Como conheci seu avô
4 Estou deixando vocês desconfortáveis?
Notas iniciais
Dean olhou estranho para o irmão.
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— Qual é cara, você quer ouvir um conto pornô?. – reclamou.
— É claro que não Dean!
— Você tá aí todo curioso, parecendo até uma adolescente louca pra ouvir como foi a primeira vez da amiga.- retrucou.
— Qual é, voce sabe que não se trata disso.
— É mesmo Sammy, não é o que parece.- tirando sarro do irmão.
Castiel observava os rapazes em seu pequeno debate, se perguntando se eles seriam capazes de unir os pontos antes que ele contasse o restante da historia. Vendo que os dois não chegavam a um acordo, o anjo pigarreou chamando a atenção de ambos, pondo fim à briguinha boba deles.
— Eu sabia o quanto aquilo era perigoso, mas as coisas sairam do controle.- supirou pesadamente e continuou.- Se meus superiores descobrissem poderia ser perigoso, tanto para mim quanto para ele, por isso tentei ignorá-lo, eu pensei que ele me esqueceria logo.
— Aposto que o Henry não tomou muito bem isso.- falou Sam.
— Cass, qual é cara, voce devia saber que simplesmente bater as asas e sumir não ia resolver nada. Eu daria um jeito de te achar, nem que fosse na lua- o loiro viu o anjo dar um pequeno sorriso.- O que foi?.- confuso.
— Vocês Winchesters nunca mudam.- vendo os rapazes franzirem o cenho.
— Por quê ta dizendo isso?- perguntou Sam.
Castiel se inclinou novamente em sua cadeira apoiando os cotovelos na mesa, ainda estava pensando bem nas palavras que iria usar.
— Aparentemente seu avô teve a mesma ideia.- falou vendo os olhares confusos dos mais jovens.- Depois de algumas semanas, ele cansou de me chamar e então me invocou.
Normal, Ilinóis- Maio de 1952
O Winchester estava em uma casa que pertencia aos homens de letras, em um local afastado da cidade, enquanto se preparava para fazer um feitiço de invocação. Já fazia dois meses desde a ultima vez que havia visto Castiel, desde então o anjo não respondeu mais suas preces e parecia ignorá-lo, eles precisavam conversar e seria agora.
O jovem terminou de realizar o ritual, olhou para todos os lados até ouvir um bater de asas familiar atras de si.
— Olá Henry.- falou em um tom macio fazendo o maior se virar pra vê-la.
— Cassie.. É só isso que voce tem pra me dizer?.- magoado.- Olá?.- vendo-a desviar o olhar. — Eu fiquei tão preocupado, você simplesmente sumiu, não respondeu as minhas orações.- subindo um pouco o tom de voz.
— Eu sou um anjo, sou um soldado, você não tem porque se preocupar com o que acontece comigo.- respondeu sendo um pouco mais rude do que esperava.- Eu não posso ficar aqui o tempo todo.
Apesar de parecer firme Castiel se sentia muito mal por dizer isso, em nenhum momento encarou o humano parado na sua frente. Henry por sua vez, ficou em silencio por alguns instantes.
— É porque eu sou humano não é..?.- perguntou.- Olhe pra mim Cassie... Se vai me destruir, pelo menos olhe pra mim.- exigiu vendo o anjo levantar os olhos pra fitá-lo.- Eu não consigo parar de pensar em você desde a primeira vez que te vi.
— Henry ..
— Eu sei.- falou interrompendo o anjo.- Sei sobre sua espécie..- ainda magoado.- Eu sei que pra voce sou só um macaco feito de lama, nem sequer sou digno de ver sua verdadeira face...- vendo o anjo franzir o cenho.
— Espere, não é por isso.- interrompeu.- Eu não quero que nada ruim aconteça com você por minha causa.- continuou.- Isso é perigoso pra mim e também pra você.
Henry ficou alguns instantes digerindo as palavras do anjo.
— Cassie..- respirou fundo e criando coragem para dizer o que precisava.- Eu.. eu te amo.- falou.- O que quer que aconteça nós podemos enfrentar isso juntos. – pegando a mão dela.
— Não é assim tão fácil..- falou mordendo o lábio inferior, um gesto muito humano por sinal.
— E por quê não?.
— Henry.- o anjo suspirou com pesar.- Isso é uma casca, nada do que você vê é meu.
O mais novo ficou dolorido ao ouvir o que o anjo disse.
— Sabe Cassie.- falou Henry ainda olhando diretamente em seus olhos.- Eu não vou mentir que na primeira vez que vi você, ou melhor, a casca que voce está ocupando, senti-me atraído por ela, mas então eu descobri que era mais do que isso.- continuou não dando chance para o anjo retrucar.- Você é mais humano do que muitos de nós, você se importa, e mesmo que os outros anjos sejam como estatuas de mamore você não é assim..
— E esse é o problema.- falou o anjo interrompendo o mais novo.- Eu não posso sentir essas coisas, não é permitido pra nós questionar qualquer coisa.- era cada vez mais dificil convencer a si mesmo do que dizia.- Nós temos ordens, Henry.
— E ainda assim você esta aqui, comigo.- vendo a jovem desviar o olhar.- Sei que esta com medo.- a jovem olhou pra ele pedindo silenciosamente por uma explicação.- Poderia ter apagado a minha memória, como fez com o Sinclair, e nunca mais ter aparecido, mas você não o fez.- pondo as mãos no rosto do anjo.- Você não tem medo do que seus superiores podem fazer se descobrirem, você tem medo das coisas com as quais não pode lidar, seus sentimentos.
Henry podia ver em seus olhos todos os conflitos internos que o anjo estava enfrentando, se aproximou até seus narizes encostarem.
— Eu sei que esse corpo não é seu, e pode parecer estranho, mas eu não me importo porque eu amo o que está dentro dele, você.- sussurrando.- Castiel nós podemos enfrentar isso juntos, eu não vou desistir de você.- sentindo as defesas do anjo desmoronarem.- Não vou desistir de nós, então se quiser me afastar... vai ter que apagar a minha memória também.
Por alguns segundos temeu que o anjo realmente fizesse isso, porém qualquer indicio de insegurança se foi ao sentir os lábios do anjo nos seus. Em alguns segundos, o que era um beijo inseguro e timido, ficava cada vez mais urgente e feroz e logo um beijo levou a outro e mais outro, cheio de toques que iam avançando cada vez mais rápido...
AGORA:
— Ok, ok.. tudo bem Cass..!- se pronunciou Dean respirando fundo.- Você pegava o Henry quando tava em outra casca, ou ele te pegava..sei lá. Então imaginações a parte.. Tem algo mais relevante que voce precise nos contar...?
Sam franziu as sobramcelhas e olhou para o irmão.
— Cara..- começou.- Mais relevante do que saber que o nosso avô se envolveu com um anjo?- irônico.- E não qualquer anjo e sim um que é nosso amigo e tá bem na nossa frente?.- esperando o mais velho dizer algo.- Dean se voce ainda não percebeu..
— Não.. – interrompendo o irmão.- Não diz mais nada Sammy!.- disposto a ignorar o mais novo.
Castiel permaneceu quieto com suas lembranças, aquela não fora sua primeira vez juntos mas era como se fosse, e se fechasse os olhos ainda podia ver o mais novo acima de si beijando e explorando cada parte de seu corpo...
— Cass.. você ainda tá ai dentro?.- ouviu Sam perguntar.
— Hum..?- só ai percebeu que os irmãos pararam de brigar e agora olhavam desconfiados para ele.- Ah, minhas desculpas.- se mexendo desconfortavel na cadeira.- Minha cabeça estava em outro lugar.
— Hump, até imagino onde.- o loiro murmurou sentindo o irmão lhe dar uma cotovelada nas costelas.
— Então Cass...- iniciou Sam meio hesitante tentando fazê-lo continuar.
— Fizemos sexo a noite toda.- os irmãos olharam um para o outro cada um já pegando outra cerveja.- Embora ele preferia dizer que fazíamos amor.- acrescentou essa ultima parte e Dean se engasgou com a cerveja que tava bebendo. – Henry era intenso e ao mesmo tempo doce, ele era simplesmente..
Sam e Dean arregalaram os olhos e olharam para o anjo.
— Ok Cass, chega!.- cortou Sam bebendo tudo em um só gole.
— Nossa, agora sim fiquei marcado pra sempre.- falou Dean passando a mão no rosto. – Sammy eu juro que tô tentando não imaginar o nosso avô fodendo...
— Não Dean, cala a boca.- o moreno mais novo cortou o irmão enquanto tentava não pensar no que ouviu.
— Eu vou entra em coma alcoólico antes do fim dessa historia.- bebendo outra cerveja.
Castiel suspirou novamente.
Normal, Ilinóis- Junho de 1952 ( Data terrestre)
Por incrível que pareça, mesmo sendo anjos e muito atarefados, alguns cochichos sempre ecoavam pelos cantos do céu, mas ninguém sabia do seu envolvimento com um humano. Anna, por outro lado, por ser um pouco mais próxima, parecia suspeitar de algo mas nunca disse nenhuma palavra a respeito. Já era noite quando Castiel aterrizou na casa do Winchester, bem ao lado da cama .
— Olá Henry.- falou fazendo o mais jovem se assustar com sua repentina aparição. O rapaz ergueu os olhos do livro sobre feitiços para fitá-la e seu queixo caiu levemente.
Apesar de não entender muito dos costumes humanos, achou que seria uma boa ideia praticar alguns deles, começou com um simples como mudar a vestimenta de seu receptáculo, por exemplo. O próprio Henry já havia dito várias vezes que aquela vestimenta era inadequada para uma dama, Castiel por outro lado, não saberia diferenciar já que usava o que Millie estava vestindo na noite em ocorreu aquela fatalidade.
Como sua casca era uma mulher jovem, resolveu observar como elas se vestiam, acabou optando por um vestido de vintage vermelho e com um grande decote. Com essa vestimenta era mais fácil se locomover pois o vestido não era tão curto e tão aderido ao corpo (como o anterior), somente na cintura, onde possuía um laço que servia de adorno.
— Cassie você..- perdendo completamente o interesse no livro que estava lendo, levantou tão rápido da cama que se desequilibrou.
— Eu ainda não tenho certeza quanto a isso.- falou o anjo meio sem jeito apontando seu receptáculo, o mais jovem parecia que iria comê-la com os olhos.- O que achou?.- vendo-o jogar o livro em qualquer lugar do quarto.
— Você está deslumbrante.- sorriu enquanto olhava-a de cima a baixo, seus pensamentos eram de tudo menos puros. Logo se lançou sobre a jovem tomando seus lábios com volúpia e necessidade cada vez mais crescentes.
Castiel sentiu-se cair de costas no colchão com o maior sobre si, ainda beijando-a, explorando cada canto de sua boca exigindo tudo que podia dar a ele e o anjo sempre procurando corresponder a altura.
— Hum..?.- murmurou Henry confuso ao sentir suas costas baterem no colchão.- O que ..?.- vendo que agora o anjo estava por cima e sentado sob seu quadril, com um sorrisinho que fez com que todos os seus pelos eriçarem .
Castiel estalou os dedos e de repente o Winchester estava nu e imóvel abaixo de si, a jovem porém, continuava completamente vestida.
— Sabe Henry, você disse uma vez que gostaria de ver a minha verdadeira face.- deslizando as pontas dos dedos sob o torço desnudo do maior que respirava cada vez mais agitado.- Infelizmente não posso fazer isso, mas...- circulando o mamilo.
— Mas..?.- falou, ou melhor, gemeu tentando se controlar. – Cassie o que ... vai fazer..- mordendo o lábio inferior quando a jovem apertou a região.
— Posso oferecer algo diferente.- ainda brincando com os mamilos do maior.- O que acha de fazer amor com um anjo? Quero dizer, de verdade.- continuou dessa vez se inclinando para sussurrar no ouvido dele.- Você sempre esteve disposto a me ensinar da maneira humana, agora é a minha vez de mostrar as coisas do meu jeito.- voltando a sentar-se sob o quadril do mais novo sentindo o quanto ele estava excitado.
Fazendo a palma de sua mão brilhar, Castiel pôs a mão em seu tórax fazendo uma pequena parte de sua graça percorrer todo o corpo do maior enviando estímulos para todas e cada uma das células. Nesse instante, Henry não pôde mais se conter e gritou de prazer jogando a cabeça pra trás, incapaz de manter os olhos abertos.
— AHH..O que.. é isso hmn..- arqueando as costas.
— Isso que está sentindo, dentro de você, é a minha graça.- disse inclinando-se sob o maior. – Os humanos são extremamente sensíveis a ela.- retirando alguns fios de cabelo grudados em sua testa. O corpo do maior arqueou na cama.- Acho que encontrei algo..- sorriu.
Henry estava cada vez mais trêmulo, a essa altura ele era só uma massa de carne mole e suada, seu corpo era sacudido por fortes espasmos, sentia algo acertar um ponto dentro de si uma e outra vez.
— Hmn...Cassie.. pare com isso ahh..- tombou a cabeça pra trás ao sentir de novo.- Isso é.. AHH..- não conseguindo conter os gemidos de prazer.
— Eu sei que esta gostando .- sussurrou vendo como o jovem tentava dizer algo sem conseguir.- Porque eu gosto..- pondo os braços do maior acima da cabeça.- Quando você está dentro de mim.- olhando para o rosto, cada vez mais vermelho, do maior.
Henry chegou a ver o anjo sorrir maldosamente antes de sentir os lábios macios deslizarem lentamente por seu pescoço, tórax, abdômen e indo cada vez mais pra baixo.
— AHH Cassie.- gemia ao sentir os lábios da jovem em sua extensão. Gritou ainda mais alto quando se sentiu engolido. — HMN.. CAS ... ahh CAS..TI..EL.., Cas..tiel.- gemia o seu nome cada vez mais alto como se fosse um mantra..
“ CASS JÁ CHEGA!!!” ( gritaram Sam e Dean ao mesmo tempo)
Agora:
É... talvez ele tenha se empolgado um pouco contando essa parte, Sam e Dean agora estavam praticamente catatônicos olhando pra ele, pigarreou.
— Me desculpem eu... Eu deixei vocês.. desconfortáveis?
— Não, imagina Cass, você só acabou de mandar a gente pra anos de futura terapia.- o loiro passando a mão pelos olhos.
— Ok Cass só... tenta não ser tão explicito da próxima vez tá?.- concluiu Sam passando a mão pelos cabelos.
Continua..
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