Contos Monótonos de um Garoto Monótono

4 Entre cafés e uma longa espera


Notas iniciais
Olá, leitores! Não sabem o quanto fico feliz que tenham clicado nesta história. Algo me dizia que ninguém a leria, mas se você clicou, é porque certamente vai lê-la, correto? Agradeço desde já por ler. Me enche o coração saber que tem pessoas no mundo que se interessam por minhas narrativas monótonas, quase sempre sem diálogos, e que sempre são tão curtas quanto uma notícia de jornal, ou uma crônica publicada no mesmo. Aí, escrevi sobre representantes de países evoluídos esperando por um líder de um país que não vou mencionar aqui, que era muito b*sta. Então... acho que é isso que eu posso dizer aqui. Espero que gostem da historinha! Agradeço desde já por virem aqui ler! Até mais ver.

Tic, tac.
Tic, tac.
Tic. Tac.
Tic.
Tac.

Que barulhinho irritante, o do relógio. Todavia, só se tronava assim, tão irritante, devido ao fato de ser o único barulho possível de se ouvir. O resto todo era silêncio. Silêncio inquietante. Silêncio desconfortável, embaraçoso. Silêncio irritante.

Estavam sentados àquela grande mesa, que deixava-os todos muito distantes. Estavam sentadas três personagens, de fato, importantes. Usavam ternos. Ternos pretos. Vestiam-se bem, de fato. Formalmente. Elegantes, a palavra correta para descrevê-los. Algo um tanto óbvio, devido ao fato de serem oficiais de exército, ou algo parecido.

Duas mulheres e um homem. Respectivamente. Sentavam cada qual em um dos polos extremos daquela mesa fria, brilhante. Eis que aqui os descrevo, cada qual de uma vez:

A primeira mulher aparentava ter seus vinte e seis anos. Olhos castanhos delineados por um contorno escuro e forte. Segurava sua xícara de café, café preto, entre as mãos, como que preservando seu calor. Ah, unhas vermelhas, por sinal. Bem cuidadas, compridas e lixadas.

O cabelo originalmente descolorido de verde, porém o pintara de preto para a reunião formal. Amarrava as mechas negras em um rabo de cavalo alto na cabeça. Conservou a franja solta sobre os olhos. Representava os Estados Unidos.

A segunda mulher era um tanto quanto mais alta que a primeira. Parecia ter uns dois anos à mais, também. Olhos negros, cílios longos, pintados de um marrom avermelhado. O cabelo era ruivo, solto, deitando-se ao longo de seu pescoço. Mas não aquele ruivo laranja, o ruivo avermelhado. Parecia pintado, também. Da mesma cor das unhas da primeira moça.

Entretanto, ninguém poderia dizer ao certo, e julgavam falta de educação perguntar tal coisa. Absorvia aos poucos pequenos goles de seu cappuccino cremoso, o qual envolvia entre suas mãos enluvadas de preto. Representava a "Mãe" Rússia, como costumavam chamar o país tão amado.

Agora, o homem. Aparentava ter trinta e poucos. Tinha a aparência um pouco mais comum; não tão extravagante e espontânea quanto à das moças que o acompanharam silênciosa e respeitosamente na mesa até então. Os cabelos eram lisos e escuros, um tanto compridos e amarrados em um pequeno rabo-de-cavalo na nuca. Os olhos eram azuis. Ele veio representando o Japão.

Aparentava estar cansado devido às olheiras amarronzadas que rodeavam e decoravam os olhos. Os dedos magros e longos brincavam com a colher na xícara que lhe fora entregada. Ainda não havia dado um único gole no conteúdo. Quando lhe ofereceram algo para beber, fora o único que dissera "apenas chá, por favor". E assim lhe foi feito.

Era chá de camomila.

Por fim, depois de quase vinte demorados minutos, silenciosos, entediantes, apareçe o quarto, tão esperado, indivíduo. Ele se senta no polo vazio da mesa. Limpando a garganta, trouxe em suas mãos uma xícara de achocolatado. Desculpou-se diversas vezes pela demora.

Será que todo o povo que morava naquele país era tão desorganizado e mal-educado quanto o representante daquele país? Seria muita falta de modos perguntar tal coisa, obviamente. Mas posso lhes assegurar que, em sua grande maioria, sim, eram tão mal-educados e desorganizados, até desinteressados, quanto o representante daquele país.

Finalmente puderam começar a reunião com o indivíduo que representava o Brasil.

Notas finais
Então, novamente, como sempre, me desculparem pela narrativa ser demasiado curta. Porém, já falei que não consigo escrever muito sem deixar a história chata! Espero que tenham gostado. Me contem o que eu poderia ter feito, o que não precisava ser feito, se gostaram, se não gostaram, se gostam das minhas historinhas curtas, etc. Estarei esperando! Obrigado por lerem, me enche o coração saber que as pessoas se interessam por meus contos. Até a próxima! Tenham um maravilhoso dia/noite!