se deparando com um longo corredor. – Temos que achar logo a saída desse lugar antes que nos descubram.

Ambas correram pelo corredor a dentro tentando ficar sempre na escuridão, desviando de qualquer janela, tomando cuidado cada vez que passavam por uma porta e sempre olhando com cautela o que tinha dentro. O corredor parecia não ter fim, tendo algumas curvas no decorrer de seu percurso, mas nunca pareciam chegar em uma saída definitiva. De repente ao fazerem mais uma curva um alarme vermelho começou a disparar. As duas garotas um pouco afobadas correram o máximo que podiam pelos corredores, mas quando pareciam estar chegando no fim dos mesmos viram um vulto bem a frente. As duas pararam e viram que bem na frente da porta de saída estava aquela ave verde de braços cruzados mirando as duas de maneira reprovativa.

Mais duas pessoas apareceram e se posicionaram atrás das duas, era a ave roxa e a ave cinza, Maria e Blaze se distanciaram um pouco sem saber o que fazer. Como caçadores eles tinham experiência em enfrentar seres como elas, mas era a primeira vez que elas se encontravam com um deles. A ave cinza logo partiu para cima das duas, mas Blaze desviou do golpe junto com Maria e deu um forte murro no rosto dele, o lançando para a parede que tinha no momento da curva. Logo depois foi a ave roxa que veio com movimentos rápidos e ágeis, completamente elásticos, só que ambas garotas conseguiram se esquivar de todos até o momento que Maria segurou uma das pernas da garota no momento de um chute e a lançou na direção que a ave cinza estava.

Antes que elas pudessem se dirigir para o outro, ele lançou duas cordas na direção de ambas, mas não eram cordas comuns, eram cordas de metal especial que era de uso exclusivo para os caçadores, aprimoradas para que os seres da noite não conseguissem escapar. As duas foram pegas e caíram no chão por causa do desequilíbrio e antes que pudessem se levantar alguém pegou as cordas, erguendo as duas do chão com muita facilidade.

— Que coisa feia. – disse Maike negando com a cabeça enquanto as duas se contorciam. Como ele poderia ter mais força que duas vampiras completas? – Tentando escapar. Isso não é nada legal. Damos toda uma hospitalidade para vocês e mesmo assim tentam ir embora? Isso que é consideração.

— Cala a boca Maike e deixa a gente sair daqui!! – gritou Blaze tentando se soltar, mas nada funcionava. O garoto começou a andar na direção que elas haviam vindo, segurando com muita facilidade. Maria analisou o movimento das pernas do garoto e a distancia que seu corpo estava do dele, analisando e uma maneira de escapar.

— Minha cara Blaze, nunca vai mudar. – comentou o garoto com o mesmo tom despreocupado de sempre, se preparando para dar mais uma explicação do que acontecia, principalmente quando era relacionado a ele. – Deve estar achando incrível eu conseguir te manter dessa maneira. Ter o poder do caos em minhas mãos tem suas vantagens.

— Não brinque com esse poder Maike, vai acabar se arrependendo. – falou Blaze percebendo o olhar de Maria, sabia que ela planejava algo para escaparem, por isso tentava distrair o garoto o máximo que conseguia. Maria pensou bem e agora já tinha uma maneira de escapar. Os caçadores estavam andando a frente despreocupados, isso ajudaria bastante também.

— Não se preocupe comigo boneca. Sou mais forte do que você pensa. – disse o garoto sorrindo esnobemente não percebendo o ágil movimento de Maria que colocou uma perna entre as dele e o fez perder o equilíbrio, soltando as duas que caíram em pé tranquilamente. Sem perder tempo começaram a correr de volta na direção da saída, mas quando tinham andando uns cinco passos alguma coisa as puxaram para trás fazendo com que caíssem de costas no chão. – Já falei que isso não é legal.

Maike segurava um pedaço da corda que prendia as garota e com isso conseguia puxá-las a partir daí. As arrastou chão a fora até chegarem ao mesmo lugar onde as duas antes estavam presas e as prendeu novamente nas pilastras, só que dessa vez com aquelas cordas de metal que não permitiriam que elas escapassem novamente. Passos foram ouvidos então chamando a atenção de todos para a porta. Dela saiu um homem gordo de pernas finas, usando calças negras, botas da mesma cor e uma jaqueta vermelha. Seu bigode grande e completamente despenteado na porta tampava quase toda sua boca enquanto seu nariz redondo e seus pequenos óculos que tampavam completamente os olhos eram bastantes visíveis.

— Senhor Eggman. – disseram os caçadores se ajoelhando no chão e abaixando a cabeça em sinal de respeito. Blaze e Maria se entreolharam considerando aquilo como aquele homem sendo o líder de tudo aquilo. O homem ficou frente a frente com as garotas e as miraram com atenção. – Elas quase conseguiram escapar Doutor.

— Hum... – o homem as mirou com ainda mais intensidade enquanto as duas garotas tentavam não mostrar serem afetadas por causa disso. – Deixe a gata presa, mas a ouriça pode usá-la como presente para nossos amiguinhos. Assim verão que não tem como lutar contra o que estou planejando.

Os caçadores assentiram e Maike sorriu, todos saindo do lugar deixando apenas as duas garotas no quarto. No mesmo instante as esmeraldas começaram a brilhar intensamente e a enorme esmeralda verde que tinha no centro começara a ter um contorno negro ligeiramente a seu redor. Da mesma esmeralda começara a sair o que parecia ser uma ilusão de um Dark Chaos. O mesmo se aproximou de maneira ameaçadora de Maria que se contorcia sem parar no lugar onde estava.

As outras criaturas ficaram inquieta enquanto o Dark Chaos ficava cada vez mais próximo da garota. Blaze também tentou sair para ajudar a amiga, mas não conseguia e cada vez aquela coisa ficava em uma distancia mais perigosa. Quando estava a pouco centímetros da garota levou uma mão até o peito da mesma, praticamente atravessando sua mão no mesmo como se fosse uma ilusão.

O grito que Maria soltou foi simplesmente terrível e Blaze já não pode mais ver o que acontecia. Odiava não poder ajudar sua amiga e ficar vendo aquilo era pior que qualquer coisa que poderia imaginar.

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Entrou em seu quarto e fechou fortemente a porta atrás de si. Deixou seu corpo cair na cama e ficou apenas ali, olhando para o teto deixando as lembranças invadirem sua mente. Se repetia mil vezes para se mesmo que ela estava bem, que não tinham feito nada de mal para ela, que permanecia viva junto com sua filhinha. Se virou, ficando de frente para a parede e tentou parar de pensar. Não conseguia, se culpava por ela, ou melhor, elas, terem sido levadas por aquela coisa, afinal estavam em sua responsabilidade, era seu dever protegê-las e permitiu que fossem seqüestradas por aquela coisa.

Respirou fundo e se sentou na cama pegando um pequeno boneco que havia dado para Maria em um dia dos namorados. Normalmente não era de fazer isso, mas um dia achou esse boneco e a deu como presente. Era um pequeno ouriço muito parecido consigo, tinha as mesmas cores e até mesmo a mesma cor de olhos. Maria o adorara e o levava para todos os cantos, quando souberam que teriam um filho ela falou, comentou apenas, que iria dar esse boneco para ela quando nascesse, para mostrar o quanto importe era.

Segurou com mais força o boneco sentindo novamente a angustia apertar-lhe o peito. Deixou o boneco de lado e levou as mãos ao rosto, desesperado. De repente a porta de seu quarto se abriu o fazendo tirar as mãos do rosto e mirar quem havia entrado. Não era nada mais nada menos que Sonic e Silver que tinham uma cara preocupada. Não queria ver ninguém, mas não conseguia abrir a boca para falar para eles irem embora. Era incrível o que uma depressão podia fazer com um vampiro.

— Tudo bem mano? – perguntou Sonic sentando do lado de Shadow que nem mesmo levantou a cabeça para mirá-lo. Estava pior que Silver quando perdera Blaze. – Vamos, ela vai estar bem. Maria é forte apesar daquele jeitinho doce dela, não vai deixar alguma coisa de ruim aconteça.

— Sem falar que Blaze provavelmente esta com ela e você sabe que ela nunca deixaria que acontecesse alguma coisa acontecer com a Maria. – falou Silver sorrindo um pouco para Shadow. Ele havia se escorado no armário que tinha no lugar e mirava os dois irmãos ouriços sentados na cama. – Não foi só você que perdeu alguém Shadow.

— Eu sei. – sussurrou ele, nem sabia da onde tinha tirado forças para falar, só sabia que não queria mais ficar ouvindo aquilo. Como sempre gostava de sofrer em silencio, sozinho, apenas com Maria podia ver esse seu lado, podia ver dentro de sua alma, mas ela não estava ali no momento e isso o matava. Respirou fundo e deixou de ouvir o que Sonic e Silver diziam. Deixou sua mente vagar em outros sons, sons distantes que ocorriam no meio da floresta.

Era o som de asas de pássaros batendo, de folhas chacoalhando, pássaros cantando, o vento soprando, uma pequena risada... Um minuto! Uma risada? Fechou os olhos e prestou mais atenção nos sons. Novamente a mesma coisa, asas, folhas, pássaros, vento e novamente aquela risada leve, trazida pelo vendo, fazendo seus ouvidos se encantarem com tal som. Conhecia essa risada, já a tinha ouvido antes, não estava enganado. Novamente ela soara e agora sabia de quem era.

Praticamente pulou para perto do parapeito da janela e mirou o lado de fora, vendo perto do portão aqueles longos cabelos loiros esvoaçando com o vento quase tampando o delicado vestido azul claro que usava, que a penas chegava apenas a metade de suas cochas, mostrando grande parte de suas pernas. Não podia acreditar no que seus olhos lhe mostravam, não poderia ser ela. Viu como ela virava o rosto lentamente para o lado, mostrando um delicado e sinistro sorriso, mas sem permitir que seus olhos se mostrassem. Ela então correu na direção da floresta soltando mais uma pequena risada.

Pulou no parapeito da janela e estava prestes a soltar para segui-la quando alguém segurou seu braço. Se virou só para se encontrar com Sonic que o mirava de maneira reprovativa.

— O que está fazendo? – perguntou. Não sabia o que tinha dado na cabeça de seu irmão ao ter aquela idéia maluca de saltar desde o andar que estavam. Se ele não sabia pular desse andar não ia ajudá-lo a se matar.

— Indo atrás dela. – falou para logo depois saltar, aterrissando no chão sem muitos problemas. Sonic grunhiu ligeiramente e foi atrás do irmão, sabendo muito bem que ele faria besteira. Silver já fez outra coisa. Saiu do quarto, usando a porta, e foi até onde os outros estavam, chegando até a sala onde Manic, Sonia, Amy e a bruxa se encontravam.

— Temos problemas. – falou chamando a atenção de todos que se viraram para vê-lo. – Ao aparecer Shadow viu alguém pela janela e vai atrás dela, acredito que seja a Maria pela a reação dele. Sonic já vou atrás dele, mas não sei se vai poder segurá-lo.

Todos se levantaram e foram até a porta de entrada, indo direto para o jardim onde Sonic se encontrava segurando firmemente Shadow para que não saísse pela porta. O ultimo se contorcia sem parar tentando se libertar, mas Sonic o segurava com força e não permitia que saísse com tanta facilidade, apesar do mesmo ter um pouco de dificuldade para mantê-lo daquela maneira.

— Pode ser uma armadilha! – exclamou o ouriço azul com os braços passados por baixo dos braços do ouriço negro enquanto o mesmo batia os pés, mexia os braços e empurrava o tronco tentando se soltar e correr na direção da floresta. Estava determinado em seguir o caminho que a garota tinha seguido e nada poderia impedi-lo.

— Armadilha ou não eu tenho que ir atrás dela! – exclamou de volta se soltando de Sonic e começando a correr floresta a dentro. Sonic amaldiçoou o irmão mentalmente e se virou para os outros falando que era para ficarem no castelo e que ele mesmo iria atrás de Shadow.

O Ouriço negro já havia percorrido grande parte da floresta, procurando para todos os lados a garota que havia entrando na mesma. A floresta densa a noite parecia apenas um breu cheia de vultos altos e sombras traiçoeiras que dariam medo a qualquer um, mas não em um vampiro. Parou em uma parte da floresta e se concentrou em ouvir os sons que tinha a sua volta, procurando aquela tão melodiosa risada que tinha ouvido antes. Era como se as arvores tivessem desaparecido e deixando apenas um espaço aberto em que ele poderia enxergar muito bem onde cada coisa estava.

De repente ouvira novamente aquele risinho. Abriu os olhos e mirou para todos os lados, vendo um vulto passando rapidamente de uma arvore a outra, mas não identificou o que era. De novo o risinho e de novo o vulto passara desaparecendo entre arvores e mais arvores, o rodeando e o fazendo perder o foco. De novo o risinho e o vulto agora se encontrava mais perto, passando um pouco mais divagar. Olhou para todos os lados, ouvindo risos e mais risos, mas sem saber de onde saiam e se realmente eram delas.

Foi em um desses momentos de distração que esse vulto cortou o caminho entre as arvores e onde estava, acertando seu corpo com força e o mandando na direção de uma arvores que estava próximo. O vulto desapareceu rapidamente, o deixando um pouco atordoado. Balançou levemente a cabeça recuperando o foco e ouviu novamente a risada, tão próxima que era quase palpável. Estava começando a se desesperar. Olhou para todos os lados e dessa vez pode interceptar um golpe, colocando os dois braços na frente do rosto e impedindo que aquele murro acertasse aquela área.

Não podia acreditar no que seus olhos lhe mostravam naquele instante, naquele segundo tão rápido e ao mesmo tempo tão lento. Os olhos de Maria, aqueles olhos azuis que tanto amava, já não eram mais daquela cor. Na parte branca eles eram completamente vermelhos e por dentro, na ires eles eram amarelos, mostrando que não era ela que fazia aquilo. Suas costas acertaram um tronco de uma arvore e aquela garota desapareceu. Dessa vez recuperou o foco mais rápido e voltou a olhar em volta procurando Maria.

— Maria!! – gritou a todo pulmão, fazendo sua voz ecoasse por toda a floresta fazendo com que alguns animais se agitassem. – Maria eu sei que você não quer fazer isso!! Tem que tirar esse bicho de você!! Maria!!

Não houve resposta. Sua voz apenas ecoou pelo lugar sombrio. Novamente uma risadinha foi ouvida, só que dessa vez estava mais perto que das outras vezes. Se virou só para se encontrar novamente com aqueles olhos sinistros e com um sorriso que passou calafrios por todo seu corpo. Agora, no lugar de unhas a garota tinha garras e as juntara avançando na direção do garoto que apenas fechou os olhos esperando o impacto, mas antes que pudesse sentir alguma dor, alguém o empurrou para o lado fazendo a ambos desviarem do golpe da garota.

— Você ficou maluco?! – gritou Sonic logo depois que se levantara. Havia conseguido chagar a tempo de evitar esse desastre, apesar de saber que Shadow poderia se recuperar de um ferimento daquele, também sabia que não poderia lutar com ele, principalmente com a garota que gostava. – Pode fazer o favor de não ser morto?!

— Ela não esta agindo assim por que quer. – falou se levantando e mirando o lugar que a garota estava, dessa vez ela não tinha desaparecido entre as arvores, tinha apenas pulado encima de um galho e os mirava atentamente, com os caninos animalescos para fora da boca, preparados para abocanhar alguma coisa. – Aquele bicho a esta controlando de alguma maneira. Tenho que fazer ela voltar ao normal.

— E como pensa fazer isso? – perguntou Sonic só para logo depois ver como Shadow saltava na direção do galho onde a garota estava. Suspirou, só Maria mesmo para fazer seu irmão agir por impulso. Essa era sua tarefa.

Maria saltara para outro galho e agora saltava de arvore em arvore se distanciando lentamente do garoto que a seguia. Shadow pensou rápido e usou uma de suas sombras para segurar o pé da garota, a fazendo escorregar levemente de um galho e cair na direção do chão, mas antes que ela pudesse alcançar o mesmo a segurou, colocando seu corpo na frente e a protegendo do impacto. Suas costas atingiram o chão com força, e apesar do forte estalo de dor que sentira não se importara nem um pouco.

A garota em seus braços começara a se contorcer, arranhando-o de todas as maneiras possíveis, mas mesmo assim não a soltava. Sabia que corria o risco de ser mordido e assim encontrar a morte como seu irmão havia encontrado, mas não se importava no momento. Fez os dois se virarem, colocando ela no chão a virando para que ficasse frente a frente consigo, segurou os pulsos da garota impedindo que pudesse usar as mãos para se soltar, agora era achar uma maneira de trazê-la de volta.

— Maria, me escuta. – não tinha outra maneira que tentar fazer ela acordar. Não podia lutar com ela, nunca poderia fazer isso, e tinha certeza que Sonia não poderia ajudar com seu poder medico porque isso não era o veneno. – Sei que você pode tirar essa coisa do seu corpo. Lembra que temos que protegê-la, lembra que temos que cuidar da nossa filha. – a garota parou de se contorcer e o mirou atentamente, os olhos agora um pouco menos animalescos e insanos o miravam com curiosidade. Sorriu e tirou uma de suas mãos do pulso da garota levando para o ventre da mesma. – Lembra? Nossa pequena Maria, aquela que ganhamos esses meses, que quebrou todas as regras para estar aqui. Nossa filha Maria.

A garota fechou os olhos com força enquanto seu corpo voltava a se contorcer, só que dessa vez não era para escapar. Uma disputa acontecia no interior da garota, uma disputa que decidiria o domínio daquele corpo. Com delicadeza o ouriço negro levantou o corpo da garota e a abraçou enquanto ela fazia o mesmo, cravando suas unhas nas costas do garoto. Os gritos agora eram constantes e mostravam o quanto estava difícil aquela luta. Depois de alguns minutos a garota abriu os olhos, revelando como os mesmos voltavam lentamente a sua cor normal.

Das costas da garota começara a sair uma espécie de contorno negro, como se fosse apenas uma ilusão saindo do corpo da garota. Quando aquela coisa saiu completamente ficou em uma forma mais solida, ao invés de meio transparente ele estava completamente “preenchido” revelando um Dark Chaos Vimpire. A garota respirava agitadamente nos braços do ouriço que praticamente a escondia entre os braços.

Com um rápido salto para trás ele se afastou da criatura e deixou a garota sentada perto de uma arvore, enquanto o ouriço se preparava para lutar contra a criatura que tinha a sua frente. De repente uma mão ultrapassou o estomago da criatura e logo depois voltava. Era Sonic que o havia pegou de surpresa e agora lhe dava um forte chute o lançando na direção de Shadow que apenas lhe segurou pela cabeça e o apertou com força, fazendo o pescoço se quebrar e a carne se despregar. O corpo caiu no chão e a cabeça em outro lugar para logo depois ambos desaparecerem em cinzas.

— Velhos tempos. – falou Sonic com um ligeiro sorriso no rosto. Shadow soltou uma pequena risada e logo foi na direção de Maria que ainda se encontrava bastante cansada. O ouriço a carregou com cuidado permitindo a garota descansar a cabeça no peito do mesmo enquanto soltava ainda ligeiros gritinhos de dor. Seu ventre doía e muito. Não sabia exatamente o que tinha acontecido, mas era como se aquela coisa se estivesse se conectando com sua filha e quando saíra causara uma grande dor nela junto com a pequena.

Os dois voltaram para o castelo se encontrando com os outros. Maria estava exausta, mau conseguia abrir os olhos para mirar os outros que estavam ali. Em sua mente passavam varias e varias vezes imagens do que tinha acontecido e sabia que tinha que dar a informação que tinha, mas não encontrava forças para falar.

Shadow a colocou deitada no sofá enquanto os outros a rodeavam tentando saber o que tinha acontecido. Atordoada, Maria abriu um pouco de um olho vendo tudo um pouco borrado, mas mesmo assim identificando cada forma que tinha a sua volta. Com lentidão, levou uma mão na direção de Silver e segurou sua blusa chamando a atenção do garoto. Respirou fundo algumas fezes e abriu os olhos totalmente para mirá-lo.

— B-blaze... E-ela e-esta bem, m-mas c-corre p-perigo. – falou com a voz entrecortada. Quase não tinha forças para continuar, mas se forçava a não parar e dar a informação completa. – M-maike, o n-namorado q-que e-ela t-teve n-n-no p-passado e-esta envolvido n-nisso t-tudo. E-ele v-vai c-castigá-la p-por t-tentar e-escapar. E-eles v-vão e-expor e-ela a-ao s-sol.

Maria deixou a mão cair para o lado e respirou fundo umas cinco vezes, tentando recuperar a energia que tinha perdido. Todos se olharam preocupados, mas Silver estava tranqüilo, olhando para a janela mais próxima com um pequeno sorriso no rosto. Amy o mirou desconcertada. Era de se supor que ele amava sua amiga, então por que estava tão relaxado? Por acaso não tinha acabado de ouvir o que Maria havia falado?

— Silver. – chamou fazendo o garoto a mirar confundido enquanto ela o repreendia com o olhar. Estava prestes a dar um murro naquele ouriço, mas precisava saber o motivo daquela calma e se fosse o que estava pensando o ia mandar para os ares. – Por que esta tão tranqüilo?

O garoto sorriu ainda mais. Blaze não queria que ele contasse, mas agora tinha que acalmar a todos e para isso tinha que dizer a verdade. Não era insensível como Amy estava pensando. Nunca ficaria calmo dessa maneira se Blaze realmente corresse perigo, na verdade seria o primeiro a dar um escândalo.

— Simples Amy. Tem uma coisa que Blaze possui, uma habilidade que a deixa segura nessas situações. – falou fazendo todos ficarem ainda mais confusos. Do que Silver estava falando? Nenhum vampiro era imune ao sol a não ser o rei dos vampiros, isso porque ele tinha o poder Elemental do fogo que o protegia. – Blaze, como o reizinho aqui, ela não é afetada pelo sol, tudo graças a que ela possui o poder do fogo.

— Nunca ouvi falar de um vampiro além de mim que tinha o poder do fogo. – comentou Manic pensativo. Estava vendo como as coisas estavam mudando. O mundo dos vampiros estava se virando de cabeça para baixo completamente. – Ao parecer os caçadores vão ter uma pequena surpresa.

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— Abram a clarabóia. – falou aquele homem na penumbra. O líder dos caçadores da noite. Permaneceu de cabeça baixa apenas ouvindo como o teto de metal acima de sua cabeça abria deixando a luz do astro rei entrar naquele lugar escuro. As criaturas da noite que estavam presas nas gaiolas perto de onde estava guincharam em desaprovação e se encolheram no canto mais escuro da cela onde estavam, se afastando o máximo que podia da luz. – Mas que diabos...

Não sentia nada que eles queria, não estava agonizando, não estava cansada ou perdendo energia, tudo o que sentia era o calor do sol, aquele doce calor que quando era humana sentia freqüentemente. Todos os que estavam ali, pelo menos os que ainda tinha sanidade, a miravam boquiabertos. Sorriu levemente e ergueu a cabeça apreciando a luz do sol. Não era meia vampira, não isso não. Tinha sido transformada, como quase todos os vampiros do planeta. Sua única diferença era possuir uma habilidade simplesmente única.

— As coisas estão ficando divertidas. – falou o líder de toda aquela operação em um sussurro que apenas seus subordinados puderam ouvir. Eles o miraram com uma interrogação no rosto e o mesmo apenas sorriu. – Vamos ter que adiar o plano.

Notas finais
Gente!! Cadê meus reviews?! Sei que fiquei um tempão sem escrever nada, mas estou fazendo o máximo possivel agora. Quero pelo menos um comentario galera T-T, é pedir muito? Bem é melhor terminar com isso aqui antes que acabe implorando.

Bjsss T-T