Conselhos Amorosos
8 CAPÍTULO VIII O beijo
Notas iniciais
Espero que gostem
Boa leitura a todos
Se soubesse que o dia acabaria assim, teria sugerido outra atividade de forma que pudessem usar outro tipo de roupa. Num primeiro encontro, gostava de comportar-se como um cavalheiro e levar a mulher em questão a um lugar elegante e tranqüilo, onde pudessem conversar e trocar impressões sobre a vida em geral, e o Rancho Louco do Rico não teria feito parte de sua lista de opções.
Mas nada disso havia sido planejado. Quando saíra de casa, pretendia apenas passar a tarde fotografando com Sakura chan. Não sabia quando a atmosfera entre eles mudara, criando esse sentimento de intimidade que o levara a sugerir o jantar para que pudessem desfrutar mais um pouco da companhia um do outro.
Quando parou no lote de terra que servia de estacionamento, Naruto agradeceu à sorte por conhecê-la há tempo suficiente para não ter de impressioná-la com coisas superficiais, como a escolha de um restaurante. O edifício era um galpão de metal que parecia pender para um lado, e era todo enfeitado por fios de luzes usados normalmente em árvores de Natal. Assim os motoristas podiam ver o lugar da estrada mesmo que não estivessem procurando por ele. Apesar de ainda ser cedo, uma multidão barulhenta ocupava as mesas do pátio.
— Pode não parecer, mas juro que o departamento de saúde aprovou a cozinha na última inspeção, e eles preparam as melhores enchiladas que já comeu.
Sakura sorria encantada, e havia um brilho novo em seus olhos.
— Isso é o que eu chamo de atmosfera! Preciso escrever um artigo sobre esse lugar.
— Por favor, não faça isso, Sakura chan. Prefiro que o Rancho Louco continue sendo conhecido apenas pelos amantes da cozinha mexicana. Não faça dele um lugar da moda, ou nunca mais poderemos vir aqui vestidos como estamos. Além do mais, eles já têm uma clientela bem grande sem precisarem de publicidade. Naruto devia estar certo, porque conseguiram a última mesa vazia no pátio. Entusiasmada, Sakura acomodou-se na cadeira de alumínio e começou a mover os ombros ao som das melodias mexicanas que embalavam a multidão.
— Como encontrou esse lugar? — ela quis saber. — Sempre pensei que fosse caseiro.
— Os jogadores de futebol costumam comer aqui, e foram eles quem me trouxeram.
— Está falando de gente como aqueles rapazes? — ela apontou para uma mesa à esquerda.
Naruto virou-se e viu vários membros do Tóquio F.C. Todos acenaram com entusiasmo, e ele retribuiu os cumprimentos com a mesma alegria.
— Sim, como aqueles sujeitos. Eles vão me esfolar vivo na próxima vez em que eu estiver no vestiário. Não me deixarão em paz enquanto não souberem tudo a seu respeito.
— E o que vai dizer a eles?
Naruto considerou a pergunta. Sua experiência com o sexo oposto havia provado que podia meter-se em grandes encrencas, se não tomasse cuidado com esse tipo de questão. O problema era que não sabia como responder. Considerava Sakura uma amiga desde os tempos de faculdade, e ultimamente essa amizade tornara-se mais profunda. Agora tornava-se mais consciente dela como mulher, e isso o intrigava e fascinava.
A garçonete o salvou temporariamente. Depois de depositar água, uma cesta de tortillas e molho de pimenta sobre a mesa, ela entregou o cardápio e anotou os pedidos de bebidas. Ambos escolheram frozen margaritas, e em seguida Sakura dedicou-se ao estudo do menu, esquecendo a pergunta. Distraída, serviu-se de uma tortilla e mergulhou-a no molho antes de levá-la à boca.
— Disse que as enchiladas eram boas? —As melhores que já provei..
Sakura afirmou com a cabeça e mastigou a tortilla. Imediatamente começou a tossir e agarrou um copo com água.
— Meu Deus! — disse, limpando as lágrimas que corriam por seu rosto. — Se a comida for como o molho, esse jantar promete ser inesquecível.
— Desculpe. Devia tê-la prevenido. O tempero daqui é um pouco... forte, digamos.
— Um pouco? Esse molho devia vir acompanhado de um rótulo prevenindo os consumidores — riu, bebendo mais um pouco de água e servindo-se de mais uma tortilla com molho de pimenta. — O problema é que adoro temperos fortes.
A garçonete serviu os drinques e anotou o pedido, enchiladas para os dois. Assim que ficaram sozinhos, Sakura mexeu a mistura gelada, provou-a e comentou:
— Ainda não respondeu minha pergunta.
— Que pergunta? — Naruto fingiu-se de inocente.
— Ia dizer alguma coisa sobre seus companheiros de vestiário.
— O que quer que eu diga?
— Pare de dar voltas e responda de uma vez, Uzumaki!
— Hum, vamos ver. Conheci você na faculdade quando ainda era uma estudante de jornalismo metida a profissional experiente. Trabalhamos juntos, e agora nos matriculamos no mesmo curso de fotografia. Passamos a tarde fazendo nosso dever de casa e decidimos parar para jantar. Não estamos dormindo juntos, e se algum deles estiver interessado, posso promover uma aproximação, já que você não tem namorado, noivo ou marido.
— Ah, então é assim?
— Eu perguntei o que queria que eu dissesse. Agora não adianta reclamar. — Talvez devesse acrescentar que a considerava muito atraente, e que esperava que ela não conhecesse ninguém ao longo da realização dessa matéria para o jornal. Pensando bem, era melhor guardar segredo. Não estava preparado para a resposta, caso fosse negativa.
A garçonete trouxe a comida e Sakura serviu-se de uma pequena porção, soprando-a para esfriá-la. Enquanto isso, seus olhos mantinham fixos na mesa dos jogadores, como se estivesse examinando as perspectivas antes de decidir se desejava que ele promovesse um encontro.
— Sente falta disso? — ela perguntou de repente.
— Do que está falando?
— Futebol.
— Como posso sentir falta de algo que faz parte da minha vida?
— Não me refiro a entrar nos vestiários, assistir às partidas e escrever sobre o que viu. Falo sobre ser um jogador. Podia ser um deles — e olhou novamente para o grupo de atletas.
— Oh, não! Nunca fui bom o bastante para isso.
— Não é o que dizem.
— Jamais tive a intenção de ser um esportista profissional. Sempre quis escrever, e por isso cursei jornalismo. O esporte é apenas uma especialidade, um instrumento que usei para ingressar no mundo dos redatores e vencer a competição entre os novatos.
— Ah — ela respondeu, concentrando-se na comida.
Era estranho, mas Naruto notava que, nos últimos minutos, ela deixara de encará-lo, como se quisesse esconder o que sentia. Havia um leve rubor em seu rosto, algo que não tinha qualquer relação com o calor da comida, e de repente ele se deu conta de que o estranho comportamento devia-se ao fato de ela realmente importar-se com sua felicidade e satisfação pessoal e profissional.
— Sakura chan...
Ela manteve a cabeça abaixada.
— Sakura chan, obrigado.
— Por quê?
— Por preocupar-se comigo. As pessoas tentam evitar o assunto, e por isso todos imaginam que sofri uma perda devastadora e vivo sentindo pena de mim mesmo. Obrigado por ter me dado a chance de esclarecer o que realmente sinto.
— Admito que pensasse algo bem parecido. — Ela sorriu. — É bom saber que estava enganada.
— E quanto a você? Escreve sobre casas noturnas e lugares da moda e envolveu-se numa matéria maluca sobre como encontrar um parceiro, mas vivia dizendo que queria ser correspondente internacional. Não se arrepende?
— Não sei — ela respondeu em voz baixa, abalada com a pergunta direta. — Na verdade, não sei se queria mesmo ser correspondente, ou se apenas acreditava querer. Na época parecia a opção certa, embora gostasse mais de ler os cadernos de lazer, moda e cultura geral. Às vezes penso que seria ótimo se pudesse ao menos experimentar, só para ter certeza.
— Quer dizer que minhas brincadeiras sobre o assunto a incomodam de fato?
— Sim, às vezes consegue me magoar de verdade.
— Sinto muito, Sakura chan. Eu não sabia. Prometo que nunca mais a aborrecerei com aquelas piadas tolas.
— Nesse caso, prometo nunca mais chamá-lo de boneco sem, cérebro — ela riu, lembrando como costumava irritá-lo na época de faculdade insinuando que era apenas um feixe de músculos incapaz de raciocinar. — Vamos brindar ao início de uma nova fase da nossa amizade, uma etapa mais cordial e tranqüila.
Naruto ergueu o copo e os dois fizeram um brinde, bebendo em seguida.
— Isso é o que vou dizer aos rapazes no vestiário.
— O quê?
— Que você é minha amiga.
— É uma boa ideia. Mas se um dos grandalhões demonstrar interesse vai ter de dizer que estou disponível.
Naruto não gostava muito da ideia, e não tinha a menor intenção de sugerir uma aproximação entre ela e um dos integrantes do time de futebol, mesmo que o assunto surgisse nos vestiários.
— Verei o que posso fazer — mentiu. — Mas, se conseguir um encontro, não poderá escrever sobre ele. Isto é, só podemos comentar as sugestões oferecidas pelo livro.
— Acho que isso é tratado no último capítulo. Espere para ver. Pouco depois deixavam o restaurante e caminhavam até o estacionamento lado a lado, sem se tocarem. Mesmo assim, Naruto tinha consciência da proximidade física. Quando isso acontecera? Sakura ligou o rádio e abriu a janela, cantarolando com emoção, apesar da falta de afinação. Naruto não disse nada. Melhor deixá-la aproveitar esse momento de prazer. Havia uma certa alquimia em ação, resultado do céu estrelado, da brisa morna, da canção romântica e do entusiasmo da mulher sentada a seu lado. Por quanto tempo poderia dirigir antes de ter de levá-la para casa?
— Adoro essa música — Sakura comentou quando a canção chegou ao fim.
— Eu percebi.
— Foi maravilhoso. Obrigada pelo jantar, Naruto. Vou ter de me lembrar desse lugar.
— É o melhor exemplo que conheço da boa convivência entre japones e mexicanos.
Naruto censurou-se pela incapacidade de produzir respostas impressionantes. Se não conseguia conversar com alguém que conhecia há anos, como podia esperar algum sucesso nessa tentativa maluca de conhecer gente nova?
Pouco depois paravam na frente do edifício de Sakura.
— Obrigada mais uma vez. Foi muito divertido — ela disse antes de descer.
Apressado, Naruto saltou da caminhonete.
— Espere um instante! Nessa vizinhança, é melhor acompanhá-la até a porta.
— Chego em casa sozinha desde que me mudei para cá — Sakura respondeu com um sorriso. — Mas vou deixá-lo bancar o cavaleiro na armadura cintilante — e enlaçou-o pela cintura num gesto inocente. — Você é tão doce!
Sem dizer nada, ele passou um braço sobre seus ombros e acompanhou-a até a porta.
Quando pararam, Naruto descobriu que ainda não estava preparado para despedir-se.
— Bem, parece que descobrimos que a sugestão quanto ao curso pode ser eficiente. Mas o que vai escrever sobre o que vivemos?
— Não precisamos revelar que já conhecíamos a pessoa que encontramos.
— Nesse caso, é melhor omitirmos alguns detalhes para não trairmos nosso segredo.
— Tem razão. Será muito bom ter um sucesso para relatar, só para variar.
Naruto não respondeu. Sakura estava sorrindo, e ele não conseguia desviar os olhos daqueles lábios. O coração batia tão depressa que tinha medo de acordar os vizinhos. A gravidade parecia puxá-lo para a frente, para mais perto dela. Como se antecipasse o momento, Sakura inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos.
O beijo foi uma conclusão natural do dia que haviam passado juntos, e pouco depois estavam abraçados, beijando-se com loucura. Era inútil tentar fingir que tratava-se apenas de um cumprimento fraternal, porque o desejo era tão intenso que podiam quase tocá-lo. Parecia que estavam em meio a um furacão.
— Uau! — ela gemeu quando afastaram-se um pouco, apesar de manterem-se abraçados. — Viu tudo isso aproximando-se?
— Não. Examinei minha agenda antes de sair de casa esta manhã, e não havia nada parecido previsto para hoje.
— Há algo de encantador num gesto espontâneo.
— Se não se importa, é melhor não mencionarmos nada disso em nossas colunas.
— Concordo. Ino jamais me deixaria em paz, se soubesse.
— E temos uma matéria a concluir. O que faremos em seguida?
— No momento não me sinto capaz de raciocinar com clareza. Que tal conversamos amanhã cedo? Eu telefono para você. .
— Ei, essa fala devia ser minha!
— Bem, se prefere apegar-se às tradições machistas, pode me telefonar.
Naruto esperou até que ela entrasse e trancasse a porta antes de voltar à caminhonete. O rádio ainda estava ligado, e ele preparou-se para voltar à velha estação de música country, sua favorita, mas mudou de ideia antes mesmo de levar a mão ao aparelho. Talvez tocassem novamente aquela canção que Sakura havia cantado com tanta emoção.
Sakura:
Frequentar um curso foi o melhor conselho que encontrei nesse livro até agora. Estou feliz por poder relatar que finalmente encontrei alguém interessante, e até tivemos um encontro. O conceito por trás da sugestão faz sentido: essa é uma boa maneira de conhecer pessoas com quem podemos ter algo em comum. Mas o valor do conceito vai além disso.
Para começar, se escolher uma atividade que realmente aprecia, sairá da experiência levando um aprendizado valioso, mesmo que não conheça ninguém, e então não terá perdido seu tempo. Se encontrar alguém interessante, terão sobre o que falar e não precisarão passar por aquela etapa aborrecida da conversa social e vazia. Às vezes o curso escolhido oferece excelentes oportunidades para que os alunos se aproximem. No meu caso, por exemplo, tivemos de realizar um trabalho em grupo.
Meu parceiro e eu saímos para cumprir nossa tarefa, e o dever de casa levou a um jantar e a um delicioso beijo de boa-noite. Experimente essa sugestão. Ela é, no mínimo, divertida.
Naruto:
Para aqueles que já haviam concluído que sou um fracassado, devo dizer que enganaram-se. Tive um encontro, o que significa que essa tática deve funcionar para todos que a experimentarem.
No entanto, não sei se posso dar todos os créditos ao livro. Sim, foi uma sugestão do autor que me colocou na situação em questão. Mas, uma vez lá, podia ter deixado de conhecer essa mulher, simplesmente por não ter aberto os olhos antes disso para ver o que estava bem embaixo do meu nariz. O sucesso é suficiente para me fazer pensar em voltar atrás e tentar todos os conselhos novamente. Quem sabe o que posso ter perdido por não ter procurado como devia?
Estou começando a pensar que esse livro precisa de uma sequência, algo como sugestões sobre como seguir as indicações dadas pelo autor. Sim, porque ele só nos coloca em situações nas quais podemos conhecer alguém, mas não nos diz como iniciar um relacionamento, ou que tipo de esforço é necessário para que isso aconteça. Uma coisa que aprendi até agora é que a Srta. Certa não vai cair do céu no meu colo sem que eu tenha me esforçado para encontrá-la.
Notas finais
Hj vou ser curto, como vimos o Naruto e Sakura tiveram um encontro perfeito, em um restaurante mexicano, eu nunca fui em um mais um dia que quero ir pro que a comida mexicana pelo jeito é boa! Mais uma pergutna sera que tem restaurante mexiancnao em toquio? Se não tiver na fina agroa tem kkkkk.
E um encontro perfeito termina como? Não pense em na muito perveritdo não ai hehehe. Naõ se esqueça que essa fic eh mais romantica. Então um encontro perfeito termina em um lindo e apaixonante beijo que Naruto e Sakura dram. Ate que emfim eles sairam do Zero a Zero so que ach oque não foi do jeito que eles planejavam no começo da aposta kkkkkk.
Agora vamso ver no que vai dar essa historia o primerio pasao eles ja deram agora, so vai depnder deles para dar a continuação dessa historia meio maluca kkkk.
Mais uma vez obrigado
Abraços
Naruto
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