Contos Macabros

4 Noite Sombria.


Notas iniciais
Escrevi essa história numa rapidez incrível ( estou sem tempo ) Me desculpem a demora a postar.

A lua nem aparecia no céu, tomada pelas nuvens negras. Apenas emitia uma fraca luz pelas nuvens, enquanto a garoa caía suavemente lá fora. O poste instalado no estacionamento iluminava apenas uns 30 metros adiante. Na vitrine do posto de gasolina, Eles observavam a picape encharcada lá fora.

– nunca vamos sair daqui. – Foi o que disse John, passando a mão na careca enquanto uma lágrima descia pelo seu rosto.

Ele estava sozinho na vitrine, os outros talvez estivessem na recepção.

Mary estava lá. Ela tomou com dificuldade um pouco de água no bebedouro e saiu, mas não por que estava com algum ferimento na boca ou nos lábios, mas sim porque estava bastante nervosa. Lá fora estava um caos, os “monstros” tomaram tudo, não havia como sair, aos menos que você quisesse morrer.

Ela passou por outra janela, agora menor que a vitrine do posto de gasolina onde estava alojada.

A chuva forte lá fora a fazia lembrar-se de tudo.

“– Quem é a bebezinha da mamãe? – Ela falava com a pequena Lucy, sentada na cadeirinha. Mary ia trabalhar, só estava esperando a babá chegar. Ela havia se divorciado antes mesmo de saber que estava grávida, mas o pai já esta a longe. Falavam que ele havia morrido talvez se matado, mas ela nunca soube se aquela história era verdade ou não. Resolveu cuidar sozinha de Lucy.

– A babá está demorando a chegar, não é querida? – A bebezinha ria descontroladamente em sua cadeirinha, apontava para a porta da sala.

– O que foi?

Mary se virou, um homem havia invadido sua casa, a princípio pensou que era um ladrão, mas percebeu que na verdade era um bêbado, com as roupas completamente rasgadas.

– Moço, pode voltar se não te dou um banho de... Oh meu Deus.

O homem estava bastante machucado, sangue saia de sua boca e de seu pescoço. Seu corpo estava completamente azul, como se tivesse parado de respirar por completo e o sangue parado de circular.

Ele deu um sorriso, mostrando os dentes afiados e podres. Avançou para cima de Mary. Ela gritou, mas parecia que ninguém na rua estava escutando. Aliás, não havia vivalma na rua.

Mary empurrou o homem com toda a força para trás e pegou a faca que estava no balcão. Ele tentou morde-la e ela enfiou a faca em sua testa, fazendo jorrar sangue em sua roupa de trabalho.

Pegou seu bebê e saiu correndo, aos gritos, pela rua. Apenas algumas pessoas andavam lentamente pela rua, como se estivessem desorientadas.

Reconheceu sua vizinha entre elas e foi atrás dela. Mas a mulher tentou também ataca-la e Mary caiu, se levantando rapidamente e saindo correndo o mais rápido que podia dali.

Escondeu-se no posto de gasolina no final da rua, lá já havia algumas pessoas.

– A cidade foi tomada por mortos ambulantes – Foi o que ela escutou quando perguntou desesperadamente o que havia acontecido. “

Mary se deslocou até o carrinho de bebê que ela havia pegado as pressas em sua casa. Lucy dormia solenemente, um pequeno sorriso nos frágeis lábios, a mão encolhida o canto.

Já estava de noite? Nossa, há quanto tempo estaria presa ali, com a cidade tomada por monstros.

Jonh era o dono do posto de gasolina e estranhou ao chegar ao posto, as pessoas andavam lentamente pela rua, sem rumo. Algumas com o pé arrastando no chão, o braço ou a cabeça pendendo. Ao se aproximar de uma delas foi quase mordido. Depois disso vieram mais 4 pessoas se esconderem ali. Seriam o posto seus túmulos eternos. Não sabiam, mas desconfiavam.

Ele se levantou do banquinho esverdeado de madeira e foi até a recepção. Lá estavam Johanna, Peter e Robert.

Todos moravam naquela cidade, a pequena cidade de Chester Miller. Não sabiam o que havia acontecido com a população, andando de um lado para o outro, sem rumo, comendo uns aos outros, sem nenhuma explicação.

O poste lá fora iluminava pouco, mas dava para ver que alguns monstros passavam por perto da vitrine, davam uma breve olhada como se estivessem procurando alguma coisa e em seguida voltavam a sua macabra caminhada.

Johanna estava sentada com uma mão em um copo cheio de água e a outra segurando calmantes.

Ela mesma virá sua própria irmã sendo devorado por aquelas “coisas” assassinas. Ficara traumatizada com a cena que provavelmente levaria em sua mente por toda a sua vida. A coisa se jogando em sua irmã, os dentes afiados rasgando sua garganta, era demais para ela, que já ficara em depressão duas vezes, nas duas chegando a pesar 110 quilos.

Peter fumava pensativo, apenas fora atacado e quase mordido, mas mesmo assim ficara bastante assustado. Mas parecia que já havia se recuperado, como tudo não tivesse passado de um sonho ou pesadelo ruim. Talvez não fosse mesmo?

Robert tivera seu carro destruído e o amigo morto pelos mortos-ambulantes. Bebia uma cerveja, sentado, com os olhos vermelhos do choro, tinha 30 anos e lutava MMA, mas talvez não fosse tão sentimentalmente forte como aparentava.

– Não vamos sair daqui. – Continuava repetindo Jonh, com a mão na cabeça.

Ninguém falara nada até então, a preocupação era muita para poder conversar a vontade.

Lucy começou a chorar e Mary foi correndo para o carrinho, tinha de amamenta-la.

– Quem é... Lá fora? – Quem disse foi Johanna, apontando invariavelmente para o lado de fora.

Todos olharam atônitos e viram uma mulher em meio a chuva, ela gritava e pedia ajuda.

– Vamos lá. – Jonh sacou um revolver de seu bolso — No caso de aparecer algum monstro.

Ele abriu a porta e pulou para fora, olhando rapidamente para os dois lados, a mulher continuava gritando mesmo com a presença dele.

– Socorro... – Ela gritou mais baixo depois que ele pegou em sua mão.

– Entre lá dentro! – Foi o que ele ordenou para a moça. Ela saiu correndo para o posto.

– Vem, Jonh! – Foi o que gritou Mary, olhando preocupada.

Jonh se virou, mas não deu tempo. A coisa o agarrou para a escuridão como um guindaste reboca um carro. Apenas alguns gritos foram escutados na escuridão, mas logo reinou o absoluto silêncio.

– Não...

Os gritos lá dentro também cessaram.

– Quem é você?

A moça ainda estava com o corpo tremendo, talvez por causa do frio.

– Eles... Pegaram meu marido... Eles... – A mulher não conseguia articular uma palavra, mas se lembrava de bem do que havia acontecido. Virá seu esposo ser devorado em sua afrente e correu para cá.

Passaram-se minutos intermináveis, e logo escutaram alguns grunhidos vindos do breu lá fora.

Jonh apareceu sem um braço, com um sorriso maléfico nos lábios. Agora era um monstro. Atrás dele veio um monte, talvez uma multidão deles.

Enquanto a lua brilhava lá no céu, as nuvens negras haviam sumido e o sol ameaçava nascer lá no horizonte.

Notas finais
Digam o que acharam, e, antes que alguém pergunte, essa é a graça de algumas histórias de horror, o final fica por conta de sua imaginação.