Como o Fogo

14 Capítulo 13 - Gajeel


Notas iniciais
OLLAARRRR MONAMUUUSSSS!!!!! Eu to vivaçaaaa galeriiii ♥ ♥ ♥ Sei que sentiram minha falta, também sentiria se uma pessoa tão maravilhosa quanto eu sumisse u3u Mas xentem, sério, mil perdões pela mega demora. Quase dois meses sem nada ;-; Bem,não vou ficar pegando o tempo de vcs aqui. O capítulo ficou pequeno e fraco, mas final de semana eu prometo que estarei postando o próximo capítulo, juro juradiho de mindinho, okie?

3 de fevereiro de 2015, New York, E.U.A

O dia estava nublado, com o tempo fechado mostrando a grande chuva que se estava formando nos céus nova-iorquinos. O vento sobrava com força e violência, levando jornais e sacolas plásticas a fazerem a sua dança rotativa pelas ruas e calçadas.

A pessoas começavam a andar cada vez mais rápido, ansiando pela chegada em casa antes da tempestade. Mas isso não se aplicava a Gajeel que andava calmamente com seus fones tocando ao volume gritante de You Shock Me All Night Long, AC/DC, sentindo o vento levar seus fios negros, agora curtos, para trás, deixando a cicatriz de um corte profundo na lateral esquerda de sua testa, descendo até o final de sua têmpora, a mostra.

Suas mãos estavam comodamente aconchegadas no casaco grosso que o moreno usava, e em seu pulso direito, uma sacola de um mercadinho qualquer pendia e sacolejava de acordo com a força do vento.

Dando um longo suspiro, Gajeel tornou seus orbes vermelhos para o céu, vendo o cinzento das nuvens se modificar para o negrume tempestuosos que New York tinha conhecido a cinco dias.

Não que chuvas não fossem frequentes naquela cidade, uma garoa ou chuvisco aqui ou ali, eram coisas corriqueiras no decorrer do ano. Mas aquele tipo de chuva não era algo que os deixam calmos. Não era normal, era algo assombroso que a cidade estivera vivenciando treze dias seguidos de pura e intensa chuva, todas nos mesmos horários, sem um minuto ao segundo a mais ou a menos.

As autoridades preocupadas com o bem-estar dos cidadãos, investigavam arduamente o provável fenômeno que estaria fazendo essas chuvas fortes. Se questionavam se este era mais um possível acontecimento causado pelo aquecimento global. Estabeleceram metas para o final da pesquisa e, como último recurso, já estavam estabelecendo um toque de recolher, duas horas antes do início da chuva.

— Vamos querido, são quase seis horas, temos que chegar logo em casa. – o moreno pode ouvir um homem enquanto pegava uma pequena criança no colo e checava seu relógio de pulso, logo abraçando fortemente o corpo frágil infantil e apertando o passo para uma quase corrida. Rogando internamente para uma chegada tranquila e salva até a moradia.

A correria para casa já estava virando rotina, pelo menos a vista das pessoas correndo desesperadas já tinha virado rotina para Gajeel – que não se preocupava nem um pouco com tempestade que estava por vir.

Suspirando e balançando negativamente com a cabeça, o moreno aumentou mais ainda o volume da música e apertou o passo. Precisava chegar a Ponte do Brooklyn o mais rápido possível.

Era como se sua vida dependesse disso, e no final das contas, ela realmente dependia.

Apertou as mãos dentro dos bolsos, sentindo a carteira de cigarros pela metade e o isqueiro.

Havia parado de fumar tempos atrás — a cinco anos para ser preciso -, mas sempre andava com um maço para ocasiões estressantes, os usava como uma válvula de escape. O ajudava a colocar a cabeça no lugar e a pensar com mais lucidez, o relaxava, mas Gajeel não usava com excesso (no máximo do máximo, eram dois cigarros por semana, e isso já era metade da batalha vencida para o moreno).

Balançando a cabeça negativamente e afastando esses pensamentos, o moreno voltou sua atenção para o caminho que percorria, esquecendo por completo o moço de papel amassado em seu bolso.

Precisava se apresar, a tempestade já estava se formando.

As grandes e carregadas nuvens negras sobrevoavam por sua cabeça e sumiam no emaranhado de prédios e arranha-céus que formavam a movimentada cidade de New York. A intensidade do vento aumentava, fazendo seus fios curtos chacoalharem loucamente pelo ar tentando se desprenderem de seu couro cabeludo.

Suas passadas aumentaram de tamanha e velocidade. Já conseguia avistar a ponta da ponte, faltavam poucos metros (quilômetros ne verdade), mas o sentimento de alivio já subia por seu peito.

Inspirando mais uma lufada de ar, Gajeel preparou seus pulmões e pernas para a corrida que se seguia. A sacola ao seu braço ia e vinha fazendo um barulho esganado junto ao vento.

Seus olhos estavam vidrados, concentrados no caminho que tinha que percorrer.

Com o cenho franzido, o moreno já começava a sentir as primeiras gotículas de suor se formarem e serem expelidas por sua epiderme. O grosso casaco que estava usando por causa do frio, agora parecia a coisa mais ridícula que já houvera pensado em usar. O calor começara a subir e a ofego de um sedentário estava-lhe atingindo, quase o fazendo desistir no meio do caminho, e ficar sentado, olhando para o seu negro, no meio fio da calçada.

Mas sua razão falou mais alto e Gajeel forçou seu corpo ao máximo para conseguir chegar no começo da ponte, logo localizando a escada que sempre usava para descer até o rio East.

Estava quase sem tempo e, sem pensar duas vezes, o Redfox pulara a mureta de segurança, causando buzinas espantosas, por seu ato, dos carros que atravessavam a rua.

Conseguira se segurar na escada de metal por pouco, e com a mesma agilidade de um peixe subindo uma árvore, Gajeel deslizou pendurado pelas mãos no cano de metal.

E, obviamente, a aterrisagem não fora perfeita. O moreno caíra um belo tombo, machucando seu cóccix (não o machucando gravemente, mas o latejar do momento o fez que pensar que quebrara o cú).

— Você está bem macaco pelado? – o homem pode ouvir uma voz aquosa atrás de si. Se virando com uma sobrancelha arqueada, Gajeel teve visão da mulher nua que submergia nas margens do rio.

— Já falei para não me chamar desse jeito mulher chuva. – retrucou ele se levantando e fazendo uma leve massagem na bunda.

— Jubia já falou que o nome dela é Juvia. – gritara a mulher enraivecida, fazendo sua pele ganhar uma tonalidade azul escura.

— Decida-se mulher, é Jubia ou Juvia? Mas que caralho, eu mereço. – passando as mãos pelos cabelos Gajeel acena negativamente com a cabeça em direção a mulher – Aqui!

E falando isso, Gajeel jogara a sacola de plástico no rosto de Jubia/Juvia, que ficara imensamente feliz ao abri-la e ver o que estava nela.

— Juvia nem sabe como te agradecer, mas Jubia agradece. – gritou ela entusiasmada enquanto virava o conteúdo da sacola no rio, para logo mergulhar neste também.

Parado em pé com cara de tédio, Gajeel olhava a estranha mulher azulada se contorcer embaixo da agua.

— Fala sério, gastei uma fortuna nesses peixes para ela simplesmente jogar eles fora. Deus enviou-me a esse mundo para ser fodido, e até que não foi um mandato tão ruim assim. – exclamou Gajeel soltando um riso sacana no final da frase ou se recordar de como e com quem dormira – passara a noite em claro — tendo uma noite de foda magnifica.

— Falou alguma coisa macaco pelado? – perguntou a mulher aparecendo novamente, deixando somente a cabeça para fora.

— Nada que te interesse.

— Juvia acha você um grosso e Jubia concorda com ela. – exclamou a garota emburrada lhe tacando um peixe vivo no rosto.

— Mas o que diabos..? – gritou Gajeel dando um salto para trás ao sentir as escamas pegajosas do peixe em sua face – Você é loca garota?

Mas a mulher não deu a mínima, somente voltou apara as profundezas do rio com um olhar tão misterioso quanto a sua própria existência.

Gajeel ainda se perguntava se tudo aquilo era real ou se só passava de mais um de seus pesadelos drogados, e que quando ele acordasse, estaria com seus dezesseis anos e nu, sendo abraçado por dois homens musculosos.

A ideia o animou, e o fez bolar um compromisso inadiável para esta noite.

Oras, mesmo com a chuva de foder que estava por vir, Gajeel se achava no direito de foder também, no caso ser (o que era mil vezes mais excitante para ele).

Notas finais
Olar xentem!!! Então explicações sobre o capítulo - a única -, agora que o Gajeel já esta crescido, vou fazer as narrações bem punk, cheia de palavrões, sexo e rock'n roll, então, por favor não se sintam ofendidos pelo linguajar