Controle do Caos
10 A guerra vai começar.
Notas iniciais
La vem! *não faz mais isso tá* ¬¬.
Controle do Caos.
Maria se sentou no sofá ainda respirando fundo, seu corpo tremia ligeiramente e talvez não conseguisse se manter em pé por muito tempo, nem mesmo sentada. Percebendo isso Shadow a encostou ligeiramente em seu peito, fazendo a garota suspirar levemente de alivio e mirou os outros que estavam na sala. A noticia sobre o poder de Blaze tinha sido uma surpresa, mas haviam outras por virem e ela sabia disso. Tinha muitas informações para dar só tinha que encontrar as forças para falar.
— Eles já tem cinco esmeraldas caos, mais uma esmeralda grande que suponho ser a esmeralda mestre. – falou chamando a atenção de todos. Tinha que falar tudo agora enquanto ainda tinha forças, sentia que logo cairia exausta e não poderia falar mais nada. – São quatro caçadores que controlam tudo junto com o ex-namorado de Blaze, Maike, que parece ser metade vampiro.
- Os tempos realmente estão mudando. – comentou Manic pensativo. A centenas de anos atrás nunca se ouviria falar de um meio vampiro, quem dissesse isso seria tachado como louco ou seria motivo de piada. – Não pensei que algum dia iria ouvir falar de um misto de vampiro com humano.
— Ele esta usando o poder do caos para ficar mais forte e trabalha junto com os caçadores, não me perguntem por que. Ele esta atormentando a Blaze parece desde que ela esta lá, já que quando nos encontramos ela parecia mais que furiosa. – comentou Maria lembrando de quando o garoto havia aparecido para carregar as duas. – Também parece que tem um líder entre eles, já que três dos caçadores se ajoelharam na frente dele. Vejam se reconhecem o nome. Eggman.
— E como não conhecer? – perguntou Sonia um pouco estressada. Todos os quatro vampiros primários que estavam no local grunhiram ligeiramente. Essa não era um nome muito querido entre eles, principalmente depois dos vários anos que passaram com esse homem atrás deles. – De umas décadas para cá ele vem nos perseguindo para onde quer que fossemos. Não dá uma trégua!
— Ele sabe onde vocês moram? – perguntou Amy um pouco preocupada. Um caçador saber onde era a residência de um vampiro era um grande problema, afinal os vampiros teriam que se mudar depois que soubessem isso e no caso de Manic e Sonia as coisas eram um pouco diferentes. Por sorte Manic negou com a cabeça.
— Ele não consegue ver o castelo. Diferente dos outros caçadores ele não tem nenhuma conexão com a energia caos, que o que faz os caçadores saberem do nosso mudo. Ele entrou nisso por acaso, quando Mephiles matou a família do pai dele. O pai quis vingança e começou a perseguir os vampiros, mas principalmente os primários. – comentou Manic um pouco irritado. Mais uma prova de que Mephiles tinha acabado com a família e já não era mais o mesmo. – Ele ensinou tudo que sabia para o filho, mas o mesmo tinha meios diferentes do pai. Começou a criar invenções e a buscar livros antigos sobre nós, e pior ainda. Só persegue aos vampiros primários apesar de ainda pegar um ou outro vampiro transformado.
— Seja como for, ele é o líder dos caçadores e é ele que esta trazendo os Dark Chaos para o nosso mundo. Parece que se tornou alguém muito importante. – disse Maria já sentindo sua cabeça tontear e o ventre voltar a doer. Gemeu um pouco de dor e se encurvou um pouco levando a mão até aquela área. – Ele também já tem alguns seres da noite possuídos por essas coisas. Eles estão presos em celas e parecem ser pelo menos uns dez. Não tenho certeza.
— Se eles já tem cinco esmeraldas do caos vão querer as outras. Talvez descubram que elas estão conosco rápido, e por isso temos que cuidar para que eles não consigam. – falou Sonic pensativo. – Melhor mantermos guarda no esconderijo das esmeraldas para que eles não as peguem enquanto discutimos outras coisas.
— Posso ficar de guarda no primeiro turno se quiserem. – falou Silver levantando ligeiramente a mão para se mostrar mais sua disponibilidade.
— Enquanto Silver vigia outros podem cuidar de outras tarefas. – opinou Shadow mirando a todos. – Se eles já estão tão próximos de ganhar temos que ter um plano B para caso não consigamos proteger as esmeraldas. Por exemplo começar a reunir um exercito para enfrentar aquelas coisas ou procurar saber mais sobre o poder do caos, já que o pouco que sabemos não vai ajudar a reverter o efeito que pode causar a volta dele.
— Eu posso pesquisar alguma coisa na biblioteca... – falou Maria, mas Shadow a cortou no mesmo instante.
— Não, você vai descansar. Já fez muito nos contando isso tudo. – replicou passando os braços pela garota não permitindo que ela se levantasse ou fizesse algum movimento.
— Eu e Sonic podemos procurar pessoas para se unirem a nós. – comentou Amy segurando com uma mão a de Sonic e a outra erguendo levemente, como se si mostrasse como voluntaria. – Afinal se falarmos que foram os caçadores que causaram todas essas mortes duvido que algum vampiro vá se recusar a participar.
— E eu e o Knuckles podemos procurar informações sobre a esmeralda caos ou algo do tipo. – falou Rouge aparecendo no quarto junto com Knuckles que carregava o filho nos ombros que ria sem parar, se divertindo com as brincadeiras que o pai fazia. – Afinal assim Ramon pode ficar um pouco mais distraído.
— Então esta combinado, trocaremos o turno da vigia em cinco em cinco horas, para que não cansemos muito. Vamos começar logo, Sonic e Amy já podem ir procurar recrutas enquanto ainda esta de noite, Silver você troca com o Knuckles daqui a cinco horas, Rouge procure tudo o que tem haver com o que aconteceu no inicio da vida da noite e descubra o que foi exatamente as esmeraldas caos. Deve ter alguns livros de demônios por ai. Trabalharemos rápido para assim conseguir ganhar dessas coisas.
Todos assentiram e foram até os locais que foram colocados. Sonic e Amy saíram floresta a fora se separando em certo ponto para cobrir uma área maior, Rouge e Knuckles se dirigiram para a enorme biblioteca que tinha no castelo do rei vampiro, cheia de coleções de livros antigos e novos dos mais variados tipos.Shadow levou Maria para o quarto onde ela poderia descansar e Sonia foi buscar um pouco de sangue para a garota, que devia estar morrendo de sede por causa da perda de energia. Manic acabou ficando na sala junto com Cassandra que não tinha se pronunciado nem uma vez durante a discussão do grupo de vampiros. Ficara impressionada com a organização que tinham e o raciocínio rápido e lógico que possuíam em conjunto. Era uma equipe perfeita.
Manic suspirou de maneira audível e começou a se afastar lentamente indo na direção de seu escritório só para fazer o relatório de tudo o que estava fazendo, apenas para organizar as idéias, nada mais. Cassandra ergueu a mão e segurou a manga da camisa longa do rei que a mirou curioso. Ela tinha mudado de aparência mais uma vez, agora parecia uma garota de dezesseis anos. Era uma técnica ensinada para todas as bruxas mestras, elas disfarçavam sua aparência o tempo todo mudando de aparência novas a velhas, para que assim passassem despercebidas pelos locais.
— Desculpa não ter acreditado em você. – falou ela delicadamente abaixando a cabeça arrependida. Manic sorriu ligeiramente, de todos do conselho Cassandra era a que mais gostava, ela era a única que o tratava bem e o ouvia com respeito e até um pouco de admiração, apesar do ultimo o garoto não notar. – Acho que fiquei com medo de que isso fosse verdade e por isso neguei, mas prometo fazer de tudo para ajudar.
— Não se preocupe Cassandra. Não estou chateado pelo o que aconteceu, na verdade nem me lembro mais. – comentou, e era verdade. Nem mais se lembrava da raiva que tinha ficado, afinal era apenas raiva de momento e sua família (adorava essa palavra) lhe fazia se sentir calmo com relação ao conselho. – E obrigado por oferecer ajuda, tenho certeza que vai ser de grande importância para nós.
Tudo ficou em silencio por alguns instantes. Os dois estavam comodamente posicionados um do lado do outro, sem se incomodar com a falta de dialogo. Pode se ouvir o som do vento, das respirações, do leve balançar das arvores do lado de fora, todo o cantar da noite que agora parecia mais musica do que em qualquer outro momento. Mas uma pergunta incomodava a cabeça da garota e não podia evitar a vontade de falar.
— Aquela ouriça loira é a garota que você falou que vai dar um filho para seu irmão? –perguntou sem mirar ao ouriço verde enquanto o mesmo apenas a mirava de canto, analisando cada detalhe do rosto da garota.
— O nome dela é Maria, é uma garota forte apesar da aparência frágil e inocente. Nunca vi meu irmão tão feliz quanto quando esta com ela. – falou olhando para o teto do aposento que estavam. A garota o mirou curiosa e viu como um pequeno sorriso se desenhava nos lábios do garoto enquanto ele fechava os olhos e continuava a falar. – Vai ser uma menina que vão ter e Sonic... Ele vai ter um menino. Ele até parece estar mais bobo e brincalhão depois que ficou sabendo. Imagino quando eles nascerem, vai virar uma animação esse castelo como nunca foi antes.
— Você queria isso também, não é? – perguntou Cassandra cautelosa, o ultimo que queria agora era irritar o garoto. Não queria mais ver ele estressado, principalmente depois de estar tão pacifico como agora. – Também queria ter uma família igual a eles. Ter filhos.
- Que vampiro não quer isso? – perguntou o garoto com um sorriso triste no rosto. – É uma ironia para nós. Almejamos com fervor a única coisa que não podemos ter. Temos tudo, beleza, imortalidade, força, velocidade, inteligência... Mas não temos uma família. Talvez seja por isso que andamos em grupos, para ver se assim ocupamos esse espaço vazio que temos no lugar que devia esta o coração. – Manic soltou uma gargalhada sem humor enquanto levava a mão ao peito ainda com um sorriso triste no rosto. Cassandra o mirava com pena. – Conseguimos ter o companheirismo, a amizade, a lealdade, mas aquela dorzinha ainda não sai. Talvez seja a condena de todo o vampiro e passei os meus milhares de anos sentindo essa mesma dorzinha, sem saber como tirá-la.
Cassando o mirou triste vendo como uma pequena lagrima escorria pelo rosto do garoto. Lentamente levou a mão até lá e limpou a lagrima, deixando a mão no mesmo lugar, acariciando o rosto do garoto com delicadeza, chamando a atenção do mesmo que a mirou interrogativo enquanto ela apenas sorria delicadamente.
— É uma pena. – comentou ela ainda acariciando o rosto do garoto. – Você seria um excelente pai.
O garoto sorriu para a garota que apenas aumentou o que já tinha no rosto. E novamente o silencio voltou a pairar entre eles, deixando apenas a musica da noite bailar naquele momento, deixando tudo ainda mais confortante e intimo.
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A colocou na cama com cuidado e esperou que Sonia chagasse com o sangue, apesar de saber muito bem que o que ela iria dar não adiantaria nem um pouco. Não queria falar para Maria o que estava acontecendo, se fizesse isso talvez ela não aceitasse com tanta calma, e tinha medo que ela se afastasse de si. Tinha medo que ela não concordasse com o que era e o deixasse levando a pequena junto, e por mais improvável que isso fosse não era impossível. Ele mesmo queria escapar de si mesmo, evitar o que era e o que nunca deixaria de ser, mas não podia fugir de si, não se podia correr de quem era.
Sonia apareceu alguns minutos depois trazendo uma pequena garrafa que pudesse ajudar Maria a recuperar todas as forças que precisasse, já que vira como a garota estava praticamente exausta. Talvez só não tivesse desmaiado porque não podia, porque vampiros não dormiam. Entregou a pequena garrafa para Maria que sorriu agradecida fazendo Sonia retribuir o sorriso como uma mãe faria.
— Espero que se recupere Maria. – disse enquanto se dirigia para a porta e se despedia antes de fechar a mesma. Shadow suspirou e viu como Maria bebia com quase desespero o sangue que tinha na garrafa. Aquilo não ia adiantar nada, sabia disso e queria dizer para ela parar. Levou uma mão até a garrafa para tirar dela, mas com um movimento brusco ela o afastou, continuando a beber o que tinha na garrafa chegando até a escorrer um pouco pelo canto de sua boca.
— Maria, isso não vai adiantar. – falou com delicadeza tentando novamente tirar o objeto das mãos da garota, mas ela não permitia e continuava bebendo, com os olhos completamente fechados e as duas mãos na garrafa a empurrando para cima para que o liquido saísse mais rapidamente. – Deixa disso Maria. Você sabe que quer outra coisa.
Finalmente Shadow conseguiu tirar a garrafa da garota e antes que ela pudesse tentar pegá-la mais uma vez a beijou, fazendo com que sentisse o gosto do sangue que a garota tinha acabado de beber. Ela ficou quieta, apenas retribuindo o beijo enquanto o garoto colocava a garrafa na mesinha que tinha do lado da cama e abraçava a garota. Quando se separaram levou o rosto dela direto para seu pescoço e sentiu como ela prendia a respiração com desespero e começava a tentar empurrá-lo para longe, mas ele não permitia. Depois de um tempo a colocou na cama e se posicionou encima dela, segurando os pulsos da garota com um pouco de força e a mantendo presa enquanto ela se contorcia sem parar.
— Maria você tem que beber. – falou ele. A frase podia ter ficado meio confusa, mas a garota entendera e negou fortemente com a cabeça ainda se contorcendo seu corpo e prendendo a respiração. Sua boca estava fechada com força, os lábios bem apertados um contra o outro. – Você sabe que tem que fazer isso querendo ou não. É o único jeito de se sentir forte o suficiente.
A garota voltou a negar com a cabeça com desespero fazendo o garoto suspirar frustrado. Ergueu os braços dela e prendeu ambos os pulsos com uma mão apenas e logo levou a outra na direção da jaqueta que estava usando, desabotoando os botões e descendo um dos ombros para que um lado do pescoço ficasse exposto. Logo depois levava a mesma mão na direção da boca da garota, levantando seus lábios e entreabrindo a boca com delicadeza, mostrando os afiados caninos que a garota possuía no momento o que era sinal de um desejo forte de sangue.
— Viu, eu sei o que esta acontecendo Maria, por isso te peço que faça antes que acabe piorando. – acariciou o rosto da garota com lentidão mostrando que estava tudo bem, mas ela continuava a negar com a cabeça, ainda com os olhos fortemente fechados. O garoto suspirou, sabia que era difícil aceitar aquilo, mas era o que tinha que fazer, se não ela nunca recuperaria as forças. Só encontrou uma solução para aquilo, apesar de não gostar nem um pouco dela. – É melhor eu te explicar tudo. Mas quero não me deixe depois de saber a verdade.
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Nem haviam se passado cinco horas quando já estavam na metade do seu percurso. Logo que saíram do castelo de Manic, Sonic e Amy haviam se separado para cobrir um espaço maior em um espaço de tempo menor. Sonic cobria a parte sul, pegando os países também do lado ocidental da Europa e logo depois se dirigindo para a África, passando por cada pais ainda mais rápido, já que em locais onde o sol era constante não se via muitos vampiros. Amy já percorria a parte oriental, pegando os países mais ao norte da Romênia e logo se dirigindo para a Ásia. Como um continente bem populoso era comum que tivesse muitos vampiros e Amy passara a maior parte do tempo convencendo vampiros a cada passo que dava.
Com a super velocidade que os vampiros costumavam ter passar por todos os lugares dos países era relativamente fácil, o problema mesmo era convencer a cada grupo de vampiros a lutar. Alguns se recusava, alegando que não queriam ter participação em uma guerra, outros já eram mais animados e encaravam de frente a oferta como um jogo muito emocionante, alguns queriam vingança pelas mortes por isso aceitaram ao saber que eram os caçadores. Era até cansativo ficar falando a mesma coisa para cada vampiro que encontrava. Era sempre: “Oi, sou do grupo de investigação contratado pelo rei para ver a causa das mortes estranhas que estão acontecendo. Descobrimos que são os caçadores e precisamos de recrutas para enfrentar um problema ainda maior e resolver essa questão. Você aceita?” e sempre eram as mesmas respostas: “Não quero me envolver em uma guerra.” “Mas é claro! Vai ser emocionante” “Aceito, assim poderei vingar a morte de meu amigo/conhecido/parceiro”.
Amy já estava na metade da china quando decidira voltar antes que amanhecesse na Romênia e ficasse complicado para que chegasse até o castelo. Sonic estava na Antártida e não se preocupava muito com isso. Sua velocidade era tanta que podia faltar segundos para amanhecer na Europa que estaria lá no mesmo instante.Olhou quase todo o frio continente e logo volto para casa. Amy foi a primeira entrando no castelo e se encontrando com Manic praticamente se despedindo de Cassandra, que tinha que voltar para a dimensão que as bruxas estavam e organizar tudo o que precisasse para ajudar o rei vampiro.
— E o que conseguiu Amy? – perguntou curioso enquanto a garota acabara de chegar e se posicionava a sua frente com um sorriso no rosto.
— Não consegui pegar toda a Ásia e a Oceania ainda não olhei, mas já consegui recrutar sete mil vampiros. Alguns não aceitam porque não querem se envolver em uma guerra, mas a maioria se interessa em vingar seus parceiros ou conhecidos ou ter uma boa emoção. – falou a garota com um sorriso no rosto. Manic suspirou aliviado ao ouvir o numero, era relativamente grande comparado ao numero de vampiros que tinham no planeta. Não eram uma grande quantidade, os humanos ainda superavam a todos em um nível alarmante, mesmo assim deviam ser bem uteis pala lutar contra os Dark Chaos. De repente Sonic entrou pela porta completamente encharcado de neve, ele se sacudiu como um animal e deixou aquela camada branca que tinha em sua roupa e em seu corpo cair no chão o molhando ligeiramente.
— Dois mil vão participar, os vampiros de lá não são muito de se meter em problemas, o que é estranho já que a maioria vem de um continente cheio de conflitos. – comentou o garoto um pouco pensativo o que fez Manic sorrir. Já tinham nove mil soldados sem contar com os que já eram treinados para lutar na sua organização de proteção e secreta. Estavam na vantagem de certo modo.
— Pelo menos temos um exercito grande garantido para lutar contra os bichinhos de Gaia. Agora podem ir descansar. – Sonic deu um grito de alegria ao ouvir aquilo e Amy apenas riu divertida pela reação do garoto. Os dois saíram da sala e foram para seu quarto ter um bom momento de descanso deixando Manic novamente sozinho com a bruxinha que sorriu divertida.
— Você tem uma família bem interessante. – disse ela olhando para o lugar que Amy e Sonic tinham ido. Manic sorriu ligeiramente e se virou para a garota, vendo o rosto jovem dela completamente encantado com a demonstração de afeto que esses vampiros demonstravam. Será que todos os vampiros eram assim? – Dairos tem muito o que se desculpar por ter falado que vocês só ligam para vocês mesmos.
— Nunca me importei com o que ele diz. – falou Manic dando de ombros e logo sorrindo malevolamente. – Até parece que ele se preocupa com as outras pessoas tanto quanto se preocupa com o brinquedinho dele.
Ambos riram divertido do comentário.
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Ramon estava lendo tranquilamente um dos livros que tinha naquela imensa biblioteca enquanto seus pais procuravam incansavelmente alguma informação sobre as esmeraldas caos ou o poder que continha nelas. Eles olhavam em tanto livros de demônios quanto de vampiros e claro que achavam varias coisas interessantes, mas pouco uteis para o momento. Rouge já estava ficando entediada, não reclamava de ler tanto livros, até mesmo gostava, mas já fazia mais de quatro horas que esta ali sentada olhando livros e mais livros.
— Não agüento ler mais uma só pagina. – falou empurrando o livro que lia para longe e se deixando cair encima dos braços cruzados na mesa. – Se ler mais uma palavra se quer acho que me taco dessa janela.
— Não é de se admirar. Lemos pelo menos trezentos livros e não achamos nada sobre as esmeraldas caos. – murmurou Knuckles fazendo a mesma coisa com seu livro e se deixando cair no encosto da cadeira, colocando os braços atrás da cabeça em uma posição relaxada. – Essas coisas são mesmo misteriosas. Queria saber quem as fez e por que manteve tanto segredo sobre elas.
Rouge deu de ombros e se recostou no peito de Knuckles e fechava os olhos levemente. Um breve momento de descanso não mataria ninguém e eles precisavam. Ao fechar os olhos para deixar sua mente devagar viu uma cena estranha. Silver estava no quarto das esmeraldas e estava em uma posição defensiva sibilando para mais três criaturas que pareciam ser Dark Chaos, só que esses não eram normais, e nem mesmos os seres da noite possuídos, eles tinha a aparência igual a de um Dark Chao Vimpire, monster e werewolf comuns, mas eles pareciam não ser reais, já que seu corpo ficava meio transparente e logo voltava a uma aparência mais solida logo em seguida, dando esses piques de segundo em segundo.
Abriu os olhos rapidamente e se sentou direito fazendo Rouge ter um pequeno sobressalto e se afastar do garoto um pouco assustada. Knuckles se levantou rapidamente e foi na direção da porta, mas antes de sair se virou para Rouge e a mirou seriamente.
— Fique aqui com Ramon, só saiam quando eu voltar. – falou e logo desapareceu porta a fora deixando a garota completamente confundida dentro da biblioteca. Como um raio Knuckles correu até a sala e ao ver Manic e Cassandra, decidiu informar o que tinha visto.
— Silver esta com problemas. Três Dark Chaos diferentes o estão atacando! – falou quase com desespero e voltando a correr. Manic e Cassandra se entreolharam e firam até onde Knuckles tinha ido, na verdade Manic ia mais devagar por causa de Cassandra que não corria a mesma velocidade que ele. Quando chegaram viram como Silver era arremessado para fora do quarto e arrastava pelo chão. No mesmo instante Knuckles saia do mesmo quarto caindo de costas no chão enquanto um Dark Chaos werewolf bem encima de si tentando mordê-lo. Mais atrás estavam um Dark Chaos Vimpire e um Monster, sendo que o ultimo segurava as duas esmeraldas caos.
Manic rapidamente usou seus poderes e fez as duas paredes de pedra do lado do dark chaos vimpire quebrarem e o espremerem com força enquanto o Monster se afastava em um salto. Mas a parede não durou muito, o vimpire logo se soltou quebrando em pedaços os pedaços da parede e logo se virando para Manic que se encontrava preparado em seu lugar. Quando aquela coisa avançou Manic apenas usou seus podere, sem nem mesmo se mover, lançando uma rajada de vento na criatura que voou para trás e trombou com a que estava encima de Knuckles, lançando ambas para dentro do quarto. O equidna logo saiu de perto indo ajudar a Silver que ainda estava um pouco atordoado. Mas as criaturas não pararam logo voltaram a aparecer e começaram a avança, e, antes que pudessem se aproximar, sombras espessas passaram debaixo de todos e foram na direção daquelas criaturas, parecendo sair do solo e as segurando com firmeza.
Todos se viraram para ver como Shadow se aproximava com um olhar indiferente e passos lentos. Seus olhos vermelhos pareciam mudar de cor, mas muitos ignoram esse fato por ser quase imperceptível a mudança. No mesmo instante um vulto apareceu atrás das criaturas saltando por cima delas e pegando as duas esmeraldas das mãos do Monster e logo que caíra no chão correu na direção dos outros, enquanto as esmeraldas eram envolvidas em esferas azuis que pareciam escudos. Não era nada mais nada menos que Maria que parara atrás de Shadow tão rápido que talvez as criaturas nem a tivessem visto.
— Saía daqui enquanto nós os distraímos, proteja as esmeraldas para que não caia nas mãos deles. – sussurrou o ouriço negro para a garota atrás dele que assentiu e começou a correr para longe daquele corredor, sendo vista ligeiramente pelas criaturas que começaram a tentar se soltar. Cassandra então tomou a frente e fez um pequeno símbolo no ar para logo depois colocar a palma da mão para cima e sopra a mesma fazendo as três criaturas ficarem paradas no lugar.
— Um feitiço de paralisia. – explicou a garota ao ver os olhares confusos que pairavam sobre ela. – Vai pará-los por um tempo, mas não sei por quando.
— Que seja o suficiente para que Maria saia com as esmeraldas. – falou Shadow ainda segurando aquelas coisas com suas sombras.
— Mas esta de dia, ela não pode sair. – rebateu Manic fazendo o chão ficar como uma área movediça debaixo dos pés das criaturas as fazendo afundar lentamente, e quando chegaram até a cintura, fez o chão endurecer mais uma vez, prendendo-as ainda mais.
— Então ela vai ter que escondê-las. – opinou Silver usando seus poderes para reforçar ainda mais a prisão das criaturas. Em um determinado instante o selo de paralisia se quebrou e as criaturas voltaram a se mover, tentando escapar das sombras de Shadow, do chão que envolvia suas pernas graças a Manic e o poder mental de Silver que impedia seus movimentos.
O monster conseguiu se soltar sem muitos problemas sendo o primeiro a sair do chão, dando a oportunidade perfeita para seus “parceiros” também saírem e se impulsionarem na direção dos vampiros. Manic rapidamente pegou o braço de Cassandra e a puxou para si, colocando ela entre ele e a parede como forma de protegê-la. Knuckles se abaixou, Silver fora jogado para o lado por causa do monstro que passara primeiro, batendo na parede com força que até se quebrou com o impacto. Manic foi atingido nas costas pelas garras fortes do Werewolf soltando um ligeiro gemido de dor. Shadow fora derrubado pelo Vimpire que pulou encima de si, mas antes que ele escapasse segurou as pernas dele e o empurrou de volta, fazendo o mesmo acertar o chão com força. Em um rápido movimento se colocou encima dele e pressionou seu pescoço com força enquanto a criatura se contorcia. Em um rápido movimento perfurou o estomago dela com a mão a movendo para o lado, fazendo um profundo e largo corte desde o meio até a cintura do lado esquerdo. A criatura desapareceu em cinzas rapidamente enquanto todos os outros se levantavam.
— Manic tudo bem? – perguntou Cassandra vendo como o vampiros ainda tinha o rosto contorcido em dor.
— Estou. Tinha esquecido como um ataque do Dark Chaos era doloroso. – falou enquanto sua ferida se fechava lentamente, mas ainda ardia como chamas. – Só espero que Maria consiga esconder as esmeraldas a tempo.
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Corria pelos corredores o mais rápido que conseguia, mas não o suficiente. Podia ouvir o barulho dos grunhidos e grasnados desafinados que tinha atrás de si bem a seu encalço. Se não se apressasse iria ser pega, mas não conseguia aumentar a velocidade por causa de seu cansaço, claro que tinha bebido sangue, mas isso não adiantou muita coisa, sem falar que agora seu ventre doía horrores e não a deixava se concentrar em seus movimentos.
Quando chegou em uma das salas sentiu até mesmo o bafo horrível daqueles bichos em seu ombro e já até pensara que seria pega quando de repente um vulto azul e outro roxo se lançaram contra aqueles coisas, acertando as duas que ainda tinham. Se virou mais ou menos no meio da sala e viu como Sonic e Sonia seguravam as duas criaturas restantes com força, tentando o máximo possível não deixá-las escaparem.
— Vão!! – gritou Sonic dando uma ligeira olhada na garota. A mesma não entendeu o uso do plural até sentir alguém segurar seu pulso e a puxar para longe de onde a luta ocorria. Era Amy que olhava intensamente para frente, virando em cada corredor, subindo escadas e mais escadas até chegarem ao ultimo quarto de todo o castelo, o mais alto e o maior, que poderia ser conhecido como sótão de uma casa qualquer. Amy fechou rapidamente a porta e Maria a barrou com seus poderes.
— O que faremos? – perguntou Amy olhando para todos os lados do sótão. Não tinha nada que pudessem usar para se esconder ou esconder as esmeraldas. Nem caixas, nem armários, nada! Apenas quadros e mais quadros junto com alguns livros, mas dada disso ajudava.
— Não sei. Pular seria muito arriscado dessa altura, principalmente a gente estando dessa maneira. – falou Maria também olhando para todos os lados. De repente uma forte dor no ventre a fez ajoelhar no chão e fechar os olhos com força. As esmeraldas caíram do seu lado enquanto Amy se aproximava para ver o que a garota tinha. No mesmo instante a porta começou a fazer barulhos estrondosos como se estivesse sendo arrombada. – E-estão a-aqui.
De repente a porta se rompeu, deixando apenas o escudo de Maria protegendo as duas. Do outro lado estavam as criaturas que esmurravam de todas as maneiras o escudo que já começara a se enfraquecer. Amy abraçou Maria com força e olhou para todos os lados, tentando, com as ultimas esperanças que lhe restavam, encontrar alguma coisa para se salvarem. Desistiu ao perceber que realmente não tinha nada, fechou os olhos com força e esperou o fim inevitável.
Sem que percebesse as esmeraldas do lado das duas começaram a brilhar de uma maneira intensa e como se tivessem vida flutuaram envolta das duas. Elas então começaram a girar formando um arco de luz envolta das duas garotas que também perdiam a forma e se tornavam apenas duas luzes, tão juntas que pareciam até mesmo uma. Percebendo aquilo o Werewolf se afastou um pouco se posicionando um pouco atrás do Monster e quando a forte energia foi liberada das duas garotas o Monster absorveu grande parte do ataque. Mas mesmo assim fora atingindo.
As duas garotas ficaram inconscientes no chão com as duas esmeraldas caídas do lado delas sem um pingo de brilho. O werewolf, que por sorte tinha conseguido sobreviver, se aproximou cambaleante das duas e pegou as esmeraldas, deixando ambas de lado e desaparecendo em um portal que o levava para o esconderijo dos caçadores. No mesmo instante os outros chegaram no quarto vendo como as duas estavam completamente acabadas no chão e nenhum rastro das esmeraldas.
— Eles conseguiram. – sussurrou Shadow carregando levemente Maria enquanto Sonic fazia o mesmo com Amy. – Pegaram as duas ultimas esmeraldas e agora podem trazer Gaia de volta.
— Mas ainda não terminou. – falou Manic com um olhar serio e sombrio. – Temos um guerra das sombras para enfrentar. Ele não vai voltar para nosso mundo sem uma boa festa de boas vindas.
Notas finais
Bjsss
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