"Meninas boas aceitam seus destinos e os encaram sem medo..."

Deveria ser uma boa filha ir aceitar a ida repentina de meu para a cidade de Forks, onde mal se via o sol e poucas pessoas abitavam a cidade.

Olhei o céu nublado sentindo o vento frio em meu rosto fazendo meu corpo tremer. Podíamos ir para qualquer cidade do país, porém papai precisa voltar as suas raízes mais do que nunca eu o compreendia perfeitamente e não o privaria disso, poderia aturar qualquer coisa desde que minha recompensa fosse sua felicidade.

—Querida entre esta frio ai fora. – disse papai da soleira da porta com um leve sorriso no rosto.

— Já estou indo. – o olhei.

—Esta bem não demore muito. – pediu ele ao entrar.

A floresta me convidava a entrar era quase impossível resisti ao seu convite, mas então eu seria uma garota desobediente e teria de enfrentar algum perigo por não ser uma boa menina. Nunca me senti tão tentada a fazer algo como me sentia agora.

Caminhei em poucos passos para mais próxima da floresta, não ousaria entrar lá sozinha, lobos maus não existem, mas outras criaturas sim.

Risadas e vozes chamarão minha atenção olhei em direção a vozes e gargalhadas me deparando com um grupo de jovens sem camisas, apenas bermudas e tênis.

Eles pareciam não sente frio embora o clima estivesse ao ponto de cair neve de tão frio que esta.

Um deles me olhou por um curto tempo, o mesmo aparentava ser mais serio e seu olhar me constrangeu. Senti-me esta os bisbilhotando e isso não é nada agradável.

Rapidamente caminhei para minha nova casa tentando ao máximo não os olhar novamente.

Aqueles garotos geram em minha mente muitas perguntas e uma delas por que não vestiam roupas adequadas para o frio? E por que parecia não se incomodar com ele?

São perguntas que não terei respostas e muitos menos deveria ocupar minha mente com coisas assim.

— Lave as mãos Nina. – pediu papai — O jantar esta pronto.

— Esta bem. – caminhei ate a pia da cozinha para lavar minhas mãos.

—O que esta achando daqui? – quis saber ele.

— Inspirador. – comentei ao sentar á mesa.

—Fico feliz, sabia que te traria inspiração. – ele sorriu ao me passar a salada —Em breve espero poder ler seu livro.

Ele me olhou sorrindo orgulho.

Escrevia desde meus 12 anos e para meu pai isso era um dom e eu deveria compartilha-lo com as outras pessoas, embora já não consiga mais escrever um paragrafo. Meu poço de ideias e criatividade havia cercado há um ano e meio, porem papai acreditava que eu apenas precisava conhecer novos lugares e me inspirar em coisas novas.

—Te matriculei na escola da reserva. – disse ele e olhei.

— Por que não na cidade, pai?

—Aqui te trará mais inspiração, tenho certeza de terá mais motivação. Na cidade é igual a qualquer escola que tenha frequentado. – disse ele defendo seu argumento de na verdade não me deixaria ir, por que estaria longe de seus olhos.

— Esta bem. – suspirei ao concordar.

—Querida não fique assim, encare como uma experiência para contar no seu próximo livro. – e mais argumentos.

Apenas assenti mesmo por dentro não concordando.

Desde que mamãe morreu ele se prendeu a mim de tal forma que as vezes chegar a mim sufocar, sinto que não posso respirar e que sou apenas um robô o qual dever obedecer todas as ordens lhe dada.

—Hoje a louça em minha querida. – papai avisou enquanto o ajudava a retirar os pratos — Pode ir descansar.

— Boa noite papai. – o beijei no rosto.

— Boa noite, chapeuzinho. – ele sorriu.

Apelido carinhoso de sua parte por ser meu conto de fadas favorito e pedi para que contasse todas as noites quando me colocava na cama.

Subi a escada que me levaria ao corredor dos quartos.

Abri a segunda porta a direta entrando no que era o meu novo quarto. O observei por um curto tempo, tudo ali parecia tão estranho não conseguia me senti em casa era como se aquele não fosse o meu 'lar'.

O vento frio entrava pela janela fazendo as cortinas dançarem no ar.

Caminhei em direção a janela não deixando de notar um dos garotos que vi mais cedo correr para dentro da floresta.

—Jacob! – gritou outro indo atrás dele.

"O que deveria esta havendo ali?"

Vi uma garota de cabelo curto me encarando e rapidamente fechei a janela me afastando da mesma.

Não compreendo por que eles sempre me olhava com aquele olhar de 'bisbilhoteiro', eu não estava bisbilhotando, estava?

Respirei fundo e deitei na cama.

Talvez as pessoas daqui não gostem de 'forasteiros' ou nos encarem como ameaça.

Peguei o livro — que sempre deixava embaixo do meu travesseiro — disposta a ler algumas paginas até que meu sono chegasse me levando a um lugar bem diferente do onde estou.