Competições de Abril
5 Cumplicidade
ROMANCES MENSAIS
LIVRO IV – COMPETIÇÕES DE ABRIL
CAPÍTULO IV — CUMPLICIDADE
Duas semanas se passaram desde que Caitlin e eu iniciamos nosso projeto para a competição do MCM da universidade. Milagrosamente, nós ainda estávamos vivos e mesmo com algumas discussões por discordamos de alguns pontos em nossa pesquisa, eu sentia que aos poucos estávamos começando a nos entender. Caitlin parecia muito mais aberta a crítica e a ouvir minha opinião e era interessante ver o ponto de vista dela.
Mesmo com as divergências, nós possuímos o mesmo objetivo e por enquanto isso parece ser o suficiente para nos manter em paz. No entanto, desde que acabei dormindo em sua casa, após uma noite exaustiva de trabalho, ela tem estado diferente. É como se estivesse me evitando. Mesmo quando nós discordamos, ao invés de bater de frente e discutir, como sempre fazia antes do início do projeto, Caitlin acabava se afastando ou se calando, até o momento em que um de nós dava por vencido e acabava aceitando a ideia do outro.
Eu observava a garota, que fazia alguns cálculos que usaríamos no relatório, enquanto usávamos o laboratório da universidade. Nós estávamos há quase três horas sem dizer nada além das informações que ela me passava para inserir em nosso relatório e isso estava começando a me incomodar. Eu não entendia essa minha necessidade de querer saber mais sobre Caitlin. Por mais que eu tentasse, eu não fazia ideia do que se passava em sua cabeça. Ela era um verdadeiro mistério para mim.
— Bom, se meus cálculos estiverem corretos, nós iremos adicionar o leite ao soro de queijo diluído em água e 10% do metro por volume total de soro e leite de sacarose. A mistura deve ser pasteurizada a 95º C por 5 minutos e... Allen, você está anotando o que eu estou dizendo? — Pergunta Caitlin, desviado o olhar da tela do notebook para me encarar. Somente nesse instante, percebo que ao invés de anotar as informações que ela havia dito, eu apenas a observava como um idiota. — Acorda!
— Desculpa. — Lamento, envergonhado. — Podemos dar uma pausa? Estou um pouco cansado.
— Tudo bem. — Responde Caitlin, encarando-me com desconfiança. Por fim, ela suspira e retira os óculos que usava, colocando sobre a mesa que usávamos no laboratório. — Eu vou pegar um café na máquina do corredor. Você quer?
— Pode deixar que eu vou na praça de alimento. Aproveito e compro alguma coisa para a gente comer. — Digo, salvando o arquivo do relatório, antes de me levantar.
— Não acho uma boa ideia nós comermos aqui. Vamos juntos. Acho que vai ser bom esticar um pouco as pernas e respirar um pouco. — Explica a garota, guardando os materiais. Concordo, um pouco hesitante. — Vamos?
— Claro.
Deixamos o laboratório em silêncio. O campus da universidade estava cheio de alunos, estudando para suas provas e trabalhos. Como os professores do dia nos liberaram para cuidar do projeto da MCM, Cait e eu conseguimos adiantar boa parte do relatório. Agora só precisávamos acrescentar o passo a passo de como será fabricado o que chamamos de iogurte biofortificado. Nossos professores haviam adorado a ideia e pela reação dos professores dos outros cursos nos quais pedimos ajuda, nossa vitória estava quase garantida.
— Você vai trabalhar hoje? — Pergunta Caitlin, quebrando o silêncio entre nós.
— Sim. Depois do almoço eu vou para o Departamento de Polícia de Hawkins. — Conto, observando alguns alunos que brincavam nos corredores da universidade.
— Você me disse que precisou fazer uma autópsia. Eu nem mesmo sabia que você poderia mexer com essa área sem ter se formado em medicina e ter um curso de legista. Com o que você trabalha lá? — Questiona a garota com curiosidade. Eu estava surpreso por ela estar curiosa sobre o meu trabalho.
— Eu sou cientista na Divisão de Ciências Criminais e Forense do Departamento de Polícia de Hawkins. Eu trabalho no laboratório realizando balística, análise digital, forense e de DNA. Algumas vezes eu ajudo o médico legista da divisão, então eu tenho algum conhecimento prático. Eu também tenho formação em Investigação Forense e Perícia Criminal. — Respondo e isso parece surpreender a garota. — Caitlin?
— Ah, pode me chamar de Cait. É estranho ver alguém me chamando de Caitlin. — Pede, dando de ombros. — E é que eu não esperava isso. Você é jovem ainda e está na sua segunda graduação?
— Certo... Cait. — Digo e por algum motivo me sinto um pouco envergonhado ao dizer o apelido da garota. — Eu terminei o ensino médio com dezesseis anos. Eu sempre gostei dessa área forense, então resolvi fazer graduação de nível tecnológico antes de entrar para Bioquímica. Meu pai não ficou nada feliz e se não fosse pela Echo, acho que eu não teria conseguido me formar. Foi ela que se responsabilizou por mim, já que meu pai se negou a me matricular na universidade. Quando eu me formei, tio Clint pediu ao tio Hopper, que é delegado da cidade e me conhece desde que eu nasci, que me deixasse trabalhar no laboratório da polícia. Desde então, eu estou lá. Mas e você? Tem outra graduação além de Bioquímica?
— Não. Eu também terminei o ensino médio nova e com a bolsa que eu ganhei como prêmio nas participações do ISEF, eu comecei a cursar Química. Só que meus pais não tinham dinheiro para me manter na faculdade, então com um ano de curso, eu desisti e voltei para a cidade da minha família. Trabalhei na clínica médica do meu pai no interior até que completei dezoito anos, quando voltei para Hawkins e comecei a trabalhar onde estou no momento. Assim que me estabilizei, consegui ganhar uma bolsa de estudos para cursar Bioquímica e aqui estamos nós. — Responde Caitlin com um ar nostálgico.
— Seus pais também são médicos? — Pergunto, surpreso com a coincidência.
— Meu pai é médico e minha mãe é cientista com especialidades em biologia. Acho que acabei sendo influenciada por eles. — Conta, enquanto nos aproximávamos da praça de alimentação da universidade. — Como eles trabalham em uma cidade no interior de Indiana, eles não ganham tão bem. Por causa disso, antes de começar a faculdade, eu tive que arranjar um emprego para conseguir me sustentar.
— Deve ter sido difícil. — Comento, imaginando o quanto deve ter sido frustrante abrir mão de seus sonhos, sendo uma aluna brilhante como ela. — Sinto muito por isso.
— De certa forma, isso foi bom para mim. No tempo em que fiquei apenas trabalhando, eu pude organizar a minha cabeça e definir meus objetivos. Eu sei que às vezes eu posso ser difícil de lidar, mas eu levo os estudos muito a sério. O meu sonho é criar medicamentos de baixos custos para pessoas com doenças raras. — Revela e eu me surpreendo com a informação. Ela dá um sorriso tímido e suspira. — Parece que chegamos. O que você vai querer comer?
— Um café grande e um sanduíche natural. Estou morrendo de fome. — Confesso e ela ri, enquanto encara a atendente da lanchonete.
— Eu também vou querer um café grande e um sanduíche natural. — Pede Caitlin, que assente e anota o pedido.
— Mais alguma coisa? — Pergunta a jovem, sorrindo simpática. Caitlin se vira para mim e eu nego.
— Não. Somente isso. — Responde a garota ao meu lado.
— Certo. Tudo deu dez dólares. — Informa a atendente. Pego minha carteira e dou o dinheiro a ela e recebo um olhar mal-humorado de Caitlin.
— Eu ia pagar. — Resmunga e eu acabo rindo do bico discreto que ela faz.
— Você paga a próxima vez. — Digo, sabendo que se disse algo diferente, ela ficaria irritada.
— Aqui está. — A atendente aparece com nossos pedidos.
— Muito obrigado. — Agradeço, pegando a bandeja com nossos lanches.
— De nada. — Responde e ela nos encara com um sorriso simpático. — Vocês são um casal tão bonito.
— Ah, não... — Caitlin cora com o comentário. Parecia envergonhada com a maneira como a atendente nos encarava.
— Ah, não somos namorados. Isso é impossível. — Corrijo a jovem, sorrindo. Paro para pensar em nosso relacionamento. Não sei como definir o que Caitlin e eu somos. Talvez colegas de projeto? Quer dizer, mesmo que eu a considere uma amiga, eu não sei muita coisa de Caitlin e ela mesma disse que mesmo fazendo o projeto junto, nós não nos tornaríamos amigos. Acho que ela passou apenas a me suportar. Duvido muito que ela um dia tenha pensando em mim como seu namorado. — É impossível nós sermos namorados. Não tem a menor chance disso acontecer.
— É. Ele tem razão. É impossível. — Concorda Caitlin, mas ela parecia um pouco irritada. Encaro-a, sem entender o que estava acontecendo com ela. Antes que eu perguntasse qualquer coisa, a garota sai da lanchonete, praticamente batendo os pés.
Assinto em despedida para a atendente que sorria como se entendesse o que estava acontecendo. Tomando cuidado para não derramar os dois copos de café, sigo para a mesa onde Caitlin estava sentada. Ela parecia um pouco chateada, mas eu realmente não entendia o motivo disso.
— Está tudo bem? Você ficou estranha de repente. — Comento, assim que coloco a bandeja em cima da mesa.
Caitlin me encara por um tempo, como se estivesse me analisando. Eu não fazia ideia do que se passava em sua cabeça e a falta de respostas estava me deixando cada vez mais confuso. Será se ela ficou irritada com a pergunta feita pela atendente? Será que é tão ruim assim para ela as pessoas acharem que nós estamos namorando? Talvez eu tenha confundido a reação dela. Ao invés de envergonhada, ela ficou com raiva pela atendente pensar que estamos namorando. Talvez, ela realmente não goste de mim e isso me deixa um pouco desanimado. Eu esperava que nós tivéssemos nos dando bem.
— Não foi nada. — Responde Caitlin por fim, suspirando em seguida. Ela então pega o copo de café e toma um gole de sua bebida. — Deveria comer antes que esfrie.
— Tudo bem. — Concordo, sentando-me de frente para Caitlin. Ela parecia um pouco mais calma. — Foi realmente estranho a atendente achar que nós namoramos, certo? Mas não fique com raiva dela. Acho que ela não sabe das nossas constantes brigas aqui na universidade e depois que eu expliquei que é impossível a gente namorar, eu tenho certeza de que ela...
— Cala a boca, Allen. Você está me deixando realmente irritada. — Resmunga Caitlin, dando uma mordida um pouco violenta demais para um pobre sanduíche natural. Aquilo com certeza era um aviso do que ela poderia fazer comigo. Será que é TPM?
— Certo. — Respondo, cauteloso. Era melhor eu deixá-la quieta. Pela maneira como ela devorava o sanduíche, era melhor eu não desafiar a morte.
[...]
Quanto mais eu analisava o exame toxicológico e os dados da autópsia realizada nos dois corpos encontrados mortos na semana anterior, mais incomodado eu me sentia. Neles, havia resíduos de um elemento que eu nunca tinha visto antes. Era como se algo não estivesse certo, ainda que a polícia de Hawkins, o FBI e a CIA me dissessem que era apenas uma droga nova no mercado, parecia que uma peça não se encaixava nesse enorme quebra-cabeça.
— Barry, você já tem os resultados da identidade daquela digital que eu te pedi? — Pergunta o detetive Joe West, entrando na sala.
— Claro. — Respondo, entregando a pasta com as informações solicitadas pelo o detetive.
— Obrigado. — Ele agradece, lendo os resultados da análise da digital encontrada em uma cena de crime recente.
— Joe, a agente Romanoff ainda está por aqui? — Pergunto e o homem me encara com curiosidade. — Eu precisava conversar com ela.
— Sim. Ela estava na sala do Hopper alguns minutos atrás. Talvez ainda esteja conversando com ele. — Conta, fechando a pasta em suas mãos. — Algum problema, Barry?
— Nada demais. — Digo, pensativo. No mesmo instante Cisco entra na sala com um copo de refrigerante em mãos e uma caixa do que imaginei estar cheia de rosquinhas açucaradas. — Cisco pode ficar de olho no laboratório, enquanto eu vou conversar com a agente Romanoff?
— Tudo bem. — Concorda meu colega de trabalho, colocando a caixa sobre a mesa com café no canto da sala. — Algum problema?
— Não é nada. Apenas quero fazer uma pergunta a ela. — Respondo, recolhendo o material que eu havia pego para analisar o caso do casal encontrado morto. Retiro meu jaleco, colocando sobre a minha cadeira. — Eu já volto.
Joe e Cisco trocam olhares, mas não fico na sala para saber o que eles poderiam estar conversando. Enquanto eu andava pelo Divisão de Ciências Criminais e Forense do Departamento de Polícia de Hawkins, observo alguns policiais conversando pelos corredores do lugar. Eu não sabia explicar o motivo desse caso me deixar tão inquieto, mas algo me dizia que os agentes do governo não estavam dizendo toda a verdade.
Assim que chego a sala do delegado, vejo o cabelo ruivo pela janela da sala. Natasha parecia conversar sobre algo banal com tio Hopper, que ria com algo que ela falava. Respiro fundo e bato na porta três vezes antes de abrir a porta. O delegado da cidade e a agente me encaram curiosos. Hesitante, entro na sala e fecho a porta.
— Atrapalho? — Pergunto e tia Tasha sorri, negando.
— Você nunca atrapalha, meu adorável Relâmpago. — Responde a ruiva, com o mesmo olhar divertido que usava quando eu era criança. — Eu estava apenas relembrando os velhos tempos com o Hopper.
— Algum problema, Barry? — Pergunta o delegado e eu sorrio, tentando parecer o mais inocente possível. Eu sabia que seria repreendido por tio Hopper se voltasse a falar sobre o caso confidencial que trabalhamos, então nego.
— Eu apenas queria pedi alguns conselhos a tia Tasha? Você se importa de lanchar comigo? — Questiono e tia Tasha me encara de forma intensa, como se estivesse me analisando.
— Será um prazer. — Responde, sorrindo como se tivesse entendido as minhas intenções. — Hopper, foi muito bom conversar com você. Depois quero saber mais sobre a Eleven. Espero ter a chance de encontrá-la.
— Com certeza. Ela vai amar te conhecer. — Concorda o homem, sorrindo gentil. Ela então se levanta e segue em direção a saída da sala. — Você deveria ligar para ele. Clint tem te esperado todos esses anos. Não acha que já está na hora de vocês conversarem?
Tia Tasha para de andar e quando imaginei que ela responderia alguma coisa, a mulher simplesmente deixa a sala. Troco olhares com tio Hopper, que suspira e balança a cabeça em negação. Ele, assim como todos da família, torcia para que ela se acertasse com tio Clint novamente. Ninguém sabe dizer o que aconteceu entre eles dez anos atrás, mas com certeza havia sido algo grave.
Aceno para o delegado em despedida e vou atrás da agente que seguia para a lanchonete que fica do outro lado do departamento de polícia da cidade. A ruiva parecia ainda um pouco abalada pelas palavras de tio Hopper, mas logo se recompõe assim que entramos na lanchonete. Ela compra dois cafés e escolhe uma mesa mais afastada para que pudéssemos conversar.
— E então? O que está te incomodando? — Pergunta a ruiva de olhos verdes intensos, entregando-me um dos copos de café.
Natasha Romanoff é a mulher mais divertida e misteriosa que eu conheço. Foi assim que ela cativou todos os sobrinhos postiços de Clint Barton. E da mesma maneira intensa que ela chegou em nossas vidas e nos conquistou, ela desapareceu da noite para o dia sem qualquer explicação, deixando nosso tio de coração partido. Essa foi a primeira vez que vimos o homem chorar pela partida de uma mulher. E de certa forma, todos entendíamos o seu sofrimento.
Agora, depois de tantos anos, ela está de volta e eu nem mesmo sei como reagir. Ainda é difícil de acreditar que a pessoa que eu tanto desejei encontrar estava mesmo de frente para mim e ainda trabalhando em um caso tão único como esse. Suspiro e acabo deixando as provas de lado. Tudo havia acontecido de maneira tão turbulenta, que desde a sua volta nós não havíamos parado para conversar.
— Por que foi embora, tia Tasha? — Pergunto e vejo a dor refletir em seus olhos esverdeados. — Quando você partiu, tudo se tornou tão... difícil. Primeiro a Sara e depois você. Lidar com duas perdas foi complicado demais para crianças problemáticas como nós.
— Eu não tive opção. — Responde a mulher, desviando o olhar. Ela suspira de maneira dolorosa. – Deixar você e seus primos foi a decisão mais difícil que eu tive que tomar. Ainda mais depois de assistir o luto da família. Vocês não mereciam isso. A morte... precoce de Sara foi um baque e tanto na vida de vocês e na minha também.
Ficamos em silêncio. Não havia nada a ser dito. Sara Hopper foi uma das garotas mais doce, gentil e otimista que tivemos o prazer de conhecer. Ela lutou durante anos contra a leucemia e acabou morrendo aos treze anos de idade. Isso mudou o comportamento de todos da família Barton, como tio Clint gostava de chamar. Nós éramos uma família e da noite para o dia, tia Tasha desapareceu, Nancy parou de nos visitar, Aaron se tornou ainda mais traiçoeiro do que já era e já não tínhamos mais motivos para realizar os acampamentos divertidos na mansão de tio Clint.
— Eu sonhei com ela alguns dias atrás. Ainda é difícil acreditar que ela morreu. — Comento, desanimado. — É como se.… eu sentisse que ela está viva ainda.
— Bem, ela foi o seu primeiro amor. É claro que não seria tão fácil assim você se esquecer dela. — Responde a ruiva com um sorriso compreensível e eu a encaro surpreso. — Sim. Eu sabia. Acho que todos sabiam, na verdade. Você sempre preferiu as garotas mais velhas.
— Sério? — Pergunto, pensativo. — Eu nunca havia parado para pensar sobre isso, mas acho que você tem razão. Eu gosto de mulheres mais velha.
— Você sempre foi tão rápido para algumas coisas e tão lento para outras. — Comenta a mulher, rindo. — Eu posso ter passado muito tempo longe e lamento muito por isso, mas eu sempre procurei saber o que acontecia com você e seus primos.
— Eu senti sua falta, tia Tasha. — Confesso e ela pega em minhas mãos, dando um sorriso bonito.
— Eu também senti a sua falta, amável Relâmpago. Você não imagina o quanto eu amo você e seus primos. — Responde a agente, suspiro. — E é por amar você, que não quero que continue a insistir no caso de Christopher McFeely e Cassandra Wexford.
— Mas tia Tasha, eu posso...
— Não, Barry. — Tia Tasha me interrompe, pegando a pasta de provas que eu havia trago comigo. — Você não sabe no que está se metendo. Isso é assunto confidencial. Eu conheço você muito bem para saber que vai querer investigar tudo mais a fundo e vai acabar se metendo em problemas. Você e seus primos não carregam o sangue de Clint, mas é como se fossem cópias deles. É impressionante a capacidade de vocês de colocar suas vidas em perigo.
Bufo, inconformado. No entanto, antes que eu pudesse retrucar as acusações de tia Tasha, vejo Caitlin e Iris se aproximarem de nossa mesa. Elas conversavam e pareciam não ter notado nossa presença. Meus olhos se encontram com os olhos cor de amêndoas de Caitlin. Ela dá um pequeno sorriso, mas sua expressão muda ao notar a presença de tia Tasha, que encarava as garotas em análise. Aquele encontro com certeza seria interessante.
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