Notas iniciais
Hello, everybody! Espero que esteja gostando e agradeço pelos comentários e favoritos, do fundo do core ♥

Todos estavam na sala reunião, exceto Spencer. Garcia estava pronta em frente ao telão para apresentar o caso, eu estava sentada na mesa redonda ao lado de Dave e a cadeira ao meu lado estava vazia — a única vazia, devo frisar —, pronta para a chegada do Doutor Spencer Reid.

E falando nele...

— Desculpem o atraso. — ele entrou na sala de reunião ofegante, como se tivesse corrido até ali. Eu queria muito alfineta-lo pelo atraso, mas não poderia largar uma indireta na frente de Aaron, afinal, eu o convenci que queria trabalhar na investigação para fins acadêmicos e seria meio idiota da minha parte demonstrar que meus fins eram tirar-Doutor­­-Reid­-do-sério.

Quando me viu sentada à mesa, expressou espanto que nem era preciso ser profiler para perceber.

— O que ela está fazendo aqui? — perguntou ele.

— Alexis vai nos acompanhar nesse caso. — respondeu Hotchner prontamente e eu dei um sorriso com os lábios para Reid, provocando-o — Agora sente-se, porque o avião sai em vinte minutos.

Sem ter outro lugar vago, ele foi obrigado a sentar-se do meu lado e tive que ter muito auto controle para não esboçar nenhum divertimento com a situação. Porque eu estava me divertindo. Horrores.

Enquanto Penelope apresentava o caso, eu ficava mexendo na caneta por entre os dedos indicador e do meio, de um lado para o outro, prestando muita atenção.

— Tudo bem, pessoal, aqui vamos nós: faz um mês que em Cleveland no Estado de Ohio, mulheres são estupradas e jogadas no acostamento de estradas com suas roupas rasgadas. O unsub as mantém vivas por três horas enquanto as estupra e, depois, as mata asfixiadas com as mãos. Ele usa luvas, então, não há digitais. Tudo o que se sabe é que as vítimas foram vistas pela última vez em bares famosos da região. Até agora, encontraram quatro corpos contando com o de Emma Steel, 23 anos, que foi encontrado hoje de manhã e foi quando a polícia local resolveu nos chamar.

Garcia passava várias imagens no telão enquanto explicava e toda a equipe analisava os documentos em cima da mesa.

— Se o unsub estupra as vítimas por pelo menos três horas, podemos descartar impotência. — comentou Rossi.

— Talvez não... — Morgan discordou — Ele pode ter tomado altas doses de Viagra para permanecer tanto tempo ativo sexualmente.

— Vamos dar uma olhada na vitimologia. — sugeriu Aaron — Ele escolhe vítimas entre 20 e 25 anos, mas não aparentam ter nada em comum em sua aparência. Emma Steel era loira e das outras três vítimas, uma era morena, outra ruiva e a última loira também.

— E quanto as suas profissões e modo de viver? — perguntou Emily.

— Não, nada que fosse um padrão. — JJ respondeu e continuou: — Uma era garçonete, a outra vendedora numa loja de roupas. As duas últimas tinham acabado de se formar, nem eram empregadas. Nenhuma delas possuía família rica ou muito dinheiro. Viviam modestamente no subúrbio da cidade.

— Parece que a única coisa em comum entre elas é que frequentavam bares de alto escalão em Cleveland. Mas é só isso. — completou Morgan.

— Como ele está dominando as vítimas? Ele está as drogando? — Rossi questionou.

— O exame toxicológico deu negativo para todos os tipos de drogas, mas acusou altos níveis de álcool. Em outras palavras: elas estavam bêbadas. — Garcia respondeu.

— Se elas ultrapassassem a marca de 0,4g de álcool para 100ml de sangue, estariam com a visão turva, problemas na coordenação motora e na dicção. — Reid explicou, enquanto gesticulava com a mão — O exame apontou que elas tinham 1,2g para 100ml de sangue, isso afeta também a nossa capacidade de tomar decisões e entender o que está acontecendo ao redor, então, é provável que as vítimas nem ao menos conseguissem andar sem a ajuda de alguém com esse nível alcoólico no corpo. Deve ser assim que o unsub as domina.

— E quando as pessoas olham a situação, imaginam que seja apenas um namorado carregando a namorada que bebeu demais para fora do bar, ou seja, não percebem nenhuma situação suspeita. — Prentiss complementou o raciocínio.

— As demais considerações podemos fazer no voo a Ohio. Vamos. — anunciou Hotchner, encerrando a reunião levantando-se da mesa e todos fizeram o mesmo, levando consigo os arquivos do caso.

Naquele primeiro momento, eu não consegui pensar em nenhuma observação para ser feita para ajudar no caso, mas eu sou paciente, posso esperar para o meu momento de glória.

Enquanto todos saíam, Reid se aproximou:

— Desde quando você é uma agente de campo?!

— Desde nunca. — respondi, arrumando as folhas do caso dentro da minha pasta — Eu só vou auxiliar nesse caso, Hotch me deu permissão. Algum problema? — desafiei.

— Eu sou um profiler, Alexis. Sei que quer me provocar.

— Ah é? — debochei — E como foi o almoço? Deve ter sido bom, para você ter se atrasado...

— Isso é por causa da Lila? — ele fez uma expressão confusa como se aquilo fosse um absurdo.

— Eu não sei. Eu não sou o profiler aqui. Me diga você.

Após provoca-lo, dei um sorriso cínico e o contornei, saindo da sala e o deixando ali. Aquela conversa me irritou, mas também fiquei satisfeita por ele perceber que eu queria desafia-lo.

Entrei no jatinho e sentei na penúltima cadeira do lado da janela. Por mais que todos da equipe fossem simpáticos, ainda não sentia totalmente parte dela. De todos, quem eu tinha mais contato era Derek... além de Reid, claro.

Todos da equipe estavam reunidos com a Penelope no telão passando mais detalhes sobre o caso.

— Hey, pessoal! Eu pesquisei sobre as outras três vítimas: a morena, Alice Grey, 22 anos, trabalhava como babá durante o dia e morava com os pais; a ruiva, Louise Turner, 24 anos, fazia meio período como garçonete numa cafeteria e o outro em um SPA como recepcionista; e a outra loira, é Annelise Hudson, 23 anos, trabalhava como secretária num consultório odontológico. Todas elas têm ficha limpa: nem ao menos uma multa de trânsito! Elas viviam na linha, bons amigos, nenhum histórico de namorados violentos.

— Obrigada, Garcia. — agradeceu Hotch e desligou o telão.

— Eu não entendo. — começou Prentiss — Essas garotas são bem educadas, vêm de boas famílias... Por que elas se embebedariam e sairiam com um estranho?

— Como podemos ter certeza se é um estranho? — perguntou JJ.

— Se fosse algum conhecido das vítimas, Garcia já teria feito a ligação entre elas. — Derek respondeu.

— Isso ainda não explica como elas saem do bar com um estranho completamente bêbadas. — Dave reforçou.

— Na verdade, a questão de saírem bêbadas é o menor dos problemas, para o nível alcoólico que estavam, seria fácil ser manipulada. — Emily falou — A questão é como elas bebem tanto e porquê confiaram no unsub para cuidar delas bêbadas.

— O perfil geográfico é extenso. — começou Reid — Ele ataca em cinco bares diferentes e em cada bar, ele vai em dias diferentes também. Ele está evitando que se torne um cliente corriqueiro e os funcionários o possam identificar. Pela extensão, ele deve ter um bom veículo.

— E também... — comecei e todos se viraram para mim, pois eu estava muda até então — Ele deve ter um emprego de horário fixo, já que os ataques sempre ocorrem à noite e a desova também, provavelmente porque ele tem um horário a cumprir. E essas garotas são bonitas, o que me leva a deduzir que o unsub deve ser fisicamente atraente e sociável para conseguir manter uma conversa por algumas horas, fazendo com que elas bebam sem perceber o quanto de álcool estão ingerindo, além de não parecer ameaçador, porque, como Emily disse, as vítimas estavam bem confortáveis consumindo altas doses de álcool na presença dele.

— Boa observação, Alexis. — disse Hotchner — JJ e Derek, falem com a família das vítimas, procurem se há um ponto em comum entre elas que não vimos; Rossi e Prentiss, olhem o local das desovas; Reid, você pode ir com a Alexis falar com o legista; e eu vou procurar por casos semelhantes na delegacia. Se o unsub mantiver sua agenda, ele atacará essa noite. Aterrissamos em dez minutos.

Fiquei orgulhosa por ter sido útil, mas a investigação estava só começando. Eu teria que fazer muito mais do que aquilo para desafiar Reid.

Notas finais
Quero só ver no que vai dar a Alexis numa investigação... Espero que estejam gostando e please, comentem, senão eu me sinto postando para as paredes hauhauhau