Contos de Ninguém

11 Uma Marca no Mundo


Notas iniciais
Heeey, estou de volta com mais um capítulo! Este ficou um pouquinho maior do que o esperado, mas eu o adorei! Boa leitura, e espero que gostem!

O céu era uma mistura de azul, laranja, rosa, e diversas outras cores que formavam uma harmoniosa aquarela. O jovem praticamente podia ver um pincel rasgando aquela imensidão, acrescentando as diferentes tintas. Imaginava que, quem quer que tivesse feito o céu, especialmente o do crepúsculo, deveria ser um exímio artista.

O sol se punha no oeste, lançando seus últimos raios de luz sobre a cidade, até finalmente esconder-se por trás de uma colina. Sentado no terraço de seu prédio, ele admirava o espetáculo tão pouco apreciado pelas pessoas, e, admitia, até por ele mesmo até algum tempo atrás.

O jovem sentia-se agradecido por poder enxergar aquele céu. Não ver, mas enxergar realmente em sua totalidade. E perdia-se em pensamentos. Sobre o futuro. Sobre o mundo.

Até onde esse céu iria? Ele estudara sobre a Terra, é claro, mas tudo parecia bem maior do que nos livros... Cada pessoa era somente uma formiga, se comparada com o mundo. Suas vidas pareciam tão insignificantes, tão dispensáveis. E um dia, todos seriam esquecidos, independentemente do que tenham feito ou pensado.

Mas... O jovem não podia deixar de pensar por outro ângulo. Se não poderia deixar sua marca no mundo, fazer algo realmente importante.

Enquanto observava a noite chegando, um pensamento atravessou sua mente, de súbito. Talvez, só talvez, essa “marca” não era o que ele achava. Algo realmente importante não era um feito glorioso que seria lembrado eternamente pelo mundo... Mas sim um feito simples que seria lembrado eternamente por uma pessoa. Um sorriso. Um consolo. Uma esperança.

Foi com aquilo em mente, que o jovem se levantou, sentindo-se inspirado a acrescentar uma nova cor naquele céu. Inspirado a deixar sua marca no mundo.

Notas finais
Então, gostaram? Comentem se puderem, fico muito agradecida!