ROMANCES MENSAIS

LIVRO IV — COMPETIÇÕES DE ABRIL

CAPÍTULO XXIX — RECOMEÇO

A primeira coisa que vejo ao abrir meus olhos é teto do quarto branco que reconheço como de um hospital. Eu não fazia ideia de que horas eram nem o que tinha acontecido. Tudo estava muito confuso em minha mente. Meu corpo inteiro doía, mas principalmente a minha cabeça. Olho para o lado e encontro Echo dormindo na poltrona de acompanhante do quarto. Nesse momento, as memórias da perseguição e do acidente atingem minha mente em cheio.

Desesperada para saber onde estava Barry e entender o que havia acontecido, acabo me levantando de uma vez e logo me arrependo de minha decisão ao sentir uma dor ainda maior de cabeça e o ombro latejar. Meu movimento brusco e o resmungo de dor que solto parecem acordar Echo, que salta da poltrona onde dormia e vem ao meu auxílio.

Noto então que meu ombro e braço direito estavam imobilizados. Minha testa estava enfaixada e eu tinha certeza de que havia levado pontos. Noto alguns ferimentos em meu braço direito e em meu rosto. Encaro Echo, desesperada.

— Fica calma, querida. Você deslocou o ombro e fez um corte profundo na testa. Mesmo que tenha tomado muitos remédios para dor, ainda precisa ficar deitada e descansar. — Recomenda a loira, ajudando-me a deitar.

— Onde está o Barry, Natsu e Haru? O que aconteceu com eles? Onde eu estou? — Questiono, alarmada e ela dá um fraco sorriso.

— Está tudo bem, Cait. Barry está em outro quarto, se recuperando da cirurgia que ele teve que fazer na perna. Natsu e Haru milagrosamente só tiveram apenas ferimentos leves e depois de cuidarem de todos os cortes que sofreram foram para a casa da Natasha. — Explica minha sogra, fazendo um agradável cafuné em minha cabeça. As informações me deixam muito mais calma. Ela então suspira e aperta a minha mão esquerda. — Vocês quase me mataram do coração. Quando eu recebi a ligação de Natasha contando que vocês tinham sofrido um grave acidente de carro, eu fiquei desesperada. Quase enlouqueci de tanto medo e preocupação. Foi então que trouxeram vocês para cá e o desespero se tornou ainda maior ao ver vocês desacordados e ensanguentados. O carro de Barry ficou completamente destruído com o capotamento e eu só conseguia pensar no pior. Só Deus sabe como eu consegui permanecer de pé e realizar os primeiros socorros em você.

— Eu sinto muito. — Lamento, vendo o olhar preocupado de Echo, que suspira mais uma vez e abre um sorriso amoroso.

— Bom, o importante é que vocês estão bem. Ainda que eu quisesse esganar vocês por terem se envolvido em algo tão perigoso mais uma vez, mesmo depois de me prometer que ficariam longe de problemas depois de todo o susto ter passado, agora eu me sinto aliviada por ver que vocês estão bem. — Responde Echo, dando um olhar divertido.

— Eu tenho tantas perguntas para fazer, mas o que eu realmente quero é ver o Barry. — Confesso e ela ri, compreensiva.

— Por enquanto ele ainda está dormindo. Como ele precisou fazer uma demorada cirurgia por causa da fratura no fêmur e no tíbia, ele tomou muita anestesia e ainda está dormindo. Vocês dois dormiram muito, na verdade. Mas como você apenas deslocou o ombro direito, sofreu um corte grande na testa e teve escoriações leve pelo corpo, nós demos um sedativo para você descansar e se recuperar. — Conta Echo, apertando o controle ao meu lado para levantar um pouco a minha cama. — Por enquanto, é melhor você se alimentar. Como Henry está cuidando de Barry com o Ben, eu vou ficar aqui com você e mais tarde eu te levo para visitá-lo, está bem?

— Tudo bem. — Concordo, desanimada, mas sorrio agradecida. Echo estava sendo uma mãe para mim. — Obrigada, Echo. Não só por cuidar de mim agora, mas por sempre me tratar tão bem. Acho que nem meus pais me tratam com tanto carinho como você.

— Não precisa agradecer, querida. Você é como a filha que eu sempre quis ter. É uma garota linda, inteligente e muito amorosa. — Elogia Echo, dando um beijo no topo de minha cabeça. — Agora, eu vou te dar o seu café da manhã na boca, já que não consegue comer com a mão direita.

— Obrigada. — Agradeço, rindo.

Echo vai até a entrada do quarto e traz para perto de minha cama uma pequena mesa com rodinhas onde estava uma bandeja com o que imaginei ser o meu lanche. Ela retira o papel filme que cobria uma tigela branca. Noto então que se tratava de um mingau. Echo então pega a colher e um pouco do mingau, levando até a minha boca. Suspiro ao sentir o sabor sem graça do mingau. Na verdade, aquilo estava mais para água com leite e aveia do que para mingau de aveia de tão fino e sem gosto que estava.

— Eu vou ligar a televisão. Talvez isso te distraia um pouco do mingau. — Responde Echo, rindo da cara que eu fazia a cada nova colherada que recebia do mingau.

— Por favor. — Peço e ela ri ainda mais, antes de colocar a tigela de mingau na mesa e ir atrás do controle da televisão.

Nesse momento, Aki, Haru, Natasha e Natsu aparecem na porta do meu quarto. Ao ver que eu já estava acordada, eles sorriem e batem antes de entrar, chamando a atenção de Echo, que sorri docemente ao reconhecer a agente da CIA e os irmãos Onizaki na porta.

— Vocês não deveriam estar descansando, mocinhos? — Pergunta Echo a Natsu e Haru, que sorriem. — Entrem. Eu estava dando um pouco de mingau para a Cait.

— Oi tia Echo. — Cumprimenta Haru, entrando no quarto, sendo acompanhada pelos irmãos e a agente Romanoff. — Obrigada por cuidar da gente ontem. Nossa mãe pediu para te dizer que ela está muito grata pelo cuidado que você teve em avisá-la.

— Imagina. Como uma mãe que ficou sabendo que o filho foi sequestrado no outro lado do mundo e que o machucaram somente quando ele voltou de voltou de viagem, eu sei bem como ela se sente. — Responde Echo, lançando-me um olhar repreendedor. Encolho-me, sentindo a culpa em meus ombros. Barry não me deixou contar para Echo sobre o sequestro quando voltamos para o hotel, porque não queria deixar a mãe preocupada, mas a reação dela foi ainda pior ao descobrir pela boca dos professores, que se lamentaram pelo que aconteceu quando ela e o pai de Barry foram nos buscar no aeroporto. — Bom, vocês devem estar querendo conversar com a Cait. Eu vou procurar algo melhor para ela comer, enquanto isso, fiquem à vontade.

— Obrigada, Echo. Você é um anjo. — Agradeço, feliz por me livrar daquele mingau horrível. Ela ri e nega, antes de sair. Natasha e os irmãos Onizaki se aproximam, encarando-me com preocupação. Sorrio, tentando tranquilizar os quatro.

Observo o casal de irmãos que estavam comigo no carro quando o acidente aconteceu. Natsu tinha apenas alguns cortes na bochecha e na sobrancelha, mas não era nada grave. Haru tinha um curativo na testa, um corte na boca e no nariz e o pulso direito estava enfaixado. No geral, assim como dito por Echo, milagrosamente eles estavam bem. Confirmar isso me deixa mais aliviada.

— Sara mandou algumas roupas para você. Como ela não sabia quanto tempo ficaria no hospital em observação por causa do machucado na cabeça, ela mandou quatro mudas de roupa. — Avisa Natsu, colocando uma mochila sobre a poltrona de acompanhante. — Ela queria vir, mas...

— Como ficou anos visitando esse hospital frequentemente, ela poderia ser reconhecida facilmente. — Respondo e ele assente, concordando. — Tudo bem. Eu entendo. Obrigada por trazer as minhas roupas.

— Como você está? — Pergunta Natasha, observando com atenção.

— Dolorida. Acho que até meus fios do cabelo doem. — Brinco e ela dá uma risada nasalada. — Mas estou bem. Quando eu acordei, fiquei apavorada. Eu só conseguia pensar que alguma coisa de grave aconteceu com vocês ou com Barry. Por sorte, Echo estava dormindo aqui e me tranquilizou. Não vejo a hora de ver o Barry. Mesmo sabendo que ele está bem, eu só ficarei mais calma quando visitá-lo.

— Acabamos de vir do quarto dele. Ele está bem. Alguns cortes no rosto, nariz machucado e a perna esquerda toda engessada e para cima. Ele ainda estava dormindo por causa dos fortes medicamentos que tomou, mas está bem. — Afirma Aki, sorrindo. — O Sr. Allen estava de olho nele e afirmou que os fortes remédios para dor que ele tomou o deixaria o dia todo sonolento.

— Estou feliz que vocês estejam bem, também. — Digo e os irmãos sorriem, compartilhando o mesmo alívio que eu sentia. — Mas o que eu realmente quero saber é o que aconteceu. As provas contra Ted Wheeler foram entregues a justiça? Descobriram quem está por trás desse último ataque que sofremos?

— Eu vi o acidente de vocês acontecer. Infelizmente cheguei tarde demais para evitá-lo. — Explica Natasha, suspirando. — A granada usada por Haru fez uma parte do morro cair em cima do carro que os perseguia. Os dois homens que estavam no carro morreram na hora. Nós conseguimos recuperar o histórico de mensagens deles e ligações deles. Descobrimos que eles eram assassinos de aluguel que foram contratados por Ted Wheeler para impedir que vocês entregassem as provas para a polícia. A cápsula do tempo onde as provas estavam as protegeram do acidente. Felizmente consegui entregar tudo ao juiz responsável pela investigação de Ted Wheeler junto com as informações que conseguimos sobre todas as tentativas de assassinato contra você e Barry. Automaticamente ele foi preso, sem qualquer possibilidade de condicional domiciliar até o dia do julgamento que ocorrerá no fim de setembro. Ele provavelmente pegará prisão perpétua ou será condenado a pena de morte. De qualquer forma, dessa vez, ele não sairá impune. Não haverá fiança que impeça que ele pague por todos os crimes que ele cometeu nos últimos vinte anos.

— Isso significa que nós finalmente...

— Estão livres? — Completa Natasha, sorrindo. — Sim. Acabou. Sem perseguições pela cidade, sequestro ou tentativas de homicídio.

E antes que eu percebesse as lágrimas simplesmente começam a descer pelo meu rosto. Eu me sentia tão aliviada e feliz por apesar de tudo o que passamos, finalmente conseguimos justiça. Cumprimos nossa promessa com Cisco e impedimos que todo os riscos que minha mãe correu para proteger todos os documentos que comprovam a participação de Ted Wheeler no Projeto MKUltra não fossem em vão.

Haru é a primeira a me abraça, tentando me consolar. Rio, tentando limpar as lágrimas e correspondo de maneiras desajeitada com o braço esquerdo o abraço carinhoso da garota. Aki e Natsu também nos abraçam, compartilhando dos mesmos sentimentos que eu. Eles também haviam enfrentado muitos problemas por causa da venda que o pai deles fez da fórmula do Mirakuru ao Hawkins National Laboratory. Agora que conseguimos acabar com os planos do maldito Ted Wheeler, eles poderiam voltar para seu país natal com a consciência limpa e a honra de família Onizaki. Nossa complicada saga terminou e não poderíamos estar mais aliviados.

[...]

Enquanto eu assistia à competição nacional anual de patinação artística no gelo onde Ben e Mal iriam competir, ouço batidas na porta que me fazem desviar o olhar da televisão para a porta. Não demora muito para que ela seja aberta e, para a minha surpresa, Barry apareça com um sorriso divertido no rosto. Observo meu namorado entrar no quarto em uma cadeira de rodas com a perna engessada estirada no apoio de panturrilha. Austin empurrava a cadeira, acompanhado de Ally, que me encarava preocupada.

— Olá! — Cumprimenta Austin, sorrindo divertido. — Nós somos a equipe de resgate dos pacientes do IU Health Methodist Hospital. Está pronta para o seu passeio do dia?

— Barry! Você não deveria estar deitado? — Pergunto, preocupada. — Echo me disse que você vai precisar ficar de repouso por alguns dias no hospital para poder voltar para casa.

— Eu estou bem. Não se preocupe. Ally veio para te ajudar a vestir. Nós vamos para assistir à apresentação de patinação de Ben e Mal. — Responde, como se a perna quebrada, o nariz inchado e todos os outros cortes no rosto fossem algo banal. Rio, sem acreditar. — Ben e Mal são nossos melhores amigos. Não podemos perder o dia mais importante da vida deles.

— Ally! Você deveria impedir esses malucos de fazerem essas loucuras. — Repreendo minha amiga e colega de trabalho, que suspira e ri, dando de ombros.

— Acha mesmo que eu sozinha consigo parar dois membros da família Barton? O máximo que eu consigo fazer foi convencer os dois a não ficarem andando na cadeira de rodas pelos corredores do hospital como se fossem duas crianças. E olha que foi uma missão quase impossível. — Conta, aproximando-se de mim com um sorriso aliviado. Correspondo ao sorriso e abro o meu braço livre, em um pedido mudo por um abraço, que não demora muito a acontecer. — Estou tão feliz que esteja bem. Quando Austin me ligou falando que vocês sofreram um acidente, eu quase morri de preocupação.

— Eu estou bem. — Respondo, aconchegando-me o abraço amoroso de Ally. Afasto-me da doce garota e ela sorri. — Só que infelizmente você terá que me substituir como dançarina principal por pelo menos um mês.

— Com as minhas habilidades na dança, é mais provável que eu os clientes parem de ir ao Hawkeye. — Brinca a garota, rindo.

— Mas você é uma dançarina incrível, Roxy Rocket. Foi a sua dança especial que fez eu me apaixonar por você. — Ironiza Austin, que recebe um olhar repreendedor da namorada. — Na verdade, parando para pensar agora, acho melhor você não dançar. E se mais homens se apaixonarem por você? O que será de mim?

— Sinto muito, Austin e Ally, mas nenhuma dançarina é capaz de chegar aos pés de minha linda namorada. Ela é a própria rainha da dança. Christina Aguilera, Madonna e Beyoncé não são nada se comparada a ela. — Fala Barry se gabando. Rio e reviro os olhos.

— É mesmo? E por acaso a sua namorada possui uma voz absoluta? — Dessa vez é Austin que começa a se gabar da namorada.

— Eu não faço ideia do que é isso, mas a minha namorada também é uma excelente cantora. Foi por causa da performance bêbada dela de Summer Nights. Duvido alguém superar o talento dela. — Relembra Barry e dessa vez eu tenho vontade de enterrar minha cabeça para sempre. Ally ri, divertindo-se com a infantilidade de nossos namorados.

— As vozes absolutas são vozes de cantores excepcionais onde suas extensões vocais ultrapassam três oitavas. — Explica Austin e Barry e eu o encaramos sem entender nada. — Em resumo, são pessoas com vozes que alcançam notas incríveis, sejam agudas ou graves.

— Certo. — Concorda Barry, dando de ombros. Ele realmente não se importava com isso. Acabo rindo e Ally me acompanha. — Enfim, Ally, deixe minha namorada ainda mais bonita. Saímos em dez minutos. Enquanto isso, eu vou convencer o Dr. Storms com o Austin a dar sua alta. Nós já conseguimos a minha com o tio Mikael.

— Ainda não acredito que vocês conseguiram convencer o Sr. Moon a dar a alta de Barry. — Comenta Ally, rindo em descrença.

— Ninguém resiste ao nosso charme. Nem mesmo meu pai. — Brinca Austin, fazendo uma pose ridícula de homem sexy ao mesmo tempo que Barry. Naquele momento, eu tinha certeza de que eles compartilhavam o mesmo único neurônio que eles possuem.

— Vão logo! — Resmungo e eles riem, deixando o quarto. Viro-me para Ally, que observava os dois rapazes saírem e fechar a porta. — Como foi que a gente arranjou namorados tão idiotas?

— Fazer o quê? Ninguém resiste ao charme da família Barton. — Responde Ally, dando um sorriso divertido. Acabo rindo também. Infelizmente, eles tinham razão. — Agora vamos te arrumar. Nós precisamos mesmo ir a apresentação deles. Ben e Mal também passaram por um momento difícil ontem e hoje.

— As minhas roupas estão naquela mochila em cima da mesa com rodinhas. — Respondo, apontando pela mochila que Natsu trouxe no dia anterior. — O que aconteceu com eles?

— Mal foi sequestrada por aquele ex-namorado dela traficante. Se não fosse pela agente Natasha, ele teria fugido do país com a recompensa de dez mil dólares que ele exigiu de Ben pelo resgate dela. — Conta Ally, suspirando, enquanto procura por uma roupa mais fácil para vestir com a incômoda imobilização que cobria meu ombro, braço e tórax. — Eu não só não tive um problema cardíaco essa semana por milagre. Primeiro você e Barry se envolvem em um acidente terrível de carro. Depois Mal é sequestrada e o Ben quase um leva um tiro tentando salvá-la. Sinceramente, qual é o problema da família Barton e essa tendência maluca de se envolver em perigo? E o pior é que nós sempre acabamos nos envolvendo também.

— Natasha comentou isso comigo uma vez. — Conto, rindo. Levanto-me e retiro a camisola horrível do hospital que eu usava. Felizmente, já havia tomado banho e não precisaria passar por todo o processo demorado de cobrir a imobilização para conseguir tomar banho. — Os sobrinhos de Clint têm a terrível mania de se envolver em problemas. Agora que paro para pensar, todos eles realmente não pensam duas vezes antes de entrar em uma situação que coloque a vida deles em perigo e tudo que nos resta é acompanhá-los e torcer para tudo dar certo.

— Bom, acho que nós não podemos reclamar. — Fala Ally, ajudando-me a vestir um vestido mais folgado preto. — Nós também fazemos parte da família Barton.

— Seja teimosa e inteligente como uma Barton. — Relembro o lema da família e Ally ri, concordando.

— Seja teimosa e inteligente como uma Barton. — Repete a garota, pegando um batom que estava em seu bolso da calça. Ela passa em minha boca e pega uma sapatilha confortável que Sara colocou na mochila, colocando no chão para que eu me calçasse. Ally me encara e penteia meu cabelo, já sem a irritante faixa em minha testa para atrapalhar. Ela então me encara e sorri com satisfação. — Agora sim. Vamos lá. Temos uma apresentação incrível para assistir.

E como era de esperar da teimosia de Barry, depois de muita insistência ele e Austin conseguiu convencer o Dr. Storms a dar a minha alta para assistir ao campeonato de Ben e Mal, antes de nós dois voltarmos para o hospital. Obviamente, tivemos que prometer não fazer esforços e nem bruscos e que voltaríamos a tempo para tomar a última medicação do dia.

Assim, seguimos para o United States Figure Skating Championships. Como nossos amigos seriam os últimos a se apresentar no dia, conseguimos chegar a tempo de assistir sua impressionante apresentação. Faltando apenas Clint e Nancy, que estão fora da cidade, todos os integrantes da família Barton estavam presentes na plateia para assistir à apresentação de Ben e Mal. Até mesmo Sara, que estava disfarçada e sentada um pouco mais afastada para não ser reconhecia e Aaron, para a minha surpresa.

Depois da linda e graciosa apresentação do casal, vibramos ao saber que eles conquistaram o primeiro lugar da competição e ainda quebraram alguns recordes de pontuação. Assim, acompanhada de minha família de coração, eu observo a todos com sorrisos no rosto e o coração cheio de esperança. Pela primeira vez na vida, eu realmente e sentia em paz. Com a cabeça encostada na de Barry e de mãos dadas, sorrio e suspiro aliviada. Esse é o recomeço de nosso final feliz.