Company
2 Capítulo II
Notas iniciais
Hermione fez algumas anotações e colocou tudo dentro de uma pasta; passava-se da meia-noite e estava demasiadamente cansada, nunca achou que um trabalho sobre Poções demoraria tanto. Observou que se encontrava sozinha na sala comunal, nem mesmo vestígios de Harry ou Rony, o que normalmente era raro, já que os dois costumavam ficarem horas no lugar conversando sobre quadribol e futebol.
Levantando-se calmamente, Hermione se dirigiu até a escada do dormitório feminino, mas ao olhar pela janela, uma imagem lhe fez parar de imediato. Era Remus Lupin, e por sinal, parecia bastante machucado. Sem pensar, a jovem se retirou da sala comunal e correu por dentre os corredores vazios e frios de Hogwarts. Sua respiração ofegante, seu coração acelerado, em nenhum segundo sequer ela pensou em parar.
Remus estava desaparecido há quase cinco meses; não deu noticias a Tonks (qual estava muito preocupada), nem a Harry, nem a ninguém. As piores teorias passavam na mente de todos, dentre elas que Voldemort havia lhe capturado e estaria lhe torturando, ou pior, havia o matado. Ao chegar ao local do qual vira Lupin, a moça se assustou, não havia ninguém por lá e nem vestígios de que alguém poderia ter passado por lá.
— Acordada esta hora, sangue ruim. — O sangue de Hermione ferveu dentro de si, ela queria socar a cara de Draco Malfoy até não sobrar mais nada. — Isso pode lhe trazer problemas.
— E desde quando isso te importa? — Indagou a garota nervosa e virando-se para o menino. Ele usava pijamas verdes e a capa preta com um semblante da Sonserina por cima.
— Como poderia me dar aulas extras sendo que estaria cumprindo castigo?
— É isso que quer, não? — Hermione se aproximou tanto de Draco que se era possível sentir a respiração do garoto. — Quer que a reputação de Hogwarts acabe! Eu sei que você não tem problemas durante as aulas, Malfoy, afinal, mesmo sendo de uma família de Comensais da Morte, ainda tem um cérebro.
— Veja lá como fala da minha família! — Pela primeira vez o rosto pálido de Draco ganhara alguma cor, mesmo que fosse vermelho de vergonha. — Seu sangue ruim.
Hermione estava cansada de ser chamada de sangue ruim apenas por ter nascido trouxa; ela, no entanto, achava que sangue ruim deveria ser chamado aqueles que eram Comensais da Morte, aqueles que preferiam juntar-se ao Lord das Trevas.
— Você não deveria estar aqui, garota. — Sorriu Draco, suas palavras eram ásperas. — Volte para os trouxas de seus pais.
O coração de Hermione começou a acelerar, e em sua mente mil pensamentos passavam, queria acabar com a vida de Draco agora. Só lhe jogaria um feitiço, como Avada Kedrava, mas também queria que ele sofresse, então pensou em Crucio; Granger apertou tanto sua varinha, que os nós de seus dedos ficaram brancos e um pouco doloridos. E sem pensar, Hermione lhe direcionou um soco no nariz, que o derrubou de imediato.
A garota subiu em cima dele e começou a lhe distribuir tapas e socos; o garoto tentava controla-la, mas era quase impossível.
— Nunca mais fale dos meus pais. — Disse a garota ao se levantar e seguir até o castelo.
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