Como o Fogo
15 Capítulo 14 - Lyon
Notas iniciais

15 de março de 2015, Magnólia, Rússia
Lyon sentia seu queixo se desprender de sua cabeça em tamanho tempo que ficara com a boca aberta. Os olhos arregalados e saltados possuíam um brilho surpreso e admirado adornando a sua íris castanha. Seu pescoço começava a latejar por causa da posição inclinada que o lustre, posicionado no centro da grande sala, o obrigava a fazer para admira-lo.
Estralando seu pescoço ao voltar a posição inicial parado no centro do cômodo com a pequena bagagem ao lado, Lyon passou seus olhos pelas paredes pintadas em um tom de mogno e decoradas por pinturas de pessoas estranhas, em poses e vestimentas mais estranhas ainda. Algumas fotografias estavam espalhadas pelo local, estas sendo emolduradas por figuras angelicais delicadamente pintadas de branco.
Sua boca abrira mais ainda ao notar a grande lareira com fogo gritando e estralando em sua abertura. Logo acima desta, um pedaço de pano com uma espécie de brasão bordado em um fundo avermelhado e relampejante, mostrava a figura de uma águia se preparando para emboscar a peçonhenta cobra que chacoalhava seu chocalho em forma de aviso prévio de perigo. E, em meio a esta figura esplendorosa, um “D” dourado emergia por entre as nuvens nubladas, como se este fosse semelhante aos raios do sol, ou ao próprio sol.
Era uma imagem de deixar de boca aberta e pelos arrepiados de excitação e hesitação.
— Vejo que se identificou com o estandarte da família Dreyer. – a voz feminina de Ur se fez presente no recinto, chamando a atenção de Lyon – Fico feliz que tenha chego Lyon. Fez uma boa viajem?
— É um belo estandarte. Fiz uma boa viajem sim, dormi a maior parte do tempo, mas obrigado por perguntar senhorita Ur. – respondeu Lyon de forma polida, arrancando risadas da mulher.
— Não precisa de toda essa formalidade querido, agora seremos mestra e aprendiz, mas acima de tudo amigos. – falou ela afável acariciando os cabelos brancos como a neve do menino – Venha, quero que conheça seu companheiro.
— Tem outras pessoas... Como... Eu? – perguntou o albino vacilante. Estava surpreso, pensara que era o único (até conhecer a Dama Gélida, Ur).
— Claro querido, apesar da mutação ser uma coisa rara entre os seres humanos, o desenvolvimento do controle do gelo não é tão incomum, é até bem presente. Acho que é porque a maioria gosta do inverno. – brincou ela dando um pequeno sorriso – Mas é um controle lindo, porém muito perigoso senão levar o treinamento a sério. Por isso quero que você de duzentos por cento de si durante as aulas práticas.
Balançando afirmativamente com a cabeça, Lyon flexionou os joelhos para agarrar a alça da bagagem e começar a seguir Ur que, com o passar de cada corredor dava uma explicação histórica sobre os artefatos exposto e as pessoas retratados nos quadros, não deixando de mencionar que a história de mansão também era parte do treinamento.
E Lyon nunca ficara tão excitado em aprender algo como a história daqueles que o acolheram e ofereceram ajuda em tempos difíceis.
— Então, como ele é? – perguntou Lyon sentindo suas bochechas esquentarem pela tentativa de puxar assunto – Digo, o meu companheiro de treino.
— Bem, foi bom você ter perguntado isso. – começou Ur soltando um suspiro – Gray é uma pessoa difícil de se lidar, ele é como diríamos, frio como o gelo. Mas ele é um bom garoto, conquiste a confiança dele e você serão melhores amigos, senão... Bem, prepare-se porque já vi como ele trata aqueles que são considerados possíveis inimigos.
— Ele não parece tão assustador assim, na verdade é bem pior. – sussurrou o albino para si mesmo, mas isso não passou despercebido por Ur, que soltara um pequeno sorriso com isso.
— Vamos subir e te mostrar o seu quarto, depois você vê como Gray é com os seus próprios olhos. – falou a morena mudando a direção para uma grande escadaria esculpida em carvalho maciço com duas serpentes, respectivamente, adornando cada lado do corrimão.
Seu quarto se localizava no segundo andar, virando à direita e sendo a quinta porta a esquerda. Lyon olhava tudo quilo não acreditando não acreditando na imensidão daquele lugar. Eram tentas portas em um só lado do corredor que tudo parecia loucura. Prestando atenção em cada porta, o albino percebeu que cada uma possuía um nome gravado no centro superior da porta, cada um com detalhes peculiares – enquanto uns pareciam normais, como se estivessem entalhados na madeira, outros pareciam flutuar, mudavam de cor constantemente, brilhavam, desapareciam e reapareciam em outro lugar, exatamente como naquelas antigas proteções de telas de alguns computadores. Aquilo tudo era, e ainda é, maravilhoso. A mansão era rodeada em um clima mágico, como se tudo que estivesse ai tivesse sido feita da mais pura mágica.
— Lyon Vastia, espero ter escrito certo, querido. – Ur despertou o garoto de seus devaneios, o fazendo mirar a porta e admira-la.
Seu nome estava congelado a porta com perfeição, os tons azuis e brancos se mesclavam dando uma aparência gélida ao nome, como se este tivesse siso feito em gelo – que de fato tinha acontecido.
— Está certíssimo. – falou ele sem se preocupar em mostrar sua animação.
— Vá em frente aventureiro, explore sua nova caverna. – brincou Ur abrindo a porta do quarto e dando passagem para o mais novo – que não se aguentava de curiosidade.
A animação estava se aflorando em sua pele, Lyon não pensara duas vezes antes d elargar sua mala no meio do corredor e entrar feito um furacão quarto a dentro.
Andava rodopiando pelo cômodo, conseguindo observar tudo com precisão, sem perder senhum detalhe. Uma cama de casal estava no centro, bem embaixo de uma janela que dava vista paraos fundos da casa, um lençol simples na cor branca protegia o colchão da cama, em cada lado desta esta, criados mudos de uma cor escura estavam localizados, ao lado direito do quarto, um grande guarda roupa ocupava a parede inteira e a lado esquerdo uma escrivaninha para exercícios escolares.
— A princípio eles são bem sem graça, Makarov gosta de dar liberdade para os moradores de decorar seus quartos com o seu próprio gosto. – explicou a mulher adentrando ao quarto e deixando a mala de Lyon ao lado do guarda roupa, fazendo o albino dar uma leve corada pela falta de educação.
— Mas eu não trouxe nada de decorativo, ou algum dinheiro. – desanimou o garoto.
— Não se preocupe, Makarov sempre dá uma, como posso dizer? Uma boa mesada para cada um aqui e bem, temos uma própria loja aqui em Magnólia. Mas vamos deixar esses detalhes para depois, de um jeito ou de outro você vai ter que falar com aquele anão ranzinza. – resmungou ela cruzando os braços – Agora vamos a parte que importa. Pronto para conhecer Gray?
— Estou com um pouco de medo, mas sim! Vamos lá!
Sorrindo e fazendo um gesto com a cabeça para o garoto segui-la, Ur trancou a porta e deu a chave para Lyon, o advertindo de sempre manter a porta trancada quando sair ou dormir – afinal de contas nem todos os moradores eram confiáveis.
Durante o caminho, Ur também explicou que os banheiros eram comunitários, dois por andar – no total de oito banheiros.
Voltaram para as escadarias e as subiram, mais um lance, Ur o guiou até o final do corredor, seguindo pelo lado esquerdo. Nas paredes mais quadros e fotos estavam pendurados junto com espadas, lanças, maças, escudos, dando um ar bem medieval ao local – Ur explicou depois que o intuito dessa decoração não era deixar o local bonitos, mas sim mostrar como que os possíveis castigos eram feitos com os baderneiros desobedientes (coisa que deixou Lyon paranoico com relação a seguir as regras e normas do novo lar).
A porta do quarto de Gray era de um tom gélido, como seu nome escrito em um azul escuro. Ver aquela porta que se destacava das demais no corredor, deixou o albino na expectativa de terminar esse passeio o mais rápido possível para, finalmente, poder ajeitar o seu cantinho particular.
Viu Ur bater três vezes na porta e não obter resposta, repetiu o ato batendo com mais forço, caso o garoto estivesse dormindo (apesar de que já se passavam das dezesseis horas). E novamente não obteve resposta, deixando Ur indignada e irritada (Lyon Nota Mental 1: ser sempre pontual para não deixar Ur irritada). A morena estava prestes a esmurra a porta do aprendiz, quando o vizinho, ou melhor vizinha, abrira a porta.
— Ele subiu Ur. – falou a garota de cabelos lilases e pele morena.
— Obrigada, Laki. – agradeceu Ur suspirando – Essa daqui é Lyon, meu mais novo bebe. – brincou ela apertando as bochechas do albino.
— É um prazer Lyon. Seja bem-vindo. – cumprimentou Laki dando risada e saindo por detrás da porta, estendendo a mão direita.
— O prazer é meu Laki. – falou ele envergonhado apertando a mão da meninas e sentindo a dureza e aspereza de sua pele. Olhando para baixo, Lyon percebeu que a pele de Laki na verdade não era morena, sim feita da mais sólida – MADEIRA!! Isso é um máximo Laki!
— Obrigada, isso é muito gentil de se dizer. – falou ela sentindo seu rosto esquentar e com um jeito acanhado colocar uma mexa lilás atrás da orelha e soltar um sorrisinho tímido.
— Nós temos que ir agora Laki, Lyon tem muito o que fazer agora, depois vocês terão tempo para conversar. Mostre, depois, para ele os fundos da mansão, Laki. – pediu Ur acariciando os cabelos exóticos da menina — Vamos lá! Preparado para subir mais e mais degraus?
— Eu acho que sim! – exclamou o albino excitado – Quanto mais temos que subir?
— Todos eles. – falou a morena dando um sorriso doente, vendo o albino lançar um olhar cansado para ela – Bem, como sorte, podemos encontra-los no meio do caminho.
— Encontra-los? – sussurrou Lyon para si mesmo começando a seguir Ur, sem antes se despedir de Laki – que ainda se encontrava no batente da porta os observando.
O caminho permaneceu silencioso, Lyon queria puxar assunto, mas sua timidez e falta do que falar não ajudavam na construção de uma amizade entre aprendiz e mestre – mestra no caso.
O albino nunca fora do tipo atlético, mas também não era sedentário, só preferia matar a aula de educação física para ficar na biblioteca conversando com a Sr. Dywnns sobre as novas obras que a escola tinha encomendado. Mas agora estava percebendo que aquelas aulas estavam fazendo falta.
Suas pernas bambeavam e falhavam em alguns passos. Estava ofegante, sentia seu pulmão arder e chocar-se com suas costelas, seu coração batia no ritmo de uma batera. Sentia as famosas manchas de suor se formando por debaixo dos braços, manchando sua camiseta azul.
Aquilo era ridiculamente embaraçoso.
As escadas estavam ganhando de dez a zero para ele, enquanto Ur subia degrau por degrau com extrema facilidade e destreza – isso era meio obvio, a quanto tempo ela já não fazia esse caminho?
— Já está cansado? Parece que vamos ter que focar em sua resistência física durante os treinos e deixar o controle do gelo de lado, por enquanto. – ouviu Ur falando a cima de si. Suas bochechas ganharam um tom avermelhado pela vergonha de já estar se mostrando ser um estorvo inútil.
Manteve a cabeça abaixada pelo resto do caminho, só a alevantando quando sentiu-se esbarrar em algo, ou melhor alguém.
— Olha por onde anda pirralho. – ralhou o moreno a sua frente, que, estranhamente, estava trajando apenas um calção de banho.
— Seja educado com o Jack Frost, não foi por querer. – brigou uma figura loira ao lado do moreno, esta estava com uma camiseta com o dobro de seu tamanho e uma calça moletom maior ainda. Lyon percebera que por mais que as roupas fossem largas e desajeitadas, isso não impediu a loira de ficar extremante fofa nelas. Bem, isso até que Lyon percebeu seu braço direito – ou melhor, a ausência desse.
— Onde você estava? – perguntou Ur irritada, apontando para o moreno.
— Desculpe Ur, foi minha culpa. – interrompeu a loira – Pedi ajuda para Gray amarrar meu cabelo, mas isso não dei muito certo. – terminou ela apontando para os fios dourados emaranhados em sua cabeça.
— Oh, querida, adorável como sempre, por que não pediu ajuda para uma das outras garotas? Gray não consegue cuidar de si mesmo, imagina arrumar um cabelo.
— Ei, você acha que eu queria isso? Sabe muito bem o que acontece quando outras pessoas tocam ela. – ofendeu-se Gray, não notando o olha magoado no rosto da menina, o que não passou despercebido por Lyon.
— Eu vou indo então Ur. – sussurrou a loira voltando-se para cima, refazendo seu caminho – Tchau menina que se parece com o Jack Frost.
— Mas.. Eu sou um garoto – murmurou Lyon vendo a descabelada cabeleira loira se distanciando depressa – Eu não sou parecido com ela. Ou sou?
Emburrou-se o garoto virando-se de costas para a estranha loira que corria dando gargalhadas pelas escadas e corredores.
— Pense um pouco antes de falar, Gray. – ralhou Ur – Você mais do que ninguém sabe o quanto isso machuca ela.
— Tanto faz Ur, vim aqui para treinar e não para servir de babá – Respondeu o moreno cruzando os braços – Enfim, o que você quer?
— Um dia você vai perceber que não é tão especial como acha e eu torço para que Lucy acorde para a vida e nunca mais olhe nessa sua cara convencida — continuou ela ainda mais brava ao notar que o mais novo fazia pouco caso – Esse Lyon, meu novo aprendiz. Lyon esse ser sem educação é Gray, seu colega. Apresentações feitas, pronto, vamos querido. – de uma maneira curta e rápida, Ur acabou com a conversa, puxando Lyon para outro lado, recomeçando com suas explicações históricas.
— Ur, desculpa interromper. – começou Lyon – Mas, quem era ela?
— Oh, você está falando de Lucy? – indagou ela om uma sobrancelha arqueada – Simplificando a história que você vai saber pela boca dos outros, ela é como diríamos uma penetra. Makarov não queria trazer ela para cá por causa de sua rara mutação. Ele estava com medo da forma que ela poderia se desenvolver, não sabia se ia ficar do jeito que ele a vira ou se ia tornar algo que colocasse a todos em risco. Mas ela de alguma forma conseguiu entrar no avião sem que ninguém percebesse, quer dizer só Bob, mas é a mesma coisa que ninguém então.
— E por que ele não a mandou embora?
— Eu até poderia dizer que é porque Makarov gosta de um bom desavio, mas na realidade ele só ficou com preguiça de arrumar a papelada e como todo mão de vaca, não quis gastar com a passagem da menina de volta. Isso tudo mais o fato de que ela ganhou o coração de quase todos aqui. – respondeu Ur balançando a cabeça negativamente – Mas ela ter ficado foi uma dadiva divina. Lucy é uma menina de ouro. Você vai adora-la quando a conhecer bem. Mas só tome cuidado, ela gosta de abraços.
— Gray falou que ele é o único que pode toca-la, o que isso quer dizer? Não ao pé da letra, claro. – falou Lyon corado com o possível pergunta boba.
— Não é como se outros não pudessem toca-la, até podem. Mas como posso dizer? Humm... – esfregou o queixo pensativamente – Lembra-se daquele desenho, qual era o nome? Ah! X-men, onde tinha aquela menina, Vampira, acho que era isso. Enfim, tinha essa menina e quando ela tocava outros mutantes, ela tinha acesso a parte de suas memórias e aos poderes por determinado tempo. Lucy é quase como ela, só que em um estágio bem mais forte. Não que ela vá pegar seus poderes ou ver o que se passou nessa sua cabecinha, mas ela vai ter acesso a coisas que foram esquecidas a muito por você.
— Então, Makarov é como o professor Xavier? Nós vamos ter que usar uniforme estranhos e sair em missões? – indagou ele.
— Não, talvez e sim. – respondeu Ur sorrindo – Makarov é só um anão que anda pelos corredores se achando o tal. Vocês, obrigatoriamente, têm que usar uniformes quando forem a escola. E bem, quanto as missões, esse foi o método mais rápido e eficaz que achamos para vocês controlarem seus poderes e começarem a viver em sociedade. Mas voltando a pergunta principal, os dois chegaram aqui quase que ao mesmo tempo, logo ficaram muito amigos. Gray não achava estranho Lucy parar no meio do corredor falando coisas estranhas e Lucy achava lindo o que Gray conseguia fazer com gelo. Assim eles estabeleceram um vínculo.
“Só que de uns tempos para cá isso tem mudado. Lucy até que está conseguindo controlar razoavelmente sua mutação, enquanto Gray já é quase um expert no domínio do gelo. Não sei se isso está subindo a cabeça dele, por ele estar conseguindo avançar e ela ficar durante muito tempo parada no mesmo lugar. Mas eu não sei mais o que fazer com ele.
Não aquento mais ver aqueles olhinhos triste no rosto de Lucy.”
— Então é por isso que ela não retrucou o que ele disse hoje?
— Sim, Gray é o único amigo dela aqui. Ela está com medo de perde-lo, mas na verdade quem deveria estar com medo, era ele. Lucy já notou isso, que cada dia que passa, eu vejo que ela está se distanciando, mesmo que aos poucos. – soltando um suspiro misturado com um sorriso triste, Ur balançou a cabeça negativamente, na tentativa de afastar esses pensamentos – Mas vamos mudar de assunto, sim? Temos um tour para terminar.
Concordando com o que ela disse, Lyon voltou a segui-la sem fazer mais perguntar ou interrupções. Mas isso não durou muito tempo, quando uma porta mais a frente fora aberta que violência, mostrando uma pequena garotinha de longos cabelos negros com uma expressão chorosa.
— MAMÂEEE!! – gritou ela correndo na direção dos dois, mais especificamente na direção de Ur.
—Ohh, meu bebe. O que houve querida? – perguntou a mulher afagando os longos cabelos da menina.
— Papai está sendo mal comigo. Ele não me deixa brincar com minhas bonecas. – choramingou ela coçando os olhos e fungando.
— Já lhe disse Ultear, sem brincadeiras até que você termine seu dever de casa. – brigou a voz masculina se fazendo presente no local. Era uma voz severa e até um pouco amedrontadora, assim como a figura que saíra do local.
— Freed, querido, ela é só uma criança.
— E eu só um adolescente quando você quase explodiu minha cabeça. – resmungou o homem começando a andar em direção a eles.
— Aguas passada querido, aguas passadas. – sorrio Ur depositando um selinho nos lábios do homem de longos cabelos esverdeados – Oh, Freed, esse é Lyon meu mais novo aprendiz. Lyon esse é Freed, meu marido. E essa pequena princesinha aqui, é a Ultear.
— É um prazer. – cumprimentou o homem lhe estendendo a mão. E foi quando Lyon fora cumprimenta-lo que ele percebera algo que já era extremamente notável.
Seu rosto.
Ou a recomposição deste.
Feito em gelo.
Freed possuía mais da metade do rosto reconstruída em gelo.
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