Como a número um
57 Capítulo 57
Notas iniciais
Pov Christopher.
–Ah! –Ouso o grito de Olívia do quarto. Ela dá outro grito estridente e faz eu pular. Ela não parece de gritar até que chego no quarto. Correndo. Para na porta, tentando recuperar a respiração. Olho preocupado pelo quarto.
As paredes de uma cor bege, e o chão de madeira. O quarto tem um tom meio amarelado, com a grande cama com panos dourados e o lustre (Ollie que escolheu). Procuro-a pelo quarto. Olívia está nua, se olhando no espelho. Ela faz uma cara de choro, e olha para mim.
–Christopher! Olha isso. –Ela aperta a barriga dela, que agora está de quatro meses. –Estou tão gorda. Pareço uma... uma... baleia assassina!
Coloco a mão na testa e suspiro.
–Você não está gorda. –Digo simplesmente. –Só um pouco, talvez.
–SÓ UM POUCO?!
–Você está gostosa. –Chego por trás dela, e a abraço. Ela tem seus olhos brilhantes de choro. –E seus seios estão maiores.
Depois que digo ela observa seus seios e balança a cabeça para lá e para cá, como se tivesse pensando. Depois concorda. Sua cara de choro sumiu, sendo substituída por uma de raiva.
–Quero essa criaturinha fora de mim. –Ela diz decidida.
–Ah, de novo não.
–A culpa é sua, Christopher. Ela está me matando. –Ela olha para baixo e cutuca a barriga. –Você DEVE sair dai.
–Ollie, você só tá de 4 meses, falta cinco.
–Não me lembre, até lá já morri. –Ela faz um biquinho lindo que fico com vontade de...
–Ollie, se vista logo. Temos uma consulta. –Mordo sua orelha. –É o grande dia.
–Hum.
–Vou pegar as coisas, quando voltar... –Digo dando um beijo em seu pescoço e saindo.
–Tá, tá. Vai logo.
Volto para a sala e pego o necessário para consulta. Minutos depois, estamos pronto. Chegamos ao consultório e Ollie logo vai para a sala. A Dra. Karen ajuda ela a se sentar. Seguro sua mão enquanto a doutora passa o gel em sua barriga e passa a sonda. A imagem aparece, e isso me lembra da primeira vez que ouvi o som do coração do bebê batendo.
–Hoje que saberemos o sexo, né? –Sorri a doutora. –Têm preferências?
–Menino. –Ollie responde ao mesmo tempo em que respondo:
–O importante é nascer com saúde.
Olho para Olívia, e ela mostra a língua.
–Bem, parece que o neném está meio sentado. –Diz Karen com dúvida.
–Ah, não. É hoje que eu veio esse sexo ou só no parto. –Olivia parece brava, como sempre, ultimamente. Reviro os olhos.
–Calma, eu falei “parece”. –A mulher continua a passar a sonda, e quando já estou entediado, ela grita. –Consegui!
–E ai? –Dou um pulo animado, diferente de Olívia que só dá um sorrisinho.
–Parece que a sua mulher tem uma boca forte.
–Isso! –Grita Olívia e faz uma dancinha ridícula que ela sempre faz. Ridiculamente fofa. –Um menino!
–Sim, um menino. Agora podem escolher o nome.
Olívia pega minha mão e acerta mais forte.
–A gente já ode escolher o nome... Que tal compramos um livro e... –Ela começa a falar e a falar. E não para. –Christopher, você está me ouvindo?
–Eu... estou chocado. –Sussurro. –Eu já posso imaginar. Eu, você e um garotinho.
–Lindo. –Ela sorri. –Estou com fome.
Reviro os olhos.
–Falando nisso, Sra. Shane, você está engordando bem rápido. –Claro, com tudo que ela come. –Não devemos exagerar.
–Ah, sim. Entendo.
Ooooooooo
–Christopher... –Ouso o gemido sonolento de Ollie do outro lado da cama. –Chris.
Ela me balança.
–Que foi?
–Eu estou com vontade.
Solto um grito e jogo as mãos para o alto. De novo não, terceira vez na manhã. Olívia só sabe comer e reclamar. Ela com certeza não ligou para o que a médica disse. Ela solta uma risadinha com a minha indignação. Olho as horas: 3 da manhã.
–É de madrugada, o quê você quer comer na madrugada?
–X-burg, com batata grande e coca cola zero, sabe não quero engordar. –Diz devagar.
–Imagina.
–Ah, Chris, você não quer que seu filho nasce com cara de hamburg, quer? –Ela sobe em cima de mim.
–Ele não pode esperar até amanhã?
–Não. –Ela faz um biquinho e pega minha mão. Ela coloca bem em cima da barriga. Suspiro. Ela sabe me conquistar.
–Tudo bem.
–Isso! –Ela solta um gritinho. –Mcdonalds em!
Reviro os olhos. Folgada. Estou quase me levantando quando ela me puxa de volta para a cama e me beija. Tento resistir em vão.
–Me desculpe. –Ela morde meu lábio. –Você é o melhor marido de todos.
–Só?
–O melhor pai também.
–Só?
–Tem algo mais? Tipo, o melhor na cama? –Ela me beija de novo. –Agora vá comprar meu lanche.
Ooooooooooooo
Eu agradeço por existir lanchonetes abertas de madrugada. Comprei o favorito dela: Bigmac. Eu deveria estar irritado com ela, mas não. Olívia gravida é a coisa mais fofa e confusa do mundo. Ora está brava ora toda romântica. Ela está mais insaciável na cama (não sei como) e não para de comer. Ás vezes ela fica normal de novo, e sei que essa dupla personalidade ver dos remédios. Mas ela nem liga, ela gosta.
Quando chego no apartamento encontro Ollie no sofá, juro que está dormindo até vê-la atacando meu pacote de viagem. Olívia pega a comida e come tudo de uma vez. Enche a boca de batata, e porra, ela fica linda até assim. Posso ver o sorriso de satisfação e seu olhar feliz quando acaba. Ela deita em mim e começa a cochilar. Ela diz coisas sem nexo, mas consigo ouvi-la falando que me ama. E isso me conforta.
Pego-a no colo. Ela continua leve para mim, um pouco mais pesada, mas ainda assim... Fácil. Levo ela para a cama e limpo seu rosto. Cubro ela até a cabeça e vejo-a girar feliz pela cama, em seu sonho.
Olívia merece tudo isso, mesmo que ela não acredite. Ollie já sofreu muito consigo mesma, e ela precisa ser amada. E ela está grávida, sei que ela sempre teve medo disso e está o enfrentando. E eu devo ajuda-la, não só por eu ser o pai da criança, ou por eu ama-la. Sim por que ela merece.
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