Notas iniciais
Olá, caros leitores!!! Essa fic está chegando em sua reta final. Espero que curtam esse cap. Boa leitura!

Minu passou a manhã na piscina, embaixo do guarda-sol, ela lia um livro quando um rapaz se aproximou para perguntar se ela queria o almoço na piscina ou não?

–Vou almoçar no restaurante mais tarde, mas gostaria que me trouxesse uma limonada, por favor.– Minu respondeu voltando para a leitura.

– É claro, senhorita. Com licença. Minutos depois, Minu resolve mergulhar na piscina. Ao submergir, ela vê no canto uma bandeja com um copo de limonada enfeitado com um chapeuzinho. Depois foi para sua cabine, tomou um banho demorado, arrumou os cabelos, vestiu um vestido de verão e foi almoçar. Um garçom se aproximou com uma bandeja contendo um envelope endereçado a ela.

“Oi, Acho que, a essa altura, você já deve ter sentido muito minha falta, não é? Desculpe por sair sem me despedir, mas é que eu odeio despedidas tanto quanto odeio urgências ‘’trabalhísticas”. Sobre o nosso jantar... Está me devendo, viu? Bem, aproveite bem o banheiro e para amenizar mais a saudade, deixei o meu número de contato. Qualquer coisa me liga. Ikki

P.S: Eu não tinha mais chicletes, então tive que apelar para o correio de bordo, rs!”

Minu riu com a última frase. Ainda bem que só faltavam cinco dias para terminar o cruzeiro, pois sem o Ikki, a Eire e com o Hyoga entregue a melancolia, estava tudo muito entediante.

Hyoga já estava melhor, porém ainda sentia um pouco de enjôo. Estava deitado em sua cabine, pensava em Eire, estava sentindo falta dela. Então, resolveu tomar uma atitude e ligar para a mãe para descobrir o endereço da loira que o enfeitiçara. Mas faria isso quando retornasse para Atenas.

Em Athenas, Eire acordara no meio da tarde, tinha os olhos inchados de tanto chorar. Resolveu desfazer as malas. Após, tomou um banho demorado, fez uma refeição leve e com muito custo, sem nenhuma vontade, decidiu dar um passeio pela cidade. Perambulou pelo shopping da cidade, mas nada chamava sua atenção ou desviava seu pensamento de Hyoga. Até que, ao passar por uma loja que estava em reforma, um cartaz lhe prendeu a atenção. Nele estava escrito o nome da futura loja, um antiquário e estavam selecionando pessoas para entrevista. Eire ficou entusiasmada, foi para casa preparar um currículo, pela manhã iria entregá-lo. A respeito de seu atual emprego, ainda tinha uns dias de férias, então, esperaria terminá-los para entregar o pedido de demissão. Dia seguinte, às nove horas em ponto, Eire esperava para uma entrevista na loja que vira no dia anterior, ela era a candidata número quatro de seis pessoas que estavam aguardando.

– Senhorita Eire Umeko, pode entrar. – Indicou a recepcionista.

A loira entrou na sala onde havia uma mesa antiga, mas muito bem conservada. As cadeiras combinavam com o móvel e também, numa parede havia um televisor, embora a moldura dele destoasse da mobília antiquada da sala, estava bonito.

– Bom dia senhorita Umeko! – Saudou sorridente um jovem rapaz de grandes olhos verdes.

– Bom dia.

– Trouxe um currículo?

– Sim. Aqui está!

O rapaz leu atentamente.

– Vejo que ainda está trabalhando para as empresas Giganto S/A.

– Bem, na verdade eu estou saindo, sabe?

– Saindo? Por quê?

Eire não queria dizer que era por questões pessoais, afinal, não era uma boa resposta para uma entrevista.

– Eu... Sempre quis trabalhar com artigos de época, que contam uma história sobre um romance, ou uma guerra, ou... Sei lá. Esses objetos antigos, quando os olhamos, imaginamos a que tipos de pessoas pertenceram, se foram peças que evidentes de romances proibidos ou não, se foram decoração de algum lugar de fuga em meio a uma guerra, ou se estiveram presentes em famosas reuniões táticas, etc.

– Eu também penso da mesma forma! – Disse Shun muito emocionado.– Você é a primeira pessoa que realmente vê dessa forma, por mim já está contratada!

– Muito obrigada! – Eire falou contentíssima. – Quando começo?

– Vamos fazer um teste de experiência primeiro. Pode começar amanhã?

– Claro! — Então até amanhã, senhorita Eire Umeko.

Eire passou o resto do dia andando pela cidade, estava feliz por seu novo emprego, por uns instantes havia esquecido seu sofrimento e se sentiu bem com isso.

No navio, ao contrário do que parecia, os dias passaram voando. Já estavam atracando no porto da Grécia, Minu não vira mais Hyoga durante o restante da viajem, mas também nem sentiu falta, só lembrou-se do loiro porque ele acenou para ela antes de entrar no carro que o aguardava.

– É... Sua vida vai voltar à mesmice de sempre, Minu. Pelo menos me diverti. – Ela falou para si mesma ao entrar no táxi.

Hyoga foi direto para seu apartamento, que ficava próximo a empresa. Sua mãe ligara intimando-o para um jantar, seria muito bom, pois ele poderia conseguir o endereço da Eire, mas estava muito cansado, então, ficou resolvido de almoçarem no dia seguinte.

Eire estava adorando seu novo trabalho, era dinâmico, comunicativo, tinha contato com pessoas do país inteiro, apesar de ser apenas uma lojinha, seu conteúdo interessava colecionadores de diversas partes do mundo, o que às vezes dificultava o atendiemnto, pois não dominava muito o inglês, então, Shun sempre estava por perto para dar uma ajuda. Mas Eire ainda estava presa a Giganto S/A.

– Amanhã vou resolver essa situação. – Disse ela para si.

Minu ficou num hotel, só viajaria para o Japão no dia seguinte, não estava cansada, então, resolveu passear pela cidade. Entrou num Shopping, andou bastante, comprou presentes para a tia, já era quase meio dia, a praça de alimentação estava lotada. Decidiu procurar um restaurante, mas um antiquário lhe chamou atenção. Um lindo e enorme leque japonês da era colonial estava exposto bem na porta. A garota ficou encantada e entrou para olhar mais de perto àquela peça nipônica rara.

– Boa tarde, senhorita. Vejo que gostou dessa peça.

– Eire?!

– Minu?!

As amigas se abraçaram com euforia.

– Não sabia que trabalhava num antiquário!

– Bem, ainda estou em fase de experiência, mas é o máximo, Minu. Vamos almoçar?

– Eu ia fazer exatamente isso, mas desisti ao ver a praça de alimentação tão cheia!

– Eu conheço um lugar onde poderemos ir sossegadamente.

Hyoga estava na sala de estar da sua mãe, vestia uma camisa de algodão azul clarinha e jeans. Esperava pacientemente D. Natássia para almoçarem juntos.

– Vamos meu filho.

– Até que enfim...

Ambos chegaram ao restaurante, falaram de coisas amenas, mas não tocaram no nome de Eire. Mas a chegada de duas pessoas mexeu muito com o loiro. Eram justamente Minu e Eire que sentaram para almoçarem no mesmo restaurante.

– Mas é muita coincidência, não?!- Disse D. Natássia.

Hyoga nada falou. Na outra mesa, as meninas não se deram conta que estavam sendo observadas.

– Eire, esse restaurante é muito fino!

– Ora, Minu. Do quê adianta trabalhar tanto e não se dá ao luxo de, pelo menos, almoçar num bom restaurante?!

As garotas riram.

– Tem toda razão. Mas me conta sobre seu novo trabalho!

– Foi um presente que caiu do céu, Minu. É claro que o salário não chega ao que eu ganhava antes, mas estou tão feliz de fazer uma coisa que eu realmente gosto, sabe?! – Eire falava sonhadora. – E o Ikki, como está? Vocês ainda estão juntos?

– Bem, ele teve que ir antes do cruzeiro acabar. Mas me deixou o número de telefone! – Minu falava com olhar brincalhão.

– E você já ligou para ele?

– Não. Não tenho coragem, Eire.

– Como é que é? Não tem coragem? Depois de dormirem juntos?!

– Não dormimos juntos!

– Mas dormiram na mesma cabine,o quê para mim, dá no mesmo.

– E o que me diz do Hyoga, hein? Você também foi embora e nem avisou nada.

– Eu sei. É que... – Eire baixou os olhos temendo mais lágrimas. – Hyoga e eu brigamos, sabe?

– Desculpa minha intromissão, amiga. Mas o que foi que aconteceu? O Hyoga passou o resto da semana muito deprimido. Foi algo sério?

– Apesar de ele ter me conhecido no cruzeiro, eu... Eu já o conhecia há muito tempo e sempre fui apaixonada por ele.

Eire contou toda a história para Minu, que ficou boquiaberta. Não podia crer que sua amiga tinha tanto conhecimento e intimidade com a família do loiro e nunca ter se apresentado para ele, mesmo trabalhando em sua empresa.

–... Por isso, amanhã mesmo vou pedir demissão daquele lugar.

– Se for para sua felicidade, desejo boa sorte!

– Obrigada.

Notas finais
Hyoga e Eire, será que se acertam? Ikki e Minu, vão se encontrar na linda Athenas? Até o próximo, talvez o último, cap. Kissus