Compartilhados

31 Decisões e gárgulas


Notas iniciais
Oiiiie, gracinhassss! Tudo bem? Gente do céu, faz muito tempo que eu não posto. Me desculpa. O stress da faculdade me deixou com um bloqueio criativo enormeeee, mas eu posso dizer que os próximos capítulos já estão em andamento e que vem muitas emoções por aí. Aquela carinha. Estou pensando em postar os capítulos de final de semana a partir de agora. Fica mais fácil para mim, mas queria saber o que vocês acham. Enfim, sem mais demoras (porque já demorou muito, já djwnjdjqhj), boa leituraaaa ♥

[leia as notas iniciais, por favor ♥]

Trinta e um

No dia seguinte, Majô continuou com os esquemas de fugir de suas amigas, chegando na sala de aula junto com os professores, deixando todas suas coisas arrumadas cinco minutos antes de ir para o intervalo para poder sair rapidinho, tudo milimetricamente calculado para não deixar brechas para suas amigas, muito menos para Benício atormentá-la.

Quando a aula acabava, Majô fazia qualquer coisa para esquecer tudo que estava acontecendo, a maior parte do tempo ela estudava. Era o que fazia na tarde daquela terça feira quando foi bruscamente interrompida.

⁃ Qual é o seu problema? — levou um susto com a voz de Camila na porta de seu quarto. Girou a cadeira da escrivaninha para encarar sua amiga, que se apoiava em um pé e estava com uma mão na cintura. Franziu o cenho.

⁃ O que está fazendo aqui? — a pergunta saiu grosseira sem intenção.

⁃ O que eu estou fazendo aqui? — arqueou uma sobrancelha. — Isso é sério? Marjorie, depois daquela cena toda do baile, você some no intervalo e no almoço por dois dias, não atende minhas ligações, não responde as minhas mensagens e você ainda não quer que eu fique preocupada? — Majô revirou os olhos.

⁃ Eu estava almoçando em outro lugar, não posso? — perguntou irritada.

⁃ Você realmente acha que eu acredito que isso não tem nada a ver com o bosta do Benício? Eu não sei o que aconteceu no baile, mas eu não esperava isso de você, Majô. — ela se aproximou.

⁃ Vocês esperam varias coisas de mim, Camila, mas também tenho sentimentos e eu posso querer só ficar longe de todo mundo, se você não sabe. — fechou o notebook com força e saiu de sua cadeira.

⁃ Eu sei muito bem disso, não estou falando o contrário, mas você não é assim, Majô. Nunca foi. — suspirou, vendo a sua amiga mexer aleatoriamente nas prateleiras de livros do seu quarto. — De que adianta você ir toda arrumada pra escola se sua atitude é a mesma de como se estivesse nojenta só chorando e tomando litros de sorvete enquanto assiste algo do Nicholas Sparks? — a garota riu de escárnio.

⁃ Acho que você não estaria tão diferente se o cara por quem você estava apaixonada do nada te xingasse e fosse um idiota com você. — Camila arregalou os olhos, mesmo que Majô não estivesse vendo.

⁃ Ah, Majô... — ela se aproximou de sua amiga devagar. — Você está realmente apaixonada pelo Ben? — perguntou com cautela. Quando Majô sentiu o peso de suas palavras, respirou fundo e encarou sua amiga.

⁃ Não.

⁃ Você hesitou.

⁃ Eu não... — Majô encarou Camila por alguns segundos antes de se jogar na cama e abafar um grito numa almofada. Sua amiga sentou ao seu lado, suspirando. — Eu estou confusa, Cami. Minha mente está um caos com tudo isso. Parece que depois daquele baile tudo o que eu sei fazer é fugir. — falou rápido e com a voz abafada. Camila pensou um tempo antes de responder.

⁃ Você está abalada e isso é normal, mas você não pode deixar que isso te afete. Que ele te afete. Não adianta ficar correndo que nem uma covarde, você tem que enfrentar. — Majô tirou a almofada do rosto.

⁃ Não é tão simples. — Camila riu.

⁃ Você sempre fez parecer simples. — sem obter resposta, ela suspirou longamente, sentindo seu nariz pinicar. — Eu acho que eu estou fadada a sempre querer cuidar de você, Majô. Você sabe, desde pequena, você é uma irmã para mim, mais família do que a minha própria. Foi extremamente difícil ficar sem falar com você todo esse tempo e me dói demais ver que tudo o que eu planejei está te fazendo sofrer. — Camila passou a mão no rosto rapidamente para limpar uma lágrima. — Eu me sinto culpada por tudo isso... — Majô encarou sua amiga antes de suspirar e levantar para abraçá-la de lado.

⁃ Não fica assim, Cami, por favor. Eu entendo tudo isso, você também é minha irmã e eu sei que você não faria nada para me prejudicar. Sua intenção foi boa, mas eu sinto que... — mordeu a bochecha, focalizando vagamente num ponto qualquer de seu quarto. — ...não vai dar certo. Nada disso, eu e e ele só não... — suspirou, passando a mão pelo rosto e voltando a olhar para sua amiga depois de alguns segundos. — Eu sinto que Benício e eu não fomos feitos para ficar juntos, em qualquer sentido. Parece que tudo o que sabemos fazer é acabar um com o outro.

⁃ Você realmente acha isso? — não imediatamente, Majô respondeu dando de ombros e balançando a cabeça negativamente.

⁃ Enfim, eu sou uma idiota narcisista. Com toda essa minha frescura, você nem me contou sobre você e o Lucas. — mudou de assunto bruscamente, não queria pensar sobre aquilo. Camila franziu o cenho, percebendo o que Majô estava fazendo, mas deu de ombros, decidindo dar um tempo para sua amiga. Passou as mãos nas bochechas para secar o restante das lágrimas. Depois disso, soltou uma curta risada.

⁃ Ele é incrível. Eu me sinto tão segura com ele, nem parece aquele garotinho repugnante amigo do Ben que ele era. — Majô riu.

⁃ Que bom que as pessoas crescem.

⁃ Sim! E ele é tão lindo. — ela declarou, olhando para o teto sonhadora.

⁃ “He’s so tall, and handsome as hell...” — Majô cantarolou e Camila soltou uma gargalhada.

⁃ “He’s so bad, but he does it so well” — ela continuou, fazendo Majô rir junto.

⁃ Mas como isso aconteceu? Quer dizer, vocês já ficaram juntos direto?

⁃ Claro que não... sabe, todo esse plano com o Benício foi colocado em prática só no último mês, mas a gente estava planejando isso bem antes... — começou e Majô ficou de frente para ela na cama, prestando atenção. O olhar de Camila ganhava um brilho a cada palavra. — Foi o Lucas quem veio falar comigo sobre o plano e eu imediatamente concordei. Foi basicamente só nós dois que planejamos tudo, o que fez a gente conversar bastante. Eu estava achando isso o máximo, já que, você sabe, eu já achava ele bonito, quando ele se mostrou uma pessoa maravilhosa, então... — Camila riu e Majô acompanhou. — Ele me beijou a primeira vez quando a gente foi buscar as algemas na casa do tio da Stella, já que ela não pôde porque estava com virose, lembra? — Majô assentiu. — Eu não sei nem como aconteceu, na verdade, mas foi maravilhoso. — terminou de falar, ruborizando.

⁃ Que incrível, Cami. Eu fico muito feliz por você, o Lucas é realmente bem legal. Vocês têm meu total apoio! — comentou animada e sua amiga sorriu agradecida.

⁃ Muito obrigada, Majô.

⁃ Por que vocês não se assumiram?

⁃ Ah, a gente vai... é que nunca tínhamos realmente conversado, se aparecêssemos do nada juntos vocês dois desconfiariam. — a garota riu.

⁃ Realmente. — as duas ficaram em silêncio por um momento.

⁃ Bom, Majô, eu preciso ir. Pensa naquilo que eu te falei. — a garota assentiu levemente e as duas se abraçaram apertado.

⁃ Senti sua falta. — ela comentou.

⁃ Eu senti muito a sua, você não tem noção. — Camila disse e elas desfizeram o abraço. A garota levantou e foi até a porta, mas, antes de sair, se virou. — Eu quero o melhor pra você, viu? Sempre. — Majô sorriu de lado.

⁃ Eu também, Cami. — sorriu antes de sair.

Majô ouviu o barulho da porta se fechando e o silêncio reinar em seu quarto. Se jogou de barriga para cima em sua cama e permaneceu lá, olhando para o teto e pensando. Pensou em todas as palavras horríveis de seu vizinho. Segundo ele, seus vestidos eram uma grande merda, ela era podre, ele tinha nojo dela. Ele nunca a havia xingado desse jeito. E, em toda sua vida, nunca pareceu tão verdadeiro. E isso doía quase ao ponto de ser físico.

Limpou uma lágrima que escorreu pela sua bochecha.

Valia a pena ela estar tão machucada e triste? Valia a pena ela estar perdendo os almoços de sua última semana de aula por ele?

Valeu a pena tudo o que eles passaram naquele último mês? Tudo aquilo, por tudo isso?

Pensou em tudo o que sua amiga tinha falado e em como tinha agido até agora. Ela realmente não era daquele jeito. Sempre foi forte, nunca pareceu se abalar, principalmente quando envolvia o garoto ao lado. Porque agora estava diferente?

Respirou fundo e levantou da cama, tomando uma decisão.

Não importava tudo o que tinha acontecido no último mês, seu vizinho não teria mais controle de suas atitudes, de sua mente e, muito menos, de seu coração.

Benício nunca valeu a pena.

~*~

Surpreendentemente, Majô acordou mais leve na manhã daquela quarta-feira. Se espreguiçou na cama e respirou fundo, lembrando da decisão que havia tomado na tarde anterior. Naquele mês ela havia cometido inúmeros erros e a causa de todos eles morava bem ao lado. Na verdade, Benício todo era um grande, enorme e chamativo erro. Agora estava certa ela contornaria qualquer coisa que pudesse lembrá-la deles. Afinal, erros são feitos para serem aprendidos e evitados.

Tomou seu merecido banho relaxante e se arrumou com toda a paciência que pôde, já que aquele era o começo de um novo tempo. Chegou a escola com uma confiança que ela não demonstrava há quase um mês, finalmente recebendo os antigos olhares admirados, não os de estranhamento que ela teve que aprender a aturar. Passou por Antônio dando-lhe um animado “bom dia”, aproveitando da sua recém-conquistada liberdade.

Chegou em sua sala e se ajeitou na carteira, sem ao menos desviar o olhar para o lugar do indesejado para saber se ele estava lá ou não. Passou a aula inteira com a postura reta e o queixo levantado. Na hora do almoço, seguiu para sala de artes, dessa vez sem sua bolsa térmica. Quando entrou, seus novos amigos já estavam lá, rindo animados como das outras vezes.

⁃ Bem vinda, Majô. — Jack cumprimentou assim que viu a garota, que sorriu.

⁃ Obrigada, Jack.

⁃ Cadê sua comida? — Sarah perguntou e Majô mordeu a parte interna da bochecha antes de responder.

⁃ Na verdade... eu meio que não vim aqui para almoçar, eu... vim aqui pra admitir que eu... — suspirou. — Bom, eu fugi de tudo esses dias. — Alicia deu um gole em seu refrigerante.

⁃ Você acha que a gente não percebeu? — a garota franziu o cenho.

⁃ Qual é, Majô. — Jack continuou. — Foi estranho você comer aqui. Não que não tenha sido bom, legal, divertido, só... estranho.

⁃ Eu entendo. Bom, mas a questão não é essa, é que eu não quero mais fugir.

⁃ É uma decisão importante. — Lara falou. Majô balançou a cabeça.

⁃ Sim. Mas eu não quero que vocês pensem que eu usei vocês. Eu estou muito agradecida por me acolherem tão bem aqui, realmente amei cada segundo.

⁃ Relaxa, Majô. — Jack disse e depois riu, tirando um peso gigante das costas da garota. — A gente sabe disso. — o resto do grupo concordou. — Além disso, você precisa reestabelecer seu reino. Ouvi dizer que já tem usurpadores de olho. — Majô riu.

⁃ Acho que sei de quem você está falando. Mas, sinceramente, eu não me importo. Cansei de me desgastar por causa de Benício e tudo que envolve ele.

⁃ Isso aí. — Lili disse animada. Jack levantou.

⁃ Como uma fênix, você vai ressurgir das cinzas. — começou com uma voz inspiradora, olhando para o teto, como se declarasse a independência. — Dos cantos profundos dessa escola, chamados “Sala de Artes”. — finalmente voltou seus olhos para a “fênix” em questão. — E você já veio preparadíssima, vi até que passou mais blush. — Majô riu.

⁃ Que bom que você notou. — sorriu para Jack. — Então... vocês vêm no refeitório comigo? Eu juntei uma mesa com a das meninas, significaria muito se vocês fossem. — o grupo se entreolhou.

⁃ É que a gente sempre comeu aqui... — Lili explicou baixinho.

⁃ Ah, por favor. — a garota suplicou. — Só faltam três dias para acabar a aula. — eles ficaram em silêncio por alguns segundos, ponderando, até que Jack bateu uma palma.

⁃ Tudo bem, vamos. Por que não, não é mesmo? Afinal, toda fênix precisa de suas... gárgulas. — todos levantaram das mesas, juntaram seus almoços e começaram a seguir até a porta.

⁃ Isso nem faz sentido. — Alicia disse com a voz cansada.

⁃ Ué, e por que não?

⁃ Acho que o ponto da fênix é justamente que ela é solitária. E gárgulas também, não acho que seja... — Lili entrou na conversa, tímida.

⁃ Ai, tanto faz. — Jack interrompeu ofendido. — O ponto é que estamos aqui pela Majô, não confio mesmo naqueles cambitos que andam com ela. Tenho certeza que uma unha minha é mais afiada que todas as delas juntas.

⁃ Você não está com as suas unhas. — Lara lembrou.

⁃ Menina, final de ano. A essa altura, quem é que está? — Majô e o grupo todo riram, a garota mais uma vez percebendo como era bom estar com eles.

Quando finalmente entraram, o grande barulho de multidão foi substituído por um burburinho alto e os recém-chegados também pararam de rir. Majô seguiu de cabeça erguida, mas o novo grupo do refeitório atrás dela olhou em volta, notando duas mesas juntas bem no centro e também, não menos importante, Ben e Evelin entrando pela outra porta do refeitório de mãos dadas.

⁃ Vocês já estão com a comida de vocês, né? — Majô perguntou ao se virar para eles e o grupo assentiu silenciosamente, alternado os olhares entre a Rainha e o Rei do baile. — Tudo bem, podem ir sentar, eu vou pegar minha bandeja e já vou. — antes que alguém pudesse falar alguma coisa, seguiu até o balcão, já sem fila por causa do horário, para pedir sua comida.

No mesmo momento, pôde sentir a presença do seu vizinho ao seu lado, o garoto e seu grude tinham acabado de começar a colocar a comida em suas bandejas.

⁃ Boa tarde, Tina! — sorriu simpática para a moça do outro lado do balcão, que imediatamente lhe entregou sua bolsa térmica. Agradeceu-a enquanto sentia o olhar de Benício sobre si. Sem pensar, o olhou de volta. Nenhum dos dois desviou o olhar por alguns segundos, até que a garota riu de escárnio brevemente. — O quê? — perguntou sarcástica, arqueando uma sobrancelha numa falsa curiosidade. — Vai jogar sua comida em mim pra eu sair do refeitório e você ter a sua hegemonia de cinco minutos de volta, Rei do Baile? — perguntou num alto e bom tom desafiador. Ben retribuiu o sorriso sarcástico.

⁃ Eu não desperdiçaria minha comida em você. — Majô riu.

⁃ Bom, eu não desperdiçaria meu tempo com você, então, se me der licença... — esbarrou seu ombro no de Benício ao passar.

⁃ O que aconteceu nesses dois dias? — ele perguntou antes que ela pudesse dar mais um passo. Majô se virou lentamente para ele.

⁃ Como?

⁃ Não apareceu aqui durante o almoço. Você é tão covarde a ponto de não conseguir me enfrentar, Majô? — não se sabe quando eles voltaram a usar o apelido um do outro como ofensa. A garota riu e se colocou de frente para ele, endireitando a postura.

⁃ Eu estou aqui, não estou? — arqueou uma sobrancelha desafiadoramente para ele. — Você me chama de covarde, mas precisa de um apetrecho ridículo para alimentar seu ego ferido. — olhou de relance para Evelin atrás dele e sorriu de lado, se aproximando do ouvido de seu vizinho, falando baixo. — E, cá entre nós, você por um segundo achou que pudesse me fazer ciúmes? Eu não sei qual motivo é mais patético. — se afastou, dessa vez falando em alto e bom som. — Eu sinto pena de você, Benício. Nada mais que isso.

Se virou e começou a caminhar com a cabeça erguida até sua antiga mesa, deixando Benício rindo para trás, sem acreditar naquilo.

⁃ Não liga pra ela, Ben. — ouviu Evelin falar atrás de si. — Essa garota infelizmente não sabe a hora de ter senso. — respirou fundo longamente antes de se virar para Evelin com um sorriso plastificado.

⁃ Quer que eu leve sua bandeja? — a garota sorriu como se tivesse acabado de ganhar na loteria.

⁃ Obrigada. — e os dois seguiram até sua mesa.

Incrivelmente, o almoço permaneceu calmo e tranquilo, na medida do possível, é claro. Jack chegou na mesa 42 com o queixo empinado, não querendo dar brechas para os “cambitos”, como ele disse. Mas elas foram super receptivas e, no momento que Stela elogiou sua jaqueta branca limpíssima e ele viu sinceridade em seus olhos, ele quebrou. Não demorou muito para que a grande mesa estivesse rindo bem alto, arrancando olhares do rei do baile na mesa próxima, o que não passou despercebido pelos seus amigos, muito menos para Evelin. Majô sequer desviou o olhar para ele.

~*~

⁃ Oi, Ben. — o garoto quase deu um passo para trás quando Evelin surgiu do nada atrás da porta de seu armário aberto. Era o final das aulas daquele dia e ele voltava os livros didáticos no armário. Não ia precisar deles mesmo.

⁃ Caramba, Evelin. De onde você surgiu? — perguntou atônito. A garota só riu e lhe deu um selinho que ele não fez questão de prolongar.

⁃ Te assustei?

⁃ Imagina. — disse sarcástico, mas depois riu e Evelin acompanhou.

⁃ Passei pra te dizer que não sei se vou conseguir ir para o seu treino hoje.

⁃ E por que não? — Colocou a mochila em dos ombros e se apoiou nos armários.

⁃ A mocinha do corredor passou e me entregou esse bilhete. — segurou o post it fluorescente entre os dedos indicador e médio. — Vou ter que passar na sala do diretor agora.

⁃ Sabe por quê? — Evelin balançou a cabeça.

⁃ Não tenho ideia. — ficaram em silêncio por alguns segundos. — Enfim, vou indo, senão vou me atrasar. — o beijou novamente, dessa vez por mais tempo. — Me liga depois.

⁃ Tudo bem, boa sorte. — Ben desejou e seguiu para o ginásio.

Evelin foi pelo caminho oposto, caminhando pelos longos corredores sem realmente se apressar, feliz por finalmente sentir que estava chegando em algum lugar com Ben. Ele estava sendo legal, até gentil com ela e toda vez que ele fazia algo como se oferecer para segurar sua bandeja ela sentia que ia para as nuvens e voltava. Era o que ela sempre quis, e não podia estar sendo melhor.

Mas ela sabia que ele ainda estava muito envolvido com a Marjorie, pode ver perfeitamente quando ele não parava de olhar para ela naquele almoço, e consequentemente não lhe deu muita atenção. Mas tinha certeza que isso era uma questão de tempo. Achava que eles poderiam dar certo e, quem sabe um dia, ele talvez pudesse amá-la.

Chegou na secretaria e Sara pediu para ela esperar um momento. Se sentou na sala de recepção e continuou pensando em Ben. Os minutos passaram rápido e a secretária não demorou a chamá-la. Seguiu para a sala do diretor, dando duas batidinhas na porta e entrando sem esperar resposta.

Petrificou quando olhou para o lugar, sentindo suas bochechas perderem a cor.

O diretor a olhava sério e seu “convidado” estava de costas, sentado numa das cadeiras a sua frente.

Carlos se virou, não esboçando nenhum sorriso como a autoridade ali.

Só uma coisa passava pela cabeça da garota.

Será que ele havia contado?

Notas finais
Entao... Vocês têm palpites para o que aconteceu? Beijoooss, até o próximo