Notas iniciais
Retornando nesse domingo de páscoa para trazer mais um capítulo *--* Esse capítulo está bem agitado, assim como o título sugere =D Boa leitura *--*

Enquanto eu estava caminhando pelo corredor e comendo meu salgado, Lanna apareceu na minha frente.

— Olá queridinha. – Disse Lanna. – Gostou de limpar a sala com aquelas ratas da suas amigas?

— Lanna, você não tem vergonha? Precisou ir correndo para a diretora para nos ferrar, já vi que você não tem caráter.

— Me poupe. – Ela respondeu. – Vem comigo.

Ela começou a me puxar pela mão e me levou até o banheiro.

Vick e Aryane estavam lá.

— E você ainda nem viu nada. – Disse Lanna fechando a porta.

— Escutem, eu não estou a fim de perder meu tempo com vocês. – Falei

— Que pena você prefere perder seu tempo com o Thomas, certo safada? – Disse Vick

— O que você disse? – Falei

— É isso mesmo que você ouviu, está dando em cima dele e nem disfarça. Ou você também tem algo a ver com o Samuel? – Disse Lanna

Elas começaram a rir.

— Nós vimos você de gracinha com ele lá fora garota. – Disse Aryane

— Olha o que somos capazes de fazer com vocês todas. – Disse Lanna pegando o salgado da minha mão.

Ela jogou no lixo.

— Retira o que você disse agora enquanto estou sendo legal. – Falei

— Não tenho nenhum medo de você. – Disse Lanna

Me irritei totalmente e peguei a Lanna pelo pescoço:

— Ai meu Deus que selvagem. – Disse Aryane

— Escuta você apenas se confundiu. Todas vocês se confundiram, nada do que você disse é verdade. – Falei

— ME LARGA! – Gritou Lanna

A larguei naquele mesmo instante.

— Vocês acabaram de escutar isso? – Disse Lanna

Todas elas começaram a rir

— E aquela Nádia? Está te ajudando chifrando aquele corno do namorado dela né? – Disse Vick

Me irritei mais ainda, e parti para cima de Lanna que me empurrou, as outras me seguraram e me impediram de voltar a ataca-la.

— Você não é de nada. – Disse Lanna

— ME SOLTEM AGORA. – Gritei

— Hahaha, o que foi? É fraca demais de admitir que é apenas uma vadiazinha. – Disse Lanna

Todas elas começaram a rir, e eu não conseguia fazer nada.

A porta se abriu e entraram duas garotas.

— Soltem ela imediatamente ou a coisa vai ficar feia. Vai Lanna. – Disse Débora

— Quem vocês pensam que são? Super-heroínas? – Perguntou Lanna

— Para mim, são duas jumentas. – Disse Aryane

— Olha eu vou dizer mais uma vez, OU VOCÊ SOLTA ELA ou... – Continuou Débora, mas sendo interrompida.

— Ou o que? – Perguntou Vick, erguendo as sobrancelhas.

— Nós vamos ser obrigadas a tomar providências mais graves. – disse Luana

— Hahaha, estou morrendo de medo, e aquela bota-chifres da Nádia? Não veio com vocês ajudar a amiguinha não? – Disse Lanna rindo

— Cala a sua boca, você não sabe cuidar nem da sua própria vida. – Falei extremamente irritada. – Você tem inveja dela não é? Acha que só por que ela é um pouco infantil e tem um namorado popular e você não, acha que pode agir desse jeito.

— Cuida da sua vida você também. – Disse Vick

Lanna se aproximou e me deu um tapa no rosto.

— Vai sua desgraçada. Falou muito e falou bosta. – Disse Lanna

— É verdade sim. – Disse Luana

— Você não tem nada a ver com isso, rala daqui. – Disse Aryane empurrando Luana

— Se você encostar mais um dedo nela eu vou te socar. Isso vale para você também Lanna. – Disse Débora.

— Me solta. – Falei

Vick me soltou.

Não consegui me controlar e dei um tapa de volta em Lanna.

— Nunca mais faça isso. E não se atreva a vir perturbar a Nádia.

Ela me olhou surpresa.

Me retirei do banheiro.

Quando sai do banheiro percebi que havia algumas pessoas escutando tudo, Samuel era um deles.

— Você está bem? O que estava acontecendo lá dentro? – Perguntou ele

— Eu estou bem, não está acontecendo nada demais. – Falei

— Certeza? – Perguntou ele.

Débora e Luana saíram do banheiro logo em seguida.

— Eu estou bem, obrigada por se preocupar Samuel. Nos falamos depois! – Falei

— Beleza. – Ele respondeu.

Eu só queria sair daquele lugar, voltei para a sala de aula. Débora e Luana vieram atrás de mim.

— E a Nádia? – Perguntei me sentando em minha cadeira.

— Se enrolou toda comprando o salgado lá. – Disse Luana

— Como vieram assim do nada? – Perguntei curiosa.

— Elas estavam lá perto da cantina também. Nós ouvimos a Lanna e as amiguinhas dela falando que iriam te bater no banheiro. – Disse Débora – Então fomos logo atrás.

— Melhor não contar sobre isso para a Nádia. – Falei.

— Também acho. Talvez a Lanna sossegue o facho de vez depois desse tapa que você deu nela. Arrasou Mari amiga. – Disse Luana rindo.

— Ela é muito abusada. – Falei. – Eu sou calma, mas quando me da 5 minutos...

— Gentchi que saco viu. – Disse Nádia chegando com o salgado dela. – Já está até frio com essa caminhada até aqui.

Ficamos em silêncio.

— Que foi gente? Fui eu quem chegou não um monstro. – Disse ela começando a comer.

Nós rimos.

— O momento está perfeito para marcarmos nossa festa do pijama. – Disse Luana

— Verdade. – Disse Débora

Estou me sentindo desconfortável depois dessa briga. Não sou de me meter em brigas assim, e muitas pessoas estavam espiando. Espero que isso não se espalhe.

Vi Thomas entrando na sala, ele olhou para mim e eu desviei o olhar.

— Espero que ele não saiba disso também. – Pensei

***

Depois das aulas o sinal tocou, todos saiam ás pressas para os corredores devido o fim da aula. Todos já estavam prontos para ir, mas continuei na sala para terminar um desenho que eu estava fazendo, uma bonequinha.

— Você vai ficar aqui Marii? – Perguntou Nádia com as garotas.

— Vou mais um pouquinho, quero terminar isso. – Falei mostrando o desenho.

— Uau que linda. – Disse Débora

— Obrigada. – Falei

— Está muito top! – Disse a Nádia rindo.

Dei um sorriso forçado.

Elas saíram então, eu finalmente estava sozinha. Ou pelo menos pensei estar até olhar para trás e perceber Thomas ali, me olhando novamente igual naquela hora da aula do professor.

— Oi. – Disse Thomas

— Oi... Thomas. – Falei, me virando de volta para o desenho.

— Eu soube que você se meteu em um rolo aí. – Disse ele

— Bosta. – Pensei

— Ahahaha. – Fingi rir enquanto continuava desenhando.

— Você parece não querer muito papo comigo esses dias. – Disse ele

— Impressão sua. – Falei me virando para olhar naqueles olhos profundos novamente.

— Impressão minha? Hm sei. Por acaso ficou incomodada quando disse que estava pensando em outra garota? – Perguntou ele dando um sorriso.

Guardei os lápis no estojo e fechei o caderno em que eu estava desenhando.

— Claro que não. – Falei visivelmente nervosa enquanto guardava tudo.

– Droga, por que não consigo olhar nos olhos dele. – Pensei

Não sei o que me deu que eu apenas quis fugir. Não aguentaria ficar mais um só segundo naquela escola. Apenas corri, fui correndo para casa, ignorando se as pessoas me achariam uma doida ou algo do tipo.

Esses últimos dias realmente estão sendo bem agitados...

Notas finais
Obrigada por ler *--* A Lanna é uma grande vaca, não é mesmo? x'D Pobre Mari que teve que aguentar isso tudo! Até o próximo capítulooo!