Companhia do Lobo
2 A reserva
"Meninas boas aceitam seus destinos e os encaram sem medo..."
Deveria ser uma boa filha ir aceitar a ida repentina de meu para a cidade de Forks, onde mal se via o sol e poucas pessoas abitavam a cidade.
Olhei o céu nublado sentindo o vento frio em meu rosto fazendo meu corpo tremer. Podíamos ir para qualquer cidade do país, porém papai precisa voltar as suas raízes mais do que nunca eu o compreendia perfeitamente e não o privaria disso, poderia aturar qualquer coisa desde que minha recompensa fosse sua felicidade.
—Querida entre esta frio ai fora. – disse papai da soleira da porta com um leve sorriso no rosto.
— Já estou indo. – o olhei.
—Esta bem não demore muito. – pediu ele ao entrar.
A floresta me convidava a entrar era quase impossível resisti ao seu convite, mas então eu seria uma garota desobediente e teria de enfrentar algum perigo por não ser uma boa menina. Nunca me senti tão tentada a fazer algo como me sentia agora.
Caminhei em poucos passos para mais próxima da floresta, não ousaria entrar lá sozinha, lobos maus não existem, mas outras criaturas sim.
Risadas e vozes chamarão minha atenção olhei em direção a vozes e gargalhadas me deparando com um grupo de jovens sem camisas, apenas bermudas e tênis.
Eles pareciam não sente frio embora o clima estivesse ao ponto de cair neve de tão frio que esta.
Um deles me olhou por um curto tempo, o mesmo aparentava ser mais serio e seu olhar me constrangeu. Senti-me esta os bisbilhotando e isso não é nada agradável.
Rapidamente caminhei para minha nova casa tentando ao máximo não os olhar novamente.
Aqueles garotos geram em minha mente muitas perguntas e uma delas por que não vestiam roupas adequadas para o frio? E por que parecia não se incomodar com ele?
São perguntas que não terei respostas e muitos menos deveria ocupar minha mente com coisas assim.
— Lave as mãos Nina. – pediu papai — O jantar esta pronto.
— Esta bem. – caminhei ate a pia da cozinha para lavar minhas mãos.
—O que esta achando daqui? – quis saber ele.
— Inspirador. – comentei ao sentar á mesa.
—Fico feliz, sabia que te traria inspiração. – ele sorriu ao me passar a salada —Em breve espero poder ler seu livro.
Ele me olhou sorrindo orgulho.
Escrevia desde meus 12 anos e para meu pai isso era um dom e eu deveria compartilha-lo com as outras pessoas, embora já não consiga mais escrever um paragrafo. Meu poço de ideias e criatividade havia cercado há um ano e meio, porem papai acreditava que eu apenas precisava conhecer novos lugares e me inspirar em coisas novas.
—Te matriculei na escola da reserva. – disse ele e olhei.
— Por que não na cidade, pai?
—Aqui te trará mais inspiração, tenho certeza de terá mais motivação. Na cidade é igual a qualquer escola que tenha frequentado. – disse ele defendo seu argumento de na verdade não me deixaria ir, por que estaria longe de seus olhos.
— Esta bem. – suspirei ao concordar.
—Querida não fique assim, encare como uma experiência para contar no seu próximo livro. – e mais argumentos.
Apenas assenti mesmo por dentro não concordando.
Desde que mamãe morreu ele se prendeu a mim de tal forma que as vezes chegar a mim sufocar, sinto que não posso respirar e que sou apenas um robô o qual dever obedecer todas as ordens lhe dada.
—Hoje a louça em minha querida. – papai avisou enquanto o ajudava a retirar os pratos — Pode ir descansar.
— Boa noite papai. – o beijei no rosto.
— Boa noite, chapeuzinho. – ele sorriu.
Apelido carinhoso de sua parte por ser meu conto de fadas favorito e pedi para que contasse todas as noites quando me colocava na cama.
Subi a escada que me levaria ao corredor dos quartos.
Abri a segunda porta a direta entrando no que era o meu novo quarto. O observei por um curto tempo, tudo ali parecia tão estranho não conseguia me senti em casa era como se aquele não fosse o meu 'lar'.
O vento frio entrava pela janela fazendo as cortinas dançarem no ar.
Caminhei em direção a janela não deixando de notar um dos garotos que vi mais cedo correr para dentro da floresta.
—Jacob! – gritou outro indo atrás dele.
"O que deveria esta havendo ali?"
Vi uma garota de cabelo curto me encarando e rapidamente fechei a janela me afastando da mesma.
Não compreendo por que eles sempre me olhava com aquele olhar de 'bisbilhoteiro', eu não estava bisbilhotando, estava?
Respirei fundo e deitei na cama.
Talvez as pessoas daqui não gostem de 'forasteiros' ou nos encarem como ameaça.
Peguei o livro — que sempre deixava embaixo do meu travesseiro — disposta a ler algumas paginas até que meu sono chegasse me levando a um lugar bem diferente do onde estou.
Fale com o autor