Company
3 Capítulo III
Hermione deitou-se em sua cama, mas não conseguia dormir. Que mal tinha se seus pais fossem trouxas? Pelo menos não eram Comensais da Morte. Draco havia um plano maligno, ela sentia isso... Mas o que seria? Talvez fosse algo contra ela, ou contra Dumbledore... Ou pior, talvez ele estivesse planejando algo contra Harry.
Ela não tinha certeza de nada e por isso não sairia dando especulações sobre o que Malfoy iria ou não fazer, então em sua mente armou um plano: observar os passos de Draco até o fim das aulas extras... Aos poucos sua mente traçava cada passo do plano, talvez ela até conseguisse algumas pistas sobre o que os Comensais da Morte andavam fazendo, ou até mesmo conseguiria descobrir aonde se escondia Voldemort.
E quando a lua trocou seu lugar com o sol, Hermione ainda estava acordada. Quando colocava algo na cabeça, era extremamente difícil faze-la tirar.
Arrumou-se correndo e desceu até a sala comunal onde se encontrava seus amigos. Ela contou sobre o ocorrido na noite passada, o que deixou Harry e Rony nervosos. Com aquela atitude da amiga, talvez Draco pudesse fazer com que ela se desse mal, afinal, violência (tanto usando magia quanto usando força física) era proibido.
— Se ele me denunciar à Dumbledore, — comentou Hermione enquanto eles seguiam para o Salão Principal. — ele teria que explicar por qual motivo estava do lado de fora do castelo após o horário. Ele também se daria mal.
Rony sorriu. Desde que ele entrou em Hogwarts, Draco o ofendia somente por não ter condições de comprar vestes e livros caros. Dependendo da ocasião, Rony pouco se importava. Os Weasley sempre foram uma família unida e sempre lutaram contra o lado das trevas e era aquilo que importava para ele, e não o valor das vestes.
Todos olharam para o trio assim que chegaram ao Salão Principal. E enquanto eles caminhavam para chegar até os gêmeos Weasley, Hermione recebia diversos elogios dos colegas de casa e até mesmo de outras casas. Ela estava feliz por ter representado metade de Hogwarts.
— Você é incrível, Hermione! — exclamou George.
— Não sei como ninguém fez aquilo antes. — completou Fred.
Hermione sentou-se entre os gêmeos e contou cada detalhe da noite anterior. Os amigos se animaram com cada descrição das tapas e socos. Afinal, não eram somente Hermione e Rony que sofriam nas mãos do Malfoy. Qualquer pessoa que não fosse da Sonserina e não tivesse uma boa condição financeira, era motivo de chacota para Draco Malfoy.
Os amigos logo tiveram que se despedir para seguirem para suas aulas. Durante o resto do dia Hermione não viu Draco, nem mesmo durante o almoço. Rony comentou que talvez ele estivesse com vergonha, já que apanhara de uma garota, e talvez Rony estivesse certo.
Já haviam terminado todas as aulas do dia e então o coração da garota acelerou: era dia de dar aula de Poções para Malfoy. E por mais de uma hora ela ficou esperando em frente à porta da sala e o garoto não apareceu, até que por fim ela decidiu ir embora.
— Você não pode ir embora. — ela ouviu a voz de Draco e então se virou e assustou-se.
— Você não tem relógio? — ela questionou enquanto olhava cada roxo no rosto do garoto. – Está atrasado.
— Vendo sua obra de arte? — Draco perguntou ao perceber que a garota observava seu rosto.
Hermione deu de ombros, pegou a chave velha e enferrujada e abriu a porta com certa dificuldade. Ao abrir, ela percebeu que a sala não era muito grande. Havia três grandes janelas que iam do teto até o chão. Apenas duas mesas uma em frente da outra. As velas flutuavam no ar como no Salão Principal, e ao lado de uma das mesas havia alguns livros das quais eles precisariam.
— Vai ser uma longa tarde. — sussurrou Hermione após Draco entrar.
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