Condenada a Você

11 Medo de Ser Feliz


Notas iniciais
Olá pessoal, como tá o clima ai na cidade de vcs? Aqui tá frio e muito chuvoso. E chegamos com um momento muito importante para Aeon. Espero que vcs gostem!


Quando Leon retorna para a Cabana, as luzes estavam apagadas e tudo está silencioso. Ele resolve tomar um banho demorado. A água caindo sobre o seu corpo o faz relaxar por um segundo, até que um grito de Ada o interrompe.

Assustado, Leon vai até o quarto dela que por sorte estava com a porta apenas encostada. Ada estava vestida em sua linda camisola escarlate de seda, deitada em posição fetal, tremendo e suando um pouco e murmurando o nome do próprio Albert Wesker.

— Ei, Ada... acorda! — Ele se aproxima da cama e toca no rosto dela com carinho. Assim que consegue acordá-la, a mulher se afasta dele com uma expressão aterrorizada.

— Fica longe de mim! — Ada se encolhe no outro canto da cama como se tivesse com medo dele.

Como Leon havia acabado de sair do banho, só deu tempo de enrolar uma toalha na cintura, seu corpo e o cabelo estavam ainda molhados.

— Tá tudo bem, Ada... foi só um pesadelo. — Ele se afasta, tentando manter alguma distância segura para que a mulher se acalme e não fique com medo dele.

Entretanto, no minuto seguinte, ela o surpreende de repente se agarrando a Leon, com os braços envolta do pescoço dele.

— Você não vai naquela missão, né? — sua voz é fraca, demonstrando uma vulnerabilidade que era raro para Ada Wong.

Leon fica tenso, confuso sobre o que dizer ou como agir. Sem saber o que fazer, apenas a abraça pela cintura, assim colando seus corpos. Ele se vê a abraçando forte, inalando o cheiro dos cabelos dela e gostando dessa sensação.

Ela se afasta, por um instante, olhando para o rosto dele e seus olhos azuis brilhantes. E, naquele momento, Ada resolveu não pensar em mais nada, senão no desejo que pulsava em seu corpo e nos sentimos que dominavam a sua mente e o seu coração. Então, seus lábios tocam desesperadamente os lábios dele.

Sua língua atrevida, logo invade a boca dele, sentindo o gosto do uísque. Seus corpos estão queimando de desejo, enquanto Leon é puxado para se deitar na cama dela.

Ada resolveu que queria passar a noite nos braços do seu tutor, aquele agente americano que pegava no seu pé, que era bonito, corajoso e muito irritante.

Leon se sente naquele momento meio tonto, talvez, ainda sob o efeito de uísque e inebriado pela presença sedutora daquela mulher.

— Ada, espera! Isso não está sendo rápido demais? — Ele interrompe os beijos e as carícias para encará-la. Aqueles pequenos olhos castanhos piscam nervosos, há um brilho de vulnerabilidade irradiando deles.

— Ah, você pensa demais, bonitão! — de repente aquele ar de vulnerabilidade se transforma com o seu comentário sarcástico, que faz ambos sorrirem.

No minuto seguinte, a mulher muito decidida livrou-se de sua camisola de seda, ficando completamente nua diante daqueles olhos azuis que estão hipnotizados por cada pequeno detalhe de seu corpo curvilíneo, até as suas várias cicatrizes.

— Minhas cicatrizes são feias... Isso te incomoda? — De repente, Ada ficou insegura diante daqueles olhos azuis penetrantes.

Quem diria que aquele policial novato que conheceu em Raccoon City, conseguiria fazer Ada Wong fraquejar, de um jeito que nenhum outro homem conseguiu.


— Shhhh... — Leon a puxou para o seu colo e resolve cala-la com um beijo apaixonado. — É impossível você ficar feia. — Ele a surpreende, distribuindo beijos por suas cicatrizes com tanta ternura, que a faz gemer entusiasmada, ao passo que seu coração acelera, desenfreadamente. — Você com certeza, é a mulher mais gostosa... charmosa e linda que já conheci.

— Você deve falar isso para todas — Ada o provoca.

— Só para as encrenqueiras — ele responde com a voz rouca de desejo. Logo, as palavras se perdem no meio da luxuria que vai dominando o quarto.

A toalha que estava na cintura dele foi esquecida em algum canto, agora seus corpos nus estão entrelaçados numa dança sensual e muito bem sincronizada.

Leon está fascinado pela beldade que se move, sensualmente, sobre o seu corpo como uma serpente. Ela é realmente perigosa, linda e acabou de complicar ainda mais as suas vidas.

Quando atingem o ápice daquela paixão, Ada cai exausta sobre o peito dele que está suado, quente, acolhedor. Seus corações ainda batem frenéticos pelo que haviam acabado de concluir.

Eles haviam quebrado às regras e ultrapassado os limites que complicaria a relação entre eles. Todavia, o casal não queria pensar nas consequências.

— Ada, eu também tenho algumas cicatrizes — Leon murmura um pouco sonolento.

— Eu sei, bonitão. Mas, as suas são mais bonitas e simbólicas — ele já estava de olhos fechados, quando sente os lábios dela tocarem no seu ombro esquerdo, exatamente, onde havia a cicatriz do tiro que levou para salvá-la em Raccoon City.

A cama dela era pequena, mas não impediu que o casal acabasse dormindo agarradinhos. E com Leon estando ali tão perto, Ada conseguiu se livrar do seu maior pesadelo. Pelo menos por enquanto.



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No dia seguinte, Leon acordou com a cabeça latejando e confuso ao perceber que não estava no seu quarto, mas sim na cama dela e ainda estava completamente nu.

No entanto, não havia nenhum sinal da encrenqueira ali, a não ser pelo perfume dela que estava impregnado por todo quarto. Ele se senta na cama e logo se depara com a sua toalha azul jogada no chão.

Leon se levanta, se enrola na toalha e sai do quarto. Seus olhos rapidamente procuram pela espiã, mas a cabana parece vazia. Isso o deixa apreensivo, sobretudo, quando a sua mente começa a ter uns flashbacks da noite passada e do que ocorreu entre os dois no quarto dela.

— Porra! Aquilo foi real?! — inquiriu, após terminar de se vestir e ir ao banheiro fazer xixi, jogar uma água na cara e escovar os dentes.

Depois vai até a cozinha e enche sua xícara de café que Ada havia deixado pronto com algumas torradas.

— Hmmm... ela tá aprendendo. — Leon sorri presunçoso ao perceber que ela aprendeu a fazer o café do jeitinho que ele gostava, com pouco açúcar e leite.

Leon decide bisbilhotar lá fora e ver se encontra a bela encrenqueira. O céu está nublado e há um vento frio, arrepiando os pelos de seus braços e o som melódico de pássaros, trazendo o presságio de que o tempo vai mudar. Então, repentinamente escuta um relincho de cavalo, seguido pela voz alterada de Ada.

Ada havia saído cedo para correr e refletir sobre o que havia acontecido na noite passada. Seu coração ainda se agitava ao se lembrar da loucura que fez ao ceder aos seus sentimentos. Mas quanto mais pensava sobre isso, menos se sentia arrependida. Até que o dono da Sol Dourado resolveu aparecer e mudar os seus pensamentos.

Enquanto cavalgava por sua propriedade sozinho, Johnny acabou esbarrando com a própria Ada e resolveu descobrir se os boatos que corriam dentro das cercas da sua Fazenda eram verdades.

De certa forma, os boatos se tornaram mais fortes, quando Cody fez algumas acusações sérias contra Leon, depois de flagrar Debra beijando o agente. Enciumado o peão ainda insinuou na frente de todo mundo que Kennedy era amante de Ada Wong.

No fundo o fazendeiro até fazia gosto de ver Debra e Leon juntos, afinal, o Kennedy era como um filho para ele. Porém, o que Johnny não aceitaria era que nenhum homem brincasse com os sentimentos de sua filha, ou partisse o coração dela.

Portanto, quando Johnny falou para a espiã sobre o beijo de Leon e Debra, ela sentiu um aperto no coração, mas fingiu que não se importava e tentou agir com naturalidade e certa frieza. Contudo, a conversa foi ficando mais pesada e opressiva, no instante em que o fazendeiro lhe questiona se Ada era amante de Leon.

— É claro que não! Ele é bonzinho e chato demais. E é muito fiel ao seu governo... Por isso não faz o meu tipo — ela desdenhou. — Eu prefiro um estilo mais malvadão.

Ada tentou continuar com a sua corrida, mas o homem continuou sendo impertinente e a seguiu com o seu cavalo.

— Eu suponho que o seu estilo seja... alguém como Albert Wesker. — As palavras arrogantes de Johnny fizeram-na paralisar.

— Já chega! Não se intrometa na minha vida! — Ada teve que se controlar muito para não mandá-lo se foder.

— Então, não ouse destruir a vida do Leon. Ele é um cara bom, que não merece cair nas garras de uma mulher com um passado tão criminoso como você, Wong.

Naquele momento, Ada sentiu tanta raiva e decepção, mas não conseguiu responder. Ela engoliu aquelas palavras cruéis, sentindo um nó se formando em sua garganta.

— O que está acontecendo aqui? — Leon se aproximou deles carrancudo e sentindo a tensão pesada que estava no ar. Ada resolveu ignorá-lo e seguiu o rumo dela em direção a cabana.

— Eu só estava checando se as afirmações de Cody eram verdades. — Leon imediatamente ficou apreensivo. — Mas, não se preocupe, a senhorita Wong já me esclareceu tudo. — Johnny responde com muita tranquilidade. — Te vejo mais tarde, Leon — O homem mais velho vai embora, montado em seu cavalo enquanto uma chuva começava a cair.

Leon retorna para a Cabana, encontrando Ada na varanda observando a chuva. Ela está de top vermelho, com sua barriga de fora, uma legue preta cobrindo suas pernas torneadas.

Sem dizer nada, Leon se aproxima e resolve abraçá-la por trás, tentando aquecê-la do ar frio. Ada estremece ao sentir o calor dos braços dele envolta dela. Ela queria fechar os olhos e relaxar, mas as palavras de Johnny, praticamente, retornaram para atormentá-la e fazê-la se lembrar que essa proximidade entre os dois era um erro.

Era hora de colocar limites e terminar com essa relação que nem havia começado direito. Portanto, ela subitamente tenta se afastar dele.

— O que foi, Ada? — Porém, Leon segura o braço dela e os dois se encaram.

— Alguém pode nos ver.

— E daí?! Eu não me importa!

— Nós não somos um casal. E nunca seremos. — Ela apenas puxa o seu braço rispidamente da mão dele e entra na cabana.

— O quê?! Pensei que tínhamos feito as pazes.

Dentro da cabana o clima continua tenso entre a dupla, principalmente, quando ela resolveu tocar na história do beijo entre Debra e ele. A princípio Leon ficou nervoso, mas logo resolveu tirar sarro da cara dela.

— Você está com ciúmes?

— Não. Na verdade eu acho que vocês formam um... casal perfeito — Ada diz com tanta calma, como se aquilo nem a afetasse. — Debra gosta de você de verdade. Ela é a garota perfeita pra você.

— Se ela fosse a garota perfeita pra mim... — ele rebateu teimosamente. — Eu nunca teria transado com você ontem a noite, Ada.

— Que bobagem, bonitão! — — Ela se aproxima de Leon e toca a face dele. — A noite passada foi divertida e muito prazerosa. Afinal, agente Kennedy... você é lindo e sexy... — Seus lábios quase se roçam. — Mas, você não é o primeiro e nem será o último homem a estar na minha cama.

Ada resolveu agir como a típica espiã fria, calculista e manipuladora, deixando o agente furioso.

— Você é uma grande mentirosa! — Ele segurou os pulsos dela, impedindo-a de se afastar, enquanto lhe diz algumas verdades. — Ontem a noite você me deixou ver as suas cicatrizes. Você me mostrou uma versão vulnerável e me deixou ficar ao seu lado, porque não queria ficar sozinha.

— Foi apenas sexo, Leon... e acabou! Então, para de agir como se fosse uma garota inocente e iludida! — ela grita, sentindo o coração martelando no peito.

— Eu fui um idiota por acreditar em você. Mas, você continua sendo uma vadia sem coração. — Leon a solta e se afasta, de repente se sentindo cansado daquela discussão e cansado de estar naquele lugar. — Quer saber? Dane-se!

Leon foi para o seu quarto com uma decisão em mente. Ele pega as suas coisas, joga na mala, depois pega a chave do carro. Ada se assusta ao vê-lo sair em silêncio debaixo de chuva. E sem se despedir, Kennedy entra em seu Porsche e retorna para Washington, D.C., deixando para trás uma espiã com o coração cheio de remorso.

O que Ada não imaginava, era que depois de se acostumar com a presença diária dele ali naquela cabana, agora ela teria que conviver com a ausência de Leon. E essa ausência se tornaria longa e muito dolorosa.
















Notas finais
Quando parece que eles vão se entender, algo acontecesse e atrapalha tudo. Eles precisam de um tempo para poder descobrir que no final não vão conseguir ficar longe um do outro.