Contrato de Setembro
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Notas iniciais
ROMANCES MENSAIS
LIVRO IX – CONTRATO DE SETEMBRO
CAPÍTULO VI – PADRINHOS
Beth havia os conquistado completamente. O bom-humor e educação da garota assim que foi recebida por Rick a deu muitos pontos com meu amigo de infância, mas conseguir controlar a birra de RJ havia sido o golpe certeiro para conquistar de vez a confiança de Michonne, que não parava de me lançar olhares de satisfação, enquanto ela e Beth colocavam a mesa para o almoço.
RJ havia se encantado tanto por Beth, que simplesmente não saia de perto da loira e ainda a seguia para todo o lugar que ela fosse, como se fosse um animal de estimação. Carl e André também pareciam ter se rendido por completo aos encantos de Beth, encarando-a sempre que ela sorria ou comentava alguma coisa com Michonne.
Até mesmo Judith, que era a mais tímida dos quatro filhos de meus amigos, não demorou muito a se tornar melhor amiga de Beth, quando a advogada comentou com a garota que a atual cantora preferida de Judith, Ally Dawson, era namorada de seu primo. De repente, Beth era a pessoa preferida da família Grimes.
— Ela é uma boa garota. – Comenta Rick, enquanto encarávamos Beth e Michonne conversando, enquanto colocavam alguns pratos sobre a mesa. – Demorou, mas você fez uma excelente escolha.
— Não é nada disso que você está pensando. – Resmungo, desviando o olhar para o homem que sorria descrente. – Nós somos apenas amigos.
— Você está dizendo isso para me convencer ou se convencer? – Pergunta Rick, bebendo um gole do vinho que Beth havia trago para o casal. Bufo e reviro os olhos, observando Carl e André discutirem alguma coisa do outro lado da mesa. – Ela gosta de você, Daryl.
— Ela tem idade para ser a minha filha. – Resmungo, bebendo um pouco de vinho também.
— Eu sei que você tem dificuldades para expressar seus sentimentos por causa do seu pai e não consegue abrir seu coração desde que Claire o deixou, mas...
— Não começa. – Peço, suspirando. – O que aconteceu entre Claire e eu ficou no passado. E meu pai não tem nada a ver com isso. – Interrompo Rick, deixando claro que eu não queria falar sobre meu pai ou sobre a minha última decepção amorosa.
Rick me encara inconformado. Parecia ponderar se deveria insistir ou deixar o assunto de lado. Eu ainda conseguia ver a curiosidade e a vontade de meu amigo de me fazer falar mais sobre os dois assuntos que tenho evitado tocar há pelos menos dez anos.
— A comida está na mesa, pessoal. – Anuncia Michonne, fazendo Rick suspirar, dando-se por vencido.
Agradeço mentalmente a interrupção de Michonne e observo Beth se sentar ao meu lado. Como era de se esperar, há uma disputa entre os irmãos para ver quem se sentaria na cadeira livre ao lado esquerdo de Beth. Chegava a ser cômico como dois adolescentes e duas crianças poderiam brigar por causa de uma simples cadeira.
Por fim, RJ conquistou o lugar com o seu choro alto e a repreensão dos pais com os filhos mais velhos por estarem agindo como bebês. Observo Beth conversar com o garotinho, fazendo planos para o passeio que eles realizariam no próximo fim de semana ao planetário. Enquanto Michonne colocava a comida da criança, posso ver o sorriso amável no rosto da mulher, feliz por ver como a garota se dava bem com o filho.
— Aqui, filho. Come tudo. – Fala Michonne, colocando o prato de RJ a frente do garoto.
— Está bem, mamãe. – Concorda RJ, pegando a colher que a mãe estendeu para ele. – Eu vou comer tudo, tia Beth.
— Muito bem, anjinho. Eu quero ver você comer tudo e ficar bem forte. – Responde Beth, afagando o menino com um sorriso doce nos lábios.
Isso parece ser incentivo suficiente para fazer com que RJ começasse a comer. Michonne ri junto ao marido e se senta ao lado dele. Logo os outros filhos do casal começam a se servir.
— Vamos. Fiquem à vontade para se servirem. – Responde Rick, pegando um pouco de batatas e carne.
— Obrigada. Com licença. – Pede Beth, começando a se servir.
Coloco um pouco de carne e a moussaka de Michonne que sempre me rendia muitos suspiros por agradar meu paladar. Tipicamente do oriente médio, o prato é montado em camadas de carne de carneiro picada, fatias de beringela e tomates, cobertos com um molho branco e colocadas ao forno para gratinar a camada de queijo que a cobre, dando a aparência de uma lasanha saborosa. Assim que termino de me servi, começo a comer em silêncio, apreciando a refeição.
— Eu não sei se você sabe, Beth, mas você é a primeira mulher que Daryl nos apresenta. – Comenta Michonne e eu acabo engasgando, surpresa por ela ter revelado isso a garota.
— Calma, tio Daryl. Está nervoso? – Provoca André, enquanto Beth dá algumas batidas em minhas costas para me ajudar a desengasgar.
— Cala a boca, pirralho. – Resmungo, bebendo um pouco de vinho para desentalar.
— Espero não ter os decepcionado. – Responde Beth, encarando-me com divertimento.
— Na verdade, estamos muito felizes em te conhecer. Não ouvimos muito além de que você era uma amiga que trabalha com ele. – Explica Rick, encarando-nos com curiosidade. – Você faz o que mesmo?
— Bom, a princípio, eu cuidava apenas da parte jurídica da empresa. Eu sou advogada, então trabalho mais por fora. Mas, meu pai faleceu tem duas semanas e desde então as Corporações Puckett tem estado uma bagunça. Ele era o presidente e fundador. Devido alguns problemas, eu decidi assumir a presidência e agora eu estou em uma luta intensa contra meu tio, que era vice-presidente da empresa, e todos os velhos machistas investidores da empresa. – Responde Beth com sinceridade. Ao fim, sua voz sai carregada de mágoa. Ela então suspira e dá um fraco sorriso. – Desculpa. Acho que acabei falando mais do que deveria.
— Não se preocupe com isso, querida. Eu sinto muito pela morte do seu pai. – Lamenta Michonne, encarando a jovem com preocupação. – E você deve estar passando por um momento complicado com a empresa.
— Não me orgulho disso, mas tenho que confessar que acabei me aproveitando de que Daryl para conseguir conhecer vocês e quem sabe marcar uma reunião na empresa. – Revela Beth, surpreendendo-me. Eu não imaginei que ela seria tão sincera assim. – A verdade é que eu não estou em uma posição muito favorável. Os investidores e eu nunca nos demos bem e meu tio é a última pessoa no mundo que pode assumir a presidência da empresa. Sinto muito por estar tirando vantagem da situação. Eu apenas queria que vocês pudessem me dar uma chance para mostrar as ideias que eu tenho para a empresa e quem sabe termos a oportunidade de fechar uma parceria.
— Uau. – Sussurra Rick, tão surpreso quanto eu.
— Você é realmente interessante, Beth. Por que está me contando isso tão cedo assim? O certo não seria se aproveitar da vantagem que tem para ganhar nossa confiança e fechar negócio? – Pergunta Michonne com uma expressão neutra.
— Porque eu sinto que devo ser sincera com vocês. É verdade que eu estou me arriscando muito revelando minhas intenções tão rapidamente, mas vocês parecem pessoas incríveis. Eu pesquisei um pouco sobre vocês na internet e sabia que eram empresários fantásticos, mas não sabia muito sobre esses amigos e essa família adorável de vocês. – Explica Beth, bebendo um pouco de vinho. Ela suspira e encara Michonne com seriedade. – Eu admiro muito vocês. Principalmente você, Michonne. É uma mulher forte e corajosa, que enfrentou muitas dificuldades nesse mundo preconceituoso e machista para chegar aonde está. Eu sei que vocês geralmente só fecham parceria com empresa familiar com os negócios sendo comandado por casais, mas eu realmente queria uma chance de apresentar meus projetos e mostrar que eu sou muito mais do que uma mulher jovem, atraente, inexperiente e arrogante, como aqueles velhos gostam sempre de ressaltar.
— Você é muito corajosa, Beth. Eu tenho que tirar o chapéu para a sua sinceridade. É a primeira vez que vejo isso acontecer. – Responde Michonne, dando um sorriso satisfeito. Ela bebe um pouco de vinho e volta a colocar a taça sobre a mesa. – Eu entendo como se sente. Infelizmente, o que está passando é algo muito comum no mundo corporativo. Quando uma mulher abre um diálogo franco sobre o machismo, ela abre um baú de lembranças da própria trajetória. Não são memórias propriamente boas ou ruins, mas experiências que nitidamente tornam tangíveis o quanto a sociedade se pauta pela desigualdade entre os gêneros. Mais de uma vez, diante de histórias femininas sobre o preconceito e discriminação, eu fui vítima desse cenário tão cruel e injusto.
— Eu sinto muito, Michonne. – Responde Beth e mesmo sem compreender com tanta precisam o que aquelas mulheres compartilhavam naquela intensa troca de olhares, eu conseguia sentir um pouco da dor em suas expressões. – Eu realmente a tenho como um modelo a ser seguido.
— Obrigada. – Michonne agradece e suspira, dando um fraco sorriso. – Tudo bem. Após o nosso almoço, vamos trocar contatos. Eu vou pedir para a minha secretária ligar para você ainda essa semana para marcar uma reunião. Eu não vou garantir que vamos fechar uma parceria. Como você mesma disse, nós temos preferência por casais no comando dos negócios, mas prometo que Rick e eu iremos ouvir o que você tem para oferecer e pensar com carinho sobre as suas propostas.
— Muito obrigada, Michonne. – Beth abre um sorriso gigantesco e me encara animada. Acabo sendo contagiado pela felicidade da garota. – Ela concordou em conversar comigo.
— Eu disse que você se sairia bem. – Respondo, apertando sua mão. Ela sorri e suspira aliviada.
— Agora coma, antes que a comida esfrie. – Fala Michonne, também sorrindo encantada pela doçura de Beth.
Enquanto observo a garota comer um pouco da carne em seu prato, sinto meu celular vibrar em meu bolso e o tiro para ver quem havia me mandado mensagem. Desbloqueio a tela e vejo que era Glenn com informações sobre a minha solicitação do visto. Acomodo-me melhor na cadeira e abro a mensagem, completamente apreensivo. Sinto o olhar de Beth sobre mim e sua aproximação para saber o que tanto havia me deixado mexido, mas nem mesmo me importo. Eu só queria me livrar daquela insegurança em saber se vou permanecer em Hawkins ou serei obrigado a retornar a Montreal.
“Hey, o resultado do seu Green Card saiu.
Como eu já havia previsto, as ações de Merle refletiram em você e a sua solicitação de visto permanente foi negado. Você tem uma semana para se organizar para retornar ao Canadá. Eu sinto muito, Daryl.”
Respiro fundo e encaro Beth. Ela desvia o olhar do celular e me encara preocupada. Posso ver pelos seus olhos, sua mente trabalhando intensamente em busca de uma solução.
“Não há nada que eu possa fazer para mudar essa situação?”
Envio a mensagem, sentindo minha pressão subir. Minhas mãos tremiam levemente e eu sentia minha garganta seca. Bebo um pouco de vinho e vejo Beth suspirar.
— Você sabe qual é a resposta para essa pergunta. – Sussurra a loira, próxima a mim. – Eu já te dei a solução.
— Isso não vai acontecer. – Respondo no mesmo tom, começando a ficar nervoso. Minha cabeça começava a latejar e eu não conseguia pensar em nenhuma solução.
— Então é melhor se preparar para deixar o país em uma semana. – Resmunga a garota, irritada. – Deixa de ser teimoso e me deixa te ajudar.
— Isso não é ajuda. É loucura. – Sussurro, sentindo meu celular vibrar em minha mão novamente.
“Encontre uma mulher de nacionalidade americana e se case com ela. Simples assim!”
A resposta de Glenn faz Beth sorrir e me encara com aquele olhar que dizia um grande e irritante “eu te avisei”.
— Eu te avisei. – E é claro que Beth não perderia a oportunidade de provar que estava certa.
— Isso não muda os fatos de que é errado. – Respondo e ela revira os olhos.
— Você é tão teimoso. Não importa o que você diga, nós dois sabemos que você vai acabar aceitando a minha proposta. – Garante Beth, convencida. – Você sabe que ela é benéfica para nós dois. Você conquista o seu Green Card e eu consigo mais chances de assumir a presidência das Corporações Puckett e ainda aumento o meu poder sobre a empresa para quase cinquenta por certo.
— O que vocês tanto estão cochichando aí? – Pergunta Michonne, encarando-nos com um sorriso malicioso.
— Nada demais. – Responde a loira, encarando os pratos que ainda haviam na mesa. Desvio o olhar para meu celular. – O que é esse prato que parece tão saboroso? Lasanha?
“Como um oficial da justiça, você não deveria estar me sugerindo ir contra a lei.”
Respondo e começo a comer o moussaka, esperando que Glenn me respondesse. Como era de se esperar, a massa estava deliciosa. Continuo a comer, pensando no que eu deveria fazer agora. Eu não queria ir contra minha palavra e ceder a proposta de Beth, mas eu estava ficando sem opção e sem tempo para ir em busca de outra solução.
— Não. Moussaka. Nunca comeu? – Pergunta Rick com curiosidade.
— Minha mãe faz o melhor moussaka de todo o mundo. – Garante André e a mulher começa a rir.
— Vocês são tão exagerados. – Fala Michonne, mas pelo canto do olho, vejo-a se virar para Beth com um sorriso divertido. – Mas meu é realmente divino. Você precisa experimentar.
— Com todo o prazer. Está com uma cara e o um cheiro ótimo. – Comenta Beth, sentando-se ao seu lado. – Quais são os ingredientes? Depois quero tentar aprender a fazer para tentar agradar esse chato aqui.
Ela me dá um leve empurrão no ombro e eu reviro os olhos, voltando a prestar atenção em meu celular. No entanto, enquanto Michonne começa a explicar a receita, relembro de um acontecimento de alguns anos atrás que me marcou profundamente. Viro-me para o lado e vejo Beth levando o garfo com um pouco do moussaka a boca.
— Não! – Bato no garfo de Beth, fazendo com que ele caísse em sua roupa. Ela me encara assustada e eu agarro seus ombros, encarando-a com atenção. – Você comeu? Está sentindo alguma coisa?
— O quê? Não. Eu não comi. O que deu em você? – Pergunta Beth, assustada com a minha reação. Analiso seu rosto, buscando qualquer vestígio de que ela tivesse comigo e suspiro aliviado ao ver que não. – Por que fez isso?
— Você não pode comer moussaka. Ele tem noz-moscada. – Respondo, soltando seus ombros lentamente. Ela arregala os olhos e retira o garfo de cima de sua pena, pegando um guardanapo para limpar sua roupa. – Tem certeza de que você não comeu?
— Tenho. Eu não comi. Não se preocupe. – Afirma a garota, sorrindo para me tranquilizar.
— O que aconteceu? – Questiona Michonne, preocupada. – Por que ela não pode comer?
— Eu sou extremamente alérgica a noz-moscada. – Conta Beth, afastando um pouco o moussaka. – Um pouco depois que nos conhecemos, Daryl e eu fomos almoçar em um restaurante próximo da empresa. Sem saber da minha alergia na época, eu pedi um crumble de maçã com noz-moscada para a sobremesa. Bom, nem preciso dizer que a reação foi catastrófica. Eu tive um choque anafilático. Tiveram que chamar uma ambulância e fui parar no hospital. Depois de muitos exames, descobri essa minha estranha alergia. Desde então, Daryl ficou traumatizado e presta sempre muita atenção nos ingredientes dos pratos que eu como.
— Ah, eu não sabia. Sinto muito, Beth. – Lamenta Michonne, preocupada.
— Não se preocupe. Está tudo bem. Felizmente, tenho outros pratos incríveis aqui para experimentar a sua comida. – Responde Beth com gentileza. No mesmo instante, meu celular vibra, anunciando que eu havia recebido uma nova mensagem.
“Essa é a sua única solução. E se você permanecer casado por pelo menos seis meses, não estará indo contra a lei realmente. Apenas precisa aguentar a entrevistas e conhecer bem a sua parceira para responder corretamente todas as perguntas.”
Encaro Beth, que parece me observava com curiosidade. Entrego o celular para ela ler a mensagem. Não adiantava mais esconder mesmo. Ela me lança um sorriso irônico assim que termina de ler e me entrega de volta o celular, sussurrando um “eu te disse”.
— Confesso que estou surpreso por Daryl se lembrar tão bem dos ingredientes do moussaka e da sua alergia. Ele geralmente é tão desligado. – Comenta Rick, bebendo um pouco de seu vinho.
— Ela quase morreu na minha frente uma vez por causa da droga da noz-moscada. Não tem como eu não lembrar. – Resmungo e o casal ri, parecendo se divertir com o meu desespero.
— Pode não parecer, mas meu noivo se preocupa muito comigo. – Afirma Beth, mas logo ela finge ter falado demais, levando a mão a boca. Encaro-a com repreensão e ela sorri com falso arrependimento. – Ops! Acho que acabei falando demais de novo. Eu e essa minha boca grande.
— Noiva? – Questiona Rick, abrindo um largo sorriso. – Isso é verdade, Daryl?
— Você vai mesmo se casar com a mulher da minha vida, tio Daryl? – Brinca André, fazendo Beth rir.
— Garoto! – Michonne repreende o filho, mas volta a me encarar. – Mas e então, Daryl? Você vai se casar mesmo com a Beth?
Encaro a loira ao meu lado. Relembro de suas palavras sobre o casamento ser benéfico para nós dois. De fato, se Beth e eu fossemos casados, não tenho dúvidas de que ela conseguiria conquistar por completo a confiança de Michonne e Rick, além do contrato que ela tanto deseja. Enquanto eu conseguiria o meu Green Card, mesmo indo contra todos os meus princípios, e não precisaria voltar para Montreal. Eu realmente não acreditava no que estava prestes a dizer, mas sabia que essa era a minha única alternativa.
Suspiro e me viro para meus amigos que me encaravam com expectativa. Desde o início eles esperavam que Beth e eu estivéssemos em um relacionamento, já que ela é a primeira mulher que apresento a eles e ainda tinha insistido em a levar ao almoço. Respiro fundo e tento dar o meu melhor sorriso, tentando não demonstrar o quão nervoso eu estava. Beth coloca a mão sobre a minha e sorri com doçura.
— Sim. É verdade. Beth e eu iremos nos casar. – Respondo, voltando a encarar a garota, que sorria com satisfeita. Michonne e Rick abrem grande sorrisos e comemoram, animados com palmas e gritos alegres.
— Eu sei que é um pouco repentino e meio em cima da hora, mas o que vocês acham de serem nossos padrinhos de casamento? – Oferece Beth e eu a encaro, sem acreditar no que a garota estava fazendo. – Vocês são amigos de Daryl há anos e eu amei conhecer vocês. Então seria realmente...
— É claro que seremos padrinho de casamento de vocês. Será uma honra. – Afirma Michonne, animada.
— Pode contar com a gente. Não perderemos esse evento histórico por nada. – Responde Rick, lançando uma piscadela para mim.
E em meio a comemoração e reclamações dos adolescentes, que não pareciam felizes em perder Beth, eu me via em completo desespero. Beth sorria e apertava a minha mão com satisfação. E tudo o que eu conseguia pensar é que essa história não acabaria bem.
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