Contanto que você me ame
6 Adam
Eu não quero me apegar a Celine, não quero me envolver com ela. Mas eu tive que interferir quando eu vi dois caras enchendo o saco dela e da sua amiga e fiquei mais irritado ainda quando vi que eles colocaram boa noite cinderela na bebida delas.
Eu tive que ir para cima deles. Eu já havia derrubado um e partido para cima do outro quando eu ouvi a Celine falando para sua amiga ajudar ela a bater no cara que já estava no chão. Eu podia dizer a elas que não precisava, mas deixei elas terem esse gostinho.
Depois disso, Celine começou a dançar. Sua amiga estava sorrindo e ela dançou, talvez ela não lembre disso, mas eu lembro. Eu lembro de como ela estava feliz e me abraçou, lembro do cheiro do seu perfume, lembro do sorriso dela. Eu lembro de tudo isso, mas aparentemente ela não lembra. O que é bom, assim podemos seguir normalmente nossas vidas.
Eu precisei traze-la para casa, pois ela não lembrava onde morava. Lembro de chegar com ela no colo, porque ela havia perdido a outra sandália. Levei ela para o meu quarto, coloquei-a na cama e a cobri. Fiquei ali, observando-a dormir.
Depois eu desci e dormi no sofá.
.....
No dia seguinte eu não compareci na empresa, pois eu tinha reunião com um cliente. Deixei Celine na casa dela e voltei para casa. Fiquei pensando que eu disse a ela que eu não dormia com mulher comprometida, não sei se ela não ouviu, mas de qualquer jeito ela também não negou, o que pode ser verdade, ela está namorando o Caleb.
2 meses depois
- Adam. — Gritou Celine abrindo a porta da minha sala.
- Estou ocupado.
- Preciso falar com você agora.
- Estou ocupado. — Repeti, mas ela ignorou.
- Por que estamos encerrando o contrato com a Albert Entertainment? Foi muito difícil conseguir eles como clientes.
- Eles estão envolvidos em escândalos e não queremos que a nossa empresa esteja apoiando tais atos. Não estamos encerrando o contrato, só não iremos renovar. Será bom para ambas as partes.
Ela saiu batendo o pé.
- Licença. — Disse Alicia entrando na sala e se sentando na cadeira em frente da mesa. — Temos alguns pontos para serem resolvidos, mas antes, preciso te comunicar que amanhã a noite teremos um jantar especial que um cliente sempre nos convida. Você precisa ir conosco.
- Quem irá participar?
- Até o momento as pessoas confirmadas são: Theo, Celine e eu, pendente você. — Theo era diretor do financeiro, já conversei com ele algumas vezes, ele é gente boa. É um homem por volta dos seus 45 anos, divorciado, assim como Alicia, e eu acho que ela tem uma queda por ele.
- Ok, pode confirmar a minha presença.
- Que bom. E semana que vem temos nossa festa, espero que você participe também. — Assenti com a cabeça. — Agora temos que analisar alguns currículos para a área do marketing.
......
Theo e eu já estávamos do lado de fora do salão onde ocorreria o evento dessa noite, aguardando Celine e Alicia chegarem.
- Mulheres. — Ele comentou sorrindo. — Sempre se atrasam.
- Pois é.
- Será que elas vão demorar muito? Eu queria beber algo.
- Elas estão. — Olhei no relógio. — uns quarenta minutos atrasadas, acho que já estão chegando.
Dez minutos depois elas chegaram. E nossa, a Celine estava linda. Usava um vestido vinho, que se destaca em sua pele, o vestido era ombro a ombro, o cabelo estava meio preso, o que deixava seu rosto à mostra. Ela estava linda, fantástica.
- Limpa a baba. — Zombou Theo.
- Quer um balde? Você que está precisando. — Retruquei. Ambos sorrimos.
- Felizes? Parecem animados. — Disse Alicia se aproximando.
- Estamos com sede. — Resmungou Theo.
Ofereci o braço para Celine, que aceitou.
- Você está muito bonita. — Pensei alto.
- Um elogio vindo do Adam. — Ela debochou. — Obrigada.
- Eu sou um romântico de vez em quando. — Eu disse abrindo a porta para ela passar primeiro. Entramos no salão e havia música tocando, porém com o volume baixo, assim as pessoas conseguiam falar sem ter que ficar gritando.
- Jura? com quem?
- Muitas mulheres. — Dei de ombros.
- Bem o seu tipo. — Ela zombou. — Não é casado?
- Não. Por que achou que eu fosse?
- Você mora em um duplex sozinho?
- Moro. Antes eu tinha um cachorro, o Brad, mas ele morreu, agora apenas eu moro lá.
- E as muitas mulheres.
- Nossa, você é muito encrenqueira.
Ela deu de ombros e seguimos para uma das mesas que a Alicia e o Theo escolheram.
- Vou dar uma volta e fazer networking. — Comentei.
- Eu vou com você. — Disse Celine.
- Eu vou beber algo com a Alicia. — Disse o Theo piscando para mim, mais que safado. Eu acho que ele está afim da Alicia.
Nos levantamos e observamos o salão.
- Olha, ali está a Katty, ela pode ser uma possível cliente. — Comentou Celine. Katty era uma mulher mais madura, deveria estar na casa dos 50 anos. Era loira e sorridente. — Podemos ir até lá se você quiser.
- Claro.
Nos aproximamos de Katty, que sorriu ainda mais ao nos ver.
- Celine, tudo bem? — Disse Katty cumprimentando Celine com um beijo na bochecha.
- Eu estou bem e você?
- Bem também. Quem é esse gato? Seu novo chefe? Alicia saiu?
- Não. A Alicia continua. Esse é o Adam, ele é o novo diretor.
- Nossa, tão novo e é diretor. Significa que é muito inteligente e eu gosto de homens inteligentes.
Celine riu, mas tanto ela quanto eu estávamos desconfortáveis.
- Foi um prazer te conhecer Katty. — Eu disse puxando a Celine para sairmos dali. Claramente Katty estava embriagada.
- O prazer foi todo meu. — Katty se despediu sorrindo e indo em direção a um garçom.
- Acho que não iremos conseguir fazer networking.
- Achei que o pessoal iria se comportar, mas aparentemente vieram para beber. — Disse Celine olhando ao redor.
- Não vai beber?
- Hoje não. — Ela deu um sorriso tímido. — Mas vou procurar algo para comer. — Formos para os fundos, havia uma sacada. Ficamos observando a lua. — A lua está linda hoje né?
- Está sim.
- Meu pai era fascinado pela lua, as estrelas. Uma vez ele me comprou um telescópio, eu tenho ele guardado até hoje. Quando eu sinto falta dele eu olho as estrelas, é a nossa conexão. Sempre foi.
- Ele já partiu?
- Já.
- E a sua mãe? — Perguntei.
- Ela me abandonou quando eu ainda era bebê. Ela se apaixonou pelo amigo do meu pai e eles fugiram juntos.
- Ah. — Eu não sabia o que dizer.
- Mas e você? Seus pais?
- Meus pais moram juntos, mas moram em outro país. De vez em quando nos vemos, mas não nos damos muito bem.
- Família.. Sempre complicado.
- Pois é.
Ficamos em silêncio por um tempo, olhando o céu calmo e a agitação da cidade.
- Por que está me olhando? tem algo no meu rosto ou no meu cabelo? — Engoli em seco, não percebi que meu cérebro havia me traído e virado meu rosto para olha-la.
- Ah, não. Me desculpe.
- Servidos? — O garçom apareceu na hora certa. Eu não iria beber, mas queria deixar aquele momento menos tenso.
- Sim, obrigado. — Retirei um copo de whisky e bebi.
- Achei que não fosse beber também.
- Só um. — Sorri.
A verdade é que ultimamente eu me peguei pensando nela.
Olhar para ela, ver o sorriso e ouvir a risada dela me deixava feliz. E eu amava implicar com ela.
A verdade é essa e eu quero nega-la para mim mesmo, mas eu não consigo.
A verdade é que eu queria nesse momento poder beija-la, leva-la para bem longe daqui, em um lugar onde só houvesse ela e eu. E só Deus sabe os pensamentos impuros que eu tenho quando penso nela.
Mas tem um porém, ela tem o Caleb.
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