Contrição De Snarkii
33 Capítulo 033 - Os Velhos prevalecerão!
Notas iniciais
19 de Agosto de 2006.
As unidades azuis, que nada mais eram do Governo, encaravam-me constantemente, mirando seus fuzis para minha direção. Depois de ouvir a voz de Killer no interfone, me encostei na parede, olhando para a outra parede a minha frente.
De meu bolso, tirei um cigarro. As unidades seguraram mais firmes suas armas, e se aproximaram um pouco, porém não hesitei em acender o cigarro e colocá-lo em minha boca.
Encarei a parede, enquanto Arbok e os outros me olhavam com surpresa, e os inimigos se aproximavam mais e mais. Um inimigo chegou a uma distância muito próxima da minha. Encarei-o, enquanto ele tremia de medo.
Saí rapidamente da minha posição neutra e entrei em combate. Segurei o rifle do inimigo com minha mão esquerda, e lhe dei um tapa com a mão direita, deixando-o atordoado. Peguei seu rifle e o segurei com minha mão direita, enquanto pegava minha faca com a mão esquerda.
Puxei o inimigo para minha direção, mantendo-o como refém em minhas mãos, segurando-o por trás enquanto prendia ele com minha mão esquerda, apontando minha faca poucos centímetros de seu pescoço.
Com o rifle em minha mão, puxei o gatilho, matando todos em minha frente. Restou apenas um, que ficou sentado, encostado na parede, enquanto tremia incontrolavelmente.
Com minha faca na mão esquerda, enquanto segurava o inimigo, deslizei-a sobre seu pescoço, fazendo ele morrer instantaneamente, enquanto caía no chão e liberava um jato de sangue.
Me aproximei do inimigo que estava sentado tremendo, enquanto ele tentava pegar sua arma que havia caído. No momento em que ele encostou em seu rifle, apontei minha arma e puxei o gatilho, matando-o com um tiro na testa. A coloração branca da parede, teve uma única mancha concentrada de vermelho, de seu imundo sangue.
"Esse cara tinha família e amigos... Estudou, para nada." — Pensava constantemente com um certo arrependimento, enquanto via sua face deformada. "No que estou pensando? Por que estou pensando nisso novamente? Ele deveria morrer!" — Passou tal argumento pela minha mente, querendo provar o contrário.
"Snarkii, vamos pelo elevador ou pelas escadas?" — Perguntou Alex, já apertando o botão do elevador. "Escadas" — Respondi com uma única palavra. — "É mais difícil para nos pegarem de surpresa, além de ser mais fácil para nós mesmos. Porém, apenas eu vou de elevador, vamos surpreendê-los" — Concluí, recarregando a M1911 e deixando o fuzil de lado.
"Tá, a vingança é do Snarkii, ele que decide" — Disse Arbok, tentando tirar a cara de desprezo de Alex. Eles se posicionaram na porta das escadas, que estava colocada ao lado da última passagem do elevador.
"Boa sorte, rapazes" — Disse para todos os companheiros vermelhos, que passavam com dificuldade pelo estreito corredor, em direção a porta das escadas de emergência. Havia 50 unidades ao nosso lado, porém haviam mais na base secreta, porém simples, de Arbok.
Entrei no elevador, e logo me deparei com uma pequena placa de "Não fume". Simplesmente não pude evitar, não tirei o cigarro que ainda estava na minha boca, por provocação. Lá, o elevador era normal, como todos os outros.
Havia uma câmera ao lado da porta, me vigiando. Fui para o segundo andar, e o elevador começou a se mover. Cruzei os braços e encostei na parede do elevador, esperando chegar no destino designado.
Uma voz veio de pequenos furos postos perto da câmera. Uma voz familiar passou pelos meus ouvidos, atingindo diretamente meu ego e orgulho.
"Lembra dos bons momentos Snarkii? Para quê fazer isso com seu irmão agora, se ele te deu vida onde não tinha? Você deveria me agradecer, maldito insolente, por tudo que eu fiz. Como troca, você deveria ter aceitado como um bom homem, o projeto" — Disse ele, enquanto eu não me irritava com tais palavras, apenas fumando e olhando para a parede.
"Você é muito mal-agradecido, irmãozinho... Bem, estarei te esperando. Hoje vai ser o dia que eu vou pegar seu sangue, finalmente. Você v--" — Killer, o meu maldito irmão, foi interrompido por um tiro nos fios, que transmitiam sua voz.
Comecei a tremer de ódio e raiva, deixando até meu cigarro cair. Certifiquei de minha arma estar recarregada. Segurei-a firme, esperando os inimigos. As portas do elevador se abriram, e vi unidades azuis mirando para as escadarias.
Saí e comecei a atirar, puxando o gatilho repetidamente, sem nenhum tipo de cobertura. Ria incessantemente, como nos velhos tempos, enquanto sangue inimigo caía sobre meu rosto.
Todos os corpos inimigos, todos os seis que estavam naquele extenso porém estreito corredor, estavam jogados no chão, mutilados, em uma poça única de sangue.
Os risos cessaram quando pude ouvir gritarias vindo das escadarias, onde os companheiros vermelhos subiam. Pisando naquele corredor feito apenas para quartos e escritórios, corri em direção à porta, e vi Arbok, que estava na frente de todos, atingido por muitos tiros.
Todos ajudaram a subir ele, e colocaram Arbok perto de uma porta, encostado. Todas as unidades vermelhas providenciavam cobertura, enquanto me agachei junto à Arbok. "Já esperava por isso" — Disse ele, inacreditavelmente relaxado, enquanto respirava com dificuldade, atingido 8 vezes.
Ele segurou minha mão, dizendo: — "Não desista!". Ele ainda ficou olhando para mim, dizendo para eu ir logo. Estava muito nervoso, deveria ter ouvido ele antes.
Ele lutou por ideais, largou a vida que tinha para formar uma resistência contra o governo, que lutava por dinheiro e dominação. Ele tem o meu respeito. Soltei sua mão e fui em direção às próximas escadas. "Ele não vai morrer" — Pensava eu. "Ele é forte" — Concluí.
"Confie em mim Snarkii, eu cuidarei de Arbok, ele não vai morrer" — Disse Alex, cuidando dos ferimentos do atingido. "Vá, agora é sua vez de brilhar. Nos vemos algum dia" — Concluiu.
Restava apenas depositar minhas esperanças em Alex, para cuidar de Arbok. Ambos eram resistentes, acreditava que ambos sobreviveriam. Apenas o tempo responderia isso.
Sozinho, sem requisitar ajuda, subi as escadas para o terceiro andar, onde provavelmente teriam mais inimigos. Terminando os degraus, vi apenas um corredor, com uma única porta para uma sala.
Andei silenciosamente pelo corredor, sem câmeras, e me aproximei da porta. Abri sem fazer nenhum ruído, em seguida entrando em tal sala, grande e espaçosa, que era uma espécie de bar. Andei mais um pouco e me deparei com um armário, que inacreditavelmente, me pareceu estranho.
"Se Cobra está aqui..." — Pensei, lembrando o velho covarde. Abri o espaçoso armário, e lá vi Cobra, como um covarde, escondendo de mim. Sua aparência era velha demais para um agente secreto.
"Covarde..." — Disse, enquanto segurava minha arma. Mirei em sua cabeça, enquanto tremia de emoção. "Por tudo o que você fez comigo... Por t--" — Dava um breve discurso, quando fui interrompido por um disparo.
Com um olhar assustado, observei tal cena, vendo tudo desabar. Não acreditava no que estava vendo, estava confuso. Vi Cobra, sendo atingido na testa, por um tiro de pistola, enquanto sua cabeça era mutilada e ele caía no chão, perto de mim.
Paralisado, ainda olhava para o velho, que tremia todo seu corpo, segurando firmemente em minha perna, até que faleceu, formando uma poça de sangue extensa ao redor de sua cabeça.
Percebendo onde ele foi atingido, e considerando o volume do disparo, olhei para trás, mais para minha esquerda, e vi Killer, segurando sua arma, ainda mirando para o armário.
Killer deu um sorriso, seguido de um pequeno e único riso, e fugiu, por um caminho que havia na sala. Pensei que a sala era o limite, porém, havia uma passagem escura, pouco iluminada.
Corri em direção a ele, entrando na pequena passagem, que se revelava como um corredor extenso. No fim daquele corredor, havia uma escada única, que liderava verticalmente para o terraço.
Coloquei minhas mãos naquele aro de aço, olhei para baixo, colocando meus pés, dei meu último pensamento sobre Cobra, me arrependendo por não tê-lo matado com minhas próprias mãos, e em seguida, comecei a subir.
Nunca me cansei de subir uma escada como aquela: Longa, extensa, e com pouco espaço para subir. Olhei para Killer que também estava subindo, distante de mim. Pensei em atirar, mas ele cairia em cima de mim, fazendo com que nós dois morressemos.
Já chegando no fim, apoiei meu pé no último aro de aço, e finalmente subi, se revelando o lugar como um terraço, daquele enorme prédio. Estava sol, porém estava quase se pondo. As nuvens estavam em todo lugar, preenchendo de branco, o céu azul.
"Finalmente" — Ouvi Killer dizendo, enquanto tirava sua camisa. Olhei para ele, enquanto estávamos no alto daquele prédio. O espaço em que estávamos era grande de comprimento e largura. Killer chocava suas mãos uma nas outras repetidamente, exercício que ele sempre fazia.
Ele tirou seu óculos escuro, e o jogou para fora do prédio, revelando seus olhos azuis traiçoeiros. "Depois de tanto tempo, finalmente..." — Disse Killer, enquanto olhava para mim, saindo da posição neutra e entrando em posição de combate.
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