Competições de Abril
15 Mostra Científica
ROMANCES MENSAIS
LIVRO IV – COMPETIÇÕES DE ABRIL
CAPÍTULO XIV — MOSTRA CIENTÍFICA
O dia havia se iniciado de maneira animada na Universidade de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas Avançadas de Hawkins. Os alunos se dividiam em diversos estandes espalhados pelos blocos de seus cursos com suas determinadas duplas, apresentando seus projetos do semestre. As expectativas eram altas e todos davam o seu melhor para atrair o público e os avaliadores que analisavam cada projeto com atenção.
Ao contrário do que imaginei, Cait exibia sorrisos agradáveis e recebia a todos com uma tranquilidade invejável. O domínio que ela tinha da atenção dos visitantes era impressionante. Nem mesmo parecia a mesma mulher que antes do início do evento estava a ponto de ter uma crise de ansiedade só de pensar que teria que lidar com as perguntas do corpo docente da universidade que nos avaliaria.
— A fome e a desnutrição está diretamente relacionada à falta de incentivo a programas de alimentação e ao acesso da população a alimentos nutricionais. Além do acesso, sabe-se que há pouca ou nenhuma instrução as famílias de baixa renda e de pouco acesso à informação da importância de determinados nutrientes que são essenciais para a saúde humana. O objetivo de nosso projeto foi desenvolver um alimento de baixo custo, que possa suprir ao máximo a deficiência nutricional, levantada através de questionários e da avaliação nutricional realizadas com apoio das nutricionistas da universidade. O projeto também buscou formas de estimular o uso dos alimentos cultivados por pequenos agricultores ao redor de Hawkins, geralmente polpas de frutos, com elevada fonte de vitaminas. As frutas usadas além de serrem fontes de vitaminas, ajudarão a mascarar o gosto do ferro, que será suplementado à bebida. A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais. — Explica Cait, surpreendendo os avaliadores. Ela então aperta o slide que exibíamos na televisão com informações sobre os testes realizados com os moradores de rua e crianças desnutridas que encontramos na periferia da cidade.
— Como mostra os testes que realizamos com vinte pessoas que se encontravam em situação de desnutrição, após quatro semanas de consumo do iogurte biofortificado, observou-se melhoras de pelo menos 5% nas taxas de ferro, cálcio, proteínas, vitamina C e antioxidantes. Assim como Caitlin explicou, a adição das polpas de fruta conferiu à bebida uma melhor palatabilidade, além de nutrientes como vitamina C, minerais e antioxidantes. Como a vegetação regional predominante foram o cranberry, o blueberry e a concord grape, esses frutos utilizados em época de safra são mais nutritivos, têm melhor qualidade e quando usados na alimentação humana, estimula o consumo local e contribui para o incentivo à coleta sustentável e manufatura da matéria-prima, compondo uma alternativa econômica para a comunidade rural que habita a região. — Aponto para os resultados e todos que assistiam nossa apresentação pareciam impressionados com o nosso iogurte. — Em outras palavras, nosso iogurte melhora o problema de desnutrição mundial e auxilia no desenvolvimento da economia local.
— O soro usado na fabricação do iogurte é um co-produto da indústria leiteira, resultante da fabricação de queijos e produzido em quantidades elevadas, correspondendo a cerca de 90% do volume do leite. O seu uso na produção de alimentos reduz a poluição ambiental causada pelo seu descarte no meio ambiente, além de diminuir os gastos das indústrias com o tratamento desse co-produto para posterior despejo na rede de esgoto. Somente a economia gerada pela diminuição dos descartes, já é motivo suficiente para incentivar o desenvolvimento de uma metodologia que vise o aproveitamento desse co-produto atualmente descartado pelas indústrias de laticínios, principalmente as de pequeno e médio porte. — Complementa Cait, mostrando os cálculos da economia do uso das matérias-primas do iogurte. — Agora, peço que experimentem a amostra do iogurte biofortificado que produzimos.
Pego a bandeja que tinha cerca de vinte copinhos de café com o iogurte que produzimos e entrego um para cada visitante e avaliador que assistiam a nossa apresentação. Todos pareciam surpresos com o sabor. Cait e eu nos encaramos, esperando ansiosos pelos comentários e o que recebemos foi uma salva de palmas de um grupo que estava atrás dos avaliadores. Ao olhar melhor quem eram aquelas pessoas, surpreendo-me ao ver Austin, Ally, Ben, Mal, Iris, Oliver, Damon, Elena, tio Mike, os sobrinhos dele, Mike e Holly, e a filha adotiva de tio Hopper, Eleven.
Apesar da vergonha que eu sentia pelo escândalo de meus primos, não consigo evitar o sorriso ao ver que eles acabaram influenciando o restante do público, que não demora muito a bater palmas juntos. Sinto a mão de Cait se entrelaçar na minha e quando a encaro, vejo um lindo sorriso esperançoso em seus lábios.
— Parabéns, Sr. Allen e Srta. Snow. O projeto de vocês é realmente impressionante. Eu sou educador há mais de trinta anos e ainda assim, esse de longe foi o projeto mais bonito e surpreendente que eu já vi. O problema em si que vocês escolheram já é bastante desafiador. Erradicar a desnutrição mundial com um produto de baixo custo é surpreendente. Vocês não apenas pensaram em algo que grandioso como também em detalhes que podem ajudar muitas pessoas, como melhorar a visibilidade de recursos locais. Creio que falo em nome de meus colegas que vocês sempre foram os melhores da universidade e esse projeto em que trabalharam em dupla superou todas as nossas expectativas. Vocês são cientistas brilhantes e a prova disso é esse projeto excepcional. Meus parabéns. — Elogia o coordenador do campus, dando um sorriso orgulhoso.
— Obrigada, Sr. Rich. É uma honra para nós saber que superamos suas expectativas. — Agradece Cait, sorrindo docemente.
Recebemos mais alguns elogios dos avaliadores antes deles irem para os próximos estandes. Minha família se aproxima com sorrisos orgulhos em seus rostos. Abraço Cait e deixo um beijo em sua testa, aliviado. Nós conseguimos concluir o projeto a tempo e pela reação dos visitantes e dos professores avaliadores, nós com certeza havíamos nos saído muito bem.
— Que casal mais adorável. Isso me lembra de uma certa vez que eu comentei sobre vocês se amarem e certas pessoas me chamarem de louco. A vida é realmente engraçada, não é mesmo? — Provoca Austin, não perdendo a oportunidade de jogar na minha cara todas as vezes que eu disse odiar Cait.
— O que vieram fazer aqui? — Pergunta Cait, aproximando-se de Elena, Ally, Mal, Eleven e Kara.
— Não perderíamos a apresentação de vocês por nada. Estávamos ansiosos para saber como seria o projeto de vocês. — Responde Elena, sorrindo animada. — Foi incrível!
— Eu sabia que vocês eram inteligentes e talentosos, mas quando assisti a apresentação de vocês, fiquei em choque. O projeto de vocês é realmente maravilhoso, Cait! — Afirma Ally, fazendo Cait sorrir ainda mais.
— Elas têm razão. Foi realmente incrível. O projeto de vocês pode mesmo ajudar muitas pessoas. Ainda estou sem palavras para como vocês conseguiram desenvolver algo tão espetacular quanto esse iogurte em tão pouco tempo. — Elogia Mal, sem esconder a admiração que sentia.
— Eu sabia que vocês iam arrasar, mas vocês foram ainda mais geniais do que eu imaginava. É muito bom saber que vocês conseguiram superar as diferenças e fazer um trabalho tão admirável quanto esse. — Afirma Iris, encarando-nos quase como uma mãe orgulhosa.
— Obrigada, meninas! — Agradece Cait, rindo da animação das amigas. Ela abraça cada uma delas e recebe ainda mais elogios. Cait então se vira para a namorada de tio Mike e abre um sorriso ainda maior. Eu nem sabia que elas eram tão próximas assim. — Kara! Estou surpresa de ver você por aqui. Oi Holly e Mike! Obrigada por terem vindo.
— Vocês foram demais! — Afirma Mike com os olhos brilhando. Assim como eu, ele também é apaixonado por ciências. Eu tenho certeza de que esse evento era incrível para ele.
— Obrigado. — Agradeço ao garoto, bagunçando seus cabelos ondulados.
— Nós estamos muito orgulhosos de vocês. — Afirma tio Mike, dando um sorriso orgulhoso. Eu me sentia muito bem com as palavras do homem.
— Quando Mon-El me disse que vocês iriam expor um projeto incrível, nós tivemos que vir. — Responde Kara, sorrindo com Holly em seu colo.
— Barry! — Holly dá os braços para que eu a pegasse no colo. Rio e pego a garotinha loira, que me abraça com toda a força possível de seus finos braços.
— Oi princesa. — Respondo, correspondendo ao abraço. Dou um beijo estralado em sua bochecha e ela ri, sentindo cócegas.
— Para, Barry! — Pede a garotinha aos risos, enquanto tenta me afastar.
— Você continua muito fofa, Holly. — Afirmo, dando mais uma abraço na doce criança, antes de entregá-la para tio Mike. Viro-me então para a garota de cabelos curtos que estava ao lado de Mike. — Fico feliz que tenha vindo também, Eleven. Você cresceu bastante desde a última vez que nos vimos.
— Oi Barry. Já faz um bom tempo mesmo. Parabéns pelo projeto. Vocês fizeram algo realmente incrível. — Comenta a garota, dando um sorriso gentil.
— Meu pai disse que os visitantes também podem avaliar os projetos e que quem tiver mais voto do público pode aumentar a pontuação da avaliação. Então, decidimos trazer toda a família para votar no adversário de vocês. Poderiam me dizer quem são? — Implica Damon e eu reviro os olhos diante da idiotice do rapaz. — Suas expressões sempre são as melhores, Barry.
— Você é um idiota, Damon. — Afirmo e ele ri, dando de ombros.
— Que novidade. — Comenta Elena, que recebe um olhar irônico de Damon.
— Não vai dizer que eles também se amam, Austin? — Pergunto ao loiro, que observava a cena com um sorriso presunçoso. Ele então me encara com falsa surpresa.
— Damon e Elena, vocês estão de prova que foi o Barry quem falou isso não eu. Fiquem à vontade para bater nele. — Fala Austin e todos riem da cara de pau do rapaz.
— Traidor. — Resmungo e Ben me encara com ironia.
— O sujo falando do mal lavado. — Comenta o garoto, cruzando os braços. Ele ainda não havia superado totalmente Austin e eu termos deixado ele para trás no Hawkeye. Reviro os olhos mais uma vez e ele ri, dando de ombros. — Parabéns pelo projeto, Barry. Vocês com certeza já ganharam a competição.
— Obrigado. — Agradeço, voltando a me aproximar de Cait, que sorria com animação.
— Vocês são sempre tão animados. — Comenta Oliver, sorrindo. — Parabéns pelo projeto. O restante da família virá daqui a pouco para votar em vocês. Tia Echo disse que vai dar um jeito de sair do hospital e vir direto para cá. Acho que o tio Henry deve vir com ela, Thea e os pais do Austin. Todos estão bastante animados para ver o que vocês fizeram. Até mesmo Sam e Beth devem vir assistir.
— Isso é realmente surpreendente. Sam detesta os eventos de nerd. Eu só acredito vendo. — Respondo e meu primo ri, concordando. Observo meus amigos e não consigo evitar o sorriso em meus lábios. — Obrigado por terem vindo. De verdade.
— Nós estamos felizes de ter vocês aqui. — Afirma Cait, abraçando-me.
— Não precisa agradecer. Não perderíamos isso por nada. — Afirma Ben, sorrindo.
— Iremos dar uma volta pelo evento para procurar por Lucas, Max, Will, Dustin e Suzie que também vieram para assistir a apresentação de vocês, mas se perderam pela universidade. — Avisa Mike e eu apenas assinto, concordando. Ele sai acompanhado de Eleven e Holly.
— Bom, eu também chamei meus amigos. Lena e Winn devem estar perdido por aqui. Vamos atrás deles? — Pergunta Kara a tio Mike.
— Claro. Vejo vocês depois. — Despede-se o gerente do Hawkeye, acenando.
— Nós iremos para a entrada da universidade para esperar o restante do pessoal chegar. — Avisa Oliver, olhando para o celular. Ele se vira para Damon que o encarava com tédio. — Acho que o Tommy também deve estar na entrada com a Laurel.
— Eu tenho mesmo que ir? — Pergunta Damon e Oliver sorrir com ironia. — Você é irritante.
— Vejo vocês mais tarde. — Despeço-me dos dois que acenam e seguem em direção a entrada da universidade.
— Eu vou procurar pelo projeto do Stefan. — Avisa Elena, indo atrás do cara que, para o azar dela, é o irmão mais novo de Damon, ou quase isso.
— Eu vou com você! É sempre um prazer admirar os Salvatore! — Fala Iris, indo atrás de minha prima. Cait ri e nega, um pouco envergonhada pelo comportamento das amigas.
— Ela realmente não desiste, não é? — Comenta Ben, observando minha prima se afastar.
— Elena não seria membro da família Barton se desistisse. — Responde Austin, dando de ombros. — Afinal, nós precisamos ser...
— Teimosos e inteligentes como um Barton. — Falam Cait, Mal e Ally ao mesmo tempo. Austin, Ben e eu encaramos as garotas um pouco surpresos. Eu sabia que a Cait já tinha ouvido a frase de Sara na noite em que a garota revelou que estava viva.
— Ouvimos a frase ser ditar pelo Clint assim que começamos a trabalhar no Hawkeye. — Explica Ally, quando nota que esperávamos entender como elas sabiam disso.
— Felicity, Mon-El e Kara tinham comentado sobre esse costume estranho da família Barton. — Conta Mal, dando um sorriso divertido.
— De qualquer forma, por que não aproveitam a oportunidade para explorar os cursos que estão planejando fazer? Ano que vem vocês vão entrar na faculdade, então essa pode ser uma ótima chance de conhecer mais sobre os cursos que estão sendo expostos com esses projetos. — Sugiro e eles parecem ponderar. — Apesar de ser conhecida pelas pesquisas, a Universidade de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas Avançadas de Hawkins tem uma grande variedade de cursos de graduação. Além disso, nós sabemos que o tio Giuseppe não ficaria nada feliz se vocês fossem para outra universidade.
— O sonho dele era que todos nós estudássemos aqui. — Relembra Ben, suspirando.
— Apesar que não é tão ruim assim. Essa universidade parece ser incrível. — Comenta Austin, encarando tudo com fascínio. Ele então se vira para a Ally e sorri. — O que acha de darmos uma volta? Pode ser que a gente encontre algo de música.
— Claro. — Concorda a garota, parecendo animada. — Voltamos mais tarde.
— Tudo bem. — Fala Cait, sorrindo.
— Bom, eu também estou curiosa, então vou dar uma volta por aqui. Você vem? — Pergunta Mal a Ben, que assente, concordando.
— Até mais. — Ben se despede, saindo com Mal.
— Eles são tão fofos juntos. — Comenta Cait, parecendo uma daquelas senhoras que ficam admirando os casais jovens. Acabo rindo e ela me encara confusa. — O quê?
— Nada. — Respondo, puxando-a para perto e roubo um beijo dela. A garota sorri e me abraça, encarando-me com seus lindos olhos cor de amêndoa. — Você está ainda mais bonita hoje. Como você consegue fazer isso?
— É um dom que eu tenho. — Responde de maneira brincalhona, deixando mais um beijo em meus lábios. — Isso é mesmo real? Quer dizer, nós conseguimos mesmo fazer um produto que pode ajudar pessoas mais carentes? Nós temos mesmo chance de ir a Tóquio?
— É claro que sim. Você é a Dra. Caitlin Snow. É a pessoa mais inteligente, bonita e determinada que eu conheço. Não há nada que você não possa fazer. — Afirmo e recebo como presente o mais belo dos sorrisos de Cait. Acaricio seu rosto, memorizando a beleza de minha namorada. — Eu te amo.
— Eu também te amo. — Declara, voltando a me beijar.
— Eu pensei que isso aqui fosse uma mostra científica, não um filme de comédia romântica água com açúcar. — Ouço a voz de tia Tasha e rapidamente nos afastamos, assustados com a presença repentina da mulher. — Olá pombinhos.
— Tia Tasha! — Cumprimento, feliz por ter a presença da mulher no evento. No entanto, surpreendo-me ao perceber quem estava ao seu lado.
— Sara? O que você está fazendo aqui? Ficou louca? — Pergunta Cait, expondo os meus pensamentos. — A família Barton praticamente toda está aqui. E se você for reconhecida?
— Não se preocupe. Nenhum deles imagina que eu poderia estar viva. As lentes, o cabelo e esses óculos aqui são o disfarce perfeito. — Fala a colega de apartamento de minha namorada, colocando os óculos de grau falsos. Ela estava com uma peruca preta e os olhos com lentes de contato castanhos. Ainda assim, se encarássemos a garota com atenção, acabaríamos reconhecendo-a. — Eu não poderia perder esse evento por nada.
— Ainda assim, é muito perigoso. — Respondo e ela bufa, ignorando-me. — Tia Tasha, não deveria ter deixado ela vir.
— Como se eu tivesse algum controle sobre você e seus primos. Eu já desisti de tentar colocar juízo na cabeça de vocês. — Explica a agente, encarando-me com um sorriso cansado. — De qualquer forma, vimos a apresentação de vocês e foi extraordinária. Parabéns!
— Obrigado. — Agradeço, sorrindo envergonhado.
— E parabéns pelo namoro de vocês também, afinal, faz quase um mês que eu vi vocês dois. — Parabeniza Sara, sorrindo animada. Ela então me encara com diversão. — O milagre aconteceu e você finalmente deixou de ser lerdo, Barry?
— Cala a boca. — Resmungo e Cait ri.
— Isso provavelmente nunca vai acontecer. — Afirma minha namorada e eu a encaro chateado. Minha reação parece fazer Cait ri ainda mais. — O que foi? Você sabe que é verdade.
— De qualquer forma, como está indo o caso de vocês? — Pergunto, mudando de assunto. Sara e tia Tasha assumem uma postura mais séria e seus olhos expressão preocupação.
— Para ser sincera, nós não vinhemos aqui apenas para ver vocês. Claro, eu viria de qualquer forma. Mas dessa vez, um dos nossos informantes descobriu que alguns membros da Yakuza estão planejando um ataque na universidade para causar uma grande confusão e conseguir alguma coisa por aqui. Nós estamos tentando descobrir o que eles querem e como planejam iniciar essa distração. — Explica Sara e isso me deixa alarmado.
— O quê? — Sussurra Cait, preocupada. — Mas o que eles poderiam querer...
De repente, uma alta explosão ecoa pela universidade. As sirenes dos alarmes de incêndio se disparam e não demora muito para que uma grande confusão se iniciasse, com as pessoas correndo em todas as direções em busca das saídas de incêndio. Cait, Sara, tia Tasha e eu nos encaramos, cientes do que aquilo poderia ser.
— Bom, acho que já descobrimos como eles planejaram a distração. — Comento, sentindo os jatos de água caírem sobre nós.
— Droga! Saiam daqui. Nós iremos em busca dos membros da Yakuza. Tomem cuidado. Vocês ainda são alvos deles. — Orienta tia Tasha antes de sair correndo com Sara em busca do local onde houve a explosão.
Cait e eu nos encaramos surpresos. Pegamos nossas mochilas, colocando nossos equipamentos e outros materiais importantes de nossa pesquisa dentro delas. Quando garantimos que pegamos tudo, corremos em busca de uma saída de incêndio. No entanto, antes que fôssemos muito longe, um homem armado aparece em nossa frente com um sorriso perigoso em seus lábios. Alarmados, nós tentamos voltar, mas estávamos cercados em todas as direções com homens apontando várias armas contra nós. Engulo em seco, vendo as pessoas correrem, sem nem mesmo se importar com o que acontecia naquele momento. Aperto a mão de Cait, preocupado. Aquilo com certeza não acabaria nada bem.
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