Notas iniciais
Mais um capítulo da fanfic!!! Aproveitem e deixem suas opiniões!! Boa Leitura!! Sugiro que escutem a música:We Don't Talk Anymore ( Charlie Puth feat. Selena Gomez), Combina bem com as emoções que serão expostas no decorrer do capítulo.

Sakura’ s POV

Uma, duas, três. Escutamos o irritante toque que faz quando se está ligando para alguém, por três vezes seguidas, porém, na quarta vez, nossa amiga resolveu finalmente atender:

—Alô, Saky, que bom que você me ligou Little Children .- Amigo 2.

Estávamos prontas para responder em alto e bom som, até que algo. Aconteceu, algo que realmente nos desesperou....

—KARIN, KARIN….

...

Como superar problemas, é com certeza uma coisa relativa. A maneira que cada um faz para caminhar pra frente e deixar as marcas do passado para trás, varia em cada pessoa. Umas se martirizam até não poderem mais, outras optam por fingir que nada aconteceu, e temos também as que fingem que tudo está ok, quando na verdade, as lembranças boas e principalmente as ruins ainda corroem seus interiores.

Karin se encaixa perfeitamente na terceira categoria das que citei acima. Ela é incrivelmente sentimental, um pouco dramática e exageradamente intensa. Se faz de forte, mais na real, sofre como ninguém por dentro.

Eu tinha consciência que a ruiva e ela ainda tinhas pontas soltas há serem resolvidas, a única coisa que realmente não esperávamos, era essa reação, uma atitude inimaginável e totalmente surpreendente, principalmente por ter sido causada, por apenas o som da voz dela. Fazia tempo que não se viam, muito menos se falavam. Depois do que aconteceu, continuamos a manter nossos laços de amizade com ela, porém Karin fugia dela e ainda foge, uma reaproximação inegavelmente improvável.Afinal, nossa amiga Pimenta é realmente rancorosa.

Essas eram minhas reflexões enquanto tentava me recuperar do que acabara de acontecer, não desejo essa experiência para ninguém, acredite.

Flashback:

-KARIN, KARIN…- Gritamos em coro, ao ver nossa amiga perder o controle do carro e quase colidir com a parapeito da ponte no qual estávamos passando no momento em que ela se perdeu na direção.

Felizmente, ela conseguiu recuperar o controle do carro. Agora vem as enxurrada de sermões em sua cabeça, e eu sei bem como ela vai reagir a isso, surtar, simplesmente. Eu queria muito saber porque ela ainda está abalada com que aconteceu, na verdade, nós nunca soubemos o que se passou entre elas, nos mínimos detalhes, essa história é um verdadeiro tabu entre nossas conversas, só sabemos que ela errou pra cima da Karin, algo forte, pesado, eu diria, que acabou gerando feridas, em ambas as partes, só que uma lado ainda não consegui cicatrizar essas mazelas interiores.

-Cuidado, você vai acabar matando!!!- Exaltou-se Hinata.

-Olha por onde anda, está loca? — Temari também se propiciou a respeito do nosso quase acidente.

— Karin, eu sei que você gosta de emoção, mas tem limites, eu ainda quero sobreviver a muitos carnavais antes de morrer, então por favor, mais atenção enquanto dirige. — Falou Ino, tentando alerta-la do perigo que nos fez passar.

- Só queria dizer que ainda estou em choque com isso tudo, adrenalina faz minha praia, porém eu nunca tinha brincado de morrer. – TenTen comentou.

Agora era minha vez de me pronunciar sobre o que acabara de se passar. Disse:

— Gente, eu não faço a mínima ideia do que a Karin está passando, mas vamos entender que elas...

—Vocês não conseguem entender o quanto isso ainda me machuca, eu tentei, eu tento e sempre tentarei superar o meu passado com ela, o nosso passado, a confiança que eu depositei nela e.... – Karin, disse me interrompendo, com olhos marejados de lágrimas, que estão sendo guardadas por muito tempo e finalmente querem se verem livres, livres para lavar sua alma.

Porém, eu sinto que ela ia falar mais alguma coisa, ponderou, por alguns instantes e resolveu falar, parece que as próximas palavras que sairiam de sua boca, eram como pesos que ela vinha guardando por alguns meses, depois do acontecido, ainda misterioso para nós. Então ela falou, não para mim, ou para as meninas, falou para ela, um detalhe que nós deixamos passar, mas parece que Karin não. O celular permaneceu na ligação durante todo os momentos a pouco tempo vividos, ficamos caladas e só escutávamos os soluços e suspiros soltos por ela, do outro lado da linha.

— Eu sei que você ainda está ai, eu sei que você escutou tudo que dissemos, eu sei que você vai falar que se arrepende de tudo, mais eu também sei que quem ainda sofre por isso sou eu e por último ainda sei que você já seguiu em frente, precisou fugir por um tempo e voltar revigorada, revivida, porém você me deixou, eu não pude fugir, renascer das cinzas, foi eu que tive que agir como se nada tivesse acontecido, enfrentar tudo sozinha, as perguntas, os olhares, os cochichos, você voltou para pro seu refúgio latino e eu fiquei aqui, fui eu, sozinha, apenas eu. Suas lágrimas não me comovem mais, não mais, eu, eu te dei minha confiança e você jogou fora, chore, chore muito, talvez limpe o peso desse pecado na sua consciência. Só que seu choro não limpa o seu passado, o nosso passado o triste fim que tivemos. — Karin simplesmente despejou seus sentimentos sobre ela, simplesmente dilacerou as esperanças alheias, no caso as nossas, que elas ainda se resolvessem.

-Eu pensei que agora que eu tinha voltado, a gente, nós …- Amigo 2.

— Como assim nós? Você está delirando? Enlouqueceu? A partir do momento que você traiu o bem mais preciosos que se pode dar alguém, confiança, não existe nós. Sua cretina, você me deixou sozinha para enfrentar tudo por mim mesma, não venha com esse papo de nós, o eu existe deis de o momento que você quebrou o nosso plural, hoje só temos dois singulares, você e eu, esses dois sujeitos, o pronome nós nunca mais será usado em uma frase que se refira a eu e você. — Karin falou mais exaltada que antes, visivelmente abalada e destruída emocionalmente.

— Little Ch... Little Children, eu acho melhor, essa ligação acabar por aqui. Há, não se preocupe com o plano, ela está perfeito. – Amigo 2.

- Até logo, se cuide. –Me despedi dela.

A ligação acabo, o barulho acabou, só escutamos nossas respirações, nos entre olhamos, buscando como suceder ao que acabou de acontecer, foi inimaginável. Karin tenta conter os prantos, tenta se remontar e enfrentar tudo como ela sempre faz, simplesmente forte, alguém verdadeiramente forte.

Viro minha cabeça para o banco de trás e olho para Teamari, Hianta e TenTen, respectivamente, perguntando de forma silenciosa se devo falar com Karin e saber se tudo está bem. Mesmo eu achando que nada, absolutamente nada está bem, e para completar essa manhã cheia de emoções, estamos atrasadas, 15 minutos para a aula, no primeiro dia.

Resolvo acabar essa tensão, e falar com a ruiva de uma vez, atitude essa, que eu estou tentando a alguns minutos, pois me falta coragem, porém alguém tem que fazer, então eu tentei dizer:

— Pimenta, olha se você...

— Se vocês querem saber se eu estou bem, estou despedaçada por dentro. Mas por fora estou impecável, como sempre. Agora, vamos logo, á estamos atrasadas de mais. — Karin, me interrompeu, parece até que leu meus nossas intenções com aquela possível pergunta, que eu iria fazer, antes de ser interrompida.

— Você tem razão, já estamos atrasadas demais, vamos logo, Ka.- Hianata concordou com o comentário de Karin, ato que fez a ruiva engatar as machas e continuar a dirigir.

...

No caminho até a escola, todas ficamos em silêncio, cada uma em seus mundo utópicos, que com certeza, todos envolviam a pergunta: o que aconteceu entre ela e Karin? Inclusive o meu mundo.

Fomos interrompidas de nossos devaneios, quando chegamos no colégio. Tínhamos consciência que estávamos consideravelmente atrasadas, por essa razão resolvemos passar logo na diretoria, justificar o atraso por nosso quase acidente e por fim pegar nossos novos horários.

A partir daí seguimos para as nossas primeiras aulas, com autorização para entrar na aula em sua metade e receber meios conhecimentos. O bom disso, era que meu primeiro período seria de Biologia, na qual eu tive a sorte de fazer com a Ino. Maravilha, nos dirigimos a sala e qual não foi a minha surpresa ao ver sentado no fundo da sala a minha vela preferida....

— ALGODÃO DOCE, FLAMINGO, VEM AQUI AGORA ME DA UMA ABRAÇO, SUA PUTA PINK!!- Vela branca e magrela se levantou e começou a gritar atraindo a atenção do professor e do resto dos alunos em cima de nós duas, ótimo. Tem como esse dia piorar? Tem sim, sempre tem, acredite.

Aqui estou eu na porta da sala, querendo me enterrar no primeiro buraco que aparecer na minha frente, com vários olhares direcionadas a mim, exprimindo emoções diferentes, que só me fazem ficar cada vez mais aflita, juntamente com um ser pálidocorrendo em nossa direção, para um possível abraço apertado e destruidor de órgãos internos.

Sobrevivi, ao impacto do contato físico, porém perdi o equilíbrio da perna e acabei caindo passando para o lado de fora, através da porta que permanecia aberta, o único problema é que eu cai sobre um corpo, uma oportuno corpo que amorteceu a minha queda. Agora eu só precisava olhar para cima e saber quem tinha servido de amortecedor para as quedas que avida me proporciona.

Puta merda, eu só posso ter sambado no pão da santa ceia, porque de todas as pessoas que estudam nessa escola, tinham que ser ela, justamente ela? Porque mundo?

-Quanto tempo, Haruno?—Escutei sua voz embebida de sarcasmo, me dirigir a palavra, enquanto sua mão....

Continua

Notas finais
Capítulo 5, concluído! Até logo. Deixem sua opinião, se quiserem!! Bye!! Quem vocês acham que é o Amigo 1 ou o Amigo 2? E outra, quem vocês apostam que é a pessoa que a Sakura usou de almofada?