Como conheci seu avô
5 Qual é a sua missão?
Notas iniciais
— Ok Cass só... tenta não ser tão explicito da próxima vez tá?.- concluiu Sam passando a mão pelos cabelos.
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Castiel fez que sim com a cabeça e continuou.
— Depois que nós..- recebendo olhares desconfiados dos mais novos.- Enfim...
Normal, Illinois- Junho de 1952 ( dia seguinte)
Ainda não havia amanhecido completamente Henry já havia despertado e ficou feliz por vê-la ao seu lado, talvez um pouco envergonhado pela noite passada. Castiel só precisou estalar os dedos e logo ambos estavam limpos e completamente vestidos, o mais jovem agradeceu pois logo teria que ir a uma reunião dos homens de letras.
— Henry?.- o mais jovem se virou ao ouvir a voz da jovem.- Posso te fazer uma pergunta?
O maior ficou surpreso, geralmente era ele quem fazia perguntas para o anjo.
— Sim Cassie.- sentando na cama.- Qualquer coisa.- viu que a jovem hesitou um pouco antes de falar.
— Qual é sua missão?.- Henry aparentemente não entendeu a pergunta.- Eu quero dizer.. porque quer se tornar um homem de letras?
— Hum..- ponderou um pouco.- Meu pai era um homem das letras e minha mãe o ajudava em seus estudos. – iniciou.- Ele sempre dizia que eu era um legado, que um dia me ensinaria sobre o caminho das letras, entretanto não põde cumprir a promessa já que ambos morreram durante uma missão. – sempre ficava triste ao lembrar dos pais que perdera quando criança.- Eu quero continuar o legado da familia.
Castiel ficou pensativo por alguns instantes.
— Então.- se pronunciou.- Você só esta tentando ser um bom filho?
— Não.- falou olhando-a nos olhos.- Com os conhecimentos que estou adquirindo, que temos em nosso poder, podemos salvar pessoas mesmo que essas não saibam de nossa existencia. Podemos guiá-las na direção certa.- havia tanta sinceridade naqueles olhos, Castiel esboçou um pequeno sorriso. — Porque essas perguntas Cassie?.
O anjo pareceu pensar um pouco sobre o que iria dizer.
— Os anjos foram criados para cumprir ordens cegamente, só que não sei mais se isso é correto, na verdade acho que nunca soube.- respirou fundo.- O céu é um local corrupto e eu não sei se quero continuar ali... Eu quero ficar aqui... com você.- sussurrou timida a ultima parte.
Henry deu um dos sorrisos mais belos que o anjo já viu.
— Então fique, você não precisa voltar.- pegando a mão do anjo .- Como eu disse antes Cassie eu sou um legado, todo esse conhecimento não pode se perder e eu quero passá-lo a diante, assim como meu pai, e o pai dele antes dele.- voltou a encarar os olhos azuis de Castiel e se aproximou até seus lábios se roçarem levemente e murmurou.- Eu quero que meus filhos, ou melhor, nossos filhos também o tenham.- beijando-a.
— Você quer procriar comigo?..- perguntou um pouco surpresa ao se separarem.
— Eu não diria com essas palavras.- riu .- Eu.. eu quero que sejamos uma familia.- pegando uma pequena caixa.- Eu quero que seja minha esposa.- mostrando o anel que havia dentro.
Agora:
— Caralho, como ele era lento.- falou o loiro. – Que bom que puxei pro papai, mas acho que você puxou ao vovô Sammy.- rindo.
— Cara, foco.- falou Sam irritado olhando para o irmão que não perdia a chance de lhe jogar uma piadinha.
Castiel ficou alguns instantes sem encarar os irmãos a sua frente, ergueu os olhos fitando-os novamente.
— Depois disso não voltei para o céu e me escondi de todos os outros anjos, não que eles fossem se preocupar com isso.- vendo que os mais novos franziram o cenho continuou.- O tempo para os anjos passa diferente, principalmente no céu, e até descobrirem o que eu fiz poderia levar várias décadas, isso me daria algum tempo exceto se acontecesse algo para chamar a atenção deles.
— Então.- o loiro falou respirando fundo.- Você fugiu pra brincar de casinha com o Henry.- sem acreditar que estava mesmo dizendo isso.- Isso tem como ficar mais estranho?
Sam pensava que sim ao ver o rumo que essa conversa estava tomando.
— Mas Cass.. mesmo que nunca descobrissem, você ainda era um anjo, o tempo podia não passar pra você mas o Henry..
— É Cass, o Henry logo ia precisar se entupir de viagra pra fazer o amiguinho funcionar.- falou Dean interrompendo o irmão.
— Cara..- repreendeu Sam vendo o irmão dar de ombros.
— Pra ficarmos juntos eu faria isso da maneira correta, e o único jeito que eu sabia era sendo humano também.- Sam e Dean olhavam para ele esperando que continuasse.- Eu desisti da minha graça, no começo foi dificil era tudo muito novo pra mim, mas o Henry sempre fez tudo valer a pena.
— Pelo amor de deus que não seja o que eu tô pensando.- murmurou o loiro.
— Tsk.. eu nem sabia que você tinha essa capacidade Dean.- falou Sam rindo do irmão.
— Bitch.
— Jerk.
Castiel agora estava escolhendo as palavras certas pra dizer pois, o que seria dito agora, poderia fazer com que eles surtassem e sendo os Winchesters imprevisiveis, não saberia o que esperar.
— Eu vivi bilhares de anos e nunca fui conciente do tempo que passava.- começou atraindo a atenção dos mais novos.- Tudo que posso dizer, é que o tempo nunca passou tão depressa quanto naquela época.
Normal- Ilinóis, Julho de 1953:
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Castiel estava vendo o reflexo, que agora lhe pertencia, no espelho do quarto que dividia com Henry. Não faz tanto tempo que deixou de ser um anjo, mas tinha certeza que esse pouco tempo que era humana foi mais valioso do que todos os bilhões de anos que viveu sendo um ser celestial.
Apesar de não ser muito, o corpo da jovem...ou melhor...o que agora era seu corpo havia mudado, a pele já não era tão pálida e seus cabelos curtos, um pouco acima dos ombros, cresceram consideravelmente, passou os dedos pelas longas mechas negras vendo o brilho da aliança em seu dedo.
Sorriu, ainda era estranho perceber a si mesmo com algum gênero mas pelo menos, já tinha se adaptado a muitos costumes humanos. Ambos concordaram que quanto menos gente soubesse sobre eles melhor, se casaram em segredo ou melhor, Millie estava casada, já que em caso de apresentações Castiel achou melhor usar o nome de sua casca.
— Cassie.- disse Henry entrando no quarto.- Está se sentindo melhor?.- retirando o chapéu e o sobretudo jogando-os na poltrona ao lado da cama.
— Um pouco.- respondeu vendo o rapaz vir em sua direção.- Você deveria estar com os homens de letras.- falou sentindo-o por a mão em sua testa.
— E você descansando.- falou.- Esta doente há dias, estou preocupado.- verificando se a jovem tinha febre.- Deve ter pego alguma infecção, eu disse pra ter cuidado com.. Do que esta rindo?
Castiel ria cada vez mais do rosto confuso do maior que a olhava pedindo uma explicação.
— Talvez seja uma ‘infecção’.- falou ainda rindo enquanto segurava a mão do marido.- Mas devo alertar.- pondo a mão dele sob o seu ventre.- Que você é a causa dela.
Henry arregalou os olhos totalmente surpreso, ficou olhando para sua mão sob o ventre da jovem e depois para o rosto dela, repetiu esse gesto mais duas vezes.
— Você está..- sorrindo enquanto pequenas lagrimas brotavam de seus olhos. — Eu vou ser pai?.- vendo a jovem que também sorria concordar com a cabeça.- Eu vou ser pai!!!.- gritou abraçando a jovem erguendo-a do chão enquanto riam e rodopiavam pelo quarto.
Agora:
Os irmãos ficaram petrificados no lugar, cada um assimilando a informação a sua maneira. De todas as coisas que já descobriram sobre sua família essa com certeza era de cair o queixo, literalmente.
Continua..
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