Compartilhados

30 Corredor e amizades


Notas iniciais
Porque quem é vivo sempre aparece, né non? Dijajbbdjhhsjhhsjhbd OIEEEEE, GRACINHASSSSS!! Tudo bem com vocês? Gente do céu, há quanto tempo, socorro. Eu espero que vocês ainda estejam por aí. Eu demorei, mas finalmente cheguei com toda a turma de Compartilhados de volta (isso pareceu tão sessão da tarde dushdbshsbsbahsb), afinal, borboletas sempre voltam (piada ruim, desculpa). Eu queria pedir desculpas novamente pela minha demora, gente. Eu nunca pensei que a faculdade poderia tomar tanto tempo e espaço, ta dificílimo... mas as coisas vão melhorar, tenho certeza. Enfim, eu quero pedir desculpas também porque eu não tenho mais certeza se eu vou conseguir postar toda terça. Como eu já disse, eu amo essa história e vocês podem ter certeza que eu vou com ela até o fim e espero que vocês também, eu só não consigo mais assumir esse compromisso com tudo o que está acontecendo nesse momento, eu espero que entendam ♥ Enfim, esse cap foi mais para vocês conhecerem mais personagens da história, já estou com o andamento do próximo e várias ideias na cabeça ijgyibdhvdugf. Sem mais delongas, muito obrigada a Nana, Mareena e a Mona pelos comentários sempre maravilhosos, eu amo vocês, seus doces de coco. Muito obrigada também a todos que acompanharam a história, sejam muito bem vindos! ♥ Boa leitura e até as notas finais. ♥

[leia as notas iniciais, por favor ♥]

Trinta

Naquele dia, Benício voltou a ocupar seu lugar na mesa dos populares, só que, dessa vez, os meninos tiveram que arranjar mais uma cadeira, que foi alegremente ocupada por Evelin. Ela fazia uma cena que envolvia se enroscar em Benício, rir alto e colocar as uvas da bandeja na boca do garoto, porque ele era incapaz de fazer isso sozinho, claro. Ele ria junto, falava alguma coisa em seu ouvido e depois mordia levemente o lóbulo de sua orelha, enquanto seus amigos lhe lançavam olhares atravessados. Se Ben percebia esses olhares, ele fingia o contrário.

— Cadê a Marjorie? — Ben perguntou em um momento que a mesa ficou em silêncio, o que naquele dia não era raro. Ele mastigava uma uva e estava com um braço envolto no pescoço da garota grudada nele. — Ah, ela está fugindo de mim? — ele riu e revirou os olhos. — Patética. — disse alto o suficiente para algumas mesas ao redor ouvirem. Alguns da sua própria reviram os olhos.

— Talvez ela só esteja querendo preservar a comida no estômago. — Lucas comentou baixinho, Ben não ouviu porque ficou muito ocupado com a boca da Evelin. — Porque, olha... ‘Tá difícil.

Apesar de ser um motivo plausível, não era por isso que Marjorie estava sentada no chão do último andar do prédio da escola, com a sua bolsa térmica no colo. Ela caminhava para o refeitório quando sentiu uma espécie de indisposição e parou no meio do corredor. Olhou os alunos passando por ela, percebendo que não estava preparada e muito menos querendo uma ceninha como a de mais cedo no meio daquele monte de gente. Tinha certeza que o ocorrido já era notícia pela escola, realmente não precisava de mais fofocas e de mais olhares. Decidida, girou os calcanhares e começou a procurar um outro lugar para comer em paz, sozinha e em silêncio.

Degustava sua comida com calma olhando para o bebedouro, como há muito não fazia. De repente, ouviu passos se aproximarem pela escada e seu primeiro pensamento foi Benício. Pensou em pegar seus potes desajeitadamente e entrar correndo no banheiro masculino mesmo, mas seu corpo relaxou quando viu os cabelos encaracolados e curtos de Alicia surgirem no corredor.

A garota não demorou para focar seus olhos nela e franzir o cenho com a cena. Ela usava uma camisa xadrez vermelha e segurava um saco de papel pardo enrolado nas mãos.

— Majô? — perguntou com estranhamento. — O que faz aqui?

— Hum... — olhou em volta. — Comendo? — Alicia revirou os olhos e a garota riu levemente.

— Quis dizer sozinha. — Majô deu de ombros.

— Aqui é mais calmo.

— Tá, mas essa cena... — apontou amplamente para a garota esparramada no chão. — É deprimente.

— Eu estou bem, não se preocupe.

— Você não parece bem. — Majô deu de ombros novamente e voltou a comer a gororoba que havia trazido. Alicia suspirou longamente. — Certo... a galera da comissão está comendo na sala de artes, quer ir? — Majô levantou a cabeça.

— Isso é permitido?

— Fazemos isso a dois anos e ninguém nunca reclamou de nada. — Majô ponderou por um tempo, tempo o suficiente para Alicia perder a paciência. — Decide logo, não tenho todo o tempo do mundo e meu salgado está esfriando. — a garota riu, juntou seus potes de qualquer jeito na bolsa térmica e levantou.

— Tudo bem, obrigada.

Seguiram em silêncio até o final do corredor, onde a sala de artes ficava. Alicia abriu a porta azul e algumas pessoas começaram a gritar e dar risada, mas logo pararam ao encontrar a garota atrás dela.

— Majô! — Jack quebrou o repentino silêncio animado, de braços abertos. — Virou uma perdedora agora? Porque pra almoçar aqui tem que ser.

Majô riu e olhou para a mesa bem no meio da sala, onde Lili, Jack, as gêmeas, Miguel, André, Rafael e até os coloridos estavam sorrindo abertamente para ela. Pode parecer estranho, mas se sentiu bem vinda ali.

~*~

— Você pode, por favor, me dizer o que está acontecendo? — Camila perguntou a Lucas num canto fora do refeitório, depois de cutucá-lo em sua mesa e pedir discretamente para conversarem. Lucas quis beijá-la ali mesmo por tirá-lo de perto daquela melação. O garoto suspirou.

— Se eu soubesse... o idiota do Benício não comentou nada e quando eu perguntei ele quase me xingou. — Camila revirou os olhos.

— Quanta educação...

— Tudo estava indo bem... os dois sumiram por um tempo considerável na festa, deve ter acontecido alguma coisa.

— É claro que aconteceu alguma coisa. Olha como eles estão agora. Majô sumiu pra sei lá onde e Ben não para de se atracar com essa garota.

— Só faz meio período que eu e os caras estamos perto do Ben desde o baile e, olha, está insuportável.

— Majô nem falou comigo hoje... — olhou para o chão e mordeu a parte interna da bochecha antes de balançar a cabeça e continuar. — Mas se você não consegue arrancar nada dele, tenho certeza que ela vai falar alguma coisa.

— Tudo bem... e se não der certo?

— Se não der certo, o problema é deles, eu cansei, já. — Lucas soltou uma gargalhada.

— Ah tá, e eu acredito. — olhou Camila com carinho e passou a mão pela sua bochecha. A garota colocou as mãos na cintura e franziu o cenho.

— É verdade! — protestou.

— Cami, eu te conheço.

— Mas dessa vez eu estou falando sério. — Lucas riu novamente.

— Tudo bem... quando você vai falar com ela?

— Hoje. — falou como se fosse óbvio. — Agora. Só ela aparecer que eu falo.

— Certo. — beijou a testa da garota. — Boa sorte.

~*~

Camila estava conversando com as meninas quando Majô finalmente entrou na sala. A garota imediatamente lançou um olhar quase mortal para a sumida, que deu de ombros e começou a caminhar até o seu lugar. Camila estava prestes a pará-la, mas Marjorie foi salva pelo gongo quando seu professor caminhou para dentro logo em seguida. Cami semicerrou os olhos para sua amiga, sabendo que tinha feito de propósito. Ela retribuiu o olhar por poucos segundos, pelo rabo de olho.

No final da aula, saiu correndo da sala apenas para fugir dos olhares acusadores e das milhares de perguntas de sua amiga. Ela com certeza sabia que Majô precisava de um tempo, mas Camila não era do tipo que deixava passar. Definitivamente não estava disposta a lidar com nada disso.

Entrou em casa sem fôlego e psicologicamente exausta, desligando o celular que apitava a cada segundo com uma nova mensagem ou ligação de suas amigas. Passou a mão pelo rosto, apenas querendo que todas elas a deixassem em paz. Não precisava da super-heroína Camila tentando resgata-la, ainda mais porque naquele momento ela só a lembrava do terrivelmente eficiente e desastroso plano. Encostou na porta de entrada por alguns segundos, desejando nunca ter jogado aquele spaghetti em seu vizinho.

Antes que começasse a chorar ali mesmo, desgrudou da porta e suspirou. Foi falar com Betsy, dizendo que tinha convidado algumas pessoas para irem lá naquela noite. A senhora logo sorriu, feliz com a expectativa de Majô finalmente estar se recompondo. É claro que ela sabia de tudo, ou pelo menos da parte que a menina chegou chorando na casa de sua vó, já que Emília não perdeu tempo em passar a mão no telefone e lhe contar o ocorrido. Depois disso, não foi difícil ligar os pontos e saber que o motivo disso tudo tinha a ver com o menino Ben, mesmo sem Majô falar alguma coisa.

Sugeriu animada alguns petiscos e comidinhas para servir os amigos da garota, que só concordou vagamente e subiu para o seu quarto. Betsy vacilou o sorriso, percebendo que sua garotinha não estava tão animada quanto ela. Balançou a cabeça e começou a verificar se tinha tudo o que precisava para a noite, na certeza que aquela tristeza não duraria muito tempo.

Majô tinha acabado de se vestir depois de um longo banho quando viu uma chamada de vídeo piscar na tela de seu computador. Quando viu o nome de Nate na identificação, arregalou os olhos. Com os acontecimentos dos últimos dias, esquecera completamente do garoto e imediatamente se sentiu mal por isso. Passou as mãos rapidamente pelo cabelo, sentou-se na cadeira e clicou no botão verde, vendo o sorriso bonito e os olhos brilhantes do garoto iluminarem a tela.

— Oi. — sorriu fracamente, envergonhada.

— Oi, sumida. — ele cumprimentou num tom de voz bem humorado que fez Majô abrir um pouco o sorriso.

— Me desculpa, Nate... eu nem sei o que dizer. — pediu sem olhar para ele e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— Sem problemas, Majô. Eu sabia que você estava na correria do baile, então preferi não incomodar, mas depois você não me ligou pra contar como foi, aconteceu alguma coisa? — Majô respirou fundo. Sim, tinha acontecido todas as coisas possíveis.

— Na verdade, sim. — respondeu e imediatamente pôde ver preocupação tomar conta do rosto do garoto. — Quarta feira teve uma chuva horrível que acabou com a nossa decoração inteira e com uma parede do ginásio...

— Sério? — Nate arregalou os olhos. — Mas o que vocês fizeram? Não teve baile?

— Não, teve sim. O Ben... nós demos um jeito. Eu diria que até ficou melhor que o original. — Nate sorriu.

— Fico feliz. Aconteceu mais alguma coisa? — Majô mordeu a parte interna da bochecha.

— Não... está tudo certo. — ele não precisava saber de tudo. — Só foi meio corrido pra arrumar as coisas depois. Por isso não te liguei, desculpa. — essa era uma das maiores mentiras que contara nessa semana, mas Nate não pareceu perceber.

— Tudo bem, Majô. — o garoto riu antes de passar a mão pela nuca, de repente parecendo nervoso. — Bom... eu... eu comprei algo para você, mandei entregar aí na sua casa. — o olhar de Majô brilhou em curiosidade e ela inclinou a cabeça um pouco para o lado. — Eu fiquei mal por não ter ido ao baile, eu acho que... enfim... — ele suspirou e riu, parecendo frustrado consigo mesmo por não conseguir falar.

— Muito obrigada, Nate, mas não precisava ter comprado algo para mim só porque você não veio ao baile, não foi culpa sua.

— Não, não é só por isso, eu... bom... quando chegar, por favor, não abra. Me manda uma mensagem, eu quero estar presente no momento. — Majô arqueou uma sobrancelha.

— Uau, que mistério. — riu e Nate acompanhou levemente. — Eu sou curiosa, mas se é tão importante assim, tudo bem.

— É, é importante sim. — sorriu bonito por uns bons segundos para ela, parecendo recuperado do nervosismo. — Bom, eu preciso ir agora, não esquece, hein?

— Não vou esquecer. Tchau, Nate.

— Tchau, linda. — ele sorriu mais uma vez antes de encerrar a chamada.

Majô fechou o notebook, se sentindo bem e confortável de um jeito diferente, que não havia se sentido a semana inteira. Como é que ela pôde ter esquecido de como era bom falar com o Nate? De como ela se sentia única, como se ele realmente gostasse dela?

~*~

A garota pulou do sofá ao ouvir a campainha tocar, já avisando Betsy que podia deixar para ela atender. O céu estava prestes a começar a escurecer e Majô procurava filmes na Netflix. Ela havia dado tantas risadas na hora do almoço naquele dia que por um segundo deixou toda aquela situação do lado de fora da sala de artes em um cantinho da sua mente, portanto não hesitou em convidá-los para ir até sua casa. Sentia que, de alguma forma, essa reunião faria bem para ela.

— Caramba, cada casona nesse condomínio, mulher. Por um acaso entrei na sede brasileira das Kardashians por engano? — foi a primeira coisa que Jack disse quando Majô abriu a porta, já arrancando risadas da garota.

— Que bom que vocês vieram. — sorriu e abriu passagem para Jack, Alicia, Lili e as gêmeas entrarem. Imediatamente os cinco pares de olhos começaram a explorar o lugar admirados.

— Menina, eu sabia que tu era ricaça, mas nem tanto. — o garoto comentou depois de se cumprimentarem com abraço e beijo. Majô revirou os olhos.

— Eu não sou rica. Meus pais são exagerados. — dessa vez o grupo o grupo revirou os olhos.

— Isso é exatamente o que uma ricaça diria. — Lili cutucou Jack com o cotovelo e com uma careta.

— Não liga pra ele, Majô. Não queremos que você pense que só viemos aqui por causa do seu dinheiro.

— Talvez por isso também. — Jack sorriu maliciosamente e a garota riu.

— Imagina, eu sei que vocês não fariam isso. — suspirou e o grupo ficou a encarando. — Por que a gente não vai para o meu quarto, então? Eu estava vendo alguns filmes legais pra gente assistir na Netflix, podemos escolher juntos.

O grupo concordou e os seis começaram a subir as escadas em direção ao quarto de Majô. Ao chegar, começaram a explorar o lugar admirados, pensando em quem na terra tinha um sofá no próprio quarto, até que Jack se aproximou da sacada.

— Então é ali que é a casa do deus grego Benício? — Majô suspirou e foi até seu amigo, acompanhando o olhar dele para a casa de seu vizinho.

— Não só a casa. Essa sacada aqui da frente é o quarto daquela praga. — isso bastou para atrair a atenção do resto do grupo, que também se aproximou.

— Caramba, isso é muito “You belong with me”, da Taylor Swift. — o garoto comentou animado.

— Só que a diferença é que os dois estão no topo da cadeia alimentar da escola. — Alicia comentou.

— E os dois se odeiam... — Lara murmurou para o nada.

— O que aconteceu naquele baile, afinal? — Sarah perguntou, olhando curiosa para Marjorie.

— Eu não sei. — respondeu.

— Você não acha que deveria conversar com ele? Sei lá, colocar as cartas na mesa?

— E dá pra conversar com ele? Benício é um idiota prepotente. — Alicia riu e caminhou até o sofá.

— Realmente. Idiota prepotente é algo que define ele bem. — comentou ao sentar.

— Alicia também já sofreu do “Mal de Benício”. — Jack disse como se esclarece tudo e foi até ela também. Marjorie olhou com curiosidade para eles antes de se aproximar e sentar no tapete felpudo.

— Sério? — perguntou.

— Infelizmente, sim. — suspirou e ajeitou sua posição. — Todo mundo sabe que eu fiquei com ele e que ele nunca me ligou de volta e tal, mas a verdade é que eu fiquei chateada porque eu realmente estava gostando daquele bosta.

— Gostando quanto? — Lara perguntou.

— Gostando do tipo ficar o nono ano inteiro pensando nele todos os dias...

— E pra entrar no coração de gelo da Alicia, misericórdia... — Jack comentou e todos riram.

— Foi um belo de um tombo quando quando ele foi idiota comigo. — suspirou e todos ficaram em silêncio. — Mas o Benício sempre foi desprezível. Metido, prepotente e extremamente narcisista. Só mudou... — olhou para Majô, que abraçava suas próprias pernas. Como se soubesse que estava sendo olhada, encarou Alicia também. — Bom... só se importou com algo que não fosse ele, só foi legal e só sorriu daquele jeito nesse último mês. — Marjorie mordeu o canto interno da bochecha, sem falar nada.

— Ele estava tão legal... — Lili suspirou. — Mas agora está um idiota de novo. — Jack bufou, sem paciência.

— Ai, essa personalidade duvidosa dele me cansa. Acho que devíamos criar uma página hater no Facebook para ele. E chamar de Benício Bundão Moretto. — comentou, arrancando gargalhadas de todo o grupo.

— Concordo. — Alicia disse.

— Mas e você e o Marcos, hein, Lili? — Majô finalmente falou algo. Lili imediatamente ruborizou e olhou para baixo.

— Eu não sabia que ele podia ser tão diferente do que eu achava, de um jeito bom. A gente tem conversado muito esses dias e tem sido incrível. — o grupo sorriu animado.

— Sério? Isso é maravilhoso! Eu apoio muito. — Majô comentou e a garota balançou a cabeça em afirmativo, de repente parecendo envergonhada.

— Ele me beijou quando me deixou em casa no dia do baile. — confessou e todo mundo começou a soltar gritinhos animados.

— É, flores, Lili só parece santinha, mas a mulher não perde tempo. — Jack disse e o todas gargalharam.

— Você está apaixonada por ele? — Sarah perguntou e Lili franziu o cenho.

— Não, apesar dele ser incrível, eu o conheço a pouco tempo, não tem como se apaixonar assim.

— Que pé no chão. — Alicia comentou.

— Realmente. Passando por cima de tudo o que a gente achava da bela, doce e ingênua Lili. — Jack voltou a falar e a garota riu.

— Não vai ser fácil para o Marcos. Ele ainda é aquele babaca com aquelas piadas inapropriadas e tontas. Eu não vou dar mole para ele.

— Isso aí! — Majô disse. — Eu conheço ele desde pequena, apesar de ser assim, no fundo ele é só um molenga.

— Você conhece ele desde pequena? — Lara perguntou.

— Sim. Ele, o Lucas e o Henrique já fazem parte do grupo do Benício desde crianças.

— Que gracinhas. — Sarah comentou.

— E aquela galera colorida, Gêmeas? — Jack perguntou com um olhar malicioso. — Já partiram para os beijinhos também? — as meninas riram.

— Eles são legais. Estranhos, mas legais. — Lara respondeu.

— E o que vocês sentem sobre isso? — dessa vez, Lili perguntou.

— Sarah já está toda apaixonadinha pelo Caio. — Lara disse, logo recebendo um soco de sua irmã. — E eu estou falando mentira? — perguntou para ela, passando a mão no local socado.

— Ele é incrível. A Lara diz que só está conversando com o Murilo por obrigação, mas eu sei que ela está gostando. — sua irmã revirou os olhos.

— Nos seus sonhos.

— Espera, quem é quem? — Majô perguntou e todos riram de leve.

— Caio é o que usa laranja, Murilo, verde. — Lara respondeu.

— Faz sentido. — Majô disse pensativa.

— Ah, eu sei que você vai beijar o Murilo antes que eu vou beijar o Caio.

— Percebe-se que beijá-los já não é nem mais uma possibilidade, mas uma certeza. — Jack comentou.

Todos riram e a noite continuou assim, leve. Majô estava certa quando pensou que isso faria bem para ela. Eles sequer colocaram um filme para rodar, de tanto que a conversa fluiu. Eles conheceram Betsy e a elogiaram muito pela pizza e cookies que ela tinha feito. No final da noite, Majô se despediu de Jack, restando apenas ela e Alicia sentadas no sofá da sala.

— Eu liguei tarde para a minha mãe de propósito, eu quero falar com você. — Alicia quebrou o silêncio. Majô a olhou com o cenho franzido, sem entender nada. A garota se ajeitou para ficar de frente para ela no sofá. — Eu vi sua expressão quando eu falei do Benício hoje à tarde.

— Alicia, eu não... — Majô tentou falar.

— Eu quero que você saiba que eu não sinto mais nada por ele. — ela interrompeu. — De verdade. Foi algo muito tonto e infantil, eu tinha treze anos, pelo amor. — riu levemente. — É claro, ele vai ser sempre o primeiro cara que eu gostei, mas o que eu senti não chega nem perto do jeito que vocês se olharam nesse último mês. — Majô abaixou a cabeça. — É sério, Majô. Vocês dois mudaram muito. Saíram desse mundinho fechado de vocês, quer dizer, qual era a chance de você nos chamar para sua casa antes de tudo isso? — a garota deu de ombros.

— Eu me arrependo disso. Eu não me permiti ver as pessoas incríveis que estavam ao meu redor. Me desculpa por isso.

— Não tem importância, a gente está muito feliz que você está se dando a oportunidade de fazer novos amigos. Mas você não pode negar que Benício também está completamente diferente. Todo mundo viu o jeito que vocês se olhavam, como vocês se tratavam.

— É? Não pareceu quando todo mundo resolveu comemorar a hora que o diretor tirou nossas algemas.

— É por isso que vocês se separaram?

— Não tem como separar o que nunca aconteceu, Alicia. Você pode dizer que o Benício mudou e que eu mudei e tudo mais, mas isso não muda onde estamos agora. Não muda o fato de ele ter me chamado de cadela fútil.

— Majô... — Alicia chamou severamente.

— Não. Todo mundo sempre acha que sabe sobre nós, mas na verdade não sabem. Benício não mudou, eu não mudei. Eu não quero ficar perdendo meu tempo com aquele idiota e tudo que envolve ele e é por isso que eu não estou almoçando no refeitório essa semana. E só por isso. Eu estou cansada de tudo. — no final do discurso, Alicia riu brevemente e se levantou, olhando o celular.

— É incrível. Vocês são dois cabeças duras. — suspirou. — Minha mãe me mandou mensagem, vou subir na portaria. — a garota suavizou a expressão.

— Quer que eu te acompanhe? — perguntou com cautela.

— Não precisa. — respondeu e começou a caminhar até a porta.

— Olha, Alicia, me desculpa... — ela tentou.

— Não se preocupe. Eu também estaria assim se eu estivesse apaixonada pelo garoto que eu odiei a minha vida inteira. Deve ser confuso. — sorriu maliciosamente para ela. — Tchau, Majô. — fechou a porta e começou a subir o condomínio rápido, antes que a garota pudesse protestar alguma coisa.

Notas finais
O que estão achando? O que acharam dessa reunião e quais são suas teorias para o que o Nate planeja? Próximo cap vai ter Majô e Ben, viu? Ou devo falar Majô X Ben, pq né? Snisnijsninsuhsnjhnhjnahj Muito obrigada por lerem até aqui! Beijoooss, até o próximo ♥