Conflict Love
15 Tragédia - Aproximação.
Notas iniciais
Chegava o fim das provas de meio de ano e com isso uma pausa nos estudos. Chizuru estava olhando a janela pensativa até sua atenção ser tomada por outra coisa.
No pátio ela avistou Souji e seus olhos se prenderam nele, não que ele estivesse fazendo algo surpreendente mas quando o via tudo em volta dele e de Chizuru parecia perder o sentido.
Ele estava pregando alguns cartazes nos quadros de aviso o que fez com que Chizuru se lembrasse que eram lideres de classe, o que ha pouco tempo já não importava mais para ela, mas ficou curiosa para saber do que se tratavam aqueles panfletos.
No horário do intervalo Kaname veio em direção a ela com ar de animação.
– Você ficou sabendo estão promovendo um passeio para a semana de feriado, parece que vamos a uma pousada com fontes termais.
– e você ficou superanimado não é?
– ah não acredito que você ainda está com essa cara de enterro, olha anime-se vamos a este passeio para você respirar novos ares e esfriar a cabeça e...
Ela o olhou descrente por instantes esperando o que ele diria após aquela pausa proposital.
– Eu terei mais tempo para ficar com você.
Chizuru desviou o olhar e Kaname tentou fazer com que ela o encarasse novamente segurando o queixo dela fazendo-a olhar para ele.
– olha eu sei que fui insensato em te beijar logo quando você havia se machucado emocionalmente, mas fiz isso por que gosto de você realmente e quero fazê-la feliz. Não estou pedindo que você o esqueça só não quero te ver triste, você acha que se ele realmente tivesse sentimentos por você ele não tentaria reconquistá-la?
Depois de ouvir a pergunta de Kaname, Chizuru se pôs a pensar, é claro que ele tinha uma porcentagem de razão no que dizia mas que culpa ela tinha se Souji não saia de seus pensamentos? Ela não tinha certeza se esse passeio faria bem para ela já que teria que vê-lo muitas vezes. E o beijo que recebera de Kaname a deixava mais confusa, seus sentimentos estavam embaralhados. Não conseguia definir que tipo de sentimentos tinha por Kaname ou se o que sentia por Souji era só atração, essas e outras questões a assombraram até o fim do dia.
Quando chegou em casa estava cabisbaixa e pensativa tomou um banho e foi para a cozinha procurar algo para comer quando foi surpreendida pelo pai pigarreando.
– hunrhum mocinha não somos donos da companhia de força para a senhorita deixar a porta da geladeira aberta por mais de meia hora...
– des…. Desculpe papai eu só estava....
– o que houve quer conversar?
– não acho que seja a melhor coisa
– filha antes de mais nada eu sou seu pai, eu posso não entender de maquiagem e bolsas caras mas posso te aconselhar em algo às vezes.
Chizuru ficou incerta mas decidiu contar ao pai o que estava havendo, disse sobre o rompimento com Souji e o que aconteceu com Kaname no Shopping e depois de ouvi-la Hikkaru ficou em silêncio por um tempo.
– então, o que posso dizer.... nunca fui contra seu romance com o Souji mas o que a fez pensar em romper com ele? Pelo que me contou ele te deu o motivo de não ter mantido contato...
– eu sei pai mas eu estava tão magoada por ele não ter me ouvido que acabei agindo sem pensar e fiquei confusa ao saber que outro garoto também tinha sentimentos por mim e Kaname parece falar sério sobre o que sente.
– filha eu acredito que só podemos amar uma pessoa. Não confunda amor com paixão, seu envolvimento com o Kaname só aconteceu devido a você estar frágil. Eu sei que não sou a melhor pessoa para te aconselhar mas acho melhor você pensar bem e deixar as coisas claras entre você e este garoto.
– obrigada pai você me ajudou muito agora vou pro quarto pensar no que devo fazer, Boa noite.
– boa noite florzinha e não esqueça pense bem antes de agir.
– pode deixar pai.
No outro dia na escola:
Chizuru estava decidida em ter uma conversa definitiva com Kaname e esperou por ele na entrada do colégio. Mas quanto mais esperava mais sua ansiedade a consumia ficou pensando em como ele se sentiria depois que ela deixasse claro que não o amava. Um calafrio agourento lhe percorreu a espinha e ela chacoalhou a cabeça tentando afastar a sensação intrigante que lhe ocorrera.
Quando a sineta estava quase tocando ela o viu se aproximar da entrada da escola, seu coração batia acelerado e sua respiração estava ofegante sua boca estava seca e ao vê-lo se aproximar sorridente dela a fazia suar frio, sentiu o mundo girar tudo ficou escuro.
Depois de um tempo acordou na enfermaria da escola sendo velada por Kaname, seu nervosismo havia chegado ao limite mas tinha de fazer aquilo, afinal não queria enganar ninguém.
– Kaname eu...
– poupe esforços, você acabou de acordar, está se sentindo bem? Quer que eu chame a enfermeira?
– não, preciso realmente falar com você.
– então diga, o que te aflige?
– Kaname eu quero ser sincera com você, não posso aceitar seus sentimentos eu não quero enganar você eu não o amo.
Kaname ficou perplexo e a fitou por um tempo, pareceu não acreditar no que acabou de ouvir.
– v.... você está me dizendo que não quer que eu a ame, é isso?
– você entendeu errado eu quero dizer que não posso me relacionar com você, eu não tenho sentimentos por você eu …. não quero te magoar.
– você tem ideia do que está me fazendo? Eu tentei te fazer feliz eu me preocupo com você enquanto fica pensando em alguém que não faz o mínimo esforço para merecer você e é assim que você me trata?
– Eu estou fazendo de tudo para que você não sofra Kaname, de que adiantaria eu me envolver com você amando outra pessoa?
– eu... eu não vou deixar você assim, não vou desistir de você, vou fazer você me amar
E dizendo isso Kaname partiu para cima de Chizuru forçando um beijo, deitou-se por cima dela prendendo seus movimentos e começou a distribuir beijos pelo rosto e pescoço de Chizuru, esta gritava e tentava se soltar quando foram surpreendidos por Souji que entrou na enfermaria e puxou Kaname o afastando de Chizuru.
Kaname estava enfurecido e Souji deu-lhe um soco fazendo ir contra a parede, Chizuru estava assustada com a parte de cima do uniforme desabotoada e descabelada em prantos, logo um grupo de pessoas os observavam e Kaname gritava de raiva enquanto Souji tentava acalmar Chizuru.
Os professores chegaram ao local e Souji levou Chizuru para a diretoria para que ela esclarecesse o ocorrido, depois que tudo foi explicado Kaname foi explulso da escola e Chizuru pediu ao diretor que não contasse nada do ocorrido aos seus pais. Voltou para a enfermaria para pegar seus pertences e Souji a acompanhou até o Táxi.
– Obrigada pelo que fez Souji, não sei o que me aconteceria se não tivesse aparecido.
– eu sempre estarei por perto para cuidar de você minha menina.
Chizuru ficou constrangida.
– eu sei que não é uma boa hora para falar disso mas me perdoe eu não consigo pensar em outra coisa a não ser você.
– vamos deixar as coisas acalmarem para eu pensar nisso no momento eu estou assustada e preciso de um bom banho e um chá bem quente. Até amanhã Souji-kun.
E com um aceno de despedida Chizuru tomou o táxi e seguiu para casa deixando Souji com um fio de esperança.
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