Notas iniciais
Ooi, nenéns, tudo bom com vocês? Aqui vão os avisos: ✖ Obrigada pelos favoritos e comentários, vocês são demais, sério ♥ E, finalmente, o nosso Ashy chegou, bitches ♥ ✖ A música do cap. é: Blackfoot - Reckless Boy ✔

Não havia se passado nem dois dias de nossa mudança repentina, e Jack já havia feito amizade até com Paul, o mendigo do beco que convivia com seu "circo de ratos" perto de casa. Às vezes, pego-me a imaginar como o meu irmão pode ser tão sociável, tenho a impressão de que, a cada vez que ele me arrasta para alguns eventos, quais eu fico completamente escondida num canto escuro bebendo até a última gota da minha preciosa coca-cola, ele passa pelas ruas cumprimentado até o cachorro vira-lata qual ele teve o prazer de nomear: Bobbey, o cão, mas voltando, Jack disse que estava pensando em trazer uns caras que ele conheceu através de nosso novo vizinho. Ele não comentou muito sobre esses 'mates' e disse que, com toda a certeza, iam jogar conversa fora o dia inteiro, o que me leva a conclusão de que meu irmão amado é um completo imbecil. Por que diabos ele traria os caras até aqui? Para mostrar nossa linhagem? Ou, talvez, meu irmão seja canalha o bastante para contar sobre meus ataques e porradas quando assusta-me e os convenceria a assustar-me durante o dia todo. Se for isso, vou me trancar o dia inteiro com ruffles, coca, brigadeiro e balinhas, além de uma boa dose de Supernatural, bem longe deles.

Eu já tinha ideia de onde era cada cômodo na casa e tinha até um bom lembrete no meu cérebro, então lá fui eu me aventurar, passei alguns corredores e juro que pude escutar murmúrios e vozes, eu estava sendo observada no campo minado. Jack e seus planinhos... Uma risada estridente e mecanizada me fez olhar para trás, a mesma emitia algo como He he he he he rapidamente e de forma bem agonizante.

— Jack, deixe de ser estúpido! — novamente a mesma risada, porém vinda dos dois lados do corredor — Jack, eu juro que se for você tentando me pregar uma peça sem graça, eu vou esfolar a pele da sua cara até ver seus ossos em decomposição, imbecil.

— Ei, mantenha a calma, gata. Just relax. — ele se rendeu, atrás de si um garoto de cabelos verdes e um loiro, com um piercing no lábio inferior e olhos azuis do lado esquerdo e, do outro lado, um garoto com bochechas incrivelmente gordas e mordíveis, ele parecia meio asiático, logo atrás dele estava outro garoto loiro, só que com olhos verdes salpicados de castanho com uma feição meio... Quieta demais.

Todos eram muito bonitos, Jack sorriu batendo um high-five com cada um deles. Eu com toda a certeza estava com uma cara de "de onde vocês brotaram, criaturas?" e Jack, bancando o irmão 'legal', me puxou pelos ombros, guiando-me até o pandemônio que ele chama de quarto e eu notei que, meu quarto era fodido, mas o de Jack era dez mil vezes pior. Se eu e ele convivêssemos no mesmo quarto, estaríamos nadando em um rio de roupas, posters e CDs de bandas. Jack encaixou-me em sua cama, totalmente, já que a mesma estava de pernas pro ar, e colocou os caras em 'ordem':

— Pino Frouxo, esses são Luke — apontou para o loiro de olhos azuis e piercing, com o indicador direito, o mesmo me deu um sorriso brilhante e com covinhas, e caminhou até perto, dando-me um beijo bochecha para, logo depois, voltar pra onde estava. — Mike — o de cabelo verde se manisfestou soltando um "Hiyah" e dando um sorriso divertido, encarei isso como um "Oi, prazer em te conhecer" e sorri de volta — Calum, só lembrando que ele não é asiático, ok? Ele é uma mistura de neozelandês e escocês, algo bem louco... Eu sei. — Calum deu um sorriso tímido e beijou minha bochecha esquerda, retribui o sorriso e encarei Jack — e por fim, Broo...

— Ashton Irwin, satisfação. — o loiro com a bandana encarou-me, com um sorriso de lado e sobrancelhas arqueadas, veio até mim depositando uma mão em minha cintura e beijando-me a bochecha, logo após se levantando e, assim, voltando para o seu lugar. Os garotos encararam ele como se o advertissem mentalmente, ele rolou os olhos e acendeu um cigarro.

— Ei Ash, drogas aqui não, brother. — meu irmão sorriu dando um soco leve no antebraço do loiro, logo após roubando um da caixa Marlboro Vermelha. Ashton emprestou o isqueiro para meu irmão, ele tinha os olhos tão bonitos, mas pareciam distantes. Minha intuição não falha em dizer: Tem algo de errado aqui.

— Nunca pensei que você fumasse, Kratt. — dei ênfase no Kratt, recebendo um "vá se foder" em resposta a minha afirmação. Dei uma risada fraca e abracei minhas pernas junto ao meu corpo, arrastando meu corpo para perto da cabeceira da cama, Luke se sentou ao meu lado e Calum do outro, Jack bagunçava seu cabelo negro — mais do que já estava bagunçado -, Mike encarava um ponto qual eu não tive coragem para verificar, estava com preguiça, e Ashton permanecia quieto, porém, com seus olhos vidrados em mim, como se eu brilhasse. Encarei Luke, que sorriu de maneira fraca.

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Já havia se passado 2 horas desde que fui apresentada àqueles idiotas, e posso dizer que me tornei uma grande amiga de todos, porém, Ashton parecia não querer conversar, apenas observar. Observar o tempo, o ar e provavelmente minhas pernas, o pior era que ele fazia descaradamente e quando percebia meu desconforto apenas dava um sorrisinho de lado e dava uma tragada. Mina vontade de meter-lhe uma tapa na fuça não era nada pequena.

— Jack? — Ashton murmurou roucamente, fazendo com que todos o encarassem e Jack, com uma expressão suave, gesticulou para que Ashton progredisse. — Eu queria um copo d'água, mas não sei onde fica a cozinha. — ele soltou um risinho meio manhoso, Jack deu risada e voltou a conversar com Mike.

— Gata, leva o Ash na cozinha, por favor. — engoli em seco, o cara já quase me comia com o olhar e meu irmão bastardo me pede isso, ele é cego? Não, eu não vou fazer isso. Não sou obrigada e minha intuição não falha.

— Por que eu? Quero dizer, — respirei fundo, o loiro já estava de pé perto da porta de tintura negra — você poderia levar, não é? Conhece a casa melhor que eu. — dei uma risadinha, tentando esconder meu nervosismo.

— Ah, faça isso por mim e eu te compro aquela goma colorida em formato de urso por um mês e o seu chocolate favorito também. — merda, dez mil vezes merda. Usando comida para me atingir, Jack? Bufei, apoiando-me nas coxas e passando reto por Ashton, abrindo a porta e logo virando à esquerda, seguindo pelo corredor vazio. A porta do quarto bateu, supus que tenha sido um dos garotos e, em alguns segundos, eu pude escutar passos atrás de mim junto de alguns fungos, o que eu deduzi que Ashton estivesse dando uma de chaminé.

Desci as escadas calmamente e dobrei à direita passando pela sala de jantar, eu sentia como se o loiro da bandana estivesse me comendo com os olhos, mais do que já estava, olhei de soslaio para trás e pude confirmar; Ashton tinha o cigarro por entre seus lábios e seu olhar parecia alternar entre meus quadris e minha bunda descaradamente, filho da mãe. Percebendo meu movimento, ele apenas retirou o Marlboro de sua boca, soltou a tão habitual fumaça e arqueou sua sobrancelha esquerda, olhando em outra direção logo após.

Agradeci mentalmente por termos chegado tão rápido na cozinha, empurrei a porta rolante de vidro e adentrei o cômodo rapidamente, Ashton se aproximou. Seus olhos verdes encaravam-me como se o mesmo tentasse memorizar cada parte de meu rosto.

— Os copos ficam ali naquele armário. — apontei para um pequeno armário preso a parede com o indicador esquerdo, Ashton passou ao meu lado como se estivesse analisando tudo.

— Obrigado. — minha pele se arrepiou com a voz extremamente rouca dele e ele riu, exibindo suas adoráveis covinhas. Devo assumir que ele é sim lindo, mas babaca. Com toda a certeza. Logo após, ele se virou para mim novamente, aproveitando que eu estava em apoiada à parede, Ashton me empurrou sem pressa, cercando-me com seus braços — Sabe o que eu percebi? — ele soltou um risinho junto de um sorriso safado, tentei me soltar, mas ele comprimiu o espaço entre nós dois.

— Não e nem quero saber.

— O que é isso, gatinha? Medo? Calma, eu não vou te morder — aproximou seus lábios do meu lóbulo. — Só se você pedir. — sussurrou lentamente, pude sentir seus lábios depositando uma trilha de beijinhos pelo meu pescoço, empurrei ele com mais força.

— O que pensa que está fazendo, cara? É idiota por algum acaso? Onde é que você tá com a cabeça? Não me chame de gatinha, seu otário. — ele se apoiou em uma cadeira qualquer, ainda com o sorriso safado nos lábios, ele encarava meus seios cobertos pela camisa enquanto se aproximava me prensando novamente na parede repleta de azulejos brancos. — Pare de encarar meu corpo dessa forma, seu maníaco. Eu não sou um objeto.

— Gostei do seu cheiro. Um cheiro tão bom, gatinha. — ele me ignorou completamente e eu mordi meu lábio inferior com raiva, nada disso.

— Não me chame de gatinha. — empurrei-o, metendo-lhe um chute nas partes íntimas, vendo o mesmo despencar no chão. Sai correndo dali indo em direção ao meu quarto, mas antes pude escutar sua risada sofrida.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e comentem, por favor! ♥