Conto de Natal dos Cavaleiros do Zodíaco
4 Parte 4: voltando para casa (de Touro)
Muito tempo depois...
- Gente, já ta amanhecendo... – falou Milo.
- Os meninos dormiram na frente do playstation... – comenta Shura.
- “Porém, há já vários anos, alguém escreveu ali a lápis estes quatro versos, que pouco a pouco ficaram ilegíveis sob a chuva e a poeira, e que provavelmente hoje já estão apagados: Il dort. Quoique le sort fût pour lui bien étrange, / Il vivait. Il mourut quand il n’eut plus son ange; / La chose simplement d’elle-même arriva, / Comme la nuit se fait lorsque le jour s’en va.” Pronto, Shaka, acabei o livro pra você! ^^ — comentou Dohko feliz.
- Oh, obrigado... muito emocionante essa história. Comprida também...
- Por que a gente não volta para nossas casas? – sugeriu Camus.
- Ah, não... não posso dirigir bêbado! – comentou Aphrodite.
- Mas você só bebeu refrigerante! – esclareceu Camus.
- Ah, é! Então eu levo vocês no meu fusca rosa! ^^
- Êêêêê! – e Shura, Milo, Máscara, Saga, Aiolia, Dohko, Camus, Shaka e Mu foram em direção ao carro de Aphrodite.
Aphrodite sentou no volante e Shaka sentou no carona. Os demais foram atrás.
- Ai, não quer ligar... – e Aphrodite forçava a chave do carro, de onde pendia um lindo pompom rosa-choque. – Ah, pegou!
Ele dirigia a 20Km/h, até que alguém reclamou.
- Acelera aí, Aphro! – berrou Máscara.
- Se não você vai quebrar a porta dele também? – atazanou Saga.
- Ora, seu... — e Máscara tentou bater em Saga, mas os seis cavaleiros que estavam entre eles reclamaram.
Aphrodite acelerou para 30km/h. Mas estava assustado, nunca dirigia a mais de 25km/h.
- CUIDADO! – berrou Shaka virando a direção para o lado esquerdo. – Você quase bateu naquele ônibus...
- Como você sabe? – indagou Aphrodite.
- Eu senti o cosmo do ônibus.
- Ah, é, e o cosmo do Brad Pitt você não sente! Ele pode passar bem na frente da sua casa que você nem me liga para avisar e... – reclamou Aphrodite para o amigo.
- Ao contrário de você, eu não gosto de homem!
- Aaah, ta me chamando de gay?
- Olha por onde dirige!!! – berrou Shaka.
- Aaah! – e Aphrodite virou o carro com tudo e entrou na contramão.
O carro deles entrou na horizontal, o que causou uma batida de no mínimo dezoito carros, o que depois fez com que entrasse junto mais dez caminhões, catorze ônibus, sete caminhonetas, nove motos, trezentas e setenta e oito bicicletas e um patinete. O fusca rosa de Aphrodite foi completamente amassado e triturado, com todos os cavaleiros de ouro lá dentro.
Aldebaran de touro estava bem feliz em sua casa de touro, lendo o seu jornal de touro no seu sofá de touro. De repente, lhe pareceu que todos os outros cosmos dos cavaleiros haviam se apagado. Devia ser impressão... seguiu lendo seu jornal de touro. Então lhe passou pela cabeça a imagem do fusquinha de Aphrodite todo amassado. Preocupado, ele foi ler os classificados.
- Ai... eu morri? – perguntou Saga estatelado no chão.
- Infelizmente não... – falou Máscara-da-Morte, também estatelado.
- Culpa do barbeiro do Aphrodite que não sabe dirigir... – culpou Shaka.
- Olha quem falando, o senhor-ceguinho!! – debochou Saga.
- Pelo menos eu sinto o cosmo!!! – retrucou Shaka.
- Vocês destruíram meu fusquinha! Bubuuu! – choramingou Aphrodite delicadamente.
- Culpa do Máscara! – Saga apressou-se em dizer.
- O QUÊ?!?!?! AGORA VOCÊ VAI VER!!! – e Máscara dá uma sumanta em Saga com ambos todos os dez cavaleiros ainda dentro do fusquinha amassado.
- PAAAAAAREM!!!! – ordenou Aphrodite indelicadamente. – SAIAM DO MEU PRÉXIOUS FUSQUINHA!!! A-G-O-R-A!!!!
- Sim, senhor! – e todos os cavaleiros saíram do fusquinha de Aphrodite.
- Agora consertem! – e Aphrodite sentou no meio-fio da calçada e ficou esperando ação dos seus companheiros.
- Que o Máscara conserte, ele que quebrou o carro! – e Saga saiu correndo.
- VOLTA AQUI, SEU PIOLHO-DO-MATO!!! – e Máscara saiu correndo atrás de Saga, alcançando-o e dando-lhe um monte de golpes.
- Bom... como vamos consertar? – perguntou Milo.
- Não sei. Mas que seja logo. Hoje tenho cabeleireiro depois do almoço e não posso faltar. Faz mais de uma semana que não faço hidratação nos meus cabelos! – alegou Aphrodite delicadamente.
- Mas eu não sei consertar carros! – alegou Aiolia.
- Nem eu! – disse Shaka. – Não posso ver nada! Nem sentir o cosmo purpurinado deste ex-fusquinha rosa.
- Também não sei fazer isso! – falou Mu.
- Acho que ninguém sabe fazer isso, é melhor mandarmos para um mecânico. – sugeriu Dohko.
- Não precisa, pessoas, eu já consertei! – falou Camus, mostrando um fusca cor-de-rosa novinho em folha, porém sem capô.
- Mas meu fusquinha lindo e meiguinho não era conversível! – reclamou Aphrodite.
- Então é assim que agradeces, seu mau, feio e bobo??? – enfureceu-se Camus.
- Bubuuuu! Cunhé! Meu fusquinha fofo virou um fusquinha conversível feioso! Ah, é demais para meu coraçãozinho! – e Aphrodite abriu um berreiro.
- Camus, seu aquariano frio e insensível! – xingou Aiolia.
- Ui, ui! Bando de mal agradecidos! Vou-me embora! – e Camus virou-se e voltou para a casa de Touro.
- O que faremos? – perguntou Shura.
- Vamos seguir o Camus, afinal foi ele quem estragou o fuscão do Aphrodite. – disse Aiolia, e todos foram na mesma direção de Camus.
O cavaleiro aquariano chegou pisando duro na casa de Touro.
- O que aconteceu? – indagou Aldebaran jogando seu jornal taurino longe. – Nem bateste na campainha...
- Não preciso bater na campainha de uma casa sem porta! – e Camus sentou-se no sofá taurino da sala de Touro e ficou ali a bufar.
- Mas o que houve? Por que voltaste? E os outros?
- Estamos aqui! – disse Mu entrando na sala de Touro, sendo seguido pelos outros cavaleiros.
- Por que o Aphrodite está chorando?
- Porque o Camus estragou o fusquinha dele. – respondeu Saga.
- E por que todo mundo voltou pra cá? – indagou Aldebaran.
- Porque a casa de Touro está aberta pra todo mundo! Não tem mais porta mesmo! – revelou Saga.
- É, faz sentido...
- Gente, para aproveitar que estão todos reunidos, queria convidar vocês para a festa de Reveillon que farei aqui em casa! – convidou Aldebaran.
- Legal! – comemoraram eles.
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