Notas iniciais
Bom dia, minhas lindas! Infortunately, minha rotina voltou ao normal com facul + estágio, então, os posts demorarão mais... Porém, tentarei sempre postar dois capítulos ao mesmo tempo pra suprir a demora! Agradeço do fundo do ♥ todo mundo que está comentando e favoritando *-*

O dia estava nublado e a UAC estava calma. Reid e eu trocávamos olhares e sorriamos um para outro, eu até que gostava desse amor escondido — ou não tão escondido, mas com certeza não era escancarado — e nenhum caso havia aparecido para a equipe até o momento.

O segurança do prédio do FBI apareceu no nosso andar segurando um vaso que tinha flores vermelhas no meio de flores verdes com um cartão branco em cima preso entre as flores e todo mundo olhou, curiosos para saberem quem seria a sortuda que havia recebido flores no trabalho.

Surpreendentemente, era para mim.

— Alexis Parker? Deixaram isso para você na recepção agora. — ele anunciou, deixando o vaso em cima da minha mesa.

— Hãm... Tudo bem. Obrigada. — agradeci um pouco confusa... Quem poderia estar me mandado flores? Spencer?

Olhei para ele que estava com o cenho franzido, como se não gostasse daquela situação. Não tinha sido ele.

Penelope rapidamente se aproximou com aquele jeito dela toda xereta para saber o que estava acontecendo. Reid se aproximou também, mas sem dizer nada.

— Meu deus, que tudo! — disse Garcia com a voz animada de sempre — Você recebendo flores no trabalho! Abra o cartão para vermos de quem é!

Peguei o pequeno cartão branco que não tinha remetente e abri para cima; Spencer encarava as flores como se tivesse as analisando.

Ao abrir o cartão, tinham as letras IO digitadas.

— IO? — uni as sobrancelhas, totalmente perdida. O que isso significava?

— Deixe-me ver... — disse Reid pegando o cartão da minha mão e o examinando — IO pode ser uma sigla ou pode se referir ao alfabeto grego, um símbolo, bem... existem inúmeras possibilidades.

— Que cara estranho... — comentou Penelope enquanto saía dali ao perceber que não era de um admirador secreto.

Observei as flores — que eram lindas — e resolvi passar minha mãe delicadamente sobre elas para senti-las.

— Não encoste nisso! — Spencer falou num tom imperativo.

Mas já era tarde, meus dedos já haviam encostado nas folhas verdes que estavam entre as flores vermelhas e, de modo instantâneo, senti a ponta dos meus dedos queimarem.

Num reflexo, gemi um “ai”, retirei-os, sentindo uma queimação sobre eles.

Olhei para o Doutor esperando que ele explicasse:

— Essas folhas verdes são heras venenosas. Falei para não encostar, pois você vai ficar com uma irritação terrível daqui dois dias.

— Que tipo de pessoa manda flores com heras venenosas no meio e com um cartão com as letras IO? — indaguei, esfregando meus dedos um no outro para tirar a queimação.

— Vamos até à recepção para saber quem deixou aqui. — sugeriu ele.

Nós pegamos o elevador e fomos até o térreo falar com o segurança que havia me entregue o vaso.

— Ei! — Reid o chamou — Quem entregou o vaso que você deu à ela?

— Um menino loiro de uns 12, 13 anos... — respondeu o segurança — Verificamos na segurança, e como não possuía nenhum item explosivo ou de espionagem, entregamos à Sra. Parker.

— E essa criança não falou nada? Não falou de quem era o pacote? — Spencer parecia preocupado.

— Não, nada. Apenas informou que era para a Sra. Parker.

Reid e eu nos olhamos, achando tudo aquilo muito estranho.

Voltamos ao andar da UAC e Spencer resolveu convocar uma reunião com a equipe para falar daquele presente estranho que eu havia recebido.

Todos estavam na sala de reunião, sentados à mesa redonda, exceto eu e Reid. Estava muito agitada para conseguir sentar.

Eles esperavam que o Doutor explicasse o motivo de estarem ali e ele deixou as flores recebidas no meio da mesa.

— Eu convoquei todos aqui, porque Alexis recebeu esse presente agora e no cartão dizia apenas IO. Fomos falar com o segurança e ele disse que uma criança de aproximadamente 12 anos deixou com ele e pediu para entregar a Alexis. E, ainda, no meio das flores vermelhas, o remetente colocou heras venenosas.

— Nossa, esse não sabe presentear mesmo... — comentou Emily.

— Talvez não seja nada, pessoal. — falei com os braços cruzados, mas minha voz não transparecia convicção do que eu falava.

— Alexis, você já teve algum stalker? — questionou Hotchner, levando tudo a sério.

— Não, nunca. Nunca recebi presentes ou cartas estranhas, nada!

— Pode ser algum stalker recente, alguém que você acabou de conhecer... — Rossi sugeriu.

— Acho difícil, eu não ando interagindo com ninguém mais, além de vocês da UAC. — expliquei.

Reid permanecia calado enquanto todos especulavam o que podia ser; ele fitava o vaso de flores, segurando o queixo com a mão numa expressão pensativa.

— Tem algo errado com essas flores... — ele comentou.

— Claro que tem, elas são heras venenosas e são tóxicas. — era Morgan ironizando o comentário de Reid.

— Não, é exatamente na hera venenosa que está o problema — ele abaixou-se um pouco para olha-las mais de perto, porém, mantendo a distância necessária para não toca-las — Essas heras venenosas têm uma cor verde diferente, mais escuro do que as encontradas aqui em Virginia. E tem mais uma coisa... — ele virou-se para mim — Alexis, por que você tirou a mão na hora que encostou nas folhas?

— Porque eu as senti queimando. — respondi meio intrigada, querendo saber aonde ele ia chegar.

Ele se afastou do vaso e colocou as mãos nos bolsos da calça dele.

— Isso é estranho, uma vez que o veneno da hera venenosa demora de dois a quatro dias para causar erupções e bolhas na região que teve contato com ela e queimação não é um efeito que a toxina causa. Essas plantas foram alteradas geneticamente para queimar. — ele concluiu — Vou manda-las ao laboratório para serem analisadas.

— Então quem quer que tenha feito isso tem conhecimento de botânica, certo? — JJ continuou o raciocínio dele.

— E tem um local e equipamentos necessários para altera-las geneticamente e, ainda assim, fazer com que sobrevivam com a modificação genética. — Reid complementou.

— Seria algo que Garcia conseguiria rastrear? — Aaron perguntou — Podíamos pedir para que ela verificasse quais equipamentos e tecnologia alguém precisaria ter para alterar a genética de plantas e examinar quem se encaixaria num perfil de stalker.

Eu percebi o alvoroço que aquilo estava se tornando e decidi me manifestar:

— Pessoal, eu agradeço toda essa preocupação, mas não deve ser nada. Deve ser só algum maluco querendo chamar a atenção ou até mesmo mandaram para a Alexis errada. Não quero que vocês percam seu tempo com isso. — falei seriamente, olhando para todos — Eu vou voltar para minha mesa. Com licença.

Todos se entreolharam e depois não vi mais nada, pois havia saído da sala.

Admito que estava intrigada com aquilo, principalmente com o cartão. IO? Eu conhecia alguém com essas iniciais? Revirei toda minha memória, mas em vão, não me lembrei de ninguém.

Decidi deixar de lado esses pensamentos, do contrário, eu enlouqueceria! Se, de fato, tenho um stalkerteríamos que esperar mais alguma atitude dele para investigarmos e montarmos um perfil.

Meu celular tocou interrompendo meus pensamentos. Era minha mãe.

Oi, mãe. Tudo bem?

Filha, nós temos uma pista sobre seu irmão! — ela parecia animada.

Mesmo?! O quê?!

Encontramos as roupas que ele estava usando na clínica e fomos informados por uma testemunha que ele foi a um abrigo para pegar roupas doadas e entrou num ônibus rumo a Quantico. Ele te procurou?

Não, mãe. Nada. Nem em meu apartamento, nem no FBI. Agora estou ficando mais preocupada...

Pelo menos sabemos que ele está bem! As buscas redobraram, mas vai ser difícil encontra-lo agora que nem sabemos como ele está vestido...

Realmente... Me mantenha informada de tudo.

Pode deixar, filha. Se cuide.

Desliguei o telefone e Spencer pareceu em minha frente.

— Alguma informação sobre seu irmão?

Encarei-o por uns segundos, surpresa por ele saber que a conversa se tratava do meu irmão até que me lembrei que ele era um profiler.

— Sim. Encontraram as roupas dele próximo a um abrigo e uma testemunha disse que ele estava vindo para Quantico. Mas ele não me procurou ainda. Estou ficando cada vez mais preocupada. — cruzei os braços e mordi o lábio inferior demonstrando preocupação.

— Será que o que você recebeu hoje tem a ver com seu irmão? — Reid sugeriu — Você sabe dizer se IO ou flores vermelhas têm alguma ligação com ele?

— Não, nenhuma... — decidi reformular a resposta — não que eu me lembre. Acho que se realmente tem umstalker, tem a ver comigo, apenas. — falei com convicção.

— Isso não é nada bom...

Antes que ele pudesse continuar, eu o interrompi dizendo:

— Spence, eu sei que você está preocupado comigo e sei que, parte de você sente um deja vu pelo o que houve com Maeve, mas ainda não temos certeza se é realmente um stalker, então, não vamos fazer nada a respeito até termos certeza, ok? — eu coloquei minha mão em seu ombro para passar tranquilidade — Enquanto isso, se concentre em resolver os casos da UAC, porque essas pessoas precisam da sua ajuda e estão por aí, eu estou bem aqui.

— Tudo bem. — ele cedeu — Mas se você receber qualquer outra coisa estranha, me avise imediatamente, ok?

Apenas concordei com a cabeça e sorri. Eu achava tão fofo aquela preocupação dele comigo, embora eu, de fato, achasse que não tinha nada com o que se preocupar.

Depois do desastroso resultado da minha participação num caso em Cleveland, eu sabia que ficaria de fora da próxima investigação para não ficar em perigo novamente.

O lado bom é que teria tempo para minha tese e investigar sobre meu irmão que, segundo minha mãe, estava por perto.

Portanto, eu estaria de volta aos serviços internos.

Notas finais
MISTÉRIO NO AR...