Contrato de Setembro
16 Ciúmes
ROMANCES MENSAIS
LIVRO IX – CONTRATO DE SETEMBRO
CAPÍTULO XIV – CIÚMES
Desde que cheguei na empresa, meu dia estava se resumindo em revisar contratos das Corporações Puckett com algumas grandes empresas, confirmar meu noivado com Daryl e exibir o anel de noivado. Era impressionante a velocidade com a qual a notícia de termos chegado junto e ainda de mãos dada se espalhou pela empresa. E como as pessoas pareciam ter medo de Daryl, todos acabavam arranjavam desculpas esfarrapadas para se aproximar e saciar sua curiosidade sobre nosso possível relacionamento.
E se antes eu já era conhecida por ser a filha do presidente da empresa, agora eu tinha me tornado o centro das atenções por ter domado o coração de gelo de Daryl. Ao mesmo tempo, alguns dos investidores e diretores que encontrei enquanto corria de um lado para o outro na empresa, resolvendo problemas, pareciam bem felizes e animados com a notícia. Eles até mesmo me cumprimentaram com sorrisos agradáveis nos rostos, algo que não vejo desde nunca.
Os velhos machistas e rabugentos pareciam prestes a saltitar. Eu tinha quase certeza de que em suas mentes limitadas, eles enxergavam meu casamento com Daryl uma forma de me manter mais mansa e sob controle. Apesar de incrivelmente babacas, eles não eram idiotas. O fato de ter conseguido marcar uma reunião com os líderes no campo alimentício, quando nenhum outro investidor ou diretor da empresa conseguiu durante anos deixava claro que eu era muito mais capaz do que meu tio para assumir a presidência.
Daryl também era visto como alguém influente e de bons instintos. Depois que investiu nas Corporações Puckett, ele conseguiu o retorno muito maior que o esperado e passou a investir em outras pequenas empresas que igualmente trouxeram lucros surpreendentes. Isso o tornou um dos homens mais ricos do mundo. Ainda assim, ele estava sempre participando das atividades da primeira empresa que o levou ao sucesso e ajudando a desenvolver novos projetos para ampliar nossa gama de produtos. Então era claro o respeito que ele recebia dos funcionários, investidores e diretores da empresa.
Era óbvio que nosso envolvimento era vantajoso aos olhos dos velhos idiotas. No entanto, isso também apresentava uma ameaça a alguém que vinha se mantendo quieto e discreto desde que eu concordei com a condição dos investidores da empresa para que eu me tornasse presidente das Corporações Puckett.
Desde que recebi a ligação de Sam, eu havia entrado em contato com Natasha Romanoff, ex-namorada de tio Clint, e uma talentosa agente da CIA. Ela sabia que Hugh era o responsável pela morte de meu pai, ainda assim, sem provas, tudo não passava de acusações e suspeitas sem fundamentos. Ter Sam internada em um manicômio e a perícia apontando a cauda da morte como suicídio não ajudavam em nada a convencer a justiça a reabrir o caso e investigar o envolvimento do homem.
E era por isso que eu permanecia insegura quanto a presença de Hugh na empresa. Não por minha vida, mas pela a da minha irmã. Qualquer atitude minha poderia resultar em graves consequências para a garota que está em um outro continente em um hospital psiquiátrico corrupto que aceitou internar uma pessoa sã sem qualquer necessidade por dinheiro.
Suspiro e deixo o contrato que revisava sobre minha mesa, virando-me para encarar Hawkins da janela de minha sala. Eu não conseguia me acostumar em ficar longe de Sam. O meu desejo de ligar para minha irmã e contar sobre as loucuras em que eu tenho me metido nas últimas semanas fazia meu peito doer. Ergo minha mão esquerda e encaro o anel em meu dedo anelar. Ainda era difícil de acreditar que em alguns dias eu irei me casar com a mesma pessoa com quem tenho tido uma quedinha desde que o vi pela primeira vez.
Um casamento por contrato. De certa forma, eu prefiro assim, ainda que eu odeie a maior parte de nossas regras. Já que viveremos uma vida de casados por nove meses, eu esperava pelo menos tirar casquinha dessa oportunidade que a vida me deu de me tornar esposa de Daryl Dixon. No mesmo instante, relembro de suas condições para que isso acontecesse.
1ª Regra: Não podemos nos apaixonar um pelo outro.
2ª Regra: Não iremos nos envolver com outras pessoas até o contrato terminar.
3ª Regra: Nada de beijos ou sexo entre nós.
4ª Regra: Nada de mentiras e nem segredos entre nós.
5ª Regra: Não importa o que aconteça, continuaremos amigos.
Suspiro novamente. Não seria fácil seguir todas as regras até o fim do contrato. Em primeiro lugar, por mais que eu tente negar, eu sempre gostei mais do que devia de Daryl e tudo tem se intensificado ainda mais para que eu me sentisse ainda mais atraída por ele. Então, talvez – muito talvez -, eu meio que já tenha quebrado a primeira regra.
A segunda regra para mim não seria um grande problema. Que mulher gostaria de se envolver com outra pessoa quando se está casada com um homem lindo, misterioso, cavalheiro, inteligente e poderoso como Daryl Dixon? Então, essa regra seria fácil de cumprir.
Mas a terceira regra era que seria o meu maior desafio. Quer dizer, eu sinto toda a química e a tensão sexual entre nós desde que nossos olhos se cruzaram pela primeira vez. Faz dez anos que tenho tentado uma chance com esse homem e agora que irei dividir o mesmo teto que ele por nove meses, não posso simplesmente ignorar esse presente divino que recebi. E eu também é nítido o quanto Daryl tem se esforçado para se fingir indiferente a minha presença. Felizmente, eu sinto que é apenas uma questão de tempo até que ele dê o braço a torcer.
Rio e mordo levemente a caneta que estava em minhas mãos. Suas emoções estavam se tornando cada vez mais evidentes para mim. Aos poucos, eu conseguia ler suas expressões e pequenos gestos que antes passavam despercebidos por mim. Sua timidez e bom coração se mostravam mais visíveis e o deixavam ainda mais atraente para mim. Eu também me sentia muito mais próxima de Daryl. Como se ele tivesse se tornado mais alcançável.
Com um sorriso idiota no rosto, fecho meus olhos e me lembro de como ele parecia muito mais à vontade comigo hoje. Ao invés de tentar me afastar, Daryl apenas sorrio e pareceu se divertir daquela maneira contida dele, enquanto seus olhos brilhavam ao me assistir, tornando um simples momento em algo divertido e especial.
Desperto-me de meus devaneios ao ouvir meu celular tocar. Acho meus olhos e viro minha cadeira para sua posição inicial. Vejo um número desconhecido na tela do aparelho e não preciso de muito tempo para perceber que aquela deveria ser tia Tasha, usando seus recursos para não ser identificada e nem localizada, caso meu celular estivesse sendo grampeado por Hugh.
— Alô. – Atendo, apoiando meus cotovelos sobre minha mesa.
— Oi, Beth. Está ocupada no momento? — Questiona a mulher ruiva de olhos verdes gentis que tinha como uma mãe.
— Oi, tia Tasha. Eu sempre estou ocupada, mas sempre tenho tempo para a minha tia favorita. – Respondo e ela dá uma risada anasalada.
— Tenho novidades sobre o caso de Hugh. — A informação dada pela agente da CIA faz eu ajeitar minha postura na cadeira.
— O que descobriu? – Questiono, sentindo meu coração bater como um louco em meu peito.
— Conseguimos prova de que Hugh está envolvido com uma organização criminosa que está sendo investigada pela CIA e pelo FBI há anos. Isso fará com que ele seja detido para ser interrogado e é o bastante para investigar possíveis crimes que ele esteja envolvido. – Revela tia Tasha e é inevitável não sentir um alivio e uma imensa felicidade em saber que Hugh finalmente pagará pelo que fez com meu pai.
— Eu nem mesmo sei como agradecer, tia Tasha. Essa notícia era tudo o que eu mais precisava nesse momento. – Confesso e ela ri do outro lado da linha. – Quando isso vai acontecer?
— Nós estamos apenas esperando o juiz emitir o mandado e ainda hoje devemos aparecer para levá-lo a justiça. – Responde tia Tasha e eu quase posso ver a mulher exibir um largo sorriso ao pensar sobre o assunto.
— Obrigada, tia Tasha. Eu esperei tanto por isso que eu não consigo acreditar que esse maldito finalmente vai pagar por tudo o que ele fez. – Confesso e ela ri, divertida.
— Eu sei, meu amor. Agora eu preciso desligar. Eu liguei apenas porque eu queria ser a primeira a dar a notícia. Vejo você mais tarde. – Avisa tia Tasha e eu suspiro, ainda anestesiada por finalmente receber uma notícia boa em meio a tantas tragédias em minha vida.
— Está bem, tia Tasha. A gente se ver depois. – Respondo, suspirando. – Eu amo você.
— Também amo você. — Declara tia Tasha, encerrando a chamada.
Coloco o celular sobre a mesa e começo a rir sozinha, sem saber como reagir. Jogo meu corpo para trás e roda a cadeira, batendo meus pés no chão de maneira animada. Finalmente eu teria mina irmã de volta e me veria livre de Hugh e seus comentários que ne causavam fúria e repulsa. A justiça enfim iria cumprir o seu papel.
De repente a porta da sala é aberta de uma vez, assustando-me. Ao levantar meu olhar, Hugh aparece em minha sala e marcha a passos largos em minha direção. Levanto-me e o encara preocupada, tentando entender o que esse homem queria comigo e o motivo dele parecer estar tão atordoado como naquele momento.
— É verdade? – Questiona Hugh e eu o encaro confusa, sem perder a minha pose cautelosa. Eu não podia abaixar a guarda com ele. – É verdade que você está noive de Daryl?
— Sim. É verdade. – Afirmo, dando alguns passos para trás à medida que ele se aproximava de mim. Infelizmente, não demora muito para que meu corpo acabe se chocando contra a parede.
Hugh possuía um olhar perigoso e sua respiração estava ofegante. Seu corpo tremia e seus passos se tornam cada vez mais pesados e assombrosos. Ele quase parecia estar possuído por um demônio. Hugh então puxa meu queixo com brutalidade, obrigando-me a encará-lo. E em um movimento repentino, ele leva as duas mãos ao meu pescoço e pressiona meu corpo contra a parede, apertando e forçando a minha garganta.
— Maldita! Como ousa interferir em meus planos, vadia?! – Hugh pressiona seu corpo ainda mais contra o meu. Começo a me debater, tentando me soltar, mas seu aperto era firme. Aos poucos, o ar vai faltando em meus pulmões. – Eu vou matar você!
Tentando manter a calma, relembro os ensinamentos de tia Tasha sobre autodefesa e levanto os braços acima da minha cabeça. Seguros os pulsos de Hugh de forma cruzada. Puxo Hugh para mais perto e bato duas vezes contra seu pescoço. No momento em que ele afrouxa o toque, piso com toda a minha força em seu pé e o empurro para longe.
Desesperada, pego o meu grampeador e corro para longe de Hugh, pronta para jogar o objeto pesado contra ele se Hugh se ele tentasse se aproximar de mim mais uma vez. Observo-o se recuperar de meu ataque e me encara com fúria.
— Finalmente resolveu mostrar quem realmente é você? – Questiono e ele ri daquela forma de psicopatas de desenho infantil. Eu conseguia ver o desejo de me matar presente em seus olhos. – Seus dias de liberdade estão chegando ao fim, Hugh. A polícia já sabe que você é o responsável pela morte de meu pai. Você vai pagar por tudo o que você fez.
— Você vai me pagar bem caro por isso. Eu vou colocar todos os meus homens para matar sua querida irmãzinha. – Ameaça Hugh, aproximando-se com um olhar diabólico e um sorriso divertido em seus lábios. – E quanto a você, em algum momento, você terá uma crise nervosa e irá tirar a sua vida assim como seu pai fez.
— Você é doente. – Respondo, posicionando meu grampeador. Ele ri, sem se importar. – Mas não adianta você me ameaçar. Não vai demorar muito até que a polícia esteja ocupada e você acabe sendo levado daqui, onde vai passar o resto de sua vida. Aproveite suas últimas horas de liberdade, porque depois disso você vai mofar na cade...
Hugh mais uma vez se aproxima a passos largos e me dá um tapa forte no rosto que me faz ir ao chão. Ele puxa meu cabelo antes que eu conseguisse me levantar e me faz o encarar. Uso meu grampeador para bater em seu rosto e o fazer soltar meu cabelo. Ele urra de dor e se afasta.
Posso ver sangue sair de seu nariz e isso parece lhe dar ainda mais razão para me atacar, já que ele corre em minha direção e me empurra, derrubando-me no chão, forçando meu pescoço mais uma vez. Com o impacto de seu corpo sendo jogado contra o meu, acabo batendo minha cabeça com brutalidade.
— O que pensa que está fazendo, Hugh?! – A voz firme e furiosa de Jimmy ecoa pela sala. Ele se aproxima e empurra Hugh para que ele saísse de cima de mim. Pela forte batida em minha cabeça, eu ainda estava atordoada demais para ter qualquer reação.
— Isso não vai ficar assim! Você vai ver, Beth. Eu vou te matar! Eu juro! – Ameaça Hugh, levantando-se. E sem esperar uma resposta, Hugh corre para fora da sala. Jimmy tenta ir atrás dele, mas eu puxo sua mão, impedindo que ele fosse.
— Está... tudo bem. – Afirmo, tentando me levantar, mas uma forte fraqueza me atinge. Eu teria ido ao chão se Jimmy não tivesse me amparado.
— Você está bem? – Questiona o homem, preocupado.
— Sim. Não se preocupe. Eu apenas bati a cabeça e isso deve ter afetado minha coordenação motora. – Respondo, voltando a me recompor. – Obrigada pela ajuda.
— O que aconteceu aqui? – Pergunta Jimmy, ajudando-me a andar até a minha cadeira. – Eu devo chamar a polícia?
— Não se preocupe. A polícia está a caminho. – Garanto e levo minha mão a minha cabeça. Resmungo ao sentir o galo que se formou lugar da batida latejar.
— Talvez eu deva chamar o Daryl, já que vocês são noivos agora. – Sussurra Jimmy, aproximando-se para encarar o meu rosto. Ele acaricia o local marcado pelo forte tapa que recebi de Hugh.
— Daryl não pode saber o que aconteceu aqui. Você entendeu, Jimmy? – Pergunto, preocupada com a possibilidade de o homem acabar fazendo uma loucura e acabar tornando a situação ainda pior. Eu também não queria o envolver nessa história e acabar o colocando em perigo.
— Mas...
— Por favor, Jimmy. – Insisto e ele suspira, concordando.
— Tudo bem. Mas você sabe que uma hora precisa contar a ele o que aconteceu. – Alerta o rapaz e eu assinto lentamente, concordando. Permanecemos em silêncio por alguns instantes e ele suspira, encarando-me com intensidade, enquanto acaricia meu rosto marcado. – Você deveria se casar comigo.
— Você chegou atrasado. Eu já fui pedida em casamento, Jimmy. – Brinco, exibindo meu anel de noivado.
— Eu te conheço melhor do que você imagina, Beth. Durante todos esses anos em que eu estive te observando, você mudou bastante. Você tem essa característica única de se adaptar as mais diversas situações. E é por te conhecer tão bem que eu tenho certeza de que você está se casando para ter mais influência na empresa. Você deveria ter me escolhido ao invés de Daryl. Eu poderia te fazer muito mais feliz. – Garante Jimmy com os olhos fixos aos meus. Seu rosto se aproxima lentamente e eu sabia que ele planejava me beijar. E no momento em que eu tento me afastar, vejo alguém entrar furioso na sala.
— Qual parte do “eu já fui pedida em casamento” você ainda não entendeu, Jimmy? – Pergunta Daryl, entrando em minha sala.
— Você sempre chega na hora errada, Daryl. – Comenta Jimmy, sem realmente se importar com a presença do homem.
— Afaste-se de minha noiva agora mesmo. – Exige Daryl e mesmo que não fosse comigo, sinto meu corpo estremecer com o timbre poderoso e intimidador do homem. – Ou você quer que eu te tire a força e o jogue pela janela da cobertura do prédio para você aprender a se manter longe de mulheres comprometidas?
— Uau. Como você está furioso? O que foi? Não era você que era um homem controlado, que nunca mostrava seus sentimentos? Por acaso está com ciúmes? – Provoca Jimmy, afastando-se de mim. Os dois homens se encaram com tanta tensão que eu sentia que se eu não fizesse alguma coisa, eles acabariam brigando fisicamente.
— Vocês dois! Parem já com isso. – Resmungo, levantando da cadeira em que estava. Aproximo-me dos dois e coloco minhas mãos sobre seus ombros, tentando trazer um pouco de consciência aos dois homens, mas eles continuavam a se peitar.
— E se eu tiver? Algum problema com isso? – Questiona Daryl, surpreendendo-me. Jimmy ri incrédulo e balança a cabeça, negando. Meu noivo se aproxima mais do rapaz mais novo e leva seu dedo ao peito de Jimmy, cutucando-o com força, obrigando-a a andar para trás. – Dá o fora aqui, Jimmy. Eu não estou brincando. Tente beijá-la mais uma vez e eu terei o prazer de quebrar todos os seus dentes.
Eles travam uma batalha intensa de olhares, até que Jimmy desiste de dizer qualquer coisa a Daryl. Ele me encara pela última vez e dá as costas, ainda da sala. Permaneço alguns instantes parada, tentando absolver o que acabara de acontecer. Daryl tinha mesmo admitido que estava com ciúmes de mim ou eu estava ficando louca?
Assim que ficamos sozinhos em minha sala, Daryl se vira para mim e me encara com preocupação. Ele coloca suas mãos em meus ombros e se aproxima, buscando qualquer sinal de ferimento. Desvio o olhar, mas ele pega em meu queixo com delicadeza e o levanta para observar melhor a marca do tapa que recebi de Hugh em meu rosto.
— Quem fez isso com você? Foi Jimmy? Eu vou...
— Não! Não foi ele. – Digo, imediatamente. Daryl parecia furioso.
— Então quem foi? – Questiona Daryl, soando mais frio e brusco do que de costume. – Eu vou...
— Não importa quem foi. E você também não fará nada. Não foi nada demais. Tudo já foi resolvido. – E aqui estava eu, quebrando a quarta regra importa por Daryl por medo de meus problemas o prejudique. Eu jamais me perdoaria se alguma coisa acontecesse a ele.
— Mas...
— Nada de “mas”, Daryl. Esse assunto já está encerrado. Agora vamos almoçar que eu estou morrendo de fome e estou louca para exibir meu anel de noivado para as invejosas, enquanto comento com todos que meu noivo está tão apaixonado por mim que teve uma crise adorável de ciúmes. – Interrompo o homem e o encaro com um sorriso divertido. Ao ver que eu não daria explicações, ele suspira e acaba aceitando minha decisão. Sorrio e o puxo para fora da sala, sentindo a culpa e o medo possuírem meu coração. Eu só esperava que minha irmã ficasse bem.
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