ROMANCES MENSAIS

LIVRO IV – COMPETIÇÕES DE ABRIL

CAPÍTULO X — QUÍMICA

Era um pouco mais de cinco horas da manhã quando Cait foi liberada. Enquanto eu esperava a garota se trocar para levá-la em casa, minha mente repassava todos os acontecimentos desde que Cait e eu nos tornamos dupla no projeto da universidade e tudo ainda parecia surreal demais. Primeiro, descobrimos que formamos uma boa dupla, nos tornamos amigos, nos.… beijamos e agora até mesmo compartilhamos segredos perigosos e complexos.

Durante dois anos, nós vivemos como inimigos declarados. Sempre disputando a atenção dos professores, competindo para saber quem é o melhor aluno da universidade, quem realiza os melhores trabalhos, quem tira as melhores notas. Estávamos sempre brigando e prestes a nos matar em meio a insultos e implicâncias idiotas. Por causa disso, nunca nem mesmo havíamos conseguido conversar mais do que alguns minutos.

Eu não conhecia a Cait, então por que eu a "odiava" tanto? Quer dizer, nem mesmo fazia sentido. Agora, quando paro para pensar sobre isso, vejo o quanto eu fui infantil. Cait é uma mulher surpreendente e única. Ela é linda e inteligente. Mas não apenas isso. Ela é determinada, esforçada e cheia de talentos. Quanto mais eu a conheço, mais eu quero saber sobre Cait. É a primeira vez que me sinto assim.

— Oi. — Fala Cait, saindo do Hawkeye. — Desculpa a demora. É difícil tirar aquela maquiagem.

— Não tem problema. — Respondo, vendo que ela havia voltado a exibir os longos cabelos castanhos ondulados e os bonitos olhos cor de amêndoa. Ela usava uma calça jeans clara, blusa de manga longa preta e coturnos marrons, ainda assim, ela parecia incrivelmente linda. — Vamos?

— Claro. — Concorda, fechando a porta. Como o carro estava estacionado na frente do Hawkeye, precisávamos dar a volta na casa de shows de tio Clint. Observo o céu estrelado de Hawkins e aprecio o confortável silêncio que fazia entre nós. — Tem certeza de que o Ben vai ficar bem? Não seria melhor levá-lo para casa logo? Ele vai ter aula mais tarde e o Mon-El ainda deve demorar para sair, já que é ele que fecha o Hawkeye.

— Não se preocupe. — Respondo e no mesmo instante, recebo uma mensagem no celular. Tiro o aparelho do bolso e sorrio ao perceber que se tratava de Ben amaldiçoando Austin e eu por termos deixado-o para trás sozinho com o tio Mike. Nós com certeza ouviremos muitas reclamações quando nos encontrarmos. Não que Ben não gostasse de tio Mike, mas ele só havia ficado até aquele horário no Hawkeye, porque nos esperava para ir dormir em minha casa aquela noite. — Ele vai ficar bem.

— Se você diz... — Cait ainda parece incerta sobre o assunto, mas não insiste.

Assim que chegamos ao estacionamento do Hawkeye, destravo meu carro e abro a porta para que Cait entrasse. Ela parece um pouco envergonhada, mas entra no veículo depois de um tímido agradecimento. Entro no carro e olho o horário em meu relógio. Em um pouco mais de duas horas o sol nasceria. Subitamente tenho o desejo de assistir o deslumbrante cenário do nascer do sol acompanhado de Cait em dos pontos mais bonitos da cidade.

— Sabe... — Começo um pouco nervoso. Eu não sabia bem o que estava fazendo. Era tão estranho como eu me sentia inquieto apenas para fazer um simples convite. O que há de errado comigo? Cait me encara com curiosidade. Talvez não entendesse o motivo de minha hesitação. Respiro fundo e dou um fraco sorriso. — O que acha de irmos ver o nascer do sol?

— O nascer do sol? — Pergunta, surpresa. — Nós temos aula em algumas horas. Você não deveria aproveitar o tempo que restar para descansar um pouco?

— Você não quer ir? — Questiono, um pouco desapontado.

— Não é isso! — Apressa-se Cait com as bochechas coradas. Ela me encara com os olhos amêndoas brilhando. Eu me sentia completamente preso em seus olhos. — Eu quero ir. Só estou preocupada que a falta de sono te atrapalhe. Eu já estou acostumada a virar as noites por causa do meu trabalho. Eu também sou muito mais produtiva em minhas pesquisas e estudos durante a madrugada. Mas pode ser cansativo para você.

— Eu estou bem. — Afirmo, aliviado por saber que ela também queria. — Eu te disse antes. Algumas vezes eu preciso virar as noites trabalhando também. Eu vou ficar bem. Não se preocupe.

— Tudo bem. — Concorda Cait, parecendo animada com a ideia. — E para onde nós vamos?

— Você verá. — Respondo e ela me encara com bico, insatisfeita.

— O quê? Por que não me conta logo? Eu odeio não saber das coisas. Eu sou extremamente curiosa. — Resmunga, quase como uma criança mimada. Rio de seu comportamento. Ligo o carro e observo-a pelo canto do olho.

Cait parece se animar com a música que passa na rádio e faz questão de aumentar o volume da música, cantando de maneira bastante desafinada. Ainda assim, eu não conseguia parar de encará-la e relembrar das apresentações da noite. A mesma garota que agora estava tão entretida com o som do carro como uma criança, nem mesmo se assemelhava a mulher poderosa e atraente que dançava com toda a sua sensualidade naquele palco.

É claro que eu sempre estive ciente da beleza de Cait. Isso só se intensificou conforme eu passei a conhecê-la melhor. Mas sobre o palco, ela se torna uma pessoa completamente diferente. Acho que nunca me senti tão envolvido e atraído como naquele momento. A forma como ela encarava a todos com sorrisos maliciosos e em poses tão impressionantes me intimidava e, ao mesmo tempo, me fazia querer observá-la ainda mais. Esses sentimentos eram complexos e confusos demais para que eu entendesse. Ainda assim, eu não podia negar que desde que nós nos beijamos, a presença de Cait se tornou ainda mais forte dentro de mim e não era de uma maneira negativa.

Mesmo alguém idiota como eu conseguia entender que eu não era tão indiferente a Cait antes. Desde que nos conhecemos, eu sentia algo intenso todas as vezes que a encarava. Eu achava que poderia ser raiva ou frustração por ela ser tão teimosa e nunca concordar com o que eu falava. Mas se era isso mesmo, por que eu frequentemente me via sonhando de maneira nada puritana com ela? E por que esses sonhos se tornaram ainda mais frequentes quando ela parou de ser tão hostil comigo?

— Eu posso abaixar a janela? — Pergunta, timidamente. Encaro-a, curioso. — É que eu amo sentir a brisa da madrugada batendo em meu rosto. Acho que me sinto livre.

— Você por acaso é um cachorro? — Brinco e ela me lança um olhar bravo. Rio mais uma vez, porque era sempre divertido ver a garota irritada e o bico insatisfeito em seus lábios rosados. Mas acabo me rendendo e abaixo o vidro para que ela realizasse seu desejo.

— Obrigada. — Ela agradece, sorrindo com doçura, enquanto seus olhos brilham ao observar as ruas vazias de Hawkins.

Cait fecha os olhos e encosta a cabeça na porta do carro, sorrindo calmamente. Ela realmente parecia se sentir livre, enquanto seus cabelos eram bagunçados pelo vento que entrava pela janela. Observo aquela cena, guardando cada detalhe de sua expressão em minha mente. Balanço a cabeça, tentando mudar o foco de meus pensamentos para a pista a minha frente.

Quando enfim chegamos as margens do rio White, Cait encara a paisagem com curiosidade. Ela tira o cinto de segurança e desce do carro, observando a ponte que cortava a cidade ao longe. Acompanho a garota e respiro o ar fresco e frio da madrugada. O céu ainda estava bastante estrelado e por ser um ponto alto da cidade, era possível observar as luzes da noite ao longe. Era uma cena de tirar o fôlego.

— Uau! Esse lugar é incrível! — Exclama Cait, encantada.

— Sim. — Respondo, sentando no capô do carro. Cait se vira para mim com um grandioso sorriso e se senta ao meu lado para observar a paisagem. — Nós tivemos um dia e tanto.

— Ainda é difícil acreditar em tudo o que aconteceu. — Comenta Cait, suspirando. Ela me encara com um sorriso sem graça. — Você finalmente descobriu que eu trabalho para o seu tio.

— Foi realmente uma grande surpresa. Jamais passou pela minha cabeça que o seu trabalho fosse ser dançarina do Hawkeye. Eu não sabia também que você dançava tão bem. — Comento, sem conseguir esconder minha admiração. Ela se encolhe, abraçando a si mesma. Eu não sabia se aquela proteção é por se sentir exposta com seu segredo ou se era porquê estava com frio. Por via das dúvidas, retiro minha jaqueta e cubro a garota, que me encara surpresa, mas logo se aconchega. — Se eu soubesse disso, teria conhecido o Hawkeye antes.

— Você nunca tinha ido antes? — Perguntou com curiosidade.

— Não. Eu não sou muito bom com festas e prefiro não beber. Ben também não gostam tanto, então Austin acaba não nos chamando para ir nessas festas, mas hoje eles disseram que precisavam pensar um pouco e distrair a mente, então acharam que seria uma boa ir ao Hawkeye. Eu também estava um pouco frustrado por você ter fugido de mim o fim de semana inteiro, por isso, concordei em ir. — Confesso e ela se encolhe contra minha jaqueta que havia ficado enorme nela, provavelmente se sentindo culpada. — Essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado, assim tive a oportunidade de te ver dançar.

— Espero que possa guardar isso em segredo. — Pede Cait, envergonhada. — Não quero que as outras pessoas da universidade, principalmente da nossa turma descubra que eu sou uma dançarina burlesca. Isso poderia gerar muitos problemas para mim e não sei se conseguiria lidar com os olhares julgadores deles. Até mesmo Iris não sabe que eu danço assim. Ela acha que eu trabalho apenas como garçonete.

— É claro que eu não vou contar. — Respondo com sinceridade. Por algum motivo, eu não queria que mais nenhum cara da faculdade assistisse à apresentação de Cait. Saber que eu sou o único que sabe disse me deixava extremamente orgulhoso e feliz. — Esse será mais um segredo que nós iremos compartilhar.

— Você está bem? — Pergunta, encarando-me com seriedade. — Sobre a Sara. Como você se sente com essa volta dela?

— Eu... — Suspiro, sem saber o que dizer. — Sinceramente? Eu não sei. Quer dizer, eu estou feliz que ela está viva. Perdi as contas de quantas vezes desejei que isso tivesse acontecido e agora que aconteceu, eu não faço ideia de como reagir. Ao mesmo tempo, isso parece mesmo algo que o tio Clint ou qualquer um dos meus primos fariam, então não estou realmente surpreso. Talvez eu me sinta um pouco... decepcionado? Eu não sei se essa é a palavra certa, mas gostaria que eles tivessem confiado um pouco em mim para me contar sobre esse assunto, só que eu tinha quase nove anos quando ela supostamente morreu. O que eu poderia ter feito se eles tivessem me dito? Naquela época, eu com certeza não teria maturidade para conversar e entender sobre um assunto tão complexo quanto esse, então eu também entendo o motivo de terem me contato. Eu posso ser bastante inteligente, mas nunca fui bom em lidar com os meus sentimentos e os das pessoas, então duvido muito que eu pudesse ter feito algo pela Sara.

— Você fez o melhor que você pôde e isso é o suficiente. — Afirma Cait, encostando a cabeça em meu ombro. Sorrio agradecido e encosto minha cabeça na dela. — Eu sei que nada do que eu disser vai mudar o que aconteceu ou melhorar a situação, mas sempre que precisar de ombro amigo, eu estarei aqui para te ouvir. Nós somos parceiros agora, certo?

— Certo. Obrigado. — Respondo, encarando seus bonitos olhos. — E falando em sermos parceiros, o professor de Química Analítica divulgou as notas parciais dos relatórios. Até o momento, nós somos os favoritos a ganhar a competição.

— Não que isso fosse realmente uma novidade. — Brinca Cait, afastando-se aos risos. Estranhamente, meu ombro parece sentir falta da cabeça da garota encostada nele. — Nós definitivamente iremos ganhar essa competição e ir para Tóquio.

— Já decidiu o que irá fazer quando estiver lá? — Pergunto, vendo os olhos de Cait brilharem ao falar sobre a competição. Ela com certeza é alguém que ama competir. — Além de mostrar o nosso produto e conseguir patrocinadores, é claro.

— Bom, eu sempre quis ir a Tokyo Tower. Dizem que a vista lá de cima é de tirar o fôlego. — Conta Cait, pensativa. Ela então ri sem graça. — Não sei se teria coragem de olhar a vista de tão alto, mas eu quero tentar.

— Então iremos juntos. — Respondo, encarando Cait com seriedade. — Eu ficarei ao seu lado o tempo todo. Você pode segurar a minha mão se sentir medo. Eu prometo.

Cait parece surpresa com a minha promessa e dá um sorriso envergonhado. Suas bochechas adquirem uma coloração avermelhada e ela parecia ainda mais linda naquele momento. Ela então morde o lábio inferior e desvia o olhar para encarar o rio. Eu não fazia ideia do que se passava em sua mente, mas isso me despertava curiosidade.

— Você sabia que... de acordo com a superstição japonesa, casais que vão ao Tokyo Tower a meia noite e as luzes estiverem apagadas passarão o resto de suas vidas juntos? — Conta Cait, mexendo nas próprias mãos, pensativa. — O problema é que a elegante Tokyo Tower costuma apagar suas luzes apenas para a manutenção. Isso faz da lenda algo mais difícil e aleatório. Ainda assim, isso não é interessante?

— Sim. — Respondo, sem saber sobre o que pensar sobre essa nova informação. Cait me encara como se esperasse que eu dissesse algo, mas o que eu deveria dizer?

— Sabe, Barry, você é realmente lerdo. — Reclama a garota, dando um fraco sorriso. — Antes eu achava que era de propósito, mas você não parece ser o tipo de pessoa que brinca com os sentimentos dos outros assim.

— O que quer dizer com isso? — Pergunto, confuso. Eu realmente não sabia o que ela esperava de mim. Por mais que eu pensasse, minha mente parece ficar em branco quando recebo esse olhar esperançoso de Cait.

Ela então pega em minha mão e coloca sobre seu peito. Surpreendo-me com a ação e sinto seu coração bater tão rápido que parecia prestes a sair. Suas mãos tremiam levemente e ela parecia nervosa. Ainda assim, a garota me encarava com intensidade.

— Barry, o amor nada mais é do que o resultado de uma complexa cadeia de reações químicas do cérebro, e existe com o intuito único de propagar a nossa espécie. Por mais que você saiba que o hormônio que corre no seu corpo e te faz sentir frio na barriga é a dopamina quando se tenta explicar o amor, nós não conseguimos agir de maneira muito racional quando se está apaixonado. A paixão pode ser desconfortável, uma situação de extremo êxtase. Mas quanto mais descomunal, melhor. O ser humano vive buscando situações de risco, de perigo, que saiam do cotidiano e da mesmice. — Explica Cait, apertando minha mão com força. — Desde que te conheci, eu te odiei.

"Eu sempre fui muito competitiva, mas sabia que eu era inteligente o bastante para ser facilmente vencida por alguém e então você apareceu e tornou minha vida um caos. Um mês atrás nós fomos obrigados a trabalhar juntos para fazer um grande projeto. Eu pensei que eu nós acabaríamos nos matando, mas foi o completo aposto. Conviver com você todos os dias, conhecer mais sobre suas manias, defeitos e qualidades me fez ver o ser humano incrivelmente lerdo e amoroso que você é." — Cait ri timidamente, mas volta a me encarar com os olhos cor de amêndoas brilhosos. — O que eu estou querendo dizer desde a festa de Damon, mas que não consegui, porque você é lerdo demais para entender é que eu me apaixonei por você Bartholomew Henry Allen. É você quem faz aumentar a liberação dos hormônios dopamina, norepinefrina e principalmente oxitocina. É você o responsável por esse emaranhado de complexas reações químicas no meu cérebro.

— Cait... — Sussurro, sem acreditar no que eu havia acabado de ouvir da garota.

Ela solta a minha mão e encara o horizonte, onde os primeiros raios solares começam a dar sinal do início de um novo dia.

— Você não precisa aceitar meus sentimentos e nem se sentir obrigado a me corresponder. Eu estou ciente de que você ainda se sente mexido com a presença de Sara e que você nunca me viu como alguém com quem poderia ter um relacionamento além de amizade. Então está tudo bem. Eu apenas não estou conseguindo manter mais esse sentimento louco preso em minha garganta e é difícil não criar esperanças quando você cuida de mim como se eu fosse alguém especial, sendo que você faria o mesmo por qualquer outra pessoa, porque você é cruelmente gentil, Barry. Você tem um coração gigantesco. Por isso, apenas não seja tão amável comigo. Não sorria e não me olhe com tanta admiração. Não sugira mais me levar em casa depois de um longo dia de trabalho, não mande mensagens perguntando sobre o meu dia, como se realmente quisesse saber, mesmo que no outro dia de manhã você vai me ver novamente e, principalmente, não me convide para assistir ao nascer do sol. Meu estúpido coração pode entender tudo errado e eu posso acabar...

Não permito que Cait continue a falar. Tomado por um desejo incontrolável, eu puxo seu rosto para perto e a beijo, sentindo aquela saudade descomunal de sentir seus lábios mais uma vez. Meu coração parecia bater tão forte quanto o de Cait. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente em uma sincronia única. A pele arrepia ao sentir suas mãos deslizarem pelo meu braço. Cada poro de meu corpo parecia implorar por mais de Cait.

Eu sinto aquele sentimento forte e avassalador me envolver e me enlouquecer. Pressiono meu corpo ainda mais contra o de Cait, intensificando aquele ato quase obsceno. Cait está certa. O amor é apenas um fenômeno neurobiológico, que transforma vidas, que traz uma explosão de sensações, como euforia, desejos, confiança, contentamento, prazer, angústia, tristeza e tantas outras sensações que nos fazem por vezes até mesmo agir como tolos. E quando estou com ela, eu me sinto assim. É irracional, delirante e prazeroso.

Seu sorriso é o mais bonito de todos que eu já vi. Seus olhos são como estrelas que transparecem todos os seus sentimentos. Seu aroma é envolvente e viciante. E seu beijo. Ah, os seus doces lábios! Com apenas um beijo, Cait havia conseguido arrancar meu coração de dentro de mim e tomado posse dele, sem que eu tivesse a chance de reivindicá-lo. Agora, tendo-a em meus braços mais uma vez com um belo nascer do sol apreciando nosso momento, eu entendia que eu não apenas gosto de Cait. Eu a amo. Completamente. Intensamente. Irremediavelmente. Porque é impossível não se render aos encantos de Caitlin Snow.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Detenção de Março - Livro III: https://fanfiction.com.br/historia/787607/Detencao_de_Marco/