Contos de Ninguém
10 Cinco Minutos
Notas iniciais
Tic. Tac. Tic. Tac.
O ponteiro do relógio antigo movia-se incessantemente, aquele monótono som ecoando pelo local. Os olhos da criança, bem como seus pés, moviam-se de acordo com o ritmo do pêndulo.
O menino sentia-se... estranho. Em tenra idade, não sabia o que era aquele estado. Ele não tinha vontade de brincar, só estava mergulhado em pensamentos.* A manhã parecia não querer chegar, o tempo parecia não se mover.
Ele sempre achou que, quanto mais olhava para um relógio, mais devagar o tempo passava. Já chegou achar que era algum super-poder seu ou algo do tipo.
Tic. Tac. Tic. Tac.
Cinco minutos se passaram. Era um tempo tão curto normalmente, mas agora parecia tão longo... Há quanto tempo estava assim? Parecia tão pouco... Ou seria longo?
Tanta coisa podia acontecer em cinco minutos... Em outro lugar do mundo, alguém estava fazendo aniversário, alguém estava nascendo. Alguém estava morrendo, alguém lamentava a perda de um pai ou mãe.
Alguém podia realizar um sonho em cinco minutos... mas também podia ter todas as suas esperanças destruídas ao mesmo tempo.
Tic. Tac. Tic. Tac.
E então a criança abandonou os pensamentos sábios demais para alguém de sua idade, e foi brincar novamente.
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