Confidencial (HIATUS)
2 Capitulo 2 - O Trabalho
Notas iniciais
No dia seguinte, meu pai me deixou na escola, ao chegar, esbarrei em uma das meninas da minha sala ela me olhou com um olhar de desprezo e disse:
― Olha por onde anda garota!
― Desculpa, não tinha te visto! ― Eu disse um pouco assustada.
― Está na hora de mudar o grau desses óculos, garotinha! ― Disse ela com um tom de ironia. Que idiota!
Sem dizer mais nada fui para a sala me sentindo humilhada, mas segurei as lagrimas e sentei-me no mesmo lugar de antes.
A aula começou tudo estava indo bem até que depois do lanche a professora de literatura vem e diz:
― Bom dia classe, meu nome é Marta e sou professora de literatura. Este ano teremos uma semana literária e como é tradição da escola, o 2° ano vai recitar poemas, escolheremos uma obra que vocês farão e interpretaremos com a ajuda da professora Manoela da disciplina de teatro, por fim teremos a competição de poesias, quem ganhar vai ter sua poesia exposta no site e jornal da escola.
Eu amei a ideia, mas não era muito boa em participar de teatro, mas se a história fosse legal eu faria o possível para me sair bem, porém sempre tem uma má notícia, todos empolgados param e ouvem a última informação da professora:
― Porém sou eu quem escolherá as duplas. ― Todos fazem barulho de decepção, mas a professora pede silencio e continua: ― E escolherei o papel na peça de cada um. ― Ela diz apontando para todos nós.
A professora começa a escolher as duplas, de um por um, quando chega no Jeffrey, ela pensa, olha e sem rodeios ela diz:
― Jeffrey você vai fazer dupla com... ― Pensa e continua: ― Agnes.
Quando ouvi isso quase tive um infarto, ele se vira, olha para mim e dá um sorriso de leve. Eu senti que fiquei vermelha, mas tentei demonstrar que não tinha me importado, ela continuou a formar as duplas, quando termina, a mesma diz para todos nós sentarmos com as nossas duplas.
Jeffrey se senta ao meu lado, me olha com uma cara feliz e começa a falar.
― Oi! ― Diz ele nervoso. ― Bom, então... o que você gostaria de fazer?
Eu penso um pouco e respondo:
― Eu não sei, mas poderíamos recitar o poema de Vinicius de Morais “Poético(l)”. ― Eu disse.
― Hã... legal, mas tava pensando em Luís de Camões “Amor é fogo que arde sem se ver”, ele é um dos poemas que mais gosto. ― Ele diz um pouco sem jeito.
Eu não sabia o que dizer, mas perguntei:
― Você quer que façamos um trabalho com poemas de amor? ― Fiquei até vermelha.
― Sim, Tem algum problema?
― Não, é claro que não, só achei que você fosse querer outro tema. ― Disse um pouco surpresa.
― Hummmm! ― Ele dá um sorriso um pouco travesso.
― Você não acha melhor fazer esse trabalho na sua casa?
― Como assim?! ― Eu exclamo quase dando um soco na cara dele.
― Calma, pode ser na minha também, é porque temos pouco tempo para organizar tudo aqui na escola. ― Diz Jeffrey tentando me tranquilizar, o que não funcionou nem um pouco.
― Mas se dermos um jeito podemos fazer aqui mesmo.
Ele me olha com um olhar convincente e diz:
― Esse trabalho é importante e além disso temos muitas coisas na escola, não vai dar tempo para fazer nada e não vamos ir na casa um do outro todos os dias, só quando der.
― Bom... ― Digo não acreditando no que diria. ― Eu estou disponível quarta-feira, mas vai ser em que casa?
― Quarta está perfeito, pode ser na minha casa, às 15h00. ― Diz ele anotando o seu endereço em um papel.
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