Conflict Love
14 Amor do passado - Usui...
Notas iniciais
Estava iniciando o inverno, o vento gelado cortava do lado de fora da janela do hospital, eu fitava aquelas nuvens escuras no céu me perguntando se conseguiria chegar na hora do jantar e rever minha mulher.
Ela passou a noite de plantão no neonatal, é uma médica renomada diferente da menina que conheci a dezesseis anos atrás, é bem-sucedida e tem ideais, temos um filho maravilhoso que está na idade da revolta. Anda nervoso e inquieto com tudo, levei-o para rever os avós paternos mas parece não ter adiantado de nada, me pergunto se ele está bem…
Com esses pensamentos vagando em sua cabeça Usui se assustou quando ouviu baterem na porta:
– Sensei, Sensei Takumi estão esperando o senhor na ala de emergência uma moça chegou desacordada.
Usui seguiu as pressas para a ala de urgência, chegando a porta seu coração se descompassou, conhecia a paciente e o pior é que nem imaginava que a encontraria novamente.
Após examinar a paciente e se certificar que ela estava bem Usui a manteve em observação
A moça tinha longos cabelos negros e tinha uma aparência sofrida, não havia mudado tanto desde a última vez em que se viram, Usui resolveu pegar a ficha de internação para ter certeza se era realmente quem ele pensava.
Nome: Mysaki Ayuizawa
idade: 27 anos.
Cor: parda.
Depois de ver essas informações teve certeza que era mesmo a mulher que um dia havia tido sentimentos, alguém que misteriosamente desapareceu de sua vida.
Depois de ter certeza que ela estava melhor foi se trocar para ir para casa, mil e uma ideias pairavam em sua cabeça e não conseguia agir naturalmente. Atrapalhado resolveu pegar um táxi e ir para casa.
Chegando lá tomou um banho e acompanhou a esposa e o filho no jantar, sem dizer uma palavra a nenhum dos dois trancou-se no escritório e por lá permaneceu. Na escuridão começou a remoer acontecimentos do passado, do seu tempo de colegial, do tempo em que conheceu ela.
Cenas de romance passavam uma a uma em sua mente, trazendo episódios em que se sentiu feliz, não que não o fosse agora, era feliz com Yumi e Souji, mas Mysaki tinha sido seu primeiro amor e nem ele sabia que ainda guardava sentimentos por ela.
Lágrimas molhavam sua face ao se lembrar que ela o deixara sem dizer pra onde foi e sem explicações sofreu demais com sua falta e então decidira recomeçar. Mas por que reencontrara de novo? Por que ela tinha de reaparecer? E naquele estado? Perguntas como esta fervilhavam em sua mente e ele não sabia respostas para elas subiu a escadaria em direção ao seu quarto e viu Yumi adormecida com seus óculos e um livro aberto no colo. Guardou-o na mesa de cabeceira e retirou os óculos do rosto da amada deitou-a na cama e se pôs a observar os suspiros. Deitou-se ao lado dela e começou a acariciar seus longos cabelos negros e lembrou-se que Mysaki também tinha cabelos assim.
E novamente os pensamentos sobre aquela mulher o assombrava, “maldita seja” pensou consigo.
Depois de dar um beijo no rosto de sua amada tentou descansar quase sem sucesso, pois se pegava sonhando com Mysaki e acordava procurando saber se era real o que vira no sonho e assim amanheceu.
Usui não esperou o café da manhã, logo cedo foi para o hospital, ao chegar lá viu que Mysaki estava acordada se trocando para deixar o leito, quando ela olhou para a porta e viu Usui olhando-a ficou envergonhada e trêmula.
– o que... que você faz aqui Usui?
– Sou o médico que atendeu você ontem quando a trouxeram para cá? Pode me contar o que houve?
– você deve ter feito exames, deve saber que minha vida não está sendo fácil mesmo agora.
– por que você sumiu de repente? Sem dar nenhuma explicação?
– Isso ficou no passado ambos temos nossa vida agora, se o Senhor me der licença preciso voltar para o trabalho.
Quando Mysaki ia chegando á porta do leito foi surpreendida por uma mulher que os observava séria era Yumi que havia escutado a conversa e estava tentando processá-la.
Então era por isso que você estava tão pensativo ontem Takumi? Perguntou Yumi séria ao esposo.
– não é o que você está pensando amor olha me deixe....
– não seja cínico Usui, Por que vocÊ estava perguntando a uma paciente por onde ela andava se não tivesse nada com ela?
– olha nós já tivemos algo sim, mas isso foi antes de eu conhecer você. Ela era… ela era minha noiva.
Yumi a olhou pasma, em que raios uma mulher dispensaria se casar com um homem como Usui?
– e por que isso mexeu tanto com você agora que a viu de novo? Ainda tem sentimentos por ela?
– confesso que fiquei confuso, mas percebi que você é a única em minha vida meu amor.
– olha é muita coisa pra minha cabeça eu vou pra casa, refrescar meus pensamentos depois a gente fala sobre isso.
E saindo dali Yumi estava tonta com tudo o que ouvira resolveu ir até uma lanchonete para pôr os pensamentos em ordem.
Usui trabalhou o resto do plantão pensando em como se desculparia com sua esposa, Mysaki já havia recebido alta e ele já tinha esclarecido suas dúvidas e posto uma pedra no assunto, agora sua maior preocupação era seu casamento.
Passou em frente a uma floricultura e viu lindas rosas na vitrine da loja comprou um buque e resolveu levá-lo para a esposa, mais a frente entrou em uma conveniência e comprou alguns chocolates pediu a atendente que os embrulhasse e, por fim, se dirigiu até sua casa, louco para encontrar-se com sua amada e esclarecer tudo.
Ao chegar, viu seu filho esparramado no sofá da sala adormecido, acordou-o e disse para ir para o seu quarto Souji assim o fez. Ao entrar em seu quarto Usui viu que Yumi já estava adormecida, ver a figura de sua esposa vestida em um baby-dool o deixou muito exitado retirou seu paletó e seus sapatos, pendurou a gravata e a camisa no cabideiro e deitou-se por cima de Yumi beijando seus lábios de leve o que a despertou.
Quando ela se deparou com o esposo em cima dela ficou meio assustada e sentou-se rapidamente, olhou para os lados e viu o buquê de rosas e os chocolates depois olhou para Usui e o viu sem camisa fitando-a. Aqueles olhos azuis a encantavam sempre que ela os fitava por muito tempo era como se Usui a estivesse hipnotizando para depois agir.
Ele se aproximou dela a beijando e distribuindo beijos pelo pescoço e busto, ela começou a se estremecer e ele foi intensificando nas carícias. Logo estava sugando-a e ela gemia baixinho, Usui a deitou vagarosamente e começou a penetrá-la e estocando intensamente logo ambos estavam saciados de prazer e com a respiração descompassada. E Enfim adormeceram abraçados.
////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
Na escola:
Souji tentava se acostumar ao fato de que ele e Chizuru já não tinham mais nada e o pior er ter que aceitar a ideia que ela sorria para outro garoto, não conseguia prestar atenção nas aulas e não tirava os olhos de Chizuru o que já estava ficando desconfortável.
Na hora do intervalo Chizuru e Kaname seguiram para o refeitório conversando animadamente Souji os observava de longe e seu coração estava desinquieto, tinha vontade de ir lá e tomar Chizuru para si e correr para o mais longe possível. Mas sua razão não o deixava fazer isso suas atitudes haviam magoado-a e agora tinha de se contentar com as consequências.
Na hora da saída estava atravessando o portão quando encontrou-se com Inoue (a garota que o beijou adormecido).
– olá Souji-kun parece entristecido, quer que eu o alegre?
– não precisa se preocupar comigo Inoue eu estou pagando pelos meus erros agora só tenho que me contentar.
– acho que perdi meu interesse por você. Disse Inoue séria para Souji.
– hum
– antigamente você tentaria reconquistá-la e não ficaria parado se remoendo.
– você acha que eu devo fazer isso?
– sim, é o que eu faria se fosse o meu caso. E se ela não o quiser lembre-se que eu estarei aqui para reconfortá-lo.
E Souji ficou pensando em um modo de se reaproximar de Chizuru e reconquistá-la novamente.
Fale com o autor