Notas iniciais
Quando encontrei a história antiga nos backups dos computadores, ela não estava acabada. Como a parte que tem é engraçada, resolvi postar mesmo assim!

Estava Camus em sua casa de Aquário, no dia 31 de Dezembro. Camus saiu a saltitar, para olhar o pôr-do-sol. “Que coisa mais psciana”, pensou ele. Quando saiu, se deparou com Dohko, vestido de branco.

- Oi, Dohko! Tu vestido de branco?

- É, nós todos vamos nos vestir assim para o Reveillon!

- Aaah, é mesmo! Hoje é o último dia do ano, que cabeça a minha!

- Sim, estou indo para a casa do Aldebaran! Até comprei Champagne!! — e o cavaleiro de libra, sempre generoso, mostra as garrafas para Camus.

- Legal, vou contigo!

- Vestido assim?

- Ah, é mesmo! Que cabeça aquariana a minha!

Aldebaran estava preparando o porco quando Dohko chega na cozinha.

- Oi, Al...

- AAAAAAAH!

- AAAAAAAH!! Que susto…

- Tu que me assustou, tchê! Achei que estava sozinho...

- Ah, eu só não bati porque não tem porta e...

- Ta, ta, tenho que mandar consertar, eu sei...

- Trouxe Champagne!

- Legal, deixe aí na mesa!

- Ainda não chegou ninguém?

BAM!!

- Que barulho foi esse? – perguntou Aldebaran, se virando para Dohko.

- Na certa o Shaka não sentiu o cosmo da sua porta e se bateu na parede...

De repente entra Saga correndo, com cara de quem está louco para contar uma notícia, e antes mesmo de parar de correr, invade a cozinha taurina dizendo:

- O Máscara acabou de quebrar a sua janela, Aldeb... – mas foi interrompido porque Máscara voou pra cima dele.

- Não viu que foi o Shura que tacou a bolinha de tênis na veneziana e esta caiu? – questionou ele golpeando a cara geminiana do amigo.

- Mas tu não rebateu a bolinha!!

- Parem com a bagunça na minha casa taurina!!

- Problemas, Aldebaran? – perguntou Aiolia entrando sem bater.

- Esses dois não param nunca de brigar! – reclamou Aldebaran e ele e Aiolia separaram os dois, enquanto Dohko distraidamente colocava as garrafas pra gelar.

- Oiii, gente! – falou Aphrodite que surpreendera a todos com sua roupa, também branca.

- Aphro... – começou Aiolia. – Tu ta de vestido?

- É! Ficou lindo, né? Até as unhas eu pintei de branco...

- Oi, gente! Oi Al! A tua janela da frente caiu... – revelou Milo. – Oba, Champagne!! – falou ele ao abrir a geladeira taurina.

- Não! – e Dohko fechou a porta no nariz escorpianino dele. – Só depois da meia-noite...

- Auf... beu dariz!

Então Shura entrou na cozinha.

- Aldebaran... desculpe, eu quebrei sua janela... – falou ele sentido. – Mas se o Máscara tivesse rebatido a bo...

- O QUÊ? – e Máscara pulou de Saga para Shura.

- Vou buscar o Shaka! – avisou Dohko. – Ele ta resfriado e não consegue sentir os cosmos, vai se bater em tudo... – e saiu.

Assim quem Dohko saiu, se encontrou com Camus e Mu que estava chegando.

- Oi, Dohko! – disse Mu, vestido todo de branco, até a faixa que prendia o cabelo.

- Oi, Mu! Estou indo buscar o Shaka! O pessoal ta todo na cozinha!

Ao chegar na cozinha, Camus não resistiu e falou:

- E aí, Al? Agora não só as portas como as janelas da tua casa estão abertas para todos?

- Aham, mas uma das façanhas do M...

Máscara lançou um olhar ameaçador.

- ...ilo! Isso, do Milo!

- O quê? Indignou-se Milo com a inverdade dita sobre a sua pessoa. – Não tramei nada. Não fiz nada. Sou inocente, eu juro! Não desconfiem de mim. Quem disse tal calúnia? Juro que dou uma sumanta no infeliz!

- Calma, Milo! – disse Camus. – Ninguém mentiu sobre vossa senhoria. É só que estamos tentando achar um culpado para a janela quebrada do Al, não?

- Seu patifezinho, venha cá se és homem! – e Saga e Máscara pegam-se no tapa, pra variar um pouco.

- AAAAAAAAAAAAA!!!! – um grito ensurdecedor estremeceu a casa de Touro.

- O que foi? – perguntaram-se todos.

- AAAAAAAAAAAAA!!!! MINHA LINDA UNHA!!! – choramingou Aphrodite desesperadamente.

Dohko ia bem feliz para casa de Shaka, onde este estava ouvindo tevê, vestido de branco.

- Vamos, Shaka?

- Ahn? Já? Bas eu dô ouvindo a dovela... – e ele aponta para a tevê.

- Novela tem todos os dias! – e Dohko arrasta Shaka para a casa de touro. – Os teus amigos são mais importantes.

- Eu dão tenho abigos.

FLASHBACK – 2 dias antes

Shaka estava deitado na cama, com o cosmo ardendo em febre.

— Você está com 47 graus de febre. – falou o pediatra zodiacal. – Você precisa de repouso e não pode passar nervoso. Por isso, não saia da cama por nada e se possível, consiga alguém que o auxilie.

— Eu chamei o Dohko... não se preocupe, doutor.

O pediatra vai embora.

Shaka aguardou calma e virginianamente em seu leito. Camus entra na casa de Virgem.

— Shaka, o Dohko disse que vai se atrasar e pediu que eu cuidasse de você enquanto isso. O que posso fazer para ajudar?

— Me alcança o meu remédio... – pediu Shaka, num fio de voz.

Camus foi buscar. No caminho, encontrou Milo.

— Milo! Que bom que o encontrei, eu tinha uma coisa para falar com você!

— Eu também! Você gravou o último capítulo da novela?

— Gravei, mas perdi a fita!

— Ah, então me conta o que aconteceu! Não quero assistir hoje sem saber o que aconteceu ontem.

— Tá! Foi assim... A Creuza Maria disse pra Josefina Adalberta que se ela quisesse se casar com o Astolfino José ela teria que passar pelo seu cadáver morto! Então a Josefina Adalberta lançou o Trovão Aurora na Creuza Maria que defendeu com uma Teia de Aranha e retrucou com um Dragão Nascente e...

— Oi, Milo, oi, Camus! – cumprimentou Aiolia. – Vocês querem jogar basquete comigo e com o Shura?

— Sim, mas tem que ser aqui dentro, para caso o Shaka precise da nossa ajuda. – condicionou Camus.

Enquanto isso, Shaka, em meio a seus devaneios febris delirantes, se perguntava em sua pouca consciência que lhe restava onde estaria Camus com seus medicamentos. Ouviu alguém mexendo na porta.

— Quem está aí? – perguntou. – Não posso sentir os cosmos.

— Somos nós... Saga e Máscara.

— Fizemos as pazes em prol de um objetivo em comum: ajudá-lo nesse difícil momento.

— Ah, não, vocês, não! – comemorou Shaka.

— Olha, trouxemos a sopa que o Aldebaran preparou pra você! – disse Saga.

— Deixa que eu dou para ele, Saga. – pediu Máscara da Morte.

— Mas com cuidado, ele está enfraquecido...

Nisso, uma bola de basquete adentra a porta do quarto e acerta com tudo a grande tigela nas mãos de Máscara, que derruba todo o líquido quente sobre Shaka.

— Ahhh, tá queimando, tá queimando, sopra!!! – berrou Shaka.

— Ahhhh, joga água nele, Saga!

Saga joga o conteúdo líquido de um recipiente que encontrara no chão.

— Isso era o penico, sua toupeira!!

— Ahhh, temos que lavá-lo!

— Olha o que eu trouxe... – falou Mu, trazendo uma bacia.

Saga joga o conteúdo da bacia em Shaka.

— SEU LOUCO!! Isso era água quente para aquecer seus pés!

— Tá queimando, tá queimando!! – gritou o cavaleiro de Virgem.

Camus corre para dentro do quarto.

— Deixa que eu resolvo isso! TEMPESTADE DE GELO!!

— Camus!! Agora ele vai ter um choque térmico!!

— Ele vai congelar, temos que aquecê-lo!

— Vamos ligar o lençol térmico! – falou Máscara, já ligando o troço na tomada.

— Não! Ele tá molhado, vai levar um...

BBBBBBBBBBBZZZZZZZZZ!!

- ...baita choque!

— Olha, ele ficou moreno! – observou Camus.

— E crespo. – acrescentou Milo.

— Seu burro! Tinha que ser o Máscara da Morte! – berrou Saga.

— Eu só queria ajudar!! Retire o que disse!!

— Não!

Máscara pulou em cima de Saga, que subiu na cama de Shaka na tentativa de fugir. Os outros começaram a correr atrás dos dois na tentativa de apartar a briga.

Aphrodite entra saltitante e pirilâmpico no quarto.

— Trouxe flores para o enfermo! – afirma, frações de segundo antes de ser atropelado por Máscara e Saga, que corriam um do outro, e uma tropa de cavaleiros que ansiavam por apartar a briga. – GAAAH! VOCÊS BAGUNÇARAM MEU CABELO! – gritou Aphrodite indelicadamente, partindo atrás dos cavaleiros brigões.

Shura e Aiolia, que caminhavam na direção da casa de Virgem para prestar serviços e homenagens ao nobre cavaleiro virginiano adoecido, foram levados pela multidão de cavaleiros de ouro arruaceiros que brigavam e apartavam a briga.

Shaka, então, viu-se sozinho e desamparado.

FIM DO FLASHBACK

— Só por isso dizes que não tens amigos? Que frescura! Vamos logo, seu patetão! – e Dohko arrasta o amigo virginiano para fora de sua casa.

— Bas... bas, e a dovela? Eu dão guero ver a zentinha desses cavaleros fulera! – protestou Shaka, que foi olimpicamente ignorado por Dohko.

Notas finais
Se eu encontrar o final dessa história, eu posto! Agradeço a todos que leram!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.