Conspiração Divina - Versão I
12 Negada.
Notas iniciais
A fanfic mudará de nome! Ok? Já estou avisando agora, antes de mudá-lo. O nome está na capa: Conspiração Divina. Porque é o nome original, de quando eu comecei a escrever a história :)]
Espero que gostem do capitulo!
Prendi a respiração com a sua resposta, meu coração falhou uma batida e minhas mãos perderam a força. Ele havia me negado, de alguma forma. Não tinha sido uma rejeição comum, Evan havia falado cada palavra como se fossem reais e não uma mentira para me ver longe. Eu pude ouvir a dor em sua voz, assim como ele pode ver a dor em meus olhos.
Ainda estávamos colados, não era falta de amor próprio, mas mesmo depois de sua rejeição eu não queria me separar dele, e ele não fez nada para se separar de mim. Como se o que ele tinha dito era o certo, mas ele não aceitasse.
– Melanie...
Neguei com a cabeça, apertando meus olhos para não fazer papel de idiota, e me desmoronar em lágrimas em sua frente. Suas mãos tocaram meu rosto, secando as lágrimas, teimosas, que escorriam em minha face. Eu nem as tinha notado!
– Não me entenda errado. — Murmurou, prendendo seus olhos nos meus, me impossibilitando de quebrar o contato. — Eu quero você. Desde o momento em que te vi. E não é porque você é igual a Amber, — Pausou, passando seus dedos lentamente por todo o meu rosto, demorando em minha bochecha, enquanto deixava um sorriso triste brincar em seus lábios. — Mas porque eu te esperei por tanto, tanto tempo, que agora não sei o que fazer com isso.
Segurei sua mão que permanecia firme em minha bochecha, e funguei, ponderando minha voz ao perguntar.
– Do que você está falando?
– Não me diga que também não sentiu. — Novamente ele sorriu. — Você sabe do que estou falando. Aquela... sensação, de que nos conhecemos há anos.
– Não sei do que está falando. — Mas eu sabia. E sabia também que era só uma sensação, não era real.
– Melanie... — Sussurrou. — Você sabe. Sabe do que estou falando, só não se lembra.
– Não tem do que me lembrar! — Exclamei, estava nervosa e ansiosa com aquele assunto. Eu não fazia ideia do que ele estava falando, ou talvez fazia, mas ainda assim isso não tinha o menor sentido. — Está falando que nos conhecemos de outras vidas? Eu não acredito nisso! Acredito no agora! E agora, você está me rejeitando! — Talvez eu tenha pego pesado demais, mas de alguma maneira aquilo estava mexendo comigo.
Evan não respondeu, estava absorvendo minhas palavras, seus olhos que ainda estava pregados nos meus, pareciam distantes, como se estivessem em outro universo. Me afastei dele, passando por baixo de seu braço, prestes ao dar o fora dali. Para falar a verdade, eu estava levemente arrependida de ter ido para lá com ele, principalmente depois dessa conversa, com esse assunto que ele levantara que estava me incomodando de uma forma, que nenhum outro faria.
Bufei, me dirigindo para a escada, completamente irritada demais para ao menos me despedir. Foi quando ouvi sua voz, pouco mais alta que um sussurro.
– Você vai voltar. — Uma pausa, que me fez congelar instantaneamente e logo depois acordar, quando ele recomeçou sua fala. — Você sempre volta.
Olhei para trás, meus olhos eram assustados mas eu não me deixaria abalar, tinha que dar um jeito naquilo. Tinha que acabar com uma coisa que nem deveria ter começado.
– Eu não sei em que especie de realidade você acha que vive. Mas você está certo, eu não deveria amar você. E vou dar um jeito nisso.
Talvez eu tenha sido grossa de mais, mas o calor do momento me deu forças para dizer o que estava engasgado e ainda sair dali sem sentir o menor rancor. Pelo menos por hora.
Porque no momento em que cheguei em casa, fui para meu quarto e deitei minha cabeça no travesseiro, a única coisa que eu pude sentir foi ódio imenso de mim. Eu praticamente o tinha chamado de louco e tinha o renegado, exatamente como ele havia feito comigo. Mas ao contrário de Evan, naquele momento, não existia dor em minha voz, só uma raiva sem tamanho. Em uma coisa ele estava certo, eu iria voltar, eu iria procurá-lo, porque o vazio em meu peito nunca doeu tanto, nunca foi tão sombrio.
Pude sentir lágrimas quentes deixarem meu olhos e banharem toda a minha face, meus lábios tremiam e eu os mordia numa tentativa falha de acalmar o tremor. Mas era impossível, não era só por fora que eu demostrava toda a dor que estava sentindo, minha alma também doía. Como eu pude ser tão estúpida?
Não me odiava mais por ter traído a confiança de Amber, sabia que ela não me odiaria e que esse sentimento para comigo mesma era em vão. Amber me entenderia, como sempre fez, mesmo sendo diferente dessa vez. Porque dessa vez, eu estava apaixonada pelo único cara que ela amou em toda sua vida. De uma forma ou de outra, eu estava roubando seu lugar, só esperava, no fundo, que não terminasse como ela. Não haviam mais dúvidas em mim sobre a inocência de Evan, eu estava completamente convencida de que ele não era culpado e era por isso, que nada sobre Amber perturbava minha mente naquele momento. Eu só conseguia pensar na hora anterior, aonde eu tinha sido tão feliz e tão triste ao mesmo tempo.
Foi estupidez dizer que eu deixaria de amá-lo, porque eu sabia que não deixaria. No meio de toda essa tragédia, de toda essa dor, Evan foi a única paz que eu encontrei, e agora eu praticamente tinha dito que abriria mão disso tudo.
A porta de meu quarto se abriu com força, e um Daniel furioso passou por ela. Seu rosto era vermelho e seus olhos ardiam. Me ergui da cama, e sequei disfarçadamente meus olhos, me sentando na mesma e o encarando. Pronta para mais uma discussão e pronta para receber mais uma dor em meu peito.
– O que ele fez com você?
– Ele não fez nada, Daniel. — Rebati. — Eu fiz.
– Você está chorando, Melanie! Quer mesmo que eu acredite que Evan não tem nada haver com isso? — Ele se aproximou, a raiva não deixara sua voz.
– Acredite no que quiser. — Me deitei, virando para a parede, na tentativa de não ter que olhar para os olhos dele. — Eu só quero dormir.
– Para onde vocês foram? — Daniel me ignorou, e continuou despejando suas perguntas. — Não vi mais vocês na escola, porque não me avisou que ia sair?
Virei meu rosto para ele, ficando completamente irritada com seu tom de voz. Eu tinha vida própria, Daniel não era meu dono.
– Eu não preciso te avisar nada. Tenho o direito de ir e vir, sem sua permissão! Você não é meu pai, que saco! — Virei meu rosto novamente para parede. Aquela parecia ter sido a deixa para Daniel, sua voz se tornou calma quando ele voltou à falar.
– Eu não tomei cuidado com a Amber, não a vigiei e veja o que aconteceu. Não quero te perder também, Mel.
– Eu não sou a Amber, você deveria saber disso melhor que ninguém. — Minha voz continuou irritada, meu rosto continuou colado no travesseiro, sem nenhuma evolução. — Eu quero dormir, Dan, por favor.
Ouvi seu suspiro, e logo depois seus passos em direção à porta.
– Tudo bem. Se quiser conversar, eu vou te ouvir, Mel.
Logo depois a porta bateu e junto com ela, meus olhos se fecharam. Procurei em minha mente um lugar seguro e feliz, e me tranquei nele, só querendo que aquele dia acabasse.
Notas finais
Bom não se esqueçam de curtir a página no face hein! Vou começar a postar spoiler lá, que tal? https://www.facebook.com/ValeDasSombrasConspiracaoDivina?ref=hl
Me digam o que acharam! u__u
E não se esqueçam! No próximo capitulo, que vai sair provavelmente hoje, o nome já vai ser Conspiração Divina (:
Bom, boa noite ♥
Beeeijos ;*
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