Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Espero de verdade que estejam muito bem. Mais um capítulo novinho para vocês e espero que gostem. Eu quero agradecer demais a AndreaNeves e a VacuumCleaner pelos comentários no capítulo passado. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO IX – CONTRATO DE SETEMBRO

CAPÍTULO XX — REENCONTRO

Assim que terminamos de tomar o café da manhã, Beth e eu seguimos para cemitério da cidade. O silêncio continuava incômodo entre nós e eu sentia minha cabeça pesar. Eu não havia dormido nada e a preocupação com Beth só havia se tornado ainda mais ao confirmar minhas suspeitas de que Hugh havia a atacado na noite anterior.

Eu ainda me sentia frustrado pela garota ter escondido a verdade de mim e a ansiedade para descobrir de uma vez por todas o que Hugh havia feito que a deixou tão fragilizada e intimidada só aumentava em meu peito. Mas o que mais me deixava incomodado era o fato de não ter a protegido. Eu falhei com ela e com a promessa que fiz aos primos da garota.

Eu prometi a família Barton que eu a protegeria e a faria feliz, no entanto, algumas horas depois de ter se casado comigo, ela foi esfaqueada e passou o resto da noite chorando no quarto ao lado do meu. Orgulhoso e magoado demais, tudo o que fiz foi ficar horas parado na porta do quarto, ponderando a minha vida e as escolhas que eu fiz.

— Podemos parar na floricultura? – Pergunta Beth com a voz mais baixa do que de costume. Mesmo tentando se fazer de forte, eu sabia que ela estava exausta e ainda sofria com o ferimento na barriga, que mesmo não sendo profundo, havia levado cinco pontos. – Eu quero comprar flores para a minha família.

— Claro. – Concordo, observando-a pelo canto do olho. Ela dá um fraco sorriso e passa a encarar a janela do carro com um semblante abatido. – Você está bem?

— Sim. Só... eu estou com saudade. – Confessa e posso ver a dor em seus olhos. – Um mês se passou desde a morte do meu pai e desde que vi Samy pela última vez. Eu sinto como se... se tivesse um buraco gigantesco em meu coração, que por mais que eu tente não pensar, continua a me machucar dia após dia. Tenho tentado me focar ao máximo no trabalho, ocupar minha cabeça, mas agora...

Beth suspira e encosta a cabeça no vidro da janela, fechando os olhos. Ela parecia vulnerável. Eu queria poder dizer alguma coisa que a ajudasse a superar, mas eu sabia que a dor e a perda ainda era recente demais. Kyle era o porto seguro das filhas. Beth, em especial, era ainda mais apegada ao homem. E era por isso que eu a admirava tanto. A força que ela estava tendo para tentar superar o luto e seguir em frente era surpreendente.

— Eu não sei o que eu devo fazer. Meu pai sempre parecia ter a resposta certa para tudo. E eu me sinto tão culpada por não ter dito com tanta frequência que o amava. Por muitas vezes ter sido teimosa e brusca quando ele só queria o meu bem. Eu deveria ter o abraçado mais vezes, ter rido mais de suas piadas sem graça. Eu... – Ela soluça e posso ver que chorava com intensidade. – Por que ele teve que morrer?

— Eu sinto muito. – Sussurro, pegando em sua mão. Beth entrelaça nossos dedos e chora em silêncio. Aquele choro doloroso, que tira o ar e parece ter algo entalado em sua garganta.

E seguimos assim até chegarmos à floricultura na entrada do cemitério. Ela então tenta se recompor e sai do carro, ainda muito abatida. Observo o céu nublado e suspiro, sentindo todo o peso emocional que Beth deveria estar carregando. Sigo-a ao longe, vendo-a conversar com a floricultora sobre o que queria. Vê-la sofrer tanto me fazia lembrar de quando recebi a notícia de que meu pai foi morto na prisão.

Eu o odiava. Ao contrário de Kyle e Beth, Will Dixon era o meu pior pesadelo. E quando ele morreu, eu me senti aliviado e abalado. Mesmo hoje, após um pouco mais de vinte anos desde sua morte, todo dia dez de janeiro, lembranças de quando eu ainda morava com ele invadem minha mente e os lamentos pelo que poderia ter sido nossa relação se ele não fosse um maldito e violento alcóolatra ou se eu não fosse covarde demais para enfrentá-lo, assim como Merle sempre fazia.

Despertando-me de meus pensamentos, sinto meu celular vibrar em meu bolso. Ao pegar o aparelho, vejo que é uma mensagem de Glenn, informando que o consulado americano finalmente marcou o dia de minha entrevista. Imediatamente disco o número de meu melhor amigo e não demora muito para que ele me atendesse.

— Você se casou ontem e são sete horas da manhã. Não deveria estar dormindo ou aproveitando as suas núpcias? – Questiona Glenn com o tom de voz malicioso.

— Não seja ridículo. Você sabe que isso jamais aconteceria. – Resmungo, ainda que não estivesse muito confiante em minha resposta.

— Você se esquece que eu te conheço melhor do que ninguém e que sei que seus votos ontem foram bem verdadeiros. Você a ama e ela também é completamente louca por você. Por que ao invés de ficar mentindo para si mesmo e fingindo que tudo foi uma encenação, você não admite logo o que sente para ela? Vocês já estão casados mesmo. Deveria usar isso a seu favor. – Retruca Glenn e eu suspiro, cansado.

— Não é o momento para isso. Nós... meio que brigamos e ela deixou bem claro que meus sentimentos não são correspondidos. – Conto e ele parece surpreso com a informação.

— Como assim vocês brigaram? O que aconteceu? – Indaga, parecendo dividido entre a curiosidade e a indignação.

— De qualquer forma, para que dia minha entrevista está marcada? – Mudo de assunto e ele suspira. Glenn me conhecia bem o bastante para saber que aquele era o sinal de que eu não queria conversar sobre o ocorrido.

— Sexta-feira. Depois do almoço. Eu até iria com você, mas acho que as coisas vão começar a ficar complicadas por aqui. – Responde Glenn e estranho sua fala. Nesse momento, noto que ele parecia esgotado.

— Por quê? O que aconteceu? – Questiono, preocupado. – Você está na sede do FBI? Pensei que essa semana fosse a sua semana.

— E era. Pelo menos até alguns agentes da CIA ligarem ontem à noite, informando terem visto Hugh, na região próxima mansão onde o seu casamento aconteceu. Desde então eu fui recrutado para analisar todas as câmeras de segurança em um raio de cinco quilômetros para encontrar imagens dele que nos diga para onde ele foi. — Responde o rapaz, suspirando cansado.

— Hugh e seu impressionante talento para destruir a vida das pessoas. – Comento, observando a chuva começar a cair com intensidade pela cidade.

— Você não parece surpreso com o fato de Hugh ter aparecido próximo ao seu casamento. – Comenta Glenn e eu apenas dou uma amargurada e breve risada.

— Bom, ele foi ao meu casamento e esfaqueou a minha noiva. Por causa disso, iniciamos uma briga porque eu queria levá-la ao hospital e ela se recusou. De alguma forma, isso se transformou em um cenário complicado e nós dois dizemos coisas das quais nos arrependemos. – Conto e o rapaz arfa, surpreso com o que aconteceu. E é então que vejo Beth se aproximar com um buquê de flores rosas. – Eu preciso desligar.

— Tudo bem. Depois você me explicar direito o que aconteceu. Até mais. – Despede-se Glenn, encerrando a ligação. Guardo o celular no bolso e me aproximo de Beth.

— Podemos ir? – Pergunto e ela assente.

— Sim. – Responde, seguindo para a saída da floricultura. – Nós temos guarda-chuvas no carro, certo?

— Temos. Estão no porta-malas. – Informo e ela assente lentamente. – Agora vamos correr antes que essa chuva fique ainda mais intensa.

Ao ver que eu estava certo, ela concorda e corremos em direção ao local onde o carro estava estacionado. Entramos no cemitério e tento parar o veículo o mais próximo possível do túmulo da família de Beth. Depois de pegarmos os guarda-chuvas no carro, Beth passa a me guiar por entre as lápides e as últimas lembras das pessoas que foram enterradas naquele lugar.

Assim que chegamos passamos a ver o local onde Kyle, a esposa e uma das gêmeas que morreu durante o nascimento foram enterrados, notamos a presença de um casal parado de frente ao túmulo da família Puckett. A mulher estava debruçada sobre a lápide de Kyle e chorava desolada. O homem estava de pé e de costas para nós, encarando a mulher que supus ser sua namorada. Ele parece notar nossa presença e se vira para nós, parecendo surpreso. Observo-o com atenção e havia algo de muito familiar naquele rapaz que usava um boné, exibindo alguns fios loiros teimosos de seu cabelo e óculos de grau que escondiam boa parte de seu rosto.

— Quem são vocês? E o que estão fazendo no túmulo de minha família? – Questiona Beth, trazendo o buquê de flores rosas contra o peito. A mulher de cabelos pretos que estava debruçada sobre o túmulo levanta a cabeça e encara a garota. Beth arfa e ao encará-lo, vejo que as lágrimas desciam pelo seu rosto com os olhos arregalados. – Samy...

Surpreendo-me ao reconhecer a filha mais nova da família Puckett e mais ainda ao ver que Sam também chorava com intensidade. A garota se levanta e corre para os braços de Beth, que não se importa em deixar seu guarda-chuva e o buquê de flores irem ao chão, e ampara a irmã com igual urgência. Encaro o rapaz que a acompanhava e sou surpreendido mais uma vez ao reconhecer aquele garoto como Freddie Benson, o filho de Marissa e Leonard, meus amigos de longa data.

O rapaz me cumprimenta com um aceno e pega o buquê e o guarda-chuva do chão, rapidamente colocando-o sobre suas cabeças para proteger as duas da intensa chuva que caia. As garotas choram e se abraçam com força, parecendo tentar compensar todo o tempo em que estiveram separadas uma da outra.

— Obrigada. – Sussurra Beth, tentando se recompor. Ela respira fundo algumas vezes e encara a irmã como se não acreditasse que estava mesmo diante dela. – Por onde você estava? Desde quando você voltou? Você tem se alimentado e dormido bem? E o que são esse cabelo escuro, lentes e óculos? O que aconteceu?

— Uma pergunta de cada vez, Beth. Eu estou bem e vou te contar tudo. – Responde Sam, rindo brevemente. A garota que parecia usar uma espécie de cabelos pretos, enxuga e as lágrimas que desciam pelo seu rosto. Sam então encara Freddie e novamente volta sua atenção a Beth. – Eu nem sei por onde começar. Tanta coisa aconteceu que é difícil explicar. E de certa forma, é uma longa e complicada história.

— Eu estou com tempo. – Afirma Beth, cruzando os braços.

— Por que não vamos para um lugar mais confortável? Essa chuva está piorando. Pode ser perigoso ficarmos expostos aqui. – Alerto, preocupado com a nossa segurança tanto pela chuva quanto por Hugh.

— Ele tem razão. É melhor nós irmos para a capela que tem aqui dentro. Além de nos proteger da chuva, também é mais seguro para mantermos nossas identidades escondidas. – Responde Freddie, apontando para uma pequena capela que ficava em uma área mais afastada do cemitério.

Concordamos com a sugestão de Freddie e seguimos com dificuldade para o local. A tempestade de verão se torna tão intensa que os guarda-chuvas acabam se quebrando e são incapazes de deter ou nos proteger da chuva. Temendo que o temporal se tornasse ainda mais intenso, corremos o mais rápido que conseguimos para o local, que felizmente estava aberto e sem ninguém.

Assim que entramos, fecho a porta e os três jovens se jogam no chão, cansados pela corrida pela tempestade. Ofegante, Freddie faz sinal para que nos sentássemos no banco da capela. Fortes trovões ecoam do lado de fora, fazendo com que as garotas se encolhessem pelo alto barulho. Apesar de ser bem pequena, a capela possuía uma beleza indescritível.

— E então? O que aconteceu nesse tempo em que você esteve fora? – Pergunta Beth, assim que conseguimos normalizar um pouco mais nossas respirações. Noto Freddie e Sam trocando olhares, enquanto se sentavam nos bancos da capela. Sento-me ao lado de Beth, de frente para o casal, e os observo com curiosidade e preocupação.

— Nós não deveríamos estar aqui e definitivamente seremos bastante repreendidos por tia Tasha e os agentes da CIA que estão responsáveis por nós. – Inicia Sam, parecendo incerta sobre como deveria começar a narrar o que aconteceu com ela. — Mas em resumo, como eu disse quando conversamos pela última vez por telefone, logo após descobrir que Hugh matou nosso pai, eu o ataquei e no momento em que baixei a guarda, o assassino que ele contratou para matar nosso pai bateu em minha cabeça e eu acabei inconsciente.

"Eu não sei como aconteceu, mas quando eu acordei novamente, descobri que Hugh havia me internado em um hospital psiquiátrico em Paris. Eu não sei se foi obra do destino ou uma coincidência absurda, mas o Troubled Waters Mental Hospital era o mesmo lugar que Freddie trabalhava como enfermeiro. Apesar de não nos vermos há anos, nós jamais esqueceríamos o nome um do outro e ainda tinha o fato que você sabe que aconteceu no avião." – Conta Sam e imediatamente é possível ver um sorriso malicioso nos lábios de Beth.

— Vocês transaram em um avião sem saberem quem eram. – Comenta Beth, rindo com divertimento. – Eu nunca pensei que eu seria um cupido tão eficiente. Eu sempre soube que vocês se amavam e saber que contribui para que dessem o primeiro passo me deixa extremamente orgulhosa...

— De qualquer forma, foi por nos conhecermos e por poder contar com a ajuda de Freddie que eu consegui sobreviver ao hospital. – Interrompa Sam, parecendo envergonhada pela reação da irmã. – Nós então planejamos realizar a minha fuga do hospital no dia do festival que acontece anualmente no Troubled Waters. Esse era um dos poucos dias que o hospital era aberto para visitantes e poderíamos encontrar alguma abertura para escapar.

"O problema é que o diretor do hospital, Louis Leblanc, começou a desconfiar de minha interação com Freddie, ainda mais depois de descobrir que nós éramos da mesma cidade e pela nossa reação ao nos vermos pela primeira vez. Assim, ele colocou seguranças para nos vigiar. Com pessoas do diretor Leblanc de olho em nós, não poderíamos continuar com a mesma estratégia de Freddie jogar fora o medicamento que havia sido receitado a mim e nem conversamos sobre a minha fuga. E é nesse momento em que entram Carly Shay e Gibby Gibson, melhores amigos de Freddie que também trabalhavam no hospital. Eles conseguiram pensar em uma forma de substituir os medicamentos por outras substâncias que não iriam me fazer mal e nos deram todo o apoio para conseguirmos seguir com o plano inicial.

No entanto, um dia antes da data marcada para a fuga, o diretor do hospital descobriu toda a verdade sobre o que planejávamos fazer. Como resultado, ele me enviou para um quarto branco, onde eu deveria receber medicamentos para ser mantida em um estado vegetativo, e prendeu Freddie em uma sala no subterrâneo do prédio do hospital para torturá-lo e o fazer se juntar a ele.

O que o diretor não esperava era que a filha dele, Hillary Leblanc, fosse uma agente da CIA e foi graças a ela que conseguimos sair do hospital e estarmos vivos." – Sam termina de resumir o que aconteceu com ela e Freddie em Paris. Beth encara a irmã com surpresa, ainda atordoada com todas as informações.

— Não me diga que a Hillary Leblanc que você está falando é a supermodelo franco-americana. – Comenta Beth, incrédula.

— Sim. É dela mesmo que estamos falando. – Responde Freddie, suspirando. – Ela é uma agente que normalmente trabalhava disfarçada. A profissão de modelo é apenas uma fachada para que ela possa se infiltrar em eventos sociais importantes para coletar informações.

— Incrível! – Exclama Beth, pensativa.

— Graças ao colar GPS que ela me deu no mesmo dia que Leblanc descobriu sobre o que planejávamos fazer, foi que ela conseguiu tirar Freddie da sala de tortura e me libertar do quarto branco. Infelizmente, nesse processo ela acabou sendo baleada pelo próprio pai, ao mesmo tempo em que ela atirou contra ele para proteger Freddie. – Sam conta e Beth suspira, parecendo se penalizar pelo que aconteceu com a supermodelo. – Ela ficou bem, já que conseguiu desviar um pouco e a bala acertou o ombro. No entanto, Louis Leblanc acabou morrendo com o tiro na cabeça.

— Isso é horrível. – Comenta Beth, suspirando.

— Eu não sei se você sabe, mas Hugh está envolvido com uma organização criminosa mundial. E por causa disso, ele tinha recursos o suficiente para me manter no hospital e contratar diversos homens para me matar, provavelmente ciente de que Louis não conseguiria. Hillary e eu lutamos contra eles e de alguma forma, nós conseguimos sair do hospital. Como ainda existia as chances de sermos pegos pelos capangas de Hugh, o irmão mais velho de Carly conseguiu documentos falsos, roupas, disfarce e uma casa para ficarmos até a CIA conseguir nos tirar da França.

"Durante três dias nós conseguimos permanecer escondidos em uma casa isolada no interior da França. E então tia Tasha ligou para Freddie, informando que voltaríamos para Hawkins. Hillary e outra agente foram enviadas para nos acompanhar até o aeroporto, mas os homens de Hugh descobriram a nossa localização e acabamos envolvidos em um tiroteio.

Sem saída, Freddie e eu fugimos sozinhos para o aeroporto. Nós fomos seguidos, passamos por inúmeros problemas, quase matei uma pessoa e se não fosse por dois amigos de tio Clint e tia Tasha, nós poderíamos estar mortos. Conseguimos voltar para Hawkins, mas isso não significava que estávamos a salvo, por isso fomos levados para um esconderijo da CIA, onde devemos permanecer até que Hugh seja preso." – Sam termina de narrar tudo o que ela viveu nas últimas semanas. Encaro Beth pelo canto do olho e a vejo mordendo o lábio inferior, parecendo tentar absorver todos os detalhes da história.

— Você passou por muitas coisas nesses últimos dias. — As lágrimas voltam a aparecer nos bonitos olhos de Beth, que se levanta e abraça a irmã mais nova com carinho. — Eu sinto muito, muito mesmo, Samy. Eu deveria te proteger e...

— Não começa com essa de que é mais velha e por isso precisa me proteger. Você é a única pessoa que acha que eu sou uma pessoa fraca, Beth. – Resmunga Sam, passando o polegar pelo rosto delicado de Beth.

— Eu não acho que você é uma pessoa fraca. Mas sei que você é muito mais sensível do que demonstra. E sei que você estava com medo e se sentindo sozinha. Desde que mamãe e Melanie morreram, eu disse que nunca te deixaria sozinha. Sinto muito por não cumprir com a minha promessa. — Lamenta Beth, suspirando com tristeza, enquanto encara as próprias mãos. Sam revira os olhos e aperta suas bochechas, obrigando Beth a encará-la.

— Eu amo você, mas você é muito chata. Para de pensar em besteiras e apenas fiquei feliz por eu estar de volta. – Retruca Sam, dando um beijo em sua testa. — E agora vamos no unir para dar uma surra naquele desgraçado que ousou mexer com as irmãs Puckett. Entendeu?

— Sim. — Responde a mais velha com a voz abafada.

— Agora precisamos pensar em uma forma de atrair Hugh. – Comenta Sam, pensativa. — Enquanto ele não sentir que pode ter alguma vantagem sobre nós, ele não vai aparecer e mais tempo ficaremos nesse impasse. Precisamos de um evento para colocar um ponto final dessa história.

Beth me encara por alguns instantes. Quase consigo ver seu cérebro tralhando em buscas de solução. Beth então sorri com confiança e encara a irmã com ansiedade.

— Acho que já sei o que devemos fazer. Mas precisam estar preparados, porque pode ser bastante arriscado. — Responde Beth, atraindo a atenção de Sam e Freddie.

— Vamos nessa. – Responde Sam, dando um sorriso cúmplice para a irmã.

Freddie e eu encaramos as irmãs sem entender o que estava acontecendo. No entanto, ver aquele sorriso tão sincero e aliviado no rosto de Beth, sinto-me renovado. Eu não sabia dizer o que aquelas duas estavam planejando fazer, mas eu não tinha dúvidas de que elas não parariam até ter a certeza de que Hugh se arrependeria de um dia ter mexido e desafiado a família Barton.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara