Conselhos Amorosos
10 CAPÍTULO X Amor ou Amizade?
Notas iniciais
Espero que gostem
Boa leitura a todos.
Gostaria de saber qual era o problema. Sakura chan mudava de disposição a cada minuto, e já não sabia mais como tratá-la. Primeiro o recebera com frieza, depois mostrara-se mais animada, e agora, enquanto a levava para casa, ela parecia estar a quilômetros de distância.
— O que está havendo? — perguntou de repente.
Ela piscou como se houvesse esquecido que tinha companhia.
— Hum?
— Terra para Sakura chan! Perguntei o que está havendo. Você parece tensa, nervosa.
— Não é nada. Estava apenas pensando.
— Engraçado. Não senti cheiro de queimado.
— Não era nada tão profundo. — Ela sorriu. — Estava apenas lembrando todas as loucuras que cometemos nessas últimas semanas.
— Não sei o que chama de loucura. Fomos dançar, fizemos compras no supermercado, passeamos com cães emprestados, fomos à igreja, ajudamos a organizar um grupo de apoio aos sem-teto e fizemos um curso de fotografia. Acha mesmo que somos malucos?
— Tem razão, teria feito todas as coisas sozinha. Mas usar uma atividade para conhecer homens... Francamente, nunca me preocupei com isso, e agora o assunto tornou-se quase uma obsessão. Avalio cada rapaz que conheço tentando descobrir seu potencial para transformar-se no Sr. Certo. Isso é loucura!
— Todos os homens?
— Quase todos.
— E como me saí nessa avaliação?
— Naruto, deixe de ser bobo! Você trabalha comigo. Não é candidato.
— Não? — Faria o possível para não demonstrar, mas estava decepcionado. Nunca pensara em candidatar-se ao papel de príncipe encantado, mas depois do beijo que haviam trocado esperava ao menos um pouco mais de consideração. — Estou surpreso por não terem escrito um capítulo sobre as pessoas que podemos conhecer trabalhando. De acordo com o que vejo por aí, as possibilidades são muito grandes e promissoras, embora não tenha idéia de como usar esse tipo de contexto para procurar uma parceira. Mudando de emprego, talvez.
— Envolver-se com um colega de trabalho é um grande engano. Só aumenta a tensão inerente à situação.
— Sim, você tem razão.
Não queria discutir nesse momento, apesar de ela estar se mostrando disposta quase a agredi-lo fisicamente. Desanimado, ligou o rádio para amenizar o desconforto provocado pelo silêncio.
A estação escolhida por Sakursa encerrara o especial de clássicos e executava melodias suaves e românticas. Não era a melhor opção para o momento, mas sabia que provocaria uma disputa, se tentasse ouvir outra coisa.
Quando chegaram ao edifício Naruto a acompanhou até a porta, mas desta vez não tentou beijá-la. Aprendera a conhecê-la um pouco mais nessas semanas de convivência, e sabia que o gesto seria mal recebido.
No entanto, ao entrar novamente no automóvel e partir, olhou pelo espelho retrovisor e a viu parada na porta, vendo-o afastar-se.
Sakura entrou no apartamento e bateu a porta. Por que estava tão furiosa? Como podia esperar que Narut a beijasse, depois de tê-lo tratado como a um desconhecido durante toda a noite?
Também não sabia por que agira de maneira tão estranha. O problema era que estava confusa, e sentia-se incapaz de definir o que esperava dele.
Gostava de Naruto, isso era certo, e era bom ter um amigo com quem pudesse conversar. Mas também gostava de beijá-lo, de sentir o corpo dele junto ao seu, de vê-lo ruborizar quando o elogiava. Em parte, gostaria que fossem mais que amigos.
Mas temia dar um passo à frente e arruinar o relacionamento de companheirismo e compreensão, e era isso que a confundia. Ou não? Não importava. Só havia uma maneira de reparar a situação, e era conhecer um homem de quem pudesse aproximar-se sem receio de misturar sentimentos distintos.
Infelizmente haviam chegado ao capítulo dos esportes, e suas chances eram quase nulas.
Sakura amarrou os patins e respirou fundo. Não sabia se patinar na pista de gelo do shopping era uma atividade esportiva, mas não conseguira pensar em nada melhor.
Hesitante, deu alguns passos até a pista e agarrou-se à grade de ferro para alcançar o gelo. Normalmente usava os patins uma vez por ano, o que significava que não conseguiria impressionar ninguém com sua habilidade, mas valia a pena tentar. Afinal, podia colidir com um homem interessante, derrubá-lo, cair em cima dele... Coisas estranhas acontecem nesse tipo de lugar.
Durante a primeira meia hora, Sakura esteve ocupada demais mantendo o equilíbrio e recuperando a prática para olhar em volta, mas agora que começava a sentir-se mais confiante, talvez pudesse...
Um garoto de cerca de dez anos passou a seu lado fazendo acrobacias e, assustada, ela perdeu o equilíbrio. Teria caído se um par de braços fortes não a amparasse.
— Você está bem?
— Sim, eu...
Maddy nem teve tempo de concluir a frase, porque o salvador misterioso afastou-se sobre seus patins profissionais, desviando dos outros freqüentadores com habilidade impressionante. Era alto, embora não tanto quanto Naruto, forte e moreno. Por que diabos tinha de comparar todos os homens que conhecia com Naruto?
O desconhecido contornou toda a pista e alcançou-a novamente.
— Tem certeza de que está bem? Essas crianças são mesmo diabólicas, não acha?
— Sim, eu... Não, quero dizer... Bem, não sou exatamente uma especialista.
— Parece boa demais para uma principiante. Quantas vezes já patinou?
— Dez, mais ou menos.
— Nesse mês?
— Em toda a vida.
— Oh, nesse caso, parece que tem talento! Quer dar uma volta na pista?
Era melhor do que esperava.
— Adoraria — Sakura respondeu, aceitando a mão estendida em sua direção. Os primeiros passos foram inseguros, mas aos poucos ela foi conquistando confiança suficiente para apreciar o ar gelado em seu rosto e o ruído áspero das lâminas sobre o gelo. O calor do corpo do homem que a acompanhava também não era nada mau.
Depois de duas voltas completas ela achou que era hora de testar a sorte. Sorrindo, soltou a mão do desconhecido e encarou-o.
— Não sou muito boa nisso, mas acho que posso tentar alguns passos sozinha.
— Sim, você tem talento, como disse. De qualquer maneira, prefiro me manter por perto, só para prevenir.
— Por acaso é profissional?
— Aprendi a me manter sobre os patins quando ainda era um menino, e depois passei a jogar hóquei. Desisti quando os hematomas começaram a demorar mais tempo para desaparecer e a dor tornou-se mais duradoura.
— E quando foi isso?
— Há seis semanas.
— Jogava num time de profissionais?
— Oh, não! Fazia parte da equipe do bairro.
Uma equipe de bairro, como o time de beisebol de que Naruto faria parte esta noite. Por que tinha de estar sempre pensando nele? Estava ali para conhecer alguém, e não podia perder a chance de atrair esse homem tão interessante. Não precisava pensar em Sasuke. No momento, já tinha muito com que preocupar-se.
— Vamos lá, tente dar ao menos uma volta sozinha — sugeriu o patinador misterioso.
Naruto lançou-se para a frente com alguma hesitação, mas ao notar que ele a acompanhava de uma distância segura, pronto para ampará-la, se fosse necessário, ganhou confiança e equilibrou-se melhor sobre as lâminas.
— Que tal tentar o outro lado?
— O quê? Não tenho a menor idéia de como manobrar essas coisas — ela riu.
— Vou ajudá-la.
O homem enlaçou-a pela cintura e fez um movimento gracioso, servindo de centro e girando-a até colocá-la no sentido contrário ao que seguiram até então.
Sakura sorriu satisfeita. As coisas pareciam melhores a cada instante. Gostaria de saber o nome dele, mas perguntar poderia soar estranho à essa altura. Talvez pudesse rir disso mais tarde, quando ele pedisse o número de seu telefone.
Bem, talvez fosse hora de dar uma ajuda à sorte. Fingindo perder o equilíbrio, esperou que o patinador misterioso viesse em seu socorro e pendurou-se no pescoço dele, prolongando o contato por mais tempo que o necessário.
— Tudo bem? — ele perguntou.
— Oh, sim. Vi aquela criança passando por mim e... acho que me assustei. Deviam ter um dia especial só para adultos nessas pistas.
— Concordo com você. Por outro lado, também já fui uma dessas crianças cheias de energia e disposição.
— Ah! Quer dizer que há alguma esperança para os pequenos demônios, afinal?
Ele riu e, dessa vez, não soltou sua mão quando voltaram a patinar. Sakura gostava da sensação de segurança, mas seria bom poder praticar um pouco sozinha. Talvez houvesse encontrado um desses tipos dominadores que, num relacionamento, sufocam a mulher com excesso de zelo e proteção. Mas por que preocupava-se com isso? Só queria que ele a convidasse para sair três vezes. Não precisava pensar no sujeito como marido.
Passaram o resto da tarde juntos, patinando. Sakura continha a ansiedade, apesar da curiosidade, pois sabia que, assim que saíssem da pista, ele a convidaria para tomar um café, e então poderiam conversar com mais calma.
Quando o aviso sonoro indicou o horário de fechamento da pista, Sakura tinha a impressão de que ia desmaiar. Estava tão cansada que já havia decidido recompensar-se com uma enorme fatia de bolo de queijo. Agora ele só precisava convidá-la para o café e...
— Foi uma tarde muito agradável — o patinador misterioso comentou quando terminaram de calçar os sapatos.
— Sim, foi muito agradável. Agora que sinto-me mais confiante, virei mais vezes. Obrigada pela ajuda.
— Não foi nada. Bem, boa sorte.
Aturdida, Sakura o viu afastar-se com os patins pendurados sobre um ombro. Que tipo de idiota era ela? Devia ter perguntado o nome dele, convidado o sujeito para um café ou sugerido que voltassem a se encontrar, mas passara a tarde flertando, e por isso estava certa de que ele compreenderia a mensagem. Mas, ou o homem era um modelo de distração, ou não conseguira despertar seu interesse.
A possibilidade era tão deprimente que preferia nem considerá-la. Sozinha, dirigiu-se à lanchonete na praça de alimentação e pediu um pedaço de bolo de queijo e um capuccino. Pensando bem, talvez houvesse sido melhor assim. Se não conseguira deixar de pensar em Naruto enquanto estivera com o sujeito, talvez ele não merecesse mesmo muita atenção.
Além do mais, ainda podia fazer uma última tentativa. O livro afirmava que era possível conhecer pessoas num evento esportivo sem participar dele. Naruto tinha um jogo esta noite, e ele havia dito alguma coisa sobre os homens solteiros do time. Talvez devesse dar uma passada pelo campo. Apreciar corpos atléticos e suados seria muito mais divertido do que patinar com um bobalhão distraído.
Do alto da arquibancada de alumínio, Sakura podia ver todos os integrantes das duas equipes. Sim, suado era uma boa palavra para descrever os corpos que via no campo, mas atléticos... Ali estavam reunidos duas dezenas de atletas de finais de semana cuja motivação primária devia ser o bar ao lado do campo, onde vendiam cervejas geladas. As únicas exceções eram Naruto e a mulher que ocupava a primeira base.
O uniforme, composto por short e camiseta, revelava músculos perfeitos e bem torneados, e um par de pernas capaz de fazê-la enlouquecer. Infelizmente a tal mulher também possuía pernas invejáveis. A posição de Naruto, bem atrás dela, era muito conveniente. Seria um milagre se ele conseguisse agarrar uma única bola durante a partida.
Até então não parecia ter notado sua presença, e era melhor assim. Podia aproveitar a oportunidade de avaliar todos os jogadores, e no intervalo encontraria um jeito de apresentar-se ao escolhido.
Mas nenhum membro do time conseguiu impressioná-la, e surpreendeu-se acompanhando todos os movimentos de Naruto. E os da mulher da primeira base, também, já que não desgrudava do companheiro de equipe. Foi com satisfação que Sakura percebeu que Naruto não dava muita importância à admiradora. É claro que não sentia ciúme, disse a si mesma. Não estava interessada nele. Só não queria que ele vencesse a aposta.
Atenta ao jogo, esqueceu por alguns instantes o que a levara até ali e, entusiasmada, gritou quando ele agarrou uma bola mais difícil.
— Muito bem, Naruto! Corra!
Naruto alcançou a base seguinte e, rápido, virou-se em sua direção. Agora sabia que estava ali. Era ridículo, mas Sakura teve a impressão de vê-lo piscar. E então, tão depressa quanto havia se virado, ele concentrou-se novamente no jogo e correu para a base seguinte. Temendo que o adversário marcasse pontos, ele atirou-se no chão para tocar o prato de cimento, e todo o estádio levantou-se para aplaudi-lo.
Sakura também aplaudiu, mas só por alguns instantes, até perceber que Naruto não se levantava. Em vez disso permaneceu deitado no chão, agarrando o joelho com as duas mãos.
Notas finais
E desculpa pelo atraso da fanfic, esse findi não deu para postar mesmo probelmas pessoais, mas hj ele esta aqui saido do forno hehhehe.
Sakura ainda esta distante de Naruto não sabemso o que ela esta pensando, mas se ela não se cuidar ja botei uam coconrrente no pario hehehehe. Hinata ta gamada em Naruto memso eu não dando destaque muito para isso. É melhor Sakura se cuidar hehehe. E no final Naruto se lecionou quem sera que vai resgata-lo Sakura ou a HInata?
Obrigado novamente
Abraços
Naruto
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