Notas iniciais
Boa noite, minha gente! Quero dedicar este capítulo às leitoras Isa e Maria Vicente que recomendaram a fic, deixo aqui minha sincera gratidão ♥ E no gif é a stalker Susan Campbell! Aproveitem =D

Num movimento surpreendente, Susan enfiou uma agulha no braço de Lila e liberou a droga dopante nela que ficou desacordada em questão de segundos, sentada.

Susan gargalhou e não parava de rir como se tivesse escutado uma piada muito engraçada.

— Ai, ai! Você deveria ter visto a sua cara! — ela estava falando de Reid — Achando que ia perder mais uma garota! Ai que hilário! — respirou fundo e, finalmente, conseguiu conter os risos — Não acha mesmo que eu ia ter todo esse trabalho para mata-la assim, rápido né? — ela estralou os dedos.

Susan começou a desamarrar Lila e a pegou com dificuldade, afinal, ela não era muito atlética.

Ela posicionou a arma embaixo do queixo de Lila e, quando achamos que iria apertar o gatilho, ela jogou a arma no chão de maneira que ela deslizou até atrás da cadeira de Reid e anunciou:

— Bom, eu vou devolver esse peso morto à cela. Já vi que ela não causa efeito algum sobre você, Doutor.

Ela despareceu carregando Lila e ouvimos o corpo dela se chocando contra o chão, seguido do barulho da fechadura da cela. Deduzimos que o pequeno corredor dava acesso às celas onde estávamos.

Susan retornou em instantes segurando um vaso com folhas verdes escuras.

— Agora o jogo vai começar. — ela deixou o vaso no chão ao lado da minha cadeira — Então, Doutor, eu fiquei pensando no que Alexis tem que fez você se apaixonar tanto... E cheguei à conclusão que é essa pele macia, o rosto angelical, os cabelos cheirosos... — Susan passava a mão pelo meu braço, meus cabelos e meu rosto e eu estava imóvel — Mas se eu tirasse tudo isso dela? Você ainda a amaria?

Era uma pergunta retórica, mas Reid fez a besteira de responder:

— Sim, eu iria! — falou com convicção.

Tomada pela raiva, ela arrancou uma folha do vaso:

— Resposta errada.

Ela encostou a parte mais verde no meu antebraço que começou a queimar e eu gritava de dor e Reid implorava para ela parar, mas sem sucesso.

— Sabe, eu alterei essas heras venenosas geneticamente para queimarem como se fossem ácido sulfúrico. — desencostou a folha da minha pele quando a toxina havia se esgotado e jogou a folha para o lado — Infelizmente ela não queima por muito tempo depois que é arrancada.

Susan passou o dedo em volta da queimação no meu braço para não se intoxicar também.

— Acho que a pele dela não será mais macia. — ela riu.

Eu ofegava, ainda sentindo a queimação que perdurava mesmo que a planta não estivesse mais em contato com a minha pele. Minha cabeça estava baixa e eu não conseguia suportar aquela queimação.

Mas outro sentimento tomou meu ser, diferente de dor. Era raiva.

— Você... você... — comecei com dificuldade em construir a frase e fiz com que ela prestasse atenção nas minhas palavras e Reid também — Você pode... queimar cada centímetro... do meu corpo... mas isso nunca... vai fazer... Spencer te amar.

Me amar? Acha que ainda quero o amor desse homem? — Susan pegou meu queixo e me obrigou a olha-la — Isso é sobre vingança! Vingança contra ele! — ela apontou com raiva — Mas está me deixando com tanto ódio, Io, que estou querendo te machucar também.

— E você já não está fazendo isso? — retruquei, olhando para a queimação no meu braço e ela gargalhou.

— Esse tipo de machucado sai fácil... Qualquer pomada ou anti-inflamatório resolve o problema sem deixar cicatrizes. — ela contornou minha cadeira e se posicionou atrás de Spencer, colocando cada mão em cada ombro — Estou falando do tipo de ferida que nem uma cirurgia poderia cura-la.

Susan, então, desceu suas mãos até os botões da camisa dele que já estavam bem amassadas e desprendidas de sua calça. Ela foi cuidadosamente desabotoando-a, mas sem tirar os olhos de mim com o olhar provocador.

Depois de totalmente desabotoada, ela puxou a camisa um pouco para trás, porém, sem tira-la, apenas deixando o tronco de Spencer um pouco exposto. Ele estava rígido na cadeira, a tensão que sentia era palpável, ele queria desesperadamente sair dali e, ao meu olhar, pude perceber que seus olhos estavam mais úmidos do que o normal.

— Ah como não pensei nisso antes... Vai ser tão delicioso! — disse no ouvido dele, mas alto o suficiente para que eu ouvisse.

Meus olhos ardiam em fúria, aquela cena de Susan encostando em Spencer me incomodava demais e eu sei que era isso que ela queria, porém, não conseguia disfarçar.

Tive um pensamento feliz no meio daquilo tudo: se ela realmente pretendia tirar a camisa dele, teria que desamarra-lo ou cortar a camisa. De qualquer maneira, se ela fizesse a primeira opção, talvez nós tivéssemos uma chance de sair dali o mais rápido possível.

Para minha decepção, ela não fez nenhum dos dois.

Susan deu meia volta na cadeira e se ajoelhou em frente a Spencer que estava com as pernas um pouco abertas por estarem fortemente presas aos pés da cadeira. Ela olhou para trás, sorrindo maliciosamente e começou a acariciar todo o tronco dele e Spencer nem sequer a olhava, mantinha o olhar distante para cima, não conseguindo me encarar também. Acho que ele não queria ver a tristeza em meus olhos que já era evidente pensando no que sucederia.

Depois, ela desafivelou o cinto e tirou-o, abrindo zíper dele em seguida, já mostrando uma cueca boxer branca.

Comecei a rir e ela parou o que estava fazendo, me olhando.

— Entendi o que você pretende. — falei, no meio de um riso — E não vai conseguir. Spencer nunca ficará do jeito que você precisa que ele fique para transar. Não é ninguém para ele. Nem ao menos é atraente.

— Hm... Tem razão. Mas já sei o que irei fazer para que ele se anime.

Ela levantou-se e, com o cinto de couro de Spencer na mão, veio até mim.

Segurou o cinto bem para trás, pegando toda a força que ela tinha e bateu em meu rosto com muita força com aquele cinto que, em contato com minha pele, surtiu um som estridente e eu gemi de dor.

Senti minha bochecha latejar na área onde foi atingida e olhei para frente de novo, já que minha cabeça tinha se virado com o impacto.

Depois, ela fechou a mão num punho e chocou-o contra minha barriga, fazendo com que eu me contraísse para frente e ficasse de boca aberta, incapaz de produzir um som de tamanha dor que estava sofrendo.

Reid implorava que ela parasse de me bater, mas ela não atendia.

Mais uma vez, ela bateu com o cinto no meu rosto agora do outro lado e o som estridente ecoou pelo cômodo insalubre.

Susan se posicionou atrás de mim e puxou meu cabelo, erguendo minha cabeça e eu estava arfando, tentando suportar tanta dor que sentia pelos golpes que sofri.

— Como eu disse, é bom que você se anime, Doutor. Ou vou bater tanto nela que não será reconhecida no necrotério.

Eu ofegava e estava derrotada, mas jamais me daria por vencida. Busquei toda a força que ainda tinha em mim e revidei, ainda com a cabeça erguida, pois ela continuava puxando meu cabelo:

— Você... não tem... vergonha de... obrigar um homem a se excitar... batendo na mulher que ele ama? — ela estreitou os olhos para mim — Você é... um lixo de mulher! Nem ao menos... consegue excitar um homem!

— Ah sua vagabunda! — percebi que uma onda de fúria a possuiu e ela largou minha cabeça.

Posicionando-se a minha frente, ela começou a bater no meu rosto sem parar, de um lado para o outro com as próprias mãos; depois, começou a dar socos com intervalos de tempo para recuperar a força, e a dor ser maior; eu tentava não gritar e gemer de dor, mas era impossível, eu estava sendo atingida constantemente.

Apanhei tanto na barriga que um pouco de sangue escorreu por minha boca e eu tentei cuspi-lo, o gosto de ferrugem me sufocando. Senti também que, devido aos tapas, meu nariz sagrava, porque senti um fio escorrendo de uma das narinas.

Meus olhos estavam inchados, quase bloqueando minha visão e eu latejava.

Quando finalmente consegui ver Spencer porque Susan saiu da minha frente, as lágrimas já tinham escorrido dos seus olhos.

Eu deveria estar a visão do inferno, toda arrebentada pelos golpes que recebi no rosto e na barriga.

Ela chacoalhou as mãos que estavam sujas de sangue e um pouco machucadas, afinal, ela me bateu direto com os punhos.

— Eu faço... eu faço o que você quiser! — implorou Reid — Só... Pare de batê-la, por favor!

— Reid... Eu não aguentei tanto tempo para você ceder agora... — as palavras saíam entrecortadas pela minha respiração forte.

— Ela vai te matar, Alexis.

— Oh finalmente o Doutor Spencer Reid demonstrou que é um gênio! — Susan foi até ele — Pode ter certeza que eu vou mata-la se não fizer o que eu quero.

Novamente, ela se ajoelhou em sua frente e puxou a calça, revelando mais a boxer branca. Reid olhava para o lado e eu também. Nenhum dos dois conseguia aguentar aquela cena.

Percebendo Susan falou:

— Preste bem a atenção nas minhas palavras, Doutor: a partir de agora você vai manter seu olhar em mim e só em mim. Se você desviar por um segundo que seja, eu paro o que estou fazendo e volto a espanca-la... Mas dessa vez não haverá súplica no mundo que me faça parar. — Reid concordou com a cabeça e obedeceu, mantendo os olhos fixos nela e cheios de lágrimas.

E então, a verdadeira tortura começou. Susan puxou o membro de Spencer para fora que não estava completamente rígido, mas ela não se importou. Colocou sua boca nele e começou a suga-lo ali mesmo na minha frente, sem parar. Ela conseguia gemer ao mesmo tempo e aquilo tudo estava me dando náusea. Reid, como ordenado, não tirava os olhos dela e eu não suportei.

Fechei meus olhos o máximo que conseguia, apertando-os, mas eu ainda podia ouvir os sons da sucção que aquela vadia fazia no meu namorado... Ela fazia questão de fazer bastante barulho para que eu escutasse, entre as chupadas e os gemidos dela, porque Spencer estava quieto, não demonstrava qualquer prazer.

— Hmm... Ele é muito gostoso, Alexis.

Bufei ao ouvir a última frase e grunhi, apertando minhas mãos presas no braço da cadeira, explodindo em ódio. Aquela mulher fazendo sexo oral no amor da minha vida na minha frente: com certeza era o pior dos meus pesadelos.

A única coisa que me manteve sã foi o fato de Spencer não demonstrar o mínimo de prazer — de qualquer maneira, ele era homem e sei que algumas coisas são difíceis de segurar — afinal, sexo é bastante sensorial embora tenha a parte sentimental também. Acredito que ele se colocou no meu lugar e usou toda a força em si para lutar contra seu instinto biológico de sentir êxtase com aquilo.

Sua expressão era congelada, apenas olhando Susan, como foi mandado, mas sem demonstrar qualquer emoção. Era como se ele estivesse olhando uma parede vazia.

Ela deve ter ficado ali ajoelhada por uns quinze minutos — os piores, devo frisar, até apanhar era mais agradável do que aquilo — até desistir de vez de fazer Reid chegar ao seu limite.

Susan afastou seu rosto do membro dele e o colocou de volta em sua boxer. Ele suspirou, aliviado por ter terminado. Mas eu, por outro lado, estava fervendo em ódio, quase quebrando as unhas de tanto que apertei aquela cadeira de madeira.

— Você é difícil de satisfazer, Doutor. — disse, ofegante, secando a saliva que escorreu no canto de sua boca.

Eu ri.

— Na verdade, você que é um fracasso como mulher... — eu falava no meio das minhas risadas — Não tem imagem mais degradante do que vê-la se esforçando para dar prazer a ele e falhando vergonhosamente. Me desamarre e eu te mostro como se faz. — eu estava a provocando num nível perigoso, mas depois do que presenciei, eu não dava a mínima, só queria humilha-la.

Achei que ela fosse perder o controle e me açoitar mais uma vez, porém, ela respirou fundo e veio até mim.

— Tem razão.

De modo inesperado, começou a me desamarrar nos pés e, quando achei que ela fosse desamarrar meus pulsos também, ela fechou a mão num punho e deu um soco na minha barriga e eu gemi de dor, expelindo mais um pouco do sangue que estava em minha boca.

— Só para você não dar uma de engraçadinha.

Após, Susan desamarrou minhas mãos e, antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, ela enfiou a mão no meu cabelo, me levantando e empurrou minha testa agressivamente contra a parede suja do cômodo.

Caí no chão pela forte pancada e ela dava voltas em mim.

— Você é uma vagabunda, é isso o que é. — ela chutou minha barriga com seu salto de bico fino e eu gritava de dor, me afogando no sangue que regurgitava — Achando que é melhor do que eu... — deu mais um chute, cada vez mais forte, com mais raiva — Não deveria provocar uma mulher louca como eu!

Comecei a me contrair em posição fetal pela dor estomacal que estava sentindo, minha barriga pulsando de tanto sofrimento e agonia. Tentei me arrastar pelo chão para chegar até Reid e ela deixou que eu me movimentasse alguns centímetros, somente para pisar nas minhas costas com seu salto e me fazer ficar com o rosto colado no chão imundo.

— Você é uma ninguém! Um acaso! Reid nunca teria te notado se Maeve estivesse viva... Nunca! E você quer se achar superior a mim? Desgraçada! — ela pisou mais forte nas minhas costas e eu apertei os dentes, grunhindo de dor.

Então, senti que ela se abaixou e sentou em cima de mim, pegando nos meus cabelos e puxando minha cabeça, fazendo com que eu olhasse para Spencer que estava derrotado, os olhos aflitos e molhados, os cabelos bagunçados a roupa toda abarrotada.

— Está vendo ele? Ele não dá a mínima para ti! Você é só uma substituta para Maeve! — Susan aproximou sua boca do meu ouvido — Ele até deixou uma garota chupa-lo na sua frente!

A última frase mexeu com meus nervos. Puxei toda a força que ainda restava em mim e arqueei meu corpo para que Susan saísse de cima dele. Com isso, ela acabou caindo para o lado e chocando as costas contra a parede.

Me rastejei mais um pouco, tentando alcançar a arma de Spencer que, pelo descuido da maluca, estava jogada no pé de sua cadeira no lado de trás, mas Susan puxou meu pé.

Num reflexo, chutei-a para me livrar de suas mãos e com dificuldade, continuei rastejando me apoiando no meu antebraço que doía, pois estava queimado pela planta. Ela, mais uma vez, me puxou pelo pé, subindo sua mão pela minha panturrilha e chutei-a, mas atingindo seu rosto agora.

Diminuí a distância entre mim e o revolver, meus braços esticados ao máximo e ainda não o pegava, meus dedos só encostavam na base da arma, mas insuficiente para agarra-la.

Enquanto Susan me puxava e eu continuava a chutando, uni de novo todas as forças que me restavam e consegui pegar a arma.

Rapidamente, apontei-a para a cabeça dela e sem pensar duas vezes, puxei o gatilho. O tiro acertou no canto esquerdo da testa dela e o círculo que a bala havia feito, começou a sangrar. Ela ficou mole e caída no chão.

Com muita dificuldade, me levantei segurando o revolver e olhei para ela morta, enquanto eu ofegava pela luta que tivemos:

— Você não deveria provocar uma garota louca como eu. — repeti a frase que ela havia me dito, ironizando.

Recuperei um pouco do fôlego e joguei a arma no chão, me dirigindo a Spencer para soltá-lo.

Quando terminei de desfazer as quatro cordas que o prendiam, sentei no chão com minhas energias totalmente esgotadas e Reid, com a camisa desabotoada e calça entreaberta, me abraçou contra seu peito, sujando-se com o sangue que saía do meu nariz e dos cortes no meu rosto.

— Alexis, meu amor... Me desculpe... Eu não tinha o que fazer... Ela ia mata-la! Me desculpe...

— Está tudo bem, Reid. Eu sei disso. — falei, ainda ofegante — Vamos ligar para a equipe, precisamos sair daqui.

Nós ficamos ali, abraçados. Eu sentia meu corpo latejar e ele estava mole.

Susan, agora morta, tinha razão: a tortura que ela nos fez passar não poderia ser curada.E

Notas finais
Espero que estejam gostando e não seja um leitor fantasma, thanks