Notas iniciais
Gente! Pelos deuses do Olimpo! Eu fiquei doente, tive viagens, provas, trabalhos escolares, tudo, tudo mesmo! Não é desculpinha, eu queria muito postar, e postar hoje foi lucro, porque achei que não ia conseguir. Até porque a minha semana de provas vai começar amanhã, então o próximo capítulo vai demorar com certeza. Desculpa! Estava com saudades!

Quanto lenga lenga, pensou Scott. Se aquele pirralhinho não tivesse entrado na nossa vida, a gente já teria acabado a missão.

– Gente, cansei – Jill entrou na sala onde Cori e Scott estavam, quebrando o silêncio mortal – preciso que alguém me substitua.

– Eu vou – Cori se ofereceu, levantando enquanto esfregava os olhos – você está lá há muito tempo. Vai descansar.

– Imagine – a menina se espreguiçou, e o barulho de suas costas se estalando foi claro – foi bom me distrair.

– Ótimo – Cori andava a caminho da amiga – me mostra como funciona e já vai direto para o quarto, sim?

– Okay – Jill sorriu, meio sonolenta – Scott, já quer aproveitar para aprender?

Ele sorriu com o canto da boca e balançou a cabeça em resposta.

– Vá dormir também, Scott – Cori ofereceu – chamo vocês caso algo aconteça.

O menino apenas sorriu conforme as meninas saíam da sala. Não desviou o olhar da porta por muito tempo, pensando. Não estava cansado – não fisicamente. Não queria dormir. Queria começar e acabar essa estúpida missão de uma vez por todas.

Ele lembrava-se de como havia se sentido ao receber a notícia de que era um semideus. Seu sonho sempre fora ter uma vida fora do normal. Queria morar na terra do nunca, descobrir seus poderes mágicos, amar uma fada, lutar contra dragões. Mas, naquele momento, ele não queria mais nada além de uma vida normal. Em casa, aninhado no colo de sua mão, assistindo um filme antigo por escolha de seu pai, pescando as pipocas com mais manteiga do balde.

Sua mãe. Seu pai.

Sentia saudades deles. Havia os convencido (com um pouquinho de nada de ajuda mágica) que ele estava em um intercâmbio, e que isso sempre esteve programado.

Isso o incomodava. Saber que os pais não estavam preocupados com ele. Claro, eles não tinham culpa, achavam que ele estava seguro... Isso era outra coisa que o incomodava. E se ele não estivesse seguro à tempo? E se se machucasse? E se morresse? Quanto tempo seus pais ficariam esperando?

Balançou a cabeça para espantar os pensamentos que o perturbavam e resolveu ir até seu quarto. Sabia o caminho e chegou com tranquilidade, mesmo que distraído. Acabou por se deparar com várias postas identificadas por desenhos, e sem nem parar para olhá-los, entrou na que deduziu ser sua e se arremessou na cama.

Sentiu as molas do colchão tremerem com o pulo e apoiou a cabeça para ouvi-las ranger. Tinha esse costume desde pequeno, ajudava-o a relaxar. Caso o barulho cessasse, ele fazia questão de se mexer bruscamente e tudo recomeçava. E ele ia se cansando, se perdendo, e caía no sono antes mesmo de bocejar.

.

– Scott – ele ouviu alguém chamar – Scott, acorde.

Ele abriu o olho e se deparou com Cori à sua frente. Grunhiu para mostrar que estava acordado.

– Temos um problema, Scott – ela parecia preocupada – acho melhor você vir comigo.

Scott, ainda com sono, sentou-se na cama com os olhos apertados. Olhou ao redor e algo chamou sua atenção: não via Jill. Lançou um olhar desconfiado à Cori, que mordia o lábio inferior, esperando o amigo se arrumar.

– Já vou – ele se levantou e estalou as costas. Não havia tempo para ficar de preguiça – você tem ideia do que aconteceu de tão importante?

– Digamos que é algo grande – ela fez gestos com a mão, sem conseguir se expressar com palavras – venha.

Ela o puxou pelo braço para fora de seu quarto, com pressa, e Scott imediatamente sentiu frio. Seus braços e suas pernas se arrepiaram quase instantaneamente. Olhou para a amiga, que vestia um casaco maior do que no momento em que ele havia ido dormir. Avaliou a situação: se aquilo fosse por causa do frio, havia por que se preocupar tanto? Ainda não havia feito uma relação. Mas Cori parecia realmente preocupada... talvez o sono ainda atrapalhasse o raciocínio dele.

Conforme andavam, o frio se intensificava. Aquilo não podia estar programado. Um filho do deus do fogo não disponibilizaria uma temperatura tão abaixo de zero em sua construção. E Scott costumava ser um belo calorento! Uma camisa de manga longa bastava em alguns invernos para satisfazê-lo. Mas essa mesma camisa de manga longa agora o deixava muito exposto ao frio, era surpreendente.

– O que aconteceu aqui? – ele balbuciou para Cori.

– Guarde as perguntas para quando chegarmos na cabine – ela se limitou a dizer. E eles continuaram a andar.

Chegando no destino, o queixo de Scott caiu. O frio era o maior que já havia sentido, mas se alguém tirasse uma foto da sala, tudo parecia perfeito. Exceto por um pequeno detalhe: Jill.

A menina estava sentada como se controlasse o navio, mas completamente imóvel. Os cabelos não balançavam, os olhos não viravam, a boca não tremia, os braços e as pernas pareciam engessados no lugar. Nada. Apenas uma coisa escapava: seu peito subia e descia, mostrando uma respiração normal, o que foi um alívio.

Mas o pior era a pele.

Scott se aproximou, incrédulo. A pele da amiga havia adquirido uma cor bizarra, quase em um tom de azul. Ele tocou-a, mas afastou a mão imediatamente. Era como se ela fosse feita de gelo, tão fria e dura quanto.

– Scott... – Cori murmurou, apontando para uma parede que ele não havia notado. Nela, em camadas de gelo, era possível ler as palavras:

“Ela viu demais”

Ele não compreendia. Era uma mensagem de “explicação” da morte? Mas que morte, se ela respirava normalmente?

– Eu não... – Scott virou-se para Cori, que o interrompeu.

– Entende? – ela adivinhou, arregalando o solhos – nem eu.

Os dois voltaram a encarar a amiga congelada, tão paralisados quanto ela, sem saber o que fariam. A aflição maior era a calma: não havia falta de tempo, nem um inimigo presente, Jill matinha sua respiração... nada. O oposto do que se espera de uma situação de angústia.

– Você não acha que isso tem a ver com...?

– Quione? – Cori completou. Scott concordou com a cabeça – com certeza. Só não entendo por que ela não apareceria.

– Ela deve ter um plano.

– É isso que me preocupa. As coisas parecem até estar... em ordem.

A mesma coisa incomodava Scott. Sem saber o que fazer, ele decidiu andar novamente até a “estatua” que havia sido feita da amiga e tocou seu rosto. A superfície estava extremamente gelada e ele não sentiu a maciez da carne, apenas dureza, como se ela fosse feita de pedra. Ele escorregou os dedos pelo cabelo dela. Nenhum fio se mexeu. Era uma bizarrice sem tamanho.

– É um jogo – ele ouviu atrás dele, e pode jurar que a voz não era de Cori. Virou-se com toda a agilidade que tinha, mas não viu ninguém além da amiga, que parecia tão atordoada quanto ele, como se também tivesse escutado – não entendem? Achei que fossem entender tão rápido... Talvez se Nico estivesse aqui, ele faria o raciocínio por vocês. Será que é disso que vocês precisam para vencer alguém? Nico? Pena que ele não está aqui...

– Quione – Cori chamou – o que você quer?

– Tenho que explicar tudo sozinha? – ela reclamou, ainda sem se mostrar presente. A voz ecoava pela sala – vocês podem notar que meu poder está sobre a preciosa amiga de vocês – Scott olhou para Jill pelo canto do olho, ainda imóvel – eu posso tanto destruí-la quanto libertá-la. Ainda não decidi o que fazer...

– Diga logo o que quer! – Scott bradou.

– Meu querido – ela riu-se – tenha paciência. Principalmente comigo.

Ele entortou a cabeça, sem entender muito bem o que ela havia dito, mas logo ouviu Jill ofegando em busca de ar. Scott virou a cabeça tão rápido que o pescoço doeu, e pode ver a amiga, ainda imóvel, mexendo o peito freneticamente, enquanto do fundo da garganta saíam ruídos desesperados por oxigênio.

– Tudo bem, desculpe! – ele se assustou – me explique as regras do jogo, terei paciência com você!

Ele pensou em xingar a deusa só mentalmente daquele momento em diante, mas, como ela era uma deusa, talvez isso também não fosse uma boa ideia.

Jill voltou ao normal. Ou melhor, à como estava antes: imóvel. Mas pelo menos respirava com tranquilidade.

– O jogo é simples – a voz continuou como se nada tivesse acontecido – quando vocês perderem, a amiguinha de vocês morre, mas o resto do barco fica intacto, e eu destruo outra coisa na próxima vez que ganhar. Se, em algum universo paralelo, vocês ganharem, eu liberto a amiga de vocês e não os incomodo mais.

– Feito – Cori parecia confiante – mas você deve se personificar.

A voz riu, e em pouco tempo, uma bela mulher apareceu diante deles. Sua pele era pálida, o que entrava em contraste com os longos cabelos negros, trançados com fios de prata, caindo sobre seu ombro. Seu vestido era leve e comprido, feito de um tecido branco esvoaçante e hipnotizante. Scott notou que ela era realmente muito bonita: seus lábios eram delicados, mas carnudos e vermelhos. Seus olhos eram grandes e chamativos, as íris de um azul suave. Os cílios eram longos e, as bochechas, rosadas. Sorria, os dentes brancos e alinhados, perfeitos.

Ela era simplesmente encantadora.

Cori não parecia muito impressionada. Seu olhar emitia raiva. Talvez ela soubesse mais do que ele (não seria a primeira vez). Scott decidiu tentar parar de babar pela deusa, pois com certeza não estava sendo discreto, e notou que um pouco do olhar da amiga se direcionava à ele.

– Tudo bem – Quione disse, a voz dessa vez vindo direto dela, sem se ampliar como antes – vamos jogar. – ela começou a puxar cartas e objetos como se do ar, e em pouco tempo, uma mesa preparada para um jogo estava bem à frente deles.

– Mas isso é... – os olhos de Scott brilharam – Mitomagia.

– Sim, Scott – a deusa confirmou – estou te desafiando para uma batalha de Mitomagia.

Ela nem sequer olhou para Cori enquanto pronunciou tais palavras. Scott apontou para o próprio peito:

– Eu? Só eu?

– Sim – ela sorriu – somente e apenas você.

– Ela pode me ajudar? – ele perguntou, apontando para Cori, preocupado ao perceber que não reconhecia algumas cartas e estatuetas na mesa.

Quione não respondeu, apenas levantou uma sobrancelha e olhou friamente para Jill.

– Vou entender isso como um não.

A deusa sorriu de satisfação e apontou para Cori, que abafou um grito: sua boca começou a ser coberta por espessas camadas de gelo. A menina tentava tirá-lo desesperadamente, mas o poder de Quione era forte para uma magia tão simples.

– Só para ter certeza – ela anunciou, sorrindo, dócil. Scott começou a perceber o que ela podia esconder atrás de seu sorriso agradável.

Ela puxou uma cadeira da mesa e sentou-se, e logo convidou Scott a fazer o mesmo, com um gesto. Ele sentou-se. a cadeira era, obviamente, de gelo, mas ele não estava esperando tamanho frio em sua pele. Controlou-se para não saltar com o susto e se acalmou. Logo notou que, assim como as cadeiras, a mesa e as estatuetas eram puro gelo. As únicas coisas que se salvavam eram as cartas, que eram normais. A única diferença entre as de Quione e as de Scott é que as dela eram mais bem-cuidadas.

Cori assistia à cena, ainda com os braços cruzados de irritação. Ela era uma pessoa que gostava de falar.

Scott começou a se preocupar com a partida do jogo. Era bom, claro, mas não conseguiria ganhar de uma deusa, principalmente porque não jogava bem sob pressão. E, afinal, por que Quione o desafiaria em um jogo? Ela nem era a deusa dos jogos. Era a deusa da neve. Não havia nenhuma relação. Ela com certeza tinha um plano em mente.

Sem nenhuma palavra, o jogo começou. Ele lembrou-se de quando jogou com Nico, no chalé de Hades. Tinha perdido por muito pouco. Claro que a mínima diferença não impediu Nico de cantar e dançar e esfregar sua vitória na cara de Scott. Embaixo das trevas que ele encena, Nico continuava o garotinho de dez anos irritante que Scott gostava tanto de implicar. Não, ele não havia mudado muito. Era engraçado, agitado, curioso, como sempre, mas escondia tudo sob uma camada antipática protetora. Já havia sido machucado o suficiente.

Scott começou jogando, pois havia sorteado a menor carta. O jogo era assim: cada um começava com uma carta apenas, e conforme ele se desenvolvia, você ganhava mais e mais cartas e até bonecos, com uma certa quantidade de pontos. Os ataques principais só podiam ser feitos com bonecos, onde cada deus atacava com sua especialidade. Se só houvesse a carta, combatia-se força, agilidade, entre outros. As cartas se esgotavam rapidamente, indo um bolo para a mão de cada jogador. Era possível vencer a carta do adversário na batalha, aumentando seu bolo cada vez mais. Os bonecos eram complicados: cada vitória marcava uma certa quantidade de pontos, e com uma quantidade específica, era possível ganhar a estatueta de um deus contanto que você tivesse a carta do mesmo. Depois de um tempo, todas essas estatuetas já estavam no domínio de alguém, e nessa hora, começava o principal desafio, que era roubar os bonecos do outro. O adversário então deixava a carta de tal deus no chão e essa estatueta pertencia à quem ficou com ela até o fim do jogo. É possível impedir que a sua estatueta seja roubada, caso você consiga contra-atacar o poder utilizado para roubar seu deus com esse mesmo deus. Nesse caso, a carta é depositada no chão e o boneco fica com o dono original.

O jogo termina quando todas as cartas estiverem no chão. Quem tiver o maior número de bonecos, ganha.

Na verdade, isso não era importante: Scott sabia as regras de cor. Apenas repassava para ter certeza de que teria chances.

Uma partida levava muito tempo. Podia chegar a horas. Uma vez, ele teve de parar seu jogo com o primo para continuar na manhã seguinte. Não tinha certeza de como essa partida se desenvolveria.

Ele e Quione não falavam mais do que o necessário. Ela era boa, sem dúvida, mas talvez não tanto quanto ele esperava. Quem sabe, com um pouco de esforço, ganhar dela não fosse tão difícil assim.

O tempo passava. Cori observava o jogo sem desviar o olhar, apenas algumas vezes para checar como Jill estava. Uma hora e meia, talvez até duas, haviam se passado quando Scott tomou a última estátua da mesa.

Quione sorriu. O jogo, agora, começara de verdade.

Os adversários estavam com números iguais de estatuetas, o que significava que ninguém tinha vantagem, exceto pelo fato de que era a vez da deusa. Scott sentiu uma gota de suor descer pela testa, mesmo que o frio fosse insuportável.

A segunda parte do jogo demorava muito mais. Quase o dobro da primeira. Scott poderia esperar que eles passassem três horas lá, talvez cinco, nunca se sabe. Mas Quione começou a puxar a carta da manga:

A jogada celestial.

Talvez não parecesse, mas Mitomagia não era um jogo assim muito recente: ele vinha de origens antigas, daquela época em que a mitologia grega ainda não era uma mitologia. As pessoas acreditavam fielmente como deviam. Claro, o visual da brincadeira havia mudado de modo incomparável, assim como uma ou outra regra. Mas essa jogada ainda podia ser aplicada.

Não era mais utilizada, mas no princípio do jogo, era usada pelos mestres e jogadores importantes. Scott só sabia de sua existência pois, em sua época de vício completo, passava dias pesquisando sobre táticas, incansável, acessando até a última página disponível pelo Google.

Era quase invencível. Quase. Mas podia perder para outra jogada:

A jogada divina.

Nomes idiotas, mas jogadas eficazes. Extremamente complexas, claro. Demorou quase dois anos para ele conseguir aperfeiçoá-las como queria.

Scott evitou sorrir quando confirmou sua teoria de que era mesmo a jogada; teve de se controlar.

Obrigado, Google! Obrigado, Wikipedia!

Ele fingiu perder, fingiu se afligir e ficar confuso. Olhou para Cori: se ela pudesse gritar, estouraria os tímpanos de todos os presentes. Mas não podia, então apenas arregalou os olhos e emitiu sons estranhos. Scott atuava o seu melhor, mas já com o “xeque-mate” em mente.

No último momento, ele virou o jogo.

Viu o sorriso da deusa se desfazer enquanto ele derrubava todas as cartas que ela pretendia derrubar. Em por volta de dez minutos, Scott contou: havia ganhado por sete bonecos.

– Impossível – a deusa murmurou, assustada.

– Você perdeu, Quione – ele sorria para ela. Fazia tempo que não tinha uma vitória tão gloriosa (pelo menos por conta própria) – perdeu para mim. Agora cumpra o que prometeu.

Ainda atordoada, a deusa apontou para Cori e Jill, que voltaram ao normal instantaneamente. Cori correu para abraçar a amiga, preocupada.

– Não volte nunca mais – Scott lembrou a deusa.

– Na verdade vocês se esqueceram de um detalhe – ela sorriu maldosamente – Sempre façam o adversário jurar pelo rio Estige.

– Não! – Scott urrou, antes que ela sumisse, rindo, levando consigo todo o frio que havia deixado para trás.

A cabeça de Scott latejava de raiva. Não pode acreditar que a deusa ainda voltaria. Claro que ela devia ter jurado pelo rio Estige, como havia sido tão burro à ponto de esquecer?

– Vadia! – ele gritou para o nada. Não sabia se estava com ódio dele, por não ter feito seu máximo, ou dela, pelo mesmo motivo. Ela voltaria e faria algo pior logo. Não tinha escapatória.

Eles precisavam logo de Nico.

Scott se concentrou no que acontecia ao seu redor e lembrou-se de Jill. Foi até a amiga e certificou-se de que ela estava bem.

– Só sinto frio, mas logo passa – ela apontou para a parede – temos um assunto mais importante à tratar.

Ele acompanhou a direção de seu dedo e viu a mensagem “Ela viu demais” se derreter. Scott voltou-se para Jill.

– O que você viu? – perguntou.

– É uma longa história – ela começou – mas eu não sei o que temos que procurar, se é o que está se perguntando.

Scott se decepcionou. Estavam procurando algo desconhecido em um lugar desconhecido por um motivo desconhecido. Apenas Cori parecia ter ideia do que estava acontecendo.

– Mas eu sei onde encontrar – ela completou, com os olhos brilhando.

Scott abriu um sorriso enquanto a menina começava a contar a história.

Notas finais
Tomara que tenha ficado bom, tive que correr e dar uma inventada básica nas regras... Não fiz nenhuma pesquisa, não sei como se joga Mitomagia, se não for assim, desculpa. Deal with it. Comentem por favoooooooooor bjss :3