Consequences of a Dangerous Game
6 Ela voltou e acompanhada, Segurem a Karin...
Notas iniciais
Sakura’ s POV
Difícil, palavra perfeita para definir o dia de hoje. Primeiro, eu tenho uma banho de lembranças sobre o começo de tudo, depois quase sofremos uma acidente, por conta do efeito, mesmo sendo negativo, que ela ainda exerce sobre a Karin, para incrementar o cesto de complicações, chegamos atrasadas, mas como tudo pode piorar, e da pior maneira possível, eu acabo reencontrando Vela Branca, da forma mais inoportuna e vergonhosa do mundo, que me custa uma maravilhosa queda sobre o corpo de um ser infantil, nojento e fodidamente arrogante.
Todos os fatos juntos já são estressantes, só que o último me rendeu adoráveis consequências, adoráveis, imagine... Elas só me trouxeram para a diretoria. Simplesmente levei uma queda maravilhosa, acabei usando pessoas indevidas como amortecedor das rasteiras da vida, briguei com seres imprestáveis, abusados e sem caráter, perdia aula de biologia e ....
Estou do lado de fora da diretoria. Sentado em uma cadeira, esperando a querida dar o ar da graça e nós despachar logo. Nós? Sim, o motivo de eu ter parado aqui é nada mais que: Uchiha Sasuke.
Uma pessoa que conseguiu mais uma vez meu ódio e nojo em cima dele. Simplesmente odeio, simples assim. Ainda mais quando esse ser, tenta se aproveitar das situações, aproveitador, mais uma característica para ele. Mais um ponto negativo para ele. Desde que chegamos, travamos uma guerra particular, com os dele e as minhas. Eu ainda não aceito ter me encantado por seus olhos, olhos negros. Quem não se encantaria por olhos negros, são orbes negras. É simplesmente encantador, o único problema é a quem esses olhos pertencem, alguém que não sabe valorizados, pelo menos da maneira correta.
Adivinha como cheguei nessa conclusão? Encarando profundamente a face dele a minha frente, só que ....
Ótimo. Ele percebeu que estava o observando por tempo demais. Droga. Mais uma bola há fora, parabéns, Sakura. Mesmo sendo uma babaca cretino, ele ainda consegui ser estranhamente bonito. Demais, pra meu humilde gosto, porém, suficiente para o resto das líderes de torcida que já passaram sua cama, loiras, ruivas, morenas, peitudas, altas, baixas, etc. Contudo todas tinham uma estética física parecida: elas tinham peitos.
Adivinha, quem não tem peito? Eu. Não que eu seja reta como uma tábua, tenho os suficiente para um ser baixo como eu.
Escuto a porta da direção ser aberta.
—Podem entrar. –Sou interrompida de meus devaneios, mais que variados, que no fim terminaram em um assunto constrangedor, peitos. Pela diretora, uma mulher na casa dos 40, alta, esbelta para sua idade, arrumada formalmente, com cabelos loiros bem organizados em um penteado adequado a sua posição.
...
Finalmente sai do buraco silencioso, empoeirado, cheios de palavras, muitas frases e histórias diferentes.
Eu estava de castigo. Juntamente com o Uchiha, por conta de nosso pequeno desentendimento. Afinal, alguém chamado Sakura, acabou dando alguns bons chutes nas costas de um idiota, que andou passando a mão imunda em cantos indevidos de meu corpo, quando eu cai por cima dele. Maldito, sempre querendo se aproveitar.
E como punição, tivemos que ficar até o final do primeiro horário, ou seja, até o almoço, dentro da biblioteca com o Uchiha Cretino, sendo vigiados por uma biblioteca que estava mais preocupada com o livro de romance brega, que lia em seu balcão, do que com dois adolescentes que vivem cheios de atritos, e que como punição deveriam escrever um redação sobre: “O quanto é importante manter boa a relação com os amigos”.
Eu gostaria muito de saber aonde, aquela maluca que se diz diretora, tirou essa ideia que minha pessoa e aquele cretino somos amigos. No máximo, somos pessoas que apresentam ódio mútuo uma pelo outra.
Por esse motivo, prefiro manter uma certa distância dele, enquanto andamos em direção ao refeitório, que já deve estar lotado, vejo poucas pessoas nos corredores, muitas passando rapidamente por nós na mesma direção que caminhamos e outras se dirigindo a biblioteca, refúgio de muitos.
Estamos chegando, vejo a grande porta da lanchonete no final do corredor, só que uma coisa verdadeiramente estranha me chama atenção. O cretino, para o passo e estanca justamente quando chega na entrada, eu que vou logo atrás, especulo silenciosamente o motivo do Uchiha ter parado sua caminhada.
Uma coisa é certa, a área feminina desse local já percebeu sua ilustre presença, dado pelos gritos horrivelmente altos que escuto se iniciarem dentro do refeitório. Quando chego aos seu lado, olho sua feição que esbanja divertimento e malícia. Ainda encarando seu rosto, ele movimenta a cabeça para frente, num sinal silencioso para que eu olhasse para frente.
Porra.
Porra.
Porra.
Porra.
Quando miro meu olhar na massa de alunos sentados em suas mesas, deixando de lado seus almoços e notando a cena mais estranha já presenciada em uma refeição nesse colégio.
Simplesmente: Uchiha e Haruno, lado a lado. Sem briga, xingamentos ou olhares enviesados.
Um silêncio gutural está estalado no lugar. Olhos vidrados, bocas entre abertas, expressões curiosas, ansiosas, até mesmo horrorizadas.
Direciono meu olhar a mesa que as meninas estão e observo os sorrisos sacanas sobre mim, principalmente de uma loira dos olhos azuis, que presenciou a briga ao vivo e a cores, sentado ao lado daquele ser pálido e magro que vai me pagar por tudo que me fez passar, absolutamente tudo.
Resolvo acabar essa palhaça, porque não vai ser que que vou servir de atração de circo para os expectadores desse refeitório. Olho para o cretino, dou um suave tapa em sua nuca e saio me direciono a mesa onde aquela Vela Branca está sentada. Espero que ela esteja pronta pro esporro que vai levar.
Enquanto, faço meu trajeto, observo que as pessoas estão voltando para o mundo real, deixando guardado para mais tarde os comentários a respeito da cena que presentei a eles, juntamente com o canalha do Uchiha, o mesmo que já se sentou em sua maravilhosa mesa: A mesa do sucesso. Além de já se ver rodeado de garotas, sobre si, peitudas variadas sobre seus olhos, ele realmente deve estar adorando isso. Ele se satisfaz com peitos, eu adoraria me satisfazer com um maravilhoso milk shake de cappuccino e algumas rosquinhas com cobertura de baunilha. Seria simplesmente maravilhoso, por esse motivo, desvio o caminho até a mesa e passo primeiro no balcão de exposição de alimentos para comprar meu maior desejo no momento, COMIDA.
...
O dia realmente não é para mim, só tinha rosquinhas com cobertura de pistache, eu odeio pistache. No caso acabei comprando uma fatia de bolo de limão. Finalmente estou chegando na nossa amada mesa. Durante o trajeto, vou repassando o que tenho fazer no restante desse almoço: Tirar satisfações com Vela Branca, averiguar se a Karin já se recuperou dos despachos emocionais que ela despejou sobre ela, e por último, extremamente importante, é saber se está tudo pronto para darmos ao plano um início. Tem que estar, quanto mais rápido o jogo começar, mais interessante as coisas ficaram. Me aguardem meninos, Uchiha e seu bando, espero que estejam preparados para as consequências do meu jogo perigoso.
—SEMPRE ME METENDO NAS PIORES CONFUSÕES, NÃOÉ MESMO, SUA COISA MAGRELA E PÁLIDA? OLHE PRA MIM, NÃO SE ESCONDA ATRÁS DA INO, EU AINDA POSSO TE VER!!! SABE O QUE AQUELE ABRAÇO E CUSTOU, SABE? EU PERDI TODO PRIEMRIO HORÁRIO, TRANCAFIADA COM AQUELE CRETINO NA BIBLIOTECA, AINDA SIRVO DE ATRAÇÃO NESSE REFIETÓRIO, PARA O POVO FOFOQUEIRO!!!O MÍNIMO QUE A SUA PESSOA PODE FAZER, É OLHAR NOS MEUS OLHOS.... – Falei, quando cheguei próximo o suficiente, para que esse ser humano percebesse o quanto me causou problemas, muitos problemas.
Me deixou estressada e irritadiça. Pra variar, acabei tendo um acesso de raiva e novamente chamei a atenção dos alunos no local. Ao notar que virei o foco outra vez, resolvi finalmente me sentar, indo a cadeira com uma pose altiva e talvez arrogante, mas era preciso, a situação pediu.
Sentei, e olhei para o rosto das minhas adoráveis amigas, que esperavam eu falar mais alguma coisa, mas antes que eu continuasse minhas queixas, Temari falou:
—Foi bom o castigo, Sakurinha?? Parece que não, né? Chegou chamando atenção de todo mundo, ainda deu um show extra pra quem quisesse! – Às vezes eu me esqueço, como essa menina é venenosa, mas ela sempre me lembra, quando recebo na minha cara, uma dose de seu veneno.
Provavelmente, Ino deve ter contado a elas tudo que aconteceu, com o auxílio de Vela Branca.
Desvio meu olhar de Temari, e vejo uma Hinata com olhos de compreensão, típico. Dona TenTen, com um sorrisinho divertido no rosto, enquanto come mais uma de suas barras de chocolate, fato evidente pelas embalagens vazias em sua bandeja. Miro meu olhar para a dupla dinâmica e vejo Ino e Vela Branca retraírem-se, que bom que sabem que haverá represálias.
Até que, observo para uma de minhas preocupações, Karin. Ela está olhando pro nada, mal tocou na comida, tem uma expressão indecifrável no rosto, acho que está na hora de sabermos finalmente o que aconteceu entre elas duas. E acredite, eu vou descobrir, se não foi pela ruiva, vai ser por ela.
Revolvo tirar meu olhos dela e me concentra na comida.
Organizo meus pensamentos enquanto como o bolo de limão.
...
Falta pouco para o almoço acabar, hora de saber sobre meu novo passatempo.
Acabo de comer, me levanto, chamo Vela Branca para conversar em particular. Ela me olha desconfiado, mas no fim, se levanta e me acompanha pelos corredores.
Estamos andando a algum tempo, ninguém fala nada, até que finalmente resolvo me pronunciar:
— Sai, primeiro, vamos nos reunir no seu apartamento, nesse final de semana, afinal, precisamos iniciar o que planejamos, além disso, eu preciso que você me ajude em uma coisa particular. – O loft onde ele mora, é o lugar perfeito para explicar as meninas nosso plano. Os pais dele são biólogos marinhos conceituados, por isso vivem viajando. Dessa forma ele tem seu próprio apartamento, mas não pense que ele mora sozinho, Vela Branca divide o apartamento com ela, sim ela mesmo. E antes de tudo, a pessoa com quem ele divide o apartamento não é sua namorada, até porque ele é gay.
—Flamingo, você sabe que pode usar e abusar de minha residência, baby. Mas, Sakura se essa coisa em particular está relacionado a Karin e ela, eu também não sei o que realmente aconteceu, sei que ela vacilou pra cima da ruiva e que ambas ainda tem ressentimentos. – Pelo menos, ele concordou com a reunião no final de semana, agora, estamos na mesma em relação ao mistério da briga entre elas.
— Vela, acho melhor nós deixarmos as duas se resolverem, afinal, ela está mais perto do que longe de voltar do Brasil.- Falei.
— É verdade, cor de rosa, e eu estarei de camarote para esse reencontro, o final de semana que nos aguarde. –Sai disse em um tom zombeteiro, mas exprimindo uma certa aflição. Aflição que também compartilho, em relação a essas duas.
...
Sábado — 4:07 p.m
Ligação on:
— Alô?
— Sim, pode falar- Disse.
— Saky, eu já cheguei, pode vir me buscar como combinamos?
— Já estou indo, bye. – Finalizei a curta ligação.
Ainda encarando meu celular apagado, após o fim da ligação, fico pensando no que está por vir.
Hora de ligar o motor e continuar a dirigir, afinal, eu já sou desastrada andando sem estar ao telefone, imagina se eu fizesse isso, seria um desastre.
Eu estava indo aos Starbucks que fica no centro, antes da ligação, para comprar frappuccino. Sim, hoje é o dia da reunião no apartamento do Sai, e não poderia faltar uma das minhas bebidas preferidas, para deixar o clima o mais agradável possível. Depois, eu vou ter que passar para buscar alguém, e por último, vamos para o loft da minha Vela preferida.
...
Tento dirigir com o máximo de cuidado, possível. Eu não posso acabar derramando os frappuccinos. Acho que realmente me empolguei, o que era para ser apenas 2 de doce de leite para mim, se tornou uma caixa de sabores maravilhosos, saborosos e diferentes. Temos brigadeiro, caramelo, mocha branco, morango e baunilha, um para cada uma delas.
Na verdade, estou passando os sabores diferentes em minha cabeça, para tentar me distrair, afinal, eu sei que a pessoa que estou buscando, vai me trazer e criar novas confusões.
É melhor eu pisar no acelerador, perdi muito tempo comprando as bebidas, ela já deve estar impaciente.
...
Finalmente cheguei no aeroporto, estaciono o carro e vou procura-la.
Agora estou movendo minha cabeça cor de rosa, procurando uma pessoa alta, morena, de cabelos castanhos, e olhos da mesma tonalidade.
Procuro.
Procuro.
Procuro e nada.
Quando já estou quase desistindo, pegando o celular para saber onde se meteu, escuto uma voz, carregada de um sotaque latino forte, me chamar:
—Little Children, estou aqui!!- Me viro e vejo a silhueta de minha amiga, como estava com saudades dela.
Ela vem correndo e me dá uma abraço. Eu retribuo e acabamos atraindo a atenção do resto das pessoas no aeroporto, mas eu não me importo, muito menos ela.
...
Depois do reencontro, pegamos suas malas, nos dirigimos para o carro e ligamos o motor em direção a casa do Sai. Ela vem no banco do passageiro, segurando a caixa de frappuccinos em suas pernas, e falando como foi a viagem, que matou a saudade de sua mãe e amigas.
Me relata tudo com gestos e um sorriso sincero no rosto, o único problema é que parece quer perguntar alguma coisa, mas reluta. Até que, resolvo estimula-la a perguntar, o que sei bem que está interessada.
— Eu sei que está curiosa para saber dela, pode perguntar. – Falei, virando meu rosto de encontro a sua face, me olhou com um olhar desentendido, mas depois notou que eu já tinha percebido suas dúvidas.
—Como ela está? Depois do que aconteceu no início da semana, quando você me ligou, e fiquei realmente preocupada em como está o emocional dela. Sabemos como ela: é sempre dramática demais, intensa demais, sentimental demais, amorosa demais, carinhosa demais. Estar com ela sempre foi viver intensamente cada momento, um turbilhão, uma coisa avasssaladoa.S into falta dela, mas temo que talvez ela não me perdoe. Sabemos como ela é orgulhosa, teimosa e tem um personalidade horrível. Espero que ainda tenhamos uma história. – Falou-me pesarosa, parecia buscar lembranças em sua mente, de momentos que exprimissem essas qualidades e muitas vezes defeitos dela.
— Você sabe, o gênio forte sempre toma conta de sua razão, dessa vez, você vai ter que requebrar esse seu traseiro latino, se quiser conseguir o que perdeu de volta. — Disse com humor, tentar quebrar o clima meio tenso que tinha se instalado.
— Bom, no momento não sei se é possível, mas tenho que tentar, existe mais obstáculos do que você imagina, bem mai. Vai ter que me ajudar, cor de rosa. –Ela disse absorta em pensamentos.
— Como vou te ajudar, se nem sei o que realmente aconteceu? Pensei que você confiava em mim! – Faeli, realmente indignada.
— Sakura, na hora certa todo, todo mundo vai saber, eu só peso que tenha um pouco mais de paciência. – Respondeu-me suplicante, resolvi assentir e focar minha atenção na estrada. Pelo menos tentar, minha mente conturbada começou a maquinar. Maquinar demais.
Preciso de distração.
Música, vamos escutar música.
Preciso de sons que acalmem meus pensamentos.
...
Depois desse conversa que só me trouxe mais dúvidas, continuamos o trajeto, deixando apenas deixando apenas a melódica voz da Hayley Kiyoko soar no interior do carro. Porra como eu amo essa música:
O início dessa música é simplesmente espetacular. Me empolgo, aumento o volume e começo a cantar junto com a cantora:
(UUh)
(Boy)
(UUh)
(Boys)
(UUh)
(Boys)
(UUh)
(Boys)
Acabo não só cantando o começo, vou cantarolando, acompanhando a música. O que chama a atenção da pessoa sentada ao meu lado, na qual eu sabia que também amava essa música, ou melhor essa cantora.
Stealing kisses from your mrs, doesn't make you freak out
Got you fussing, got you worried
scared to let your guard down
Boys
UUh
Boys (boys)
UUh
Boys
Tell the neighbors I'm not sorry if I'm breaking walls down
Building your girl's second story
ripping all your floors out
Continuei minha cantoria desafinada, enquanto ela deu início a uma murmuro baixo da música, até que no refrão, aumentei minha voz e a estimulei-a a contar comigo, parece que finalmente se soltou e resolveu me acompanhar, até porque, minha amiga canta muito bem, afinal, ela se sustenta a parti disso.
Saw your face, heard your name, gotta get with you
Girls like girls like boys do, nothing new
Isn't this why we came? Gotta get with you
Girls like girls like boys do, nothing new
Girls like girls like boys do, nothing new
Boys
UUh
Boys
UUh
Boys
Always gonna steal your thunder
Watch me like a dark cloud
On the move collecting numbers
Imma take your girl out
We will be everything that we'd ever need, ooh
Don't tell me, tell me what I feel
I'm real and I don't feel like boys
(UUh)
(Boys)
I'm real and I don't feel like boys
Saw your face, heard your name, gotta get with you
Girls like girls like boys do, nothing new
Isn't this why we came? Gotta get with you
Girls like girls like boys do, nothing new
Quando em fim a música chegou, nós estávamos em frente ao prédio do Sai. Sorrimos uma pra outra, fazia um certo tempo que não cantávamos juntas. Ela bem e eu mal. Comecei a tirar o cinto, até que notei que ela não o fazia. Encarei se olhos, e percebi que ela queria me pedir algo.
Me pergunto, o quanto os olhos de uma pessoa, podem revelar as emoções e sentimentos que elas guardam, ou tem medo de expressar em voz alta.
Os olhos castanhos dela, sempre foram tão reveladores, pelo menos para mim.
Então eu resolvo acabar a angústia dela e falo:
—Diga-me logo o que você quer, pare de me olhar com esses olhos pidões. – Ela pensa que pode esconder suas intenções de mim. Meus olhos verdes não são apenas bonitos, eles veem tudo.
Principalmente os sinais de nervosismo que ela está exprimindo: não olha nos olhos, cabeça baixa, pés inquietos, enxugando as mão, provavelmente soadas na blusa que vesti.
O que será que vai me pedi?.
— Me empresta seu carro, e preciso buscar algo, ou melhor alguém. O meu está na oficina faz um tempo considerável. Cor de rosa, sabes que eu sou uma ótima motorista, vai, por favor.— Ela me suplicou, pensei que fosse mais grave, não vejo problemas nisso.
— OK, consegui me convencer. Tome cuidado. Mais, antes me passe a caixa com os frappuccinos. — Concordei, jogando a chave do carro, que tem um enorme chaveiro de pequeno e redondo de uma adorável emoji sorridente.
—Eu não vou contar que veio comigo, vou subir, e dizer que demorei por conta das bebidas. Quando você voltar, toque a campainha para que eu abra, vamos fazer uma pequena surpresa. – Falei, pra ela, que já estava no banco do motorista com o motor ligado.
— Certo, Little Childre, você e suas surpresas. Bye, volto já. — Respondeu-me rapidamente, acenado e finalmente saindo de minha vista para buscar alguém, mas quem será?
Ainda fiquei alguns minutos, na beirada da calçada, pensando em quem ela vai trazer.
Resolvo finalmente entrar, mas antes quero saber que horas e principalmente se estou muito atrasada.
Levo minha mão ao bolso da calça para procurar meu celular e vejo que cometi um grande erro. Silencioso, como eu pude deixar ele no silencioso.Burra, praquejei mentalmente.
Desbloqueei-o
Porra, são 5:27 p.m. Alguém está realmente atrasada, e como tudo pode piorar, as mensagens começam a chegar uma rapidamente, escuto o bip se repetindo incessantemente, até acabar.
237 mensagens.
70 ligações.
Puta que pariu. Ao olhar por cima, a maioria pertence a Ino, como ela é exagerada, deve estar pensando que fui abduzida. Soa engraçado, se não soubesse que essa ideia realmente passou por sua cabeça oxigenada.
Vou me dirigindo a portaria, com os frappuccinos em uma mão e o celular na outra, tentando digitar uma mensagem para Sai avisando que cheguei.
Ele visualizou e não respondeu, puto. Hoje essa bicha morrer. Acabamos de concluir que elas estão putas, muito putas.
...
Eu realmente não gosto de elevadores. Mas, por conta desse medo bobo, acabo optando por usar as escadas. Pelo menos eu faço algum exercício, mesmo que talvez não cause muita diferença em meu corpo, até porque, ele mora no terceiro andar, ou seja, não são escadas demais, apenas aceitáveis para meu sedentarismo.
As escadas já foram, que bom que ainda tenho fôlego, para andar até o fim do corredor e bater na porta do apartamento.
...
Imagine esperar cerca de 10 minutos para o ser do demônio albino abrir a porta. Foi isso mesmo, que aconteceu comigo.
E o pior, depois que finalmente entrei, fui bombardeada por uma Ino desesperada, irritada e exagerada, com minha pessoa, por não ter dado sinal antes.
Uma Hiantinha preocupada com minha vida.
Temari, com seu jeito grosso e torto de ser, perguntando para que servia a porra do meu celular se não atendia o mesmo.
Uma ruiva que mesmo apreensiva, foi a única que me deu uma abraço quando passei por aquela porta.
Já TenTen e Sai, continuavam me ignorando, esses dois realmente se merecem.
Resolvi, deixar esses atritos na sala e fui para a cozinha do Sai, uma senhora cozinha.Coloquei os frappucinos na geladeira. Depois, comecei a retornar para onde todos estavam, mas meu celular avisou que tinha uma nova mensagem.
Já estou aqui fora, e trouxe o alguém.
Li o que a mensagem dizia, apressei o passo e em um piscar de olhos, já estava na sala.
Olhando para face de cada um deles, eu disse:
—Antes de darmos início as explicações do plano, tenho uma surpresa a caminho, ela já está mais perto do que longe. Se preparem – Avisei a elas o que estava por vir.
— Que tipo de surpresa, Sakura? – Perguntou-me Karin, ela estava tão dispersa nesses últimos dias, mas parece que alguém acordou, finalmente.
— Você verá, ou melhor, vocês verão. É uma surpr...- Estava a responder a ruiva, quando a campainha suou no cômodo. Ela chegou.
Mal sabia Sakura, que era elas.
Eu já estava indo atender, quando Sai passou como um furacão por mim e foi atender a porta.
Quando ele a abre, vemos ela de lado, falando com alguém, no qual não vemos.
Um silêncio gutural se instala na sala, e todos voltam sua atenção a Karin, que automaticamente já está com os olhos marejados, por só ter visto ela, apenas ver. Então ela fala com uma voz chorosa:
— Melinde, o que você faz aqui?— Ela se virou, voltou seu olhar para a ruiva, e o sorriso que carregava nos seus lábios se desfez como fumaça, vemos apenas a expressão de culpa em sua face, ao olhar o rosto de Karin.
Alguns minutos se passam, até que ela resolve, finalmente, responder a pergunta que foi feita momentos antes:
— Eu voltei e não vim sozinha.
Melinde, olhou pro lado, fazendo um sinal com a mão, estava chamando alguém.
PAH, PAH, PAH na nossa cara.
Apareceu um moça, de baixa estatura, comparada a nossa amiga que é um poste, com pele bronzeada, cabelos lisos, negros e longos e o mais incrível, seus olhos eram verdes.
Bonita, esse é o pensamento que vem a minha mente quando a vejo, juntamente comsorridente, sorriso encantador.
— Meninas, essa aqui é... – Melinde ia apresentar sua amiga, quando aquela mesmagarota desconhecida, que está na porta a interrompeu:
— Olá, me chamo Camren e sou namorada da Linde.— Falou abrindo mais seu sorriso, mostrando os dentes alinhados e brancos, com o combo de uma atitude possessiva em cima da cintura de nossa amiga. Fudeu.
Depois dessa bomba, jogada sobre nossas cabeças, o silêncio na sala persiste, ninguém fala nada, ninguém faz nada. Só que alguém muito oportuno, resolve acabar com ele:
— Não me interessa quem você é. Melinde, pega sua bicicleta, vai embora. E que Deus abençoe você e sua amiguinha Carmen, antes que...
Continua
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