Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Espero que bem. Aqui estou eu com mais um capítulo. Quero agradecer a VacuumCleaner e Mari pelos comentários no capítulo passado. Espero que gostem. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO IX — CONTRATO DE SETEMBRO

CAPÍTULO V — INTUIÇÃO

Daryl apertava o volante do carro e olhava para frente, encarando o trânsito em silêncio. Aos poucos, sua falta de reação começa a despertar em meu coração aquele sentimento pequeno e irritante da insegurança e arrependimento por provavelmente ter assustado o homem com a minha desfreada e, muitas vezes, desnecessária sinceridade.

Incomodada com aquele clima pesado que nos rondava, suspiro frustrada e encaro a paisagem pela janela do carro, desistindo de obter alguma resposta de Daryl. Ao reconhecer o caminho em que seguimos, relembro que eu não tinha comprado nada para levar ao casal Grimes e decido que poderia ser uma boa forma de conquistar a simpatia dos donos da casa levando um vinho para acompanhar a refeição.

— Poderíamos parar naquela loja um pouco? Eu gostaria de comprar um vinho para agradecer a eles por aceitarem me receber tão de última hora. – Peço e Daryl me encara finalmente para ver do que eu estava falando.

— Tudo bem. – Concorda e não demora muito para que ele estacionasse o carro próximo a loja que eu havia indicado.

Não espero e nem o encaro para saber se ele me acompanharia ou queria alguma coisa. Eu apenas desço do carro e sigo para a loja sem olhar para trás. Estranhamente, eu me sentia envergonhada por ter me aberto tanto com Daryl. Por isso, esperava esfriar a cabeça enquanto pensava no melhor vinho para presentear os Grimes. No entanto, não demoro muito a ser alcançada por Daryl, que passa a andar ao meu lado, mantendo uma distância mais próxima do que ele geralmente usava comigo.

Assim que entramos na loja, não demoramos a ser atendidos. Foco minha atenção em procurar por algum vinho que me agradasse e isso felizmente consegue afastar o desconforto e timidez que eu sentia depois de minha conversa com Daryl. Com vinho comprado, voltamos para o carro e continuamos nosso caminho até a residência da família Grimes.

Depois de uns quinze minutos de percurso em silêncio até a área nobre de Hawkins. A cada minuto que se passava, mais nervosa eu me sentia. Eu havia estudado muito sobre Rick e Michonne Grimes. Eu praticamente sabia tudo sobre seus negócios, mas muito pouco sobre suas preferências pessoais, sua família e formas de pensar.

Por ser um almoço íntimo entre amigos, eu não poderia simplesmente chegar no casal, informando sobre o meu desejo de tê-los como parceiros ou até mesmo sócios das Corporações Puckett para conseguir assumir a presidência da empresa. Ao mesmo tempo, eu sabia que essa era uma daquelas raras oportunidades, que eu dificilmente conseguiria novamente e por isso precisaria aproveitar.

Assim que Daryl estaciona o carro de frente a uma imponente, mas bonita mansão de cor amarela, sinto meu coração errar as batidas e minhas mãos suarem. Respiro fundo e aperto a caixa com a garrafa de vinho em meu colo, tentando me acalmar. Retiro o cinto de segurança e finalmente encaro Daryl, enquanto ajeito minha bolsa. Ele também parecia inquieto e encarava a casa com intensidade.

— Tudo bem? – Pergunto, curiosa com a sua reação.

— Sim. Só um pouco ansioso. – Confessa e me surpreendo por ele ter sido tão verdadeiro sobre seus sentimentos. Ele retira o cinto de segurança e abre a porta do carro. – Bom, chegou a hora. Está pronta?

— Acho que sim. – Respondo e desço do carro, encarando a mansão, ainda mais deslumbrada com toda a beleza e poder que ela transmitia.

Seguimos para a porta de entrada e Daryl é quem aperta a campainha da casa. Respiro fundo mais algumas vezes, pressionando a caixa do vinho contra o peito. Eu estava nervosa. Mais do que deveria e isso não era bom. De repente, sinto a mão de Daryl pegar a minha, surpreendendo-me. Olho para baixo, apenas para ter certeza de que não estava imaginando coisas e volto minha atenção ao homem, que me encarava com um sorriso discreto.

— Você vai se sair bem. Apenas seja sincera. Michonne é quem realmente controla a empresa e ela é bastante intuitiva. Então apenas seja honesta e explique com clareza o que você quer. Você é uma excelente profissional e se preparou muito para esse momento, Beth. Use a sua teimosia e coragem a seu favor e eu tenho certeza de que ela vai entender. – Afirma o homem, apertando mais a minha mão. E de alguma forma, aquilo é o suficiente para me acalmar. – E se você precisar, eu estarei sempre ao seu lado para te ajudar, então não se preocupe.

— Obrigada. – Agradeço, sorrindo com sinceridade.

Nesse instante, a porta se abre, revelando um homem de cabelo ondulado grisalhos que ia até um pouco acima do ombro, com algumas entradas na testa, barba cheia também grisalha e olhos azuis intensos, que recaem imediatamente em nossas mãos unidas. Rick Grimes abre um sorriso malicioso e encara o amigo, que imediatamente solta a minha mão.

— E não é que Daryl realmente trouxe sua amiga. – Rick abre os braços e abraça o amigo de forma calorosa, que apesar de sem jeito, acaba correspondendo mais timidamente. A ironia na palavra amiga usada pelo empresário não passa despercebida por mim, que encaro os dois homens, tentando entender o que Daryl havia dito sobre mim ao Grimes. O empresário se afasta do amigo e me encara com um olhar curioso. – E você deve ser a Beth Greene.

— Sim. É um prazer conhecer você, sr. Grimes. – Cumprimento o homem, estendendo minha mão, que é apertada no mesmo instante. Assim que solto minha mão, entrego a caixa de vinho a Rick, que a recebe com curiosidade. – Eu não sei se gostam, mas trouxe como uma forma de agradecimento por me receberem em sua casa.

— Pode me chamar de Rick. – Responde o homem, sorrindo simpático. – E não precisava ter se incomodado. É um grande prazer ter você aqui. Principalmente porque essa é a primeira...

— Rick. – Daryl interrompe o amigo, lançando um olhar feroz.

— Certo. Certo. – Rick parece se divertir com a forma como era encarado por Daryl. Ele abre mais a porta, dando espaço para que entrássemos. — Vamos entrar. Michonne está na cozinha, terminando de aprontar nosso almoço.

— Obrigada. – Agradeço, entrando na mansão, encantada com o tamanho e a beleza do lugar. – A casa de vocês é muito bonita.

— Obrigado. – Responde Rick, parecendo orgulhoso. – Carl, André, Judith, RJ, venham cumprimentar o seu tio Daryl!

Surpreendo-me com o grito repentino de Rick. Ele dá um sorriso envergonhado, como se estivesse se desculpando por ter me assustado e eu rio, negando. Continuo a observar os detalhes da enorme sala de estar, enquanto era possível ouvir o som de passos intensos vindos do andar de cima, como se as crianças estivessem correndo.

Das poucas informações pessoais que eu tinha da família Grimes, eu sabia que o casal tinha quatro filhos. Carl e Judith eram frutos do primeiro casamento de Rick com a professora universitária, Lori Callies, que faleceu durante o parto da caçula. Enquanto, André Antony era filho de Michonne, com um homem que a abandonou quando descobriu que estava grávida. Em seu casamento com Rick, eles ainda tiveram Rick Júnior, ou RJ, como ele era carinhosamente chamado pela família.

Não demora muito para que um adolescente de olhos azuis, cabelo castanho escuro que iam até o ombro aparecessem e sardas no rosto, que reconheço como Carl Grimes. Em seguida, a garota de longos cabelos castanhos escuros, olhos de mesma cor e, assim como o irmão, sardas no rosto aparece. Judith exibia um sorriso animado e corre para Daryl assim que o vê, sem nem mesmo se importar de empurrar Carl ainda na escada.

RJ, o caçula da família também desce as escadas correndo, exibindo seus cabeços cacheados, olhos castanhos e sorriso traquina, que era bastante contagiante. Por fim, um rapaz negro de cabelo cacheado, olhos castanhos e uma tatuagem de lobo em sua mão esquerda aparece, descendo as escadas, enquanto mexe em seu celular. Supus que aquele fosse André Antony, o mais velho dos quatro filhos.

— Tio Daryl! Você chegou! – Comemora Judith, abraçando a cintura de Daryl com força.

— Você trouxe presente, tio Daryl? – Pergunta RJ, fazendo com que eu acabasse rindo da falta de jeito de Daryl ao ser abraçado euforicamente pelas crianças.

— Você só pensa em presente, RJ. – Carl repreende o irmão e acena para Daryl. – Oi tio Daryl.

— Oi Carl. Você cresceu bastante desde a última vez que nos vimos. – Comenta Daryl, exibindo um sorriso nostálgico ao encarar Carl.

— Uou! Quem é a deusa que veio com você, tio Daryl? – Questiona André, finalmente tirando a atenção do celular para me encarar. Ele se aproxima e pega em minha mão, deixando um beijo sobre ela. Seus olhos brilhavam e o sorriso bonito moldava seus lábios. – Eu posso saber o seu nome e seu estado civil, bela dama?

— André. – Rick repreende o enteado e me lança um sorriso envergonhado, enquanto dá um tapa na nuca do rapaz, que se encolhe e resmunga, soltando minha mão. – Sinto muito por ele.

— Não se preocupe. Está tudo bem. – Garanto, divertindo-me por estar sendo cantada por um adolescente de dezessete anos. Viro-me para André e lanço uma piscadela, que o faz sorrir animado. – Beth Greene e estou tentando conquistar o coração do grandão aqui, mas acho que não estou tendo muito sucesso.

— Beth. – Dessa vez é Daryl que me repreende e fica sem graça quando eu aponto para ele. Rio e André suspira, desanimado.

— Mas é um prazer conhecer vocês, André, Carl, Judith e RJ. – Digo, sorrindo para os adolescentes e as crianças que me encaram surpresas.

— Como você sabe o nosso nome? – Questiona Judith, curiosa.

— A verdade é que eu sou uma espiã muito poderosa, que sabe ler mentes e descobriu seus nomes antes que vocês mesmos os dissessem. Mas você não pode contar para ninguém. – Respondo, levando o dedo a minha boca, pedindo segredo. Ela ri, parecendo adorar a ideia.

— Você trouxe presente, tia Beth? – Pergunta RJ e novamente começo a rir por ver que o garotinho só queria receber um presente, não importa quem seja que o dê.

— RJ, você não pode ficar pedindo presente para as pessoas assim, filho. O que nós já conversamos? Presentes apenas no seu aniversário, dia das crianças e Natal. – Fala Rick, suspirando. – Desculpe por isso, Beth.

— E quem disse que eu não trouxe? – Pergunto, abrindo a minha bolsa. Pego alguns bombons que eu tinha dentro dela e entrego dois para cada um dos filhos de Rick, que o pegam animados.

— Obrigado, Beth. – André sorri e guarda os bombons nos bolsos da calça.

— Obrigado pelos bombons. – Carl agradece, sorrindo timidamente. Sorrio e acaricio o seu cabelo, encantada com a educação e postura madura do rapaz de quinze anos, que mais se assemelhava aos vinte anos.

— Não precisa agradecer. — Afirmo, afastando-me dos quatros jovens.

— Como se fala, crianças? — Pergunta Rick, encarando Judith e RJ.

— Obrigada, tia Beth. — Fala Judith, abraçando-me com doçura.

— Obrigado, tia Beth. — RJ repete os gestos da irmã, antes de se afastar do pai e o encarar. — Pai, abre para mim.

— Agora não, RJ. Você sabe que sua mãe não gosta que você coma doce antes do almoço. Depois que a gente almoçar, você come. — Responde o homem, mas a resposta não parece agradar o caçula, que faz bico na mesma hora.

— Mas eu quero comer, pai. Eu estou com fome. — Resmunga RJ, estendendo os bombons para o pai.

— Eu já disse que mais tarde, filho. — Fala Rick, trocando a caixa de vinho de braço. RJ bufa e bate o pé, irritado.

— Vai começar. — Comenta André, jogando-se no sofá da sala, enquanto mexe em seu celular.

— Mas eu quero, pai. Abre! Abre! — Insiste RJ, cada vez mais manhoso, ameaçando chorar.

— A gente come depois do almoço, RJ. — Judith tenta convencer o irmão mais novo, mas isso só o incentiva a bater ainda mais os pés e cruzar os braços, manhoso.

— Não quero! Eu quero comer agora! — RJ bate os pés e se debate, manhoso.

— Não começa, RJ. — Resmunga Carl, sentando no sofá ao lado de André.

— Filho, por favor. — Pede Rick, impaciente.

Nesse momento, RJ começa a chorar alto. Daryl suspira e faz sinal para que eu me sentasse no sofá. Rick se aproxima do caçula e tenta conversar com ele, mas o choro do garoto só aumenta. Isso me traz recordações de quando meus primos e eu estávamos reunidos nos acampamentos de tio Clint.

Por ser a mais velha das doze crianças e adolescentes, era comum eu assistir os mais novos fazendo cena para conseguir alguma coisa de tio Clint. Observando RJ, tento lembrar como tio Clint costumava lidar com a situação. Aproximo-me devagar da criança e me ajoelho, ficando da altura dele. Rick me encara confuso, mas parece esperar para ver o que eu faria, soltando o braço do filho.

— RJ. — Chamo com a voz suave, encarando-o com intensidade. O garoto para de chorar e me encara. Coloco a mão sobre o rosto e limpo as lágrimas. — Se você deixar para comer os bombons depois do almoço, eu vou pedir para seus pais para irmos ao planetário na próxima semana. É o meu lugar preferido em todo o mundo. Dá para ver várias estrelas, planetas e viajar em uma nave espacial!

— Em uma nave espacial? — Repete, surpreso.

— Sim! Não é incrível? — Questiono como se fosse algo realmente impressionante. Ele assente, surpreso. — Você quer ir comigo?

— Quero! — Responde, animado.

— Então você vai comer os bombons somente quando terminar de almoçar? — Pergunto, encarando-o com curiosidade.

— Sim! — Afirma, nem mais lembrando do motivo inicial de sua birra.

— Tudo bem. Vou pedir a permissão da sua mamãe. Eu prometo. — Digo, fazendo carinho no rosto de RJ, que sorri animado.

— E a mamãe dele com certeza deixa. — A voz poderosa e agradável ecoa pela sala. Levanto o meu olhar e encontro uma mulher afro-americana com grandes olhos negros, lábios cheios e longos cabelos castanhos no estilo dreadlocks. Ela era linda e incrível. Eu sabia da beleza de Michonne. Vi muitas fotos dela pela internet, mas em nada se comparava ao vê-la pessoalmente. Ela sorri e se aproxima mais. Eu me levanto e RJ segura minha mão. — Já que você é a primeira pessoa no mundo que consegue controlar a birra de RJ com tanta facilidade, sinto que posso confiar em você.

— Eu... — Balbucio, tentando me recompor. Sorrio envergonhada e encaro RJ, voltando minha atenção para a mulher. — Desculpa. Eu não deveria ter...

— Não se preocupe, Beth. Eu gostei de sua técnica. Até mesmo eu senti vontade de conhecer o planetário. — Brinca Michonne, estendendo a mão. — Michonne Grimes.

— Beth Greene. — Respondo, correspondendo ao aperto de mão. Sorrio e a observo com admiração. — Você é muito bonita, sra. Grimes.

— Pode me chamar de Michonne. Eu sou nova demais para ser senhora. — Fala Michonne e ela então se vira para Daryl antes de voltar sua atenção para mim. — E você também é muito bonita. Na verdade, você é muito mais bonita e nova do que eu imaginei. Você escolheu bem a sua amiga, Daryl.

— É bom te ver novamente, Michonne. — Comenta Daryl, mal-humorado.

— Beth nos deu um vinho. — Conta Rick, abrindo a caixa. — Ela não é adorável?

— Cabernet Sauvignon 2015 da Scarecrow? — Questiona Michonne, aproximando-se do marido.

— Sim. É o meu vinho predileto. Espero que gostem. — Respondo, acariciando o cabelo de RJ, que brincava com a minha mão.

— Você tem bom gosto, Beth. — Comenta Michonne, pegando o vinho da mão de Rick. Ela encara a garrafa e sorri. — Eu amo esse vinho. Obrigada.

— Mãe, a comida está pronta? Eu estou com fome. — Pergunta André, desviando os olhos do celular.

— Sim. Vamos comer e abrir esse vinho. — Responde Michonne, aproximando-se de mim. — Sinto que temos muito o que conversar.

Notas finais
Carl: https://i.pinimg.com/564x/66/8c/f8/668cf800b3076f45d1b401e5cc019b88.jpg Judith: https://i.pinimg.com/564x/a0/c5/40/a0c5401bfd1848a8bf126a323dda777d.jpg RJ: https://m.media-amazon.com/images/M/MV5BNGNkOGE0MTgtZDAwOC00N2FiLTgyYzItZGNjOTk4NDM1Nzk5XkEyXkFqcGdeQXVyOTQ5NzkyNTE@._V1_.jpg André: https://i.pinimg.com/564x/d2/3c/81/d23c81fa48abe7e60e2b1df044c9f5a7.jpg oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara