ROMANCES MENSAIS

LIVRO IX – CONTRATO DE SETEMBRO

CAPÍTULO XVI — CASAMENTO

O dia estava ensolarado e com o clima agradável. Era possível ver os pássaros voando e cantarolando, enquanto o sol brilhava intensamente. A brisa suave acariciava meu rosto e me trazia um pouco de calmaria, completamente em contraste com o meu estado de espírito. Ainda que eu tentasse não expor, eu estava uma pilha de nervos.

Duas semanas se passaram e o dia do casamento finalmente chegou. Para a minha surpresa, a família Barton realmente havia conseguido preparar tudo a tempo e a decoração da mansão dos avós de Thea e Oliver Queen havia ficado incrível.

Como a cerimônia seria realizada no grandioso jardim da mansão, Elena e Damon optaram por utilizar delicadas flores brancas para decorar o ambiente. Como nós precisávamos convencer o máximo de pessoas possíveis, Beth teve que abrir mão da escolha de seus cinquenta convidados e no fim, mais de cem pessoas estavam sentadas nas cadeiras disponibilizadas em frente ao altar.

Observo cada rosto conhecido por mim no local, demorando um pouco mais em alguns que me cumprimentavam e sorriam animados. Respiro fundo, tentando me acalmar. Sinto um aperto em meu ombro e ao olhar para o lado, encontro o sorriso compreensível de Rick. Meu amigo de infância usava um smoking azul escuro, uma gravata rosada e um pequeno arranjo de flores brancas na lapela.

— Eu entendo como se sente, mas ela não vai fugir. – Garante Rick com um sorriso divertido no rosto.

— Espero que não. – Respondo, ansioso. Ele gargalha e balança a cabeça, negando. – Eu não entendo o porquê de tanta demora.

— Ela deve estar tentando ficar perfeita. É normal a noiva atrasar alguns minutos. – Afirma meu amigo de infância, encarando o relógio em seu pulso. – Apesar de que ainda faltam um pouco menos de quinze minutos para que a cerimônia comece.

— Ela não precisa de muito para ficar perfeita. – Resmungo e recebo um olhar malicioso de Glenn. – Não começa.

— Eu não falei nada. – Responde o homem de descendência coreana, com um sorriso bem-humorado.

Depois de ter agido de forma impulsiva e convidado Rick e Michonne para serem nossos padrinhos de casamento, Beth pediu a Thea que Glenn fosse o celebrante da cerimônia. Ela sabia da importância que o rapaz tinha em minha vida e mesmo tendo dificuldades para se aproximar da irmã mais velha, ela pediu que o pequeno Hershel, RJ, Judith, Tony e Holly, sobrinha de um amigo de infância de Beth, fossem damas e pajens dela.

Aproveitando que Rick estava distraído conversando com André, Glenn dá duas batidas em meu ombro e aponta discretamente para um homem desconhecido de barba grisalha e olhos severo que estava sentado na primeira cadeira segunda fileira, encarando-me algumas vezes e digitando algo em seu celular.

— Aquele é Negan Morgan, mais conhecido como o pesadelo dos estrangeiros ricos. – Conta Glenn e eu o encaro confuso. – Ele é responsável por investigar estrangeiros ricos que tentam enganar o governo se casando para conseguir o visto permanente.

— Foi por isso que você pediu mais um convite? – Questiono e meu melhor amigo assente.

— Ele vai observar vocês o tempo todo. Estar nervoso e ansioso pela demora de sua noiva é um bom sinal. E seja romântico e o mais sincero possível durante os seus votos. Negan precisa sentir que vocês estão realmente apaixonados. – Recomenda Glenn, mas logo posso ver seu sorriso irônico. – Se bem que acho que não preciso me preocupar.

— O que você quer dizer com isso? – Resmungo, desconfiado.

— Está na cara que você está completamente apaixonado por ela. – Sussurra Glenn, sorrindo animado.

— Não seja ridículo. Beth tem idade para ser minha filha. – Respondo e ele me lança um olhar entediado.

— E bem, seus sentimentos por ela estão longe de ser de pai e filha. Deixa de ser idiota e apenas aceite que você está apaixonado por uma mulher incrível. Beth não é como a Claire. Você sabe disso. Então pare de ficar se tentando convencer a si mesmo que o que te impede de se entregar ao que sente é a idade. – Aconselha Glenn e eu suspiro, incomodado.

— Alguma notícia de Hugh? – Mudo de assunto descaradamente e Glenn revira os olhos, suspirando. – Faz duas semanas que não temos nenhuma informação sobre ele.

Há duas semanas, Hugh desapareceu sem deixar pistas. Segundo Beth e Glenn, a CIA e o FBI haviam encontrado pistas sobre o envolvimento dele com uma organização criminosa perigosa. Para não ser preso e levado para interrogatório, ele decidiu fugir. Desde então, não tivemos mais qualquer notícia do homem.

Por causa disso, já era quase certo de que Beth assumiria a presidência da empresa. Como Michonne e Rick passaram o mês resolvendo problemas em suas empresas, eles não tiveram tempo de visitar a empresa. No entanto, assim que Beth conseguisse o contrato com o casal, ela seria automaticamente nomeada oficialmente como a responsável por coordenar as Corporações Puckett.

Ao mesmo tempo que tudo isso acontecia, Beth também estava estranha. Ainda que ela dissesse que era loucura, eu sentia que ela escondia alguma coisa de mim. A loira sempre dava um jeito de mudar de assunto ou escapar de mim quando eu a questionava sobre seu comportamento. Beth tem ficado mais horas no trabalho e todas as vezes que ia para a rua, parecia estar sempre em busca de alguém ou esperando alguma coisa acontecer. No início, a sua falha tentativa de fingir que estava tudo bem me irritava, mas agora me preocupava.

E era essa falta de confiança em mim que me magoava e me deixava tão inseguro sobre as ações de Beth, que sempre foram um mistério para mim. Glenn parece ler meus pensamentos e sorri compreensível, dando algumas batidinhas em minhas costas como apoio. Como Beth sabia que ele era um agente do governo, ela permitiu que ele soubesse sobre o assassinato de Kyle. Desde então, enquanto Natasha Romanoff tem investigado o caso pela CIA, Glenn e Maggie estavam procurando pistas pelo FBI. Então ele sabia muito bem sobre a minha preocupação quanto ao que Hugh poderia fazer contra Beth e sua família por vingança.

— Nenhuma. O FBI e a CIA estão em uma briga acirrada para ver quem o encontra e interroga primeiro e descobre mais sobre a HYDRA, que continua sendo um grande mistério para nós. – Conta Glenn, suspirando.

— HYDRA? – Pergunto, confuso.

— A HYDRA é uma organização criminosa que foi criada durante a Segunda Guerra Mundial e tem dado trabalho para o FBI e a CIA desde então. A força deles foi tão poderosa que as duas agências criaram uma divisão própria só para investigar as ações dessa organização. A CIA criou a SHIELD e o FBI fundou a Legends, que é a unidade onde Maggie e eu trabalhamos. Não posso falar muito sobre isso, mas Hugh é a nossa esperança de conseguir mais dados sobre a HYDRA, já que a nossa última testemunha é Aaron Moon. Infelizmente ele foi treinado por Clint Barton, então até agora não conseguimos extrair nada dele. – Explica Glenn, pensativo. – Hugh é a nossa esperança. Então não se preocupe. Nós não iremos parar até termos Hugh sob nossa jurisdição. Eu prometo.

— Obrigado, Glenn. – Agradeço, trocando um sorriso cúmplice com o rapaz.

— A noiva está vindo. – Anuncia Rick, sorrindo animado. – E Beth chegou exatamente no horário marcado. Que tipo de noiva é essa?

— A que sabe que o futuro marido provavelmente está prestes a cavar um buraco no chão de tanto que troca o peso das pernas, ansioso. – Responde Glenn e Rick ri, enquanto eu bufo.

— Calem a boca. – Resmungo, impaciente e isso só faz que eles rissem ainda mais. De repente, sinto o nervosismo dobrar de tamanho e olho para o final do tapete vermelho que levava até o altar, mas eu não via Beth em lugar algum. Viro-me para Rick, preocupado. – Onde ela está? Será que aconteceu alguma coisa? Talvez eu...

— Ela está vindo, Daryl, e está incrivelmente linda. – Afirma Michonne, posicionando-se ao lado do marido com um enorme sorriso no rosto.

No mesmo instante uma melodia suave do piano começa a ecoar pelo jardim. Assim que Ally começa a cantar com a sua voz doce e delicada, enquanto Austin estava no piano, reconheço a canção como a mesma que ela cantou no carro no dia que anunciamos nosso noivado para as pessoas da igreja. E então Beth aparece. Todos se levantam e parecem tão encantados quanto eu com a beleza da garota.

Ela estava deslumbrante com o vestido branco com uma delicada renda na parte de cima e a parte de baixo como uma espécie de tule ou material parecido. Seus cabelos loiros estavam presos em uma adorável trança e com alguns arranjos de flores. Seus olhos brilhavam intensamente e eu sentia que nunca tinha visto uma noiva tão linda quanto ela.

Judith e RJ são os primeiros a atravessarem o tapete vermelho, distribuindo flores por ele, enquanto arrancavam suspiros orgulhosos dos pais que estavam no altar ao meu lado. Em seguida, Holly e Tony aparecem como pajem e dama de honra. Eles estavam adoráveis e todos riam com toda a desenvoltura das crianças para atravessarem o tapete com sorrisos lindos nos rostos angelicais.

E então chegou a vez dela. Beth segurava um buquê com flores rosadas e um terço de pérolas brancas. Sozinha, ela atravessa o tapete vermelho com os olhos presos aos meus. Era possível ouvir os primos de Beth gritarem e darem apoio a garota, que parecia incrivelmente emocionada. Talvez pensasse no pai e na irmã. Esse com certeza era um dia que ambos ficariam felizes por participarem. Era um evento especial e ela merecia isso.

Pensar nisso faz meu coração se apertar. Eu também gostaria que Kyle estivesse vivo e acompanhasse Beth. Não tenho certeza se ele aprovaria nosso casamento, mas naquele momento, eu preferia pensar que sim. Sempre foi um dos sonhos de meu grande amigo acompanhar as filhas até o altar. Eu apenas torcia para que onde quer que ele possa estar, que esteja assistindo a esse casamento com seu enorme sorriso, embasbacado com a beleza de sua filha mais velha.

Quando vejo que ela está prestes a alcançar o fim do tapete vermelho, aproximo-me da garota. Ela entrega o buquê para Thea e troca sorrisos com Elena, Nancy e todas as primas que estavam sentadas próximas, logo nas primeiras fileiras, acompanhadas de seus namorados. Ela então retorna para onde eu estava, segurando com firmeza o terço em sua mão. Ela engole em seco e respira fundo, limpando as lágrimas nos cantos dos olhos, antes de rir e se aproximar de mim.

Estendo minha mão e noto que as dela tremiam intensamente. Sorrio e a seguro com firmeza. Ao ver uma teimosa lágrima descer pelo seu rosto, limpo-a e deixo um beijo demorado em sua testa, tentando transmitir um pouco de consolo. Eu sabia que não estava sendo fácil para Beth e esperava conseguir ao menos diminuir a dor que ela deveria estar sentindo.

— Você está bem? – Sussurro, encostando minha testa na dela, para que ninguém ouvisse o que conversávamos.

— Sim. Só... eu queria que ele estivesse aqui. – Sussurra de volta e novamente vejo as lágrimas se tornarem presentes em seus olhos. Hoje completava exatamente um mês desde a morte de Kyle. Era compreensível a reação da garota.

— Ele está. Aqui... – Toco em sua testa e em seguida sobre seu coração. – E aqui. Eu tenho certeza de que Kyle jamais deixaria suas garotinhas sozinhas. Ainda que não esteja fisicamente, ele estará sempre ao seu lado.

— Obrigada. – Responde, abraçando-me com intensidade.

— Eu não queria interromper esse momento, mas vocês estão prontos? – Questiona Glenn, depois de ficarmos abraçados por alguns instantes. – Está tudo bem com vocês?

— Sim. Nós estamos bem e prontos para nos casar. – Responde Beth aos risos, enquanto limpava seu rosto com cuidado para não borrar a maquiagem. – Quem me conhece, sabe que eu sou uma manteiga derretida. Sinto muito.

— Podemos prosseguir. – Confirmo, conduzindo Beth até o altar onde estava Glenn. Ela entrelaça nossas mãos e sorri.

— Agora que tivemos a confirmação de que os noivos estão prontos, vamos iniciar a nossa cerimônia. – Começa Glenn, sorrindo para nós. Os convidados se sentam e fazem silêncio, atentos ao discurso de meu melhor amigo. – Eu conheço Daryl há quase quinze anos e há dez eu escuto o nome Beth ser dito todas as vezes em que nos encontramos. De alguma forma, essa mulher com carinha de anjo tinha uma personalidade tão forte e determinada que era impossível para Daryl ignorá-la. Então, quando eu soube que esses dois iriam se casar, não foi realmente uma surpresa. Claro, eu não esperava que fosse tão de repente, mas eles sempre tiveram aquele ar de que algo entre eles aconteceria. Beth sempre soube despertar um lado único de meu melhor amigo. Eu não sei o que o destino reserva para vocês no futuro, mas é só prestar atenção na forma como vocês se olham que sabemos que vocês são peças de um quebra-cabeça, que se encaixam perfeitamente. E eu desejo do fundo do meu coração que vocês sejam muito, muito, muito felizes.

— Obrigado. — Sussurro e Beth assente, enquanto as lágrimas continuavam a molhar o rosto delicado da loira.

— Agora vamos ao que todos nós esperamos ansiosos. Os votos dos noivos. – Anuncia Glenn, sorrindo docemente. Ele se vira para Beth e a encara com divertimento. – Você consegue falar?

— Sim. Apenas me dê alguns segundos. — Concorda Beth e os convidados riem, divertindo-se com a luta da garota para conter as lágrimas. Ela respira fundo, recompondo-se um pouco. Seus olhos se encontram com os meus e eu acabo sorrindo com a determinação dela. – Daryl, eu nunca escondi meu interesse em você. Desde a primeira vez que nos conhecemos e vi você entrando na sala do meu pai com seus cabelos sedosos nos ombros, quase como se estivesse em um comercial de shampoo, eu soube que você precisava ser meu de alguma forma. E foi então que eu comecei a minha luta diária para tentar te fazer me enxergar como algo além de uma garotinha que tinha um desfiladeiro por você.

“Eu sabia que você havia sido feito sob medida para mim. Infelizmente, você parecia não enxergar o mesmo. E é por isso que enquanto eu não podia ficar com o cara certo para mim, eu aproveitei a vida com os caras errados, na esperança de que um dia você me notasse.

E assim se passaram dez anos. Durante dez anos, eu o observei e quis conhecer mais daquele homem misterioso que raramente abria a boca e que tinha um charme de tirar o fôlego. E quanto mais eu o conhecia, mais eu passei a perceber que no lugar do homem bruto com cara de poucos amigos, que parecia querer devorar criancinhas, na verdade existia o homem mais doce, tímido e gentil que eu conheço.

Com seu jeito reservado, você está sempre cuidando das pessoas. Você também tem a incrível habilidade de falar exatamente o que eu preciso ouvir quando estou nervosa. Você me ouve e apoia todos os meus planos, por mais malucos que eles sejam. E foi assim, Daryl, que você tornou possível algo que eu jamais imaginei que seria capaz. Você fez eu me apaixonar ainda mais por você durante todos esses anos e desejar te conhecer cada vez mais. Obrigada por cuidar de mim e por ser essa pessoa única que desperta o meu melhor. Eu amo você. – Beth termina seu discurso com as lágrimas rolando pelo seu rosto.

— Daryl. – Glenn me orienta, sorrindo gentil.

Encaro os olhos esverdeados de Beth e as expressões emocionadas dos convidados. Eu nem mesmo sabia como deveria fazer meus votos, já que no momento em que meus olhos se encontram com os dela, minha mente ficou em branco.

— Beth... Eu confesso que nem mesmo me lembro dos votos que eu fiz previamente. – Começo, acanhado. Ouço as risadas dos convidados e decido que é hora de dizer alguma coisa. – Acho que não preciso dizer que o melhor adjetivo para te definir seria “louca”. Você é completamente maluca, Beth, mas você também é como uma estrela, que nos atrai e nos puxa para sua órbita. Durante anos tentei fugir de você, temendo não ser bom o bastante para você. De te decepcionar ou a seu pai. Mas Glenn tem razão. Você sempre despertou algo de diferente em mim e é a única pessoa no mundo que eu nunca tenho certeza do que irá fazer.

“Você é divertida, imprevisível, extremamente inteligente, determinada e teimosa. Eu acho que nunca conheci alguém que me levasse a loucura tão rapidamente e ao mesmo tempo me fazia ficar de queixo caído com a sua capacidade de se adaptar a qualquer que seja a situação. Eu te admiro e estar ao seu lado é sempre ter a garantia de que nunca ficarei entediado.

Durante dez anos eu me mantive distante de você e hoje me arrependo amargamente por isso. Eu estou sempre aprendendo ao seu lado e é incrível como você sempre sabe como me fazer rir. Eu... eu te amo, Beth. Talvez mais do que qualquer pessoa que já esteve em minha vida.” – Respondo com sinceridade, apertando nossas mãos. Os convidados aplaudem e riem animados. Enquanto isso, Beth me encarava surpresa com os olhos arregalados e um sorriso bobo em seus lábios.

— E chegou a hora das alianças. – Anuncia Glenn, sorrindo para nós. Ele também parecia emocionado com a cerimônia.

Não demora muito para que Hershel entrasse trazendo o porta-alianças com o máximo de cuidado possível. Ele também parecia nervoso, mas seguia todas as orientações de Maggie, que estava a frente de nós e fazia sinais para a criança. Ele entrega o porta-aliança para o pai e corre até a mãe, fazendo os convidados rirem com a timidez da criança.

— Daryl Dixon e Beth Greene Puckett, deste dia em diante, vocês prometem estarem juntos para dividir os momentos de tristezas e alegrias, de derrotas e de conquistas, de angústias e de sonhos, de amor e de raiva até que a morte os separe? – Pergunta Glenn e eu encaro Beth com intensidade. Ela sorri e aperta nossas mãos com firmeza, deixando clara a sua resposta.

— Sim. – Afirmo, sorrindo para a garota.

— Sim. Nós prometemos. – Concorda Beth, sorrindo animada.

— Certo. Então, por favor, troquem as alianças. — Orienta o homem, entregando o porta-aliança para que cada um pegasse a do outro. Coloco a aliança no dedo de Beth e beijo sua mão, assim como Glenn havia pedido. Ela também coloca a aliança em meu dedo e a beija, mantendo os olhos fixos em mim. — Então, diante do poder que foi concedido a mim, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Sem esperar que eu tivesse qualquer atitude, Beth enlaça meu pescoço e me puxa contra si. O primeiro toque dos lábios foi intenso e brusco. Por alguns instantes, não sei ao certo como deveria agir, mas aos poucos começo a me entregar ao desejo por mais contato. E ignorando completamente a razão, permito-me compartilhar daquela loucura de estar apaixonado por Beth Greene Puckett.