Notas iniciais
E agora deixo o 15° capítulo *--* Finalmente as meninas estão realizando sua festa do pijama, a primeira vez que Mari faz algo com as meninas desde que se tornou amiga delas. A Mari está super ansiosa, mas algo pode acontecer nessa festa... Vamos conferir?

Me perdi procurando a casa da Luana. Já era quase sete e meia da noite e eu tinha que ficar pedindo informações para as pessoas que passavam por ali. Já estava quase ligando para ela quando eu finalmente encontrei. Apertei a campainha.

— Oii Mari! Foi difícil achar minha casa? – Perguntou ela, enquanto abria o portão.

— Haha, mágina. – Falei rindo. – Eu só demorei uma hora para achar a casa.

Eu e Luana começamos a rir.

— Pode entrar Mari, já está todo mundo aqui. – Disse Luana

— Meu Deus. Como sempre sou a última né. – Falei

— Não tem problema, nem fizemos nada ainda. – Disse Luana.

Entramos e já demos de cara com a sala, que era grande e espaçosa. Passamos por um pequeno corredor até entrarmos no quarto da Luana que era cor lilás e lindamente enfeitado.

— Mari que atraso foi esse mulher. – Disse Nádia quando me viu.

— Dificuldade extrema para achar o local, haha. – Eu disse.

— Estávamos esperando você para colocarmos nossos pijamas. – Disse Nádia

— Agora que a Mari chegou, já podemos começar isso aqui. – Disse Débora

— Sim, vamos começar que logo quero chegar na melhor parte que é comer. – Disse Luana

— Falou e disse. – Afirmou Débora

Todas nós ficamos animadas em coloca-los.

— Eu e a Mari passamos o maior sufoco mais cedo. – Disse Nádia

— Por quê? – Perguntou Luana

— Porque ambas de nós estávamos sem grana o suficiente. A Nádia então não sei como não foi barrada na loja. – Disse eu

— Sorte que eu consegui comprar meu pijaminha de unicórnio. Me negaria sair daquela loja sem ele. – Disse Nádia

— Eu peguei o mais bonitinho que tinha lá em casa. Nem pensei em comprar um novo. – Disse Débora

— Eu também. Acabei me distraindo tanto com o que iriamos fazer e com o que comer que acabei me esquecendo do pijama. – Disse Luana

— O meu eu peguei o mais barato que encontrei na loja. – Disse eu

Nádia vestiu um pijama arco-íris de unicórnio com touca e tudo, ela ficou tão fofa. Débora usou um pijama esverdeado com uma estampa preta de um coração, Luana vestiu um pijama mais escuro com símbolos do batman enquanto eu fui a única que optou por uma camisola, cor de rosa, muito macia e confortável.

— O que vamos pedir para comer? – Perguntou Luana

— Ah, por mim tanto faz. – Disse Débora

— Acho que pizza é uma boa. – Falei

— Tem uma pizzaria muito boa perto daqui, vamos pedir. – Disse Luana

— Vamos, vamos, vamos. – Disse Nádia entusiasmada.

Débora era a única que estava com uma expressão desanimada. Pensei em ir falar com ela, mas preferi falar outra hora. Fomos para a sala e nos sentamos no sofá.

— Enquanto a pizza não chega podemos assistir um filme. – Disse Luana

— Que tal um de terror? – Sugeriu Débora

— EU TENHO MEDO. – Disse Nádia

— Mas qual? Tem tantos filmes de terror. – Disse eu

— Que tal daquela boneca lá? – Disse Luana – Nunca assisti e queria ver se da medo.

— NEM PENSAR. – Disse Nádia

— Eu também nunca vi. Vamos assistir. – Disse Débora

— ISSO, ME IGNOREM MESMO. – Disse Nádia

— Vamos, eu também nunca vi esse. – Falei animada

— Vou ir ajeitando as coisas lá na TV. – Disse Luana

— ESSA NOITE JÁ SABEM QUE NINGUÉM DORME. – Gritou Nádia

Eu e Luana fomos colocar o filme enquanto Débora tentava convencer a Nádia de assistir sem ter medo. Mesmo com todas já sabendo de que isso não iria adiantar.

Começamos a assistir o filme no escuro e nos assustamos quando o entregador de pizza chegou, foi super engraçado. Nádia para conseguir comer sossegada precisou virar de costas para a TV.

— Eu não estou vendo nem ouvindo nada. Só a pizza e eu! – Disse Nádia.

Eu e Luana caímos na gargalhada vendo a cena. E assim que o filme acabou não deixar a sobremesa passar em branco.

— Estáguardada, vou lá buscar. Podemos ir comer lá no meu quarto enquanto conversamos. – Disse Luana

— Joia. – Disse Débora

Eu e Débora apagamos a luz da sala e fomos para o quarto de Luana correndo para deixar a Nádia na escuridão.

— Suas vacas. – Disse Nádia aparecendo.

Assim que Luana trouxe um saco com os doces, fizemos uma roda e colocamos ele no meio dela.

— Vocês vão adorar esses doces. – Disse Luana. – Não consegui aguentar guardar eles a sete chaves então comi uns três.

— Eita, zoiuda. – Disse Nádia

— Vamos atacar por que está dando água na boca ficar só olhando para eles. – Disse Débora

Tinha alguns macarons, brigadeiros, cupcakes, rosquinhas e bombons. Reconheci os doces, mas estava tentando me lembrar de onde tinha os visto.

— Nossa vamos ficar enormes depois dessa festa. – Disse Luana

— Né. Mas mesmo assim não da para parar de comer, eles estão deliciosos. – Falei enquanto comia um cupcake.

— Acho que nunca vi tanto doce junto. – Disse Débora

— E eu acho que nunca comi tanto doce de uma vez. – Disse eu

— Depois disso vou ficar uns três meses sem comer besteiras. – Disse Nádia

— Luana eu acho que sei de onde você comprou tudo isso. Foi de uma lojinha com decoração francesa, né? – Falei.

— Siim, como sabia? – Perguntou Luana, enquanto comia uma rosquinha.

— Eu já fui lá com o Samuel. Eu vi esses mesmos doces lá, até comi macarons. – Falei. – Lá é realmente incrível, quero voltar mais vezes.

— Aquele é meu lugar favorito. – Disse Luana

— Você foi lá com o Samuel? – Perguntou Débora

Balancei a cabeça concordando.

— Foi naquele dia que o Samuel te chamou para sair não foi? – Perguntou Nádia se lembrando.

— Foi. Ele me levou nesse e em outros lugares. – Respondi.

— Mari eu lembro que te perguntei naquele dia, mas você ainda não me respondeu. Você ficou próxima do Samuel? – Perguntou Débora

— Bem, viramos amigos próximos sim. – Falei.

— Não estava sabendo que ele te chamou para sair. Logo o Samuel que é o nosso amigo mais banana de todos. – Disse Luana

— Ah, ele não é tão banana assim, ele é bem legal. Ele comprou um salgado para mim naquele dia da briga inclusive. – Eu disse

—Então está acontecendo algo entre vocês dois. – Disse Débora

— Nãão Débora, somos só amigos. – Falei

— Você deve enxergar ele mais do que isso se não, não teria saído com ele como você mesma disse. – Disse Débora

— Nós saímos naquele dia justamente para nos aproximarmos como amigos, acho que você entendeu errado. – Falei

– Eu não acredito. Acho que você gosta dele sim, deveria admitir logo Mariana. – Disse Débora em um tom irritado.

— Você não deveria dizer coisas que não sabe. Eu e o Samuel somos amigos e é isso. – Falei sem entender onde ela queria chegar.

— Se são apenas amigos então por que vocês agem feito um casal toda vez que ficam próximos? Ele sorri feito um idiota quando olha para você e você fica rindo toda vez que fala com ele também... – Disse Débora

— Débora não estou entendendo onde você quer chegar com tudo isso. Eu já falei que eu e ele somos amigos, não enxergo ele da forma que você está insinuando. É isso e acabou. – Falei me irritando.

— Calma aí gente. – Disse Luana

— Larga de ser mentirosa, eu sei que você esconde sentimentos por ele. – Disse Débora. – Está sendo uma ridícula por não admitir isso para nós.

— Eu não estou escondendo nada e a única que está sendo ridícula aqui é você, enxergando coisa onde não tem. – Falei

— Ai meu Deus. – Disse Nádia olhando para Luana

— Onde não tem? Vocês são tão amigos que saem por aí a sós, comem em uma cafeteria chique com doces caros, ficam de graça um com o outro, de sorrisinhos parecendo dois pamonhas e você diz que eu que estou sendo ridícula? – Gritou Débora

— Sim Débora, você está sendo ridícula. – Gritei também

— Gente calma, vamos comer mais doces. – Disse Luana mostrando o saco com o resto do doces. – Vamos terminar de comer ainda tem bastante aqui.

— Então Luana, fala para essa garota ser honesta com a gente pois ela está sendo uma falsa mentirosa. – Disse Débora

Luana, Débora e Nádia olharam para mim me fazendo ficar pressionada.

— EU GOSTO DO THOMAS. – Gritei para todas elas ouvirem.

Elas se surpreenderam com minha afirmação.

— O QUÊ? – Disse Nádia

— Então você deveria parar de ficar de gracinhas com o Samuel, está se comportando feito uma vagabunda. – Disse Débora

— Vagabunda? – Eu repeti

— Débora... – Disse Luana olhando para Débora sem acreditar no que estava ouvindo e acontecendo.

De repente tudo ficou em silêncio. Todas estávamos tensas, o clima feliz tinha sido completamente arruinado.

Notas finais
Obrigada por ler *--* Nos vemos no próximo capítulo!!