Notas iniciais
Capítulo novo *uuuuu*

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Espero que gostem *-*

Era sábado, o sol tinha acabado de nascer e eu podia apostar que não eram nem sete horas ainda. Eu não tinha ido na aula sexta-feira, mal tinha saído do quarto, tio John não fez objeção, apenas compreendeu sem fazer mais perguntas, o que eu agradeci mentalmente.

Daniel também não procurou mais por mim, nem quis saber o motivo de eu não ter descido para fazer minha refeição. Preferi esperar que Maria trouxesse meu lanche para o quarto, como ela fazia, antigamente, depois das minhas brigas com Amber.

Pude sentir o sol batendo em meu rosto enquanto lutava para ultrapassar a cortina de cetim, quase me convencendo a me levantar e aproveitar o dia. Mas eu sabia que se levantasse iria à procura de Evan, tentar desfazer todo aquele nó em meu peito. Ele estava certo, eu iria voltar, iria atrás dele. Aquele com a mais absoluta certeza, era uma das poucas coisas que faria com que eu engolisse meu orgulho. E o engoliria, sem nem ao menos pensar no quão aquilo era estúpido.

Desfiz meus pensamentos e pulei da cama, a procura de alguma calça jeans e uma camiseta de mangas, logo em seguida, sentei e calcei meu tênis depressa, sendo o mais rápida que podia para sair sem que minha familia tivesse acordado. Era sábado, John estaria dormindo, com toda certeza, depois de passar a noite toda fora no escritório. Já Daniel, estaria dormindo porque é o que costumava fazer nos finais de semana: dormir até tarde.

Dessa forma, o único obstáculo entre eu e a porta da saída, seria Maria, mas isso era fácil. Abri a porta do meu quarto e desci as escadas depressa, dando de cara com a própria prestes a levar meu café. Ela me olhou assustada e eu me apressei a dizer.

- Ah, oi Maria. — Pensei em uma desculpa e a despejei, antes mesmo de decidir se era boa. — Sophie me ligou... hã, me convidando para ir ao shopping. — Sorri forçado. Sophie era uma velha amiga de infância, que eu realmente pretendia ver o mais rápido possível, mas não agora.

- Tudo bem, Melanie. — Ela sorriu. — Aviso algo para o John?

- Diga que volto logo. — Devolvi o sorriso e depositei um beijo em sua bochecha, antes de sair em passos rápidos porta à fora.

O táxi parou na curva perto do Pico Da Viúva, o motorista alegou que não passaria pela neblina e estacionou ali esperando que eu descesse logo. E assim eu o fiz, paguei o que devia e pulei do carro.

Apesar do dia estar mais quente e o sol fazer uma força para brilhar no céu nublado, a neblina no Pico ainda continuava densa, quase cegando meus olhos, mas eu me lembrava do caminho, por isso, não exitei em caminhar depressa para perto da cabana de Evan, assim que vi o táxi se afastar.

Estava quieto, quieto demais, talvez eu tivesse ido muito cedo. Talvez Evan estivesse dormindo. Pensei na imagem, seu corpo jogado de uma forma desajeitada na cama, mas ainda assim completamente irresistível!

Meus pensamentos foram desfeitos quando ouvi passos atrás de mim e em seguida sua voz encheu meus ouvidos.

- O que está fazendo aqui? — Me virei. Um cigarro estava pendurado em sua boca, ele o tragava, soltando lentamente deixando que a fumaça se misturasse com a neblina de uma forma enigmática. — Veio se desculpar novamente? Já disse que você faz isso com mais frequência que as pessoas normais?

Seu tom não era divertido, talvez um pouco irônico, mas nada amistoso.

- Não sei o que vim fazer aqui. — Murmurei. Eu não tinha ido lá para me desculpar, disso eu tinha certeza, o que me levava a me perguntar porque eu tinha ido até lá. — Acho que vou embora. — Contornei seu corpo em passos lentos, me xingando mentalmente por ser tão idiota.

- Me desculpe. — A voz calma de Evan me fez congelar no lugar. Tentei me virar devagar para ele, meu rosto exalava surpresa. — Por aquele dia.

- Não tem o que desculpar. — Rebati. — Você só expressou o que estava sentindo.

- Não. Não era o que eu estava sentindo. — Ele jogou o cigarro no chão e pisou nele, antes de se aproximar de mim. — Eu nunca desejei tanto ninguém, como eu desejo você, Melanie.

- Então porque fez aquilo? — Minha voz falhava, eu me esforçava para não desabar em lágrimas novamente. — Porque disse aquilo?

Ele absorveu minhas palavras, seus negros cintilaram e depois se tornaram ainda mais densos. No meio de toda aquela neblina, Evan parecia um serial killer, prestes a dar o bote.

- Porque eu sei como acaba. — Sussurro por fim.

- Está dizendo que vou acabar como a Amber?

- Eu não disse isso. — Ele sorriu, sua boca se ergueu de leve em um dos lados, mas era um sorriso triste. — Não coloque palavras na minha boca.

- Então me diga, como vai acabar? O que vai acabar? — Eu estava nervosa, completamente irritada e desesperada, pior ainda, eu estava absurdamente confusa.

- Isso, Mel, esse amor! Tudo isso que eu sinto por você, tudo o que você sente por mim. Isso vai matar você.

- Isso já está me matando. — Murmurei, meus olhos lagrimaram.

Evan se aproximou e tocou levemente o meu rosto, a ponta áspera de seus dedos raspavam em minha pele, como se fossem um calmante, quase como se levassem a dor embora.

- Você poderia ter aparecido quando minha vida estava nos trilhos. — Murmurou. — Agora está tudo bagunçado, e talvez você mal me encontre no meio de tanta confusão.

- Não entendo, acho que nunca irei entender. — rebati. — Se você não tem nada haver com a morte de Amber, qual é o seu medo?

Ele exitou por alguns minutos, seus olhos permaneciam colados nos meus, sua respiração era pesada. Evan procurava uma resposta que me contentasse, e eu esperava que ela viesse. Queria entender de uma vez por todas o que estava acontecendo.

- Perguntei ao Daniel, — Respondeu, começando a se afastar, mas ainda sem me dar as costas. — Ele vai saber o que te dizer.

Explodi.

Como assim perguntar ao Daniel? Eu queria uma resposta sincera e direta. Dele!

- Quero que você me responda, Evan! Qual é o seu medo?

Dessa vez não houve excitação, ele foi direto ao ponto. Seus olhos ardiam, me fazendo arrepiar completamente.

- Eu matei Amber. — Respondeu, não a minha pergunta, mas iniciando outro assunto. Sua voz era grave e grossa, mas ainda assim eu pude notar o desespero nela. — Eu a matei. Está feliz em saber? E se você não sair daqui, nesse exato momento, você vai ser a próxima.

Notas finais
Tá podem surtar ehuehue só não tirem conclusões precipitadas!!!!

E ai, e ai, me digam o que estão pensando depois disso tudo? ehuehue verdade, mentira ou tão em duvida? E o que o Daniel sabe, hein, hein, hein?

Aaaah, e a partir de agora, personagem novo, a Sophie, ela vai ser bem importante pra fanfic ;)

Pra quem perguntou, a Mel chega na cidade depois do enterro da Amber, ao qual ela não comparece, ok?

Dúvidas?

Bom, até a proxima ;)