Notas iniciais
Trazendo mais um capítulo *--* Esse capítulo está mesmo um amorzinho e bem refrescante depois de tudo aquilo do capítulo anterior! =D Mais uma semana começando, espero que ela seja muito boa e fofa para todos *~* Boa leitura!

— Vagabunda? – Eu repeti

— Débora... – Disse Luana olhando para Débora sem acreditar no que estava ouvindo e acontecendo.

De repente tudo ficou em silêncio. Todas nós estávamos tensas, o clima feliz tinha sido completamente arruinado.

Eu comecei a me sentir sufocada em estar ali.

— Eu já disse a verdade. Eu me apaixonei pelo Thomas. Aquele garoto estranho que senta no fundo da nossa sala. Eu me tornei amiga do Samuel, mas não imaginei que te irritaria tanto Débora. – Tentei me explicar

Débora não disse nada.

— Nunca imaginei que você gostasse do Thomas. – Disse Luana

— Pensei que você e o Samuel banana fariam um casal para ser sincera. – Disse Nádia

— Me desculpem, mas eu vou ir embora. – Eu disse me levantando.

— Mari... – Disse Nádia

— Eu sinto muito. Mas eu perdi a vontade, sabe? – Falei

— Entendo. – Disse Luana

Me troquei rapidamente.

— Tem certeza que você vai ir? – Perguntou Luana

— Tenho. A festa está ótima, mas eu realmente vou ir agora. Desculpe. – Falei

Saí do quarto e Luana me acompanhou até o portão.

— Então tchau Mari, liga quando chegar em casa. – Disse Luana

— Pode deixar. – Falei. – Tchau Lu!

Saí dali realmente sem palavras. Não imaginei que Débora fosse se irritar tanto assim por causa da minha amizade com o Samuel. Se ela gosta dele, então por que não disse de uma vez?

— E ela ainda diz que eu sou a ridícula. – Pensei. – Que desastre.

Quanto mais eu caminhava por aquela rua, mais eu me sentia irritada e confusa ao mesmo tempo.

— Por que isso aconteceu? – Sussurrei comigo mesma.

Peguei meu celular e comecei a andar em passos lentos. Não sei o que me deu, mas eu comecei a pensar em ligar para o Thomas.

Não consegui mais parar de pensar nisso até de fato eu fazer a ligação.

— Alô? – Eu o ouvi dizer.

— O que estou fazendo? – Pensei. – É incrível como eu ainda consigo vacilar com ele.

— Oi Thomas. – Eu disse em tom desanimado.

— Pensei que não queria falar comigo. Até saiu correndo naquele dia.

— Eu sei... mas será que você poderia conversar comigo agora?

— Depende. Não tenho a vida inteira. – Ele respondeu. Que direto.

— Só um pouco. – Eu disse . – Okay?

— Você é estranha.

— Você também.

Eu o ouvi rindo?

— Não te vi ontem na sala. – Falei

Uma brisa suave começou. Vi uma loja de conveniência aberta e pensei em entrar e tomar um sorvete.

— É. Não estava com vontade. De novo. – Thomas disse

Entrei na loja, lá estava bem quentinha. Procurei onde havia sorvete, enquanto olhava para o chão.

— Que engraçado. Você só aparece quando dá na telha. – Eu disse enquanto observava as opções de sorvete.

— Eu digo o mesmo de você. – Ouvi Thomas dizer. Mas a voz dele parecia tão próxima.

Olhei para o lado e me deparei com ele ali, parado bem do meu lado segurando um picolé de chocolate. Nossos olhos se encontraram e eu fiquei sem reação.

Ele deu um sorrisinho canto de boca e desligou a ligação.

Senti minha mão ficar mole e derrubei meu celular.

— T-Thomas...

Surpresa e de olhos arregalados. Meu coração deu uma acelerada repentina.

Eu estava me sentindo tão calma. Todo aquele sentimento de raiva havia sumido assim que o vi. Uma paz inexplicável tomou conta, eu poderia ficar para sempre ali o encarando.

— O que está fazendo aqui? – Perguntei

Ele pegou meu celular do chão e me entregou.

— Obrigada...

— Por que eu deveria dar explicações? Eu simplesmente vim nessa loja perto da minha casa comprar um sorvete. – Ele disse. – Você me ligou meio do nada, certo?

— É...

As palavras estavam fugindo de mim. Eu não sabia mais o que dizer ou o que fazer. Ele pegou um picolé de chocolate e me entregou.

— Esse é bom. – Ele disse.

Fiquei novamente sem saber agir.

— Obrigada... – Falei envergonhada

Ele passou por mim, virei para trás e me apressei para ir até o caixa também.

— Vou pagar pelos dois picolés. – Disse Thomas para a atendente.

— Certo. – Disse a atendente

— N-não precisa. – Eu disse. – Eu tenho dinheiro.

— Muito obrigada, voltem sempre. – Disse a atendente.

Ele saiu da loja me deixando para trás, me apressei novamente.

— Obrigada por pagar.

— Se você disser “Obrigada“ mais uma vez eu vou devolver seu picolé para a loja.

— Okay. – Falei, logo em seguida abri meu sorvete. Por alguma razão eu senti vontade de rir.

Nos sentamos em um banco perto da loja e ficamos vendo o movimento, enquanto comíamos o sorvete em silêncio.

— Ainda não entendi. Por que me ligou? – Perguntou Thomas

— Ah, eu não sei. Senti que você era a única pessoa que eu queria falar nesse momento. Então eu liguei.

— Tendi. Aconteceu alguma coisa?

Hesitei se eu deveria contar. Mas notei que as palavras estavam subindo pela minha garganta.

— Só tive uma discussão com a Débora, minha amiga. Nada demais.

Ele me olhou e eu olhei de volta. Ficamos alguns segundos assim.

— Eu gostaria muito que o tempo congelasse nesse momento. – Pensei

— Seu picolé está derretendo. – Disse Thomas

— Droga. – Disse eu

Ele terminou seu sorvete.

— Bem eu tenho que ir. – Disse Thomas

— Mas já? – Pensei

— Okay. – Falei

— Até a próxima, Mariana.

Logo em seguida ele sorriu.

— A-Até... – Eu disse gaguejando sem querer.

— Esse sorriso. Eu nunca o vi sorrindo assim antes.

Comecei a rir igual uma idiota enquanto o observava ir. Sinto que a distância entre nós está diminuindo.

— Ele fica lindo quando sorri. – Falei comigo mesma, enquanto terminava o picolé de chocolate.

***

Rafael P.O.V

— Sábado, finalmente. – Pensei assim que acordei.

Pensei em sair para comprar uns games novos para jogar, iria chamar a Mari para ir comigo, mas ela estava dormindo.

Comecei uma ligação a cobrar para o Pedro só para saber se ele iria junto ou não.

— Fala aí Rafa. – Ele disse atendendo.

— E aí Pedro, estava pensando em dar uma passada no shopping, quero comprar uns games novos. – Eu disse

— Pode ser. Em qual shopping? – Pedro perguntou

— Naquele perto da escola. – Falei

— Beleza, então estou indo já,já.

— Também. – Falei

Logo em seguida desliguei. Era quase 10:30, então me troquei bem rápido e comi algo antes de sair.

Dei passos rápidos para chegar até o shopping, logo na entrada não consegui avistar ele.

— Onde ele tá? – Pensei comigo mesmo.

Fiquei uns 20 minutos ali.

— Bu. – Disse Pedro colocando as mãos nos meus ombros.

Olhei para ele com cara de ódio.

— Eita. – Disse ele

— Eita? Fiquei aqui mofando já faz o maior tempão. – Reclamei. – Onde você tava?

— Acabei me distraindo no caminho então demorei mais para chegar aqui.

— Ta, não importa mais. – Eu falei. – Vamos na loja de games.

— Você é mesmo viciado nisso. Não está planejando virar mais madrugadas jogando essas coisas né cara?

— Mas é claro que não. – Menti. – Vamos, vamos.

Fomos a loja e conseguimos comprar games novos para mim. Falei para o Pedro que não queria nada para comer, mas ele insistiu em comprar Milk shake para nós dois. Bem como não seria eu que iria pagar, aceitei de braços abertos.

— Quer um pouco do meu? – Disse Pedro

— Não gosto do de chocolate. Prefiro o de morango. – Falei fingindo rir.

— Comigo é o contrário. – Disse Pedro

— Acho que podemos ir. Já compramos tudo que precisávamos.

— Vamos.

Caminhamos para sair de lá, quando avistei alguém muito parecida com a minha irmã. Mas pera...

— Ué. Aquela ali é minha irmã. – Falei

— Quem? – Perguntou Pedro

Apontei para ela que nem notou de tão atenta que ela é. Fomos até ela.

Notas finais
Sorvete é muito bom não é mesmo? A Mari super concorda x'D Parece que isso foi algo bem presente nesse capítulo: Sorvete e milk shake! Será que o nome do capítulo deveria ter sido "Sorvete é bom"? Até o próximo capítulo *--*