Notas iniciais
Blacks note: Bem vindas, concorrentes!
É com imenso prazer com que venho apresentar o primeiro PDV em terceira pessoa de Rhage Tohrtureson (roendo as unhas).
Leitura das notas finais é essencial.
(#AGRADEÇAM O FATO DE QUE AVENGED SEVENFOLD VEM PARA CÁ EM SETEMBRO, PRO ROCK IN RIO, SENÃO NEM POSTAVA!)
Boa leitura!
Músicas do capítulo (nesta ordem):
Bleed For Me (Black Label Society)
The Other Side (Evanescence)

CAPÍTULO 6

Bleed for me, I’ve bled for you

~~~∞~~~

Rhage não poderia acreditar no que estava acontecendo. Mary, sua tão aguardada Mary, sua desejada Mary, sua Mary, havia grudado os lábios nos dele. E seus lábios tinham gosto de rendição, de saudade, de paixão. Um gosto de não havia sentido há séculos, em outra vida, completamente distinta da que vivia agora.

Mas o que importava naquele momento era que Mary estava em seus braços e ele podia chamá-la de sua.

No mais íntimo de seu ser, a besta rugiu, exigindo um pouco dos lábios da mulher que ele proclamou como dele desde a mais tenra infância, quando ela ainda usava fraldas de plástico e adorava uma chupeta roxa, quando seu cabelo eram cachinhos dourados, apenas. Quando ela não tinha consciência de quem possuía em seu dedo mindinho. Contudo, ele soube quem ela era logo quando bateu os olhos nas profundezas cinzentas e indiferentes que resguardavam segredos além da compreensão.

Rhage puxou seu rosto, segurando-o com ambas as mãos, como fez uma vez quando ela tinha apenas três anos e havia subido em um banquinho — aliás, tentado. O resultado fora um joelho machucado e uma Marilyn chorona, Rhage sendo o único que poderia acalmá-la. Ele que nunca havia gostado de bebês, sentiu-se honrado segurando aquele pequeno pedaço de carne que mamava e fazia as necessidades em suas próprias roupas. Agora, porém, ela estava sã e salva entre seus braços, podendo ele guardá-la e amá-la como sempre sonhou.

Ele desceu as mãos por seu pescoço magro, seus ombros delicados, dedilhando a clavícula de porcelana, sentindo-a como sempre desejou fazer desde que tinha ganhado peitos e os malditos garotos do Ensino Médio começaram a repará-la. A única forma de pará-los fora servindo como guarda-costas, escondido de sua protegida, disfarçando-se, pegando os moleques desprevenidos e ameaçando-os. Ela era sua e de ninguém mais. Ninguém encostaria um dedo em sua carne tenra e inocente, ninguém macularia a pele de porcelana ou tomaria algo que era seu por direito. Mesmo que se sentisse culpado pelas noites solitárias que Mary teve de passar, ele conformou-se que logo mais eles teriam noites e mais noites acordados.

Marilyn Anne Lucevaille Ahgonyson, vinte e um anos e dez meses, concluiu o terceiro grau do Ensino Médio com honrarias, sendo a oradora da turma por escrever textos excelentes na aula de literatura e redação. Mantinha o hábito de morder tampas de caneta, ato involuntário de ansiedade, assim como balançar os pés até conseguir cair no sono, ou nunca ficar quieta por mais de cinco minutos. Seus livros favoritos tinham de envolver sexo, magia ou política, não necessariamente nesta ordem; Rhage mandou dinheiro por anos para Lya comprar seus livros, não deixando faltar nada. Mesmo que Phury mandasse constantemente uma quantia ainda mais generosa por ser pai, Rhage estava preocupado com seu bem estar, que suas vontades fossem atendidas, dando o dinheiro à mãe repassar a filha. Ele não compreendeu muito bem o porquê da aproximação extracorpórea com Marilyn desde seu nascimento, desde que pôs seus dígitos em contato com a pele sedosa de bebê, mas sentiu-se responsável por suas vontades e sua saúde, assim como sua proteção.

Rhage instigou Mary a abrir os lábios, exigindo o contato tão esperado com sua língua, decidindo que ela seria sua naquele mesmo instante. Ela continuava relaxada em seus braços, sentindo-se cômoda no calor de seu abraço, mas a timidez em sua boca vinha de uma falta de intimidade que agradou Rhage: ele seria o primeiro e o único a provar do doce corpo de Mary. Fora por isso que ele perdurara anos na cola da pequena espevitada, que andava na rua como se o corpo fosse dela, sendo extremamente jeitosa enquanto paquerava com os garotos, chegando até mesmo a flertar com meninas, enquanto o ódio queimava nas profundezas de Rhage. A besta também odiou aquele comportamento rebelde. Ela era dele e de ninguém mais. Como ousava oferecer um artigo que não lhe pertencia?

Sendo influenciado pelas memórias, sua mão voou para o pescoço de Mary, acariciando a fina penugem que estava arrepiada, seu braço passando pela cintura, prendendo-a rigidamente, controlando seus movimentos, sua boca devorando com línguas e dentes, mordendo, sugando, tomando. Rhage prendeu o lábio inferior de Mary entre seus dentes, roçando as presas, arrancando — enfim — algumas gotas do precioso néctar.

Rhage adorou quando ela bebeu de seu sangue, a vida dele fluindo para o corpo dela. Ele nunca sentiu maior excitação em sua vida, e lhe custou todo o controle que mantinha no corpo não voar para ela, tomando-a e uivando para a lua as sete palavras que a besta sempre rosnava em sua mente. Ele imaginou o momento em que bebesse dela, o quão bem se sentiria, o quão disposta ela estaria, eles na cama de Rhage, ela com os olhos dourados lançando fagulhas cinzentas, não zangadas ou irritadas, mas tão deliciosamente excitada que ficaria incoerente por dias, ainda sentindo o corpo dele dentro do seu. Porque sim, ele tomaria aquele pequeno corpo sob o dele, sobre ele, em todas as posições que existissem no mundo. Ela seria a sua escrava, sim, mas aproveitaria tanto quanto ele. A lascívia que o enchia naquele momento logo estaria dentro dela, dilatando suas pupilas, tornando-a necessitada de seu pau mexendo-se, dando-se, exigindo o que era seu por um direito mais antigo que o próprio mundo.

Ele tomou o lábio inferior entre os seus, bebendo o escasso sangue que lhe era oferecido, mil vezes mais delicioso que o mais antigo dos Cabernet que existisse na adega, mais nutritivo que o sangue que Tahlya lhe o ofereceu e ele bebeu na noite anterior, mais exigente em sua sedução do que foram milhões de mulheres excitadas, de todas as etnias, de todas as formas e tamanhos, cores ou línguas, nos anos que se passaram em um estado de excitação terrível, causado por ela, tentando aplicar a dor em seu pau todas as vezes que a via na aula de Educação Física, ou o ódio desejoso, de quando ela se exibia na boate para os playboys que o tentavam a cometer uma chacina. O quanto mais ele bebia, mais desejava, o que se tornou pior quando ouviu um gemido de prazer escapar pela boca miúda em que sugava.

Tomando o seu cabelo, formou um rabo de cavalo com o punho, enquanto inclinou seu pescoço e fincou os dentes o mais suavemente possível em seu estado alfa de prazer. Mary, sua Mary, sua querida e amada, adorada e devotada, odiada e deliciosa Mary estava ali, na sua frente, oferecendo sua veia e seu corpo, e Rhage viu-se tentando a exigir mais, a exigir sua alma, a exigir tudo. Porque o oco em que seu coração estava fora preenchido pelo sangue dela, enchendo-o de uma ternura cálida, sedutora, aprazível, como apenas Mary poderia ser. Enquanto bebia o sangue, um sangue tão doce e puro quanto amoras roxas amadurecidas, ele sentiu Mary mexendo nos botões de sua blusa, arrancando-os, seus dedinhos invadindo a privacidade que o tecido oferecia, remexendo em seu peito, sentindo seus mamilos e torcendo-os, fazendo Rhage gemer em sua garganta, vibrando em um prazer primitivo.

Ele perguntou-se como alguém tão puro e virginal como Mary sabia de determinados movimentos sensuais como aquele; Rhage nunca fora apreciador de toques ou dedinhos espertos fugindo de suas mãos, em momentos íntimos divididos com uma mulher, logo após a tragédia de sua vida, mas com Mary parecia impossível lhe negar o que quer que fosse. Talvez fosse sua aparência perturbadoramente celestial, como uma deusa vinda de onde quer que os deuses venham, para retirá-la de seu inferno pessoal, ou mais como um anjo enviado dos céus humanos especificamente para ele. Quem quer que houvesse mandado Mary para seus braços, ele estava contente; ainda mais que feliz, ele estava famintamente feliz.

O aperto em seu cabelo fora solto bruscamente quando buscava pelas mãos miúdas, puxando-as para os cabelos indomados, deixando-as lá, como sempre sonhara. Mary, como vinha percebendo, não perdeu tempo: os dedos emaranhando-se nos fios loiros sol com mechas douradas, puxando-o, acariciando o couro cabeludo, enquanto ele ainda bebia de sua veia. Porém, o tempo de tomar estendeu-se longamente, e ele — sempre preocupado com seu bem estar — achou que já havia sangue demais em seu organismo; as presas — delicadas e mortíferas — saíram de sua pele, deixando apenas um rasgão sanguinolento, cruor e um pouco de saliva. Seus belos, redondos, perfeitos e dourados olhos brilharam intensamente refletindo a satisfação carnal do ato, queimando-o em com uma calidez abrasadora, sufocante, deliciosa; seus cabelos desalinhados, os lábios cheios completamente inchados, suculentos, tenros e saciados. Ele segurou seu rosto com as mãos em concha, com cuidado, mesmo que o seu lado mais primitivo exigisse que a segurasse como um cavernícola, puxando-a pelos cabelos coloridos e longos para a caverna aonde a reivindicaria e mostraria que ela pertencia a ele, e mais nenhum outro homem. Rhage olhou para os seus lábios entreabertos, sua visão potencializada focada apenas no mínimo aranhão em seu lábio inferior que continuava avermelhado, sua língua rosada na beirada, suas presas grossas e afiadas apontando, como um pequeno gatinho manhoso. Ela estava ofegante, isto era inegável, mas seus olhos desfocados e completamente turvos, as pálpebras caindo sonolentas, seu rosto com uma expressão alegre, lembrou-o vagamente da época em que Phury era usuário da fumaça vermelha: Mary parecia drogada, como se acabasse de consumir a melhor droga, a maconha mais refinada, a cocaína mais cara, o ecstasy mais bem preparado de sua vida.

Então se lembrou dos sentimentos compartilhados de companheiros vinculados e seu coração perdeu uma batida.

Ela realmente havia voltado para ele.

E nada poderia ser melhor.

Aproximando seu rosto do dela, tomou seus lábios, dente chocando com dente, uma felicidade cantada dentro de seu peito, a névoa de prazer encobrindo seus pensamentos, a satisfação e a saudade em seu peito, assim como uma tristeza — mesmo que mínima —, vindo em uma turbilhão quente por seu peito espalhando-se por seu corpo, tomando-o por completo, Rhage Tohrtureson virando uma escravo eterno da híbrida recém-formada Marilyn. Os segredos não importavam mais. Tudo seria revelado naquela mesma noite, no calor de seus braços ele contaria a história de suas vidas, o mistério de anos, o reinicio e então o futuro seria desenhado pelas quatro mãos, um futuro tão belamente esculpido que ela nunca pensaria em deixá-lo. Não novamente. E principalmente, não desta vez.

Sua língua espreitou dentro da boca dela, acariciando, sendo rude e doce, provando que seria a melhor escolha da vida dela se optasse por viver com ele, dizendo-lhe sem palavras o quanto a adorava e o quanto sentia sua falta. O quanto a queria. Suas mãos desceram por seu pescoço, acariciando seus ombros, dedilhando sua clavícula, tocando repentinamente no ouro intricado do colar, sentindo-o quente ao tato, observando o pingente de maçã caído dentro do decote de seda, acomodado em seus seios, visualizou o desenho lavrado no ouro, a letra dominante, o presságio. Sua mão bronzeada, contrastando drasticamente com a palidez amanteigada da pele de Mary, sombreou o pingente, tocando-o com dedos vacilantes, pressionando o fecho, revelando a imagem de Lya e a sombria falta de Phury. Ele respirou fundo, decidindo revelar tudo para ela, começando pela imagem de seu pai.

As mãos de Mary tocaram a sua, soltando-o do pingente. Ela o olhou com pupilas repentinamente despertas, como se o contato com o pingente fosse mais do que poderia assimilar.

— O que há?

Em seu tom de voz poderia ouvir muito mais do que apenas preocupação. Havia contenção, resignação, paciência e vacilação. Como se não soubesse o que fazer ou como agir. Como se não o conhecesse ou não soubesse como lidar com ele. Uma dor, em forma de flecha, atravessou seu corpo até afetar seu coração. A constatação de que Mary não soubesse um terço do que Rhage sabia dela o machucou; mas não poderia culpá-la. A tentação de conhecê-la e acompanhar cada um de seus passos foram grandes o bastante para torná-lo louco. Se ele apenas imaginasse que ela era consciente de sua perseguição, se apresentaria como seu dono e não permitiria nenhum movimento seu para longe dele, tornando-a cativa de seus braços e seu corpo, exatamente como vinha planejando desde que ela morava com ele, na mansão.

Porém, seu plano fora por água abaixo quando ela tornou-se consciente do espaço recôndito da mansão, dos quartos e da sua ideia absurda de individualidade, afastando-se dele antes mesmo que ele pudesse dizer ‘jamais’. Ainda faltava muito para que ele pudesse definir sua situação de vinculado e listar todas as coisas que casais emparelhados dividiam — começando por uma cama, até os sentimentos e pensamentos. Emparelhados eram brutalmente honestos, por não esconder nada de si, dando tudo ao companheiro. Compadecido, lembrou-se do sofrimento de Cormia ao testemunhar em primeira mão o acoplamento de seu macho com Lya, a mãe de Mary. O pior não foi nem mesmo o ato, mas sim descobrir que não poderia fazer nada, porque era completamente legal o hellren possuir duas ou mais shellans, e o máximo que poderia fazer era roer-se com o rancor e a mágoa enquanto assistia o estômago de Lya esticando com a vida, enquanto o seu continuava planamente estéril.

O fato de dividir com Mary os sentimentos, no entanto, o deixou vulnerável diante de sua avaliação. Ela poderia sentir seus ataques, saindo e escapulindo de seus dedos como manteiga. Agora que bebeu o sangue dela, saberia o que ela vinha sentindo, fazendo pintar um sorrisinho arrogante em seu rosto.

— Nada, linda. Porque? — perguntou, retirando o cabelo que escorreu para a ferida de seu pescoço.

Abaixando o rosto, lambeu os dois furos com bordas irregulares, satisfeito que o vergão continuaria por dias até sumir totalmente. Ele sempre estaria marcando-a. Distraída, nem mesmo sentiu quando ele ocupou-se de desfazer os botões do blazer que compunha o terno mais incrivelmente sexy que uma mulher já vestiu na vida.

— Você... Sua expressão... — começou ela, incoerente. — Isto é bom.

— O que tem minha expressão, minha luz? — perguntou, ainda bebendo do sangue que coagulava em sua pele de porcelana.

— Você parece... Hm... Diferente... Ah — as presas dela reluziam com o contato da luz.

Ele sorriu, sua língua passeando pela pele manchada, ruborizada, deliciosa de seu colo.

— Estou feliz.

Mary angulou seu pescoço, deixando-o explorar a carne macia e branca, enquanto encarava-o com pálpebra pesadas.

— Poderia dividir comigo?

— Você está entre meus braços — disse ele. — Isto é o suficiente para me pôr um sorriso nos rosto. Da ultima vez que fiz uma tentativa, correu e quase morre incinerada, o que me assustou até a morte. Se eu fosse humano, teria cabelos brancos. Não sorria — grunhiu ele, quando um sorriso debochado surgiu no canto de seus lábios preciosos e rubros. — Você me fez temeroso e duplicar a segurança na mansão foi complicado como o diabo, mas estou certo de que não tentará fugir mais uma vez.

Mary pareceu não ouvi-lo, fechando seus olhos. Contudo, Rhage pôde sentir seus sentimentos, opondo-se, contraditórios a aparente calma, pinicando em sua pele para fugir. Fugir de seus braços.

Isto não aconteceria em nenhum maldito dia.

— Não é, Mary? Você permanecerá aqui, perfeita e como uma donzela, ao meu lado, acordado todos os dias com um sorriso languido e satisfeito, porque estarei realizando cada um de seus desejos como deve ser, não é? — disse ele, beijando cada pedaço avermelhado e com uma leve camada de suor — Ficará aqui, Mary? Tornando realidade as fantasias que alimentei por anos, imaginando você e eu sentados na mesa, discutindo o dia, ou nós dois em minha cama, em diversas posições, todas elas, uma mais prazerosa que a outra, você gritando meu nome, eu tomando seu corpo, fazendo você minha, como deve ser.

Um gemido fraco, de rendição, escapuliu pelos lábios de Mary. Seus sentimentos confusos haviam sumido de sua mente. Agora só restava a necessidade.

— Porque você é minha, não é, Marilyn? Minha e de ninguém mais. Minha desde o dia em que nasceu. Você deu seus primeiros passos em minha direção, e meu coração tomou aquilo como um sim. Você me pertence, e eu não me desfaço daquilo que é meu — disse ele, beijando o caminho para seu ouvido. — Nem muito menos o deixo escapar — sussurrou ele em contato com a pele macia atrás de sua orelha.

Encostando-a na estante de livros, começou um ritual que duraria por toda uma noite.

Suas mãos aventureiras abaixaram, dedilhando o contorno de seus seios, sentindo-os cheios e macios sob o tato, a renda abraçando os montes, sobrepondo o desenho na camisa de seda tão fina quanto a luz do sol, o sutiã dando aos seus seios uma aparência extremamente comestível, pulando da borda, enchendo a meia taça. Cansado dos jogos mentais, encheu as mãos com o par de seios, arrancando um suspiro angustiado de Mary. Rhage ocupou-se de desabotoar os botões, atordoado pela vista da pele lavada pelo suor, corada, adornada com o sutiã meia taça pêssego, rendado como ele esperava, contrastando unicamente com a monotonia de seu traje. Seu pau havia acordado há muito tempo, quando ela gritou com o advogado mequetrefe, exigindo respeito. Daquela conversa tosca, do tempo desperdiçado com alguém tão corrupto, o que ele mais gostou fora o fato do filho da puta achar que ele e Mary eram casados. A palavra ‘esposa’ soou linda saindo dos lábios daquele homem odioso.

Contudo, não adiantou em nada massagear o seu ego de macho vinculado, adulando-o, quando ameaçou Mary de forma tão explicita. O seu lado protetor mais primitivo exigiu que James fosse eliminado de imediato, se pudesse, amiúde, mostrando-o com a mulher de quem ele estava lidando. Todavia, quando notou o estado espiritual e mental de Mary abalado, tentou conter-se o suficiente para liberar a veia do macho humano. Além de sua dieta não permitir que bebesse do sangue de um macho, ficou com medo de uma retratação da Virgem Escriba — a besta já era maldição suficiente para uma vida; mas o que o fez parar de instantaneamente fora a preocupação que se agitava em seu estômago, ao ver o rosto, a expressão espantada de sua mulher, o medo ao ver o que eles realmente eram, a verdadeira face dos vampiros.

Esfregando o topo dos seios, com os dígitos, usou os polegares para abaixar a aba de cetim, revelando mamilos intumescidos e erguidos para o céu, implorando por sua língua e seus dentes. Cansado de esperar, beijou o oco de sua garganta, deixando um rastro de saliva por todo o caminho até os seios perfeitamente redondos, ainda que com falhas mínimas — como algumas estrias de sua fase púbere ou um sinal negro na parte de dentro do seio esquerdo. A língua de Rhage escapuliu de seus lábios, encontrando o mamilo rosado do seio direito, enquanto a mão que não o erguia ocupava-se de seu gêmeo desprezado, torcendo-o com dedos extremamente ternos. Ele sabia que aquela era a primeira experiência sexual de Mary, por manter um controle rígido em suas conquistas e em todos aqueles que tiveram a honra de escutar um ‘sim’ tímido dos lábios de sua mulher. Nenhum escapava de sua fúria ou de seu ciúme desvairado, acabando em uma maca que Rhage arrogantemente chamava.

Sorrindo, puxou o mamilo em sua boca com os dentes, arrancando um gritinho surpreso de Mary.

— Rhage! — reclamou ela, exasperada e aturdida.

— O que, minha luz? — perguntou, entre o sugar e puxar que manipulava no corpo de Mary.

— Não faça isso...

— Isto o quê? — perguntou com o tom mais inocente que conseguiu adotar diante da maré de prazer unilateral que sentia pela conexão com Mary. — Isto? — ele puxou um mamilo com os dentes, um pouco mais forte do que antes, sugando-o com força depois, deixando-o extremamente vermelho. — Ou isto? — massageou o outro seio com toda a mão, puxando-o e amassando, enquanto repetia o movimento no seio que estava em sua boca, mordendo-o e sugando, repetidas vezes.

Suas mãos desceram, sentindo a seda branca sob o tato, os músculos retesados do abdômen de Mary, e os botões que com todo o gosto do mundo estourou, enchendo a biblioteca com pequenas pérolas retinindo pelo chão. A pele de seu estomago era macia, quente, muito sedosa com os pequenos fios dourados arrepiados. Ele nunca imaginou que ver uma mulher seminua fosse tão sedutoramente irresistível como vê-las apenas com uma tanga branca de renda. Mas talvez não fosse qualquer mulher, apenas o fato de ser Mary a pessoa a estar ali, encostada naquele estado aprazivelmente desconfigurado, fora de seu elemento, sem a arrenegação tão comum pintando suas feições. Ele estava feliz pela entrega desmesurada de Mary, a forma como ela se dissolveu em seus braços e disse-lhe com expressões e ações ‘me ame’.

E era exatamente isto o que Rhage lhe faria.

Retirando o blazer de seus ombros suaves, livrou também da blusa, puxando-a da saia, jogando em qualquer lugar da sala, ouvindo-a cair com um longo assobio. Ele assistiu, satisfeito, Mary puxando o zíper da saia para baixo, revelando uma tira de pele pálida e um pedaço de pano acetinado de tom pêssego, como o sutiã.

Ávido, empurrou o tecido para fora das pernas roliças dela, vendo-a em todo o seu esplendor, sua cintura delgada, seu corpo curvando-se nos pontos certos, o quadril cheio unindo-se ao tronco esbelto pelo ventre plano, tão tentadoramente rosado que fez a boca de Rhage encher-se de água.

Ele tinha fome, e apenas a doçura de Mary poderia saciá-lo.

Porém, ele teria de fazê-lo em sua própria cama.

Correndo para a mesinha do telefone, pegou sua camisa de linho, dando-a para Mary vestir. Sua reação fora rápida o bastante para que em alguns segundos a estivesse segurando pelo cotovelo, guiando-a para porta, vestida apenas em uma calcinha pêssego, meias e ligas da mesma cor, e uma camisa transparentemente branca, pronta para o amor.

Pouco imaginava que seus planos seriam arruinados quando saíssem pelo portal de madeira.

Ansioso, puxou Mary para seus braços, destrancando a porta e puxando a maçaneta, ocupando-se de beijar-lhe os lábios, invadido pela confusão e o prazer que sua mulher sentia em seu âmago.

Antes que pudesse dizer ‘Mississipi’, no entanto, chocou-se com um corpo alto e com cheiro de fêmea que carregava uma expressão consternada.

— Beth?

Elizabeth Randall Wrathson, Rainha dos Vampiros, olhou-o como se houvesse nascido uma segunda cabeça em seu pescoço.

— Você está louco?

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.

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Notas finais
N/a: Seguindo a tradição, um beijo e um abraço à SakuraLiz e à rock n love, que MUITO AMAVELMENTE, favoritaram Concorrência. Muito obrigada, lindas! Nos vemos nos comentários.
Um obrigada para lá de especial, como sempre, às minhas leitoras de carteirinha, comentadoras afoitas, sinceras e concorrentes: Mayara Lima (com seus comentários gradativamente maiores), biola_03, alokpoynter (vá para o Word trabalhar, menina!), aku_chan, VanBlack (você voltou, gatinha!), amando, Tumn Cipriano (logicamente G_G) e Leda Kobayashi Teixeira a mais nova concorrente registada; e obviamente, aos meus fantasmas concorrentes: amores, venham para a festa conosco!
ESCLARESCENDO OS MOTIVOS PARA QUE ESTE CAPÍTULO NÃO FOI O TRANCO DURO COMO TOOODAS NÓS QUERÍAMOS:
1. Mary, apesar de ser segura e ter um corpo para lá de escultural, é virgem.
2. Ela não tem a mínima ideia do emparelhamento, nem sabe o porquê de Rhage não tê-la beijado de introito.
3. Acho que está cedo DEMAIS para uma cena mais caliente.
4. Tenho planos para a primeira vez e CALEM SUAS BOCAS (risos).
Lamento que tenha sido decepcionante, mas o capítulo seis marca o verdadeiro início de Concorrência. Foi o mais difícil de fazer, porque avaliar o ponto de vista de Rhage e limitá-lo a uma só perspectiva, sem contar segredo algum (porque, véi, Rhage tem muitos), tornou a tarefa de escrever a experiência um desafio. Inicialmente, tinha sido hot e rápido, Rhage dominado pela besta; but, lendo meus romances de banca, tive a noção de que Rhage não poderia partir pro ataque, assim, de cara. Espero que minha tentativa de lemon não pareça ridícula.
RESPOSTAS DE COMENTÁRIOS:
1# Respondendo à VanBlack: Sweeheart, eu ainda não tenho planos para o V, mas ele estará na história sim. Planejo integrar toda a Irmandade com o meu passo de tartaruga, obrigada -, fazendo com que esta seja uma história autêntica BDB.
2# Respondendo à Dayalukiná - em uma pergunta feita no primeiro capítulo: Não queria falar de continuações agora, porque as ideias AINDA para Concorrência estão pipocando a mil no meu cérebro, fazendo com que planos futuros turvem-se. Mas sim, planejo algo pra um futuro MUITO distante, porque sinto que o ano vai terminar e nós ainda estaremos em Concorrência.
3# Respondendo a uma pergunta não feita diretamente à aku_chan: Bem, neném, o Z vai aparecer... Mas não agora. É tudo o que posso dizer.
p.s.: Não pressionem no quesito postagens. A próxima virá quando concluir o capítulo 10.
Besitos en las mejillas de ustedes,
Black.