Como a número um
55 Capítulo 55
Notas iniciais
Seis meses depois.
–O quê está fazendo? –Ele pergunta acordando do seu sono. Seu cabelo cresceu muito e está caindo pelo seu rosto.
–Tirando fotos de você dormindo. –Digo arrumando a câmera para mostrar uma das fotos. –É tão fofo.
–O quê?! Apaga já! –Christopher se levanta da cadeira do avião e começa a correr atrás de mim.
Afasto-me e começamos a correr em circulo. Christopher está quase me pegando. Até que um Luca meio zumbi aparece só de bermuda. Tiro uma foto. Seus olhos estão vermelhos de sono e sua barba está por fazer.
–Não pode correr aqui dentro, idiotas. –Ele diz de mau humor e se joga na poltrona.
–Você não deveria ter bebido tanto antes. –Diz Thalles aparecendo do nada e senta ao seu lado.
–Ressaca das fortes. –Christopher diz. Abraçando-me.
–Hum. –Resmunga.
–Ed! Aproveita que está fazendo o café, e pega o remédio! –Grito para Ed na cozinha.
–Não sou seu mordomo, mulher! –Ele responde e começamos a rir. Sei que Luca riu um pouco também.
Sinto uma ânsia e uma dor na barriga. Parece que algo gira dentro dela. Encolho-me de dor, e Chris percebe. Ele me segura antes que eu caio, e quero agradecer, mas não posso.
–Parece que todos estão doentes hoje. –Thalles diz. É a última coisa que escuto antes de sair correndo para o banheiro.
Vomito tudo na privada. Quinta vez nessa semana. Sinto o gosto ruim na boca, e a mão de alguém segurando meus cabelos. Christopher. Ele se senta ao meu lado e me ajuda a limpar a boca.
–Obrigada.
–Na saúde e na doença. –Ele dá um sorrisinho fofo. Vejo seu olhar esperançoso. –Você não acha que...
–Talvez seja o avião.
–Você não estava assim antes.
Nossa lua de mel foi incrível, uma vez que ela foi durante a turnê mundial. Visitei tantos lugares que nem sei ao certo o lugar que mais amei. E agora estamos voltando para NY. Só fui lá durante a turnê e quase me perdi três vezes.
–Vou fazer o teste assim... –Soluço. – Que chegarmos a terra.
–Tudo bem, vem, vamos te limpar.
Christopher me ajuda a me limpar e quando estou me sentindo bem outra vez, voltamos ao corredor. Luca está melhor e a comida de Ed divina. Mas não estou com vontade de comer.
Fico abraçado ao Christopher até ouvir que o Jatinho vai pousar. Chris me ajuda levantar e descer do avião. Não me surpreendo em encontrar fãs e câmeras lá fora. Coloco meus óculos, o sol em NY está batendo diretamente em meu rosto. Eu quero sentar. Aceno para o público e escorrega na escadinha. Chris me segura e olha para mim com um ar preocupado.
–Acho que temos que ir direto para nossa casa. –Ele sorri. –Vou falar com o pessoal.
Ooooo
–Por que tenho que ficar com os olhos fechados?
–Por que é uma surpresa?! –Christopher está me levando pelo corredor que nunca andei antes.
Paramos e ouso Christopher abrindo a porta. Ele me leva para dentro de algum lugar, então tira a mão do meu rosto. Vasculho o lugar com meus olhos. No canto tem uma parede com uma lareira e em cima uma televisão. Sofás brancos e... não consigo explicar é lindo. Principalmente a vista. Dá para ver NY inteira, até a cabecinha da Estátua da Liberdade.
–Ah, Chris é... Tão lindo! –Digo. –É o nosso lar.
–É que você não viu os quartos. Dois andares. Tudo decorado. –Ele aponta para uma escada. –E sabe, os garotos moram bem na nossa frente e...
Corro para seus braços e o calo com um beijo.
–Imaginei, mas por que não vamos para o quarto para estrear a cama? –Pergunto com um sorriso.
–Ótimo ideia. Mas você já está bem?
–Sim. –Mordo seu lábio.
Ele ri de mim.
–Faminta de sexo.
–Acontece
ooooooooo
Fico surpresa a encontrar comida na geladeira. Fecho a porta e vou para o armário. Mais comida! Pego um salgadinho e começo a comer. Sinto alguém me abraçar por trás, contra a minha pele nua. Sua ereção contra mim. Seguro um gemido.
–É muito tentador vendo você andar nua por aí.
–Na nossa casa.
–Nossa. –Ele beija meu ombro. Então ele me entrega uma caixinha. Uma caixinha azul.
–O quê é isso? –“Teste de gravidez” está escrito. –Você comprou?
–Não, pedi para a Dorothéa comprar.
–Quem?
–Nossa nova governanta. –Ele diz. Sinto seu sorriso contra a minha pele. –Ela é legal. Ela que encheu a geladeira também
–Não estou com vontade de ir no banheiro. –Sussurro.
–Está sim. Bebe um copo de água e vai. –Ele diz me empurrando para o banheiro das visitas.
–Como você é impaciente.
Entro no banheiro e abro a caixinha. Tiro o palitinho e faço como as instruções. Respiro fundo. Sério que estou fazendo isso? Sou tão nova... Estou nervosa e isso aumenta a demora. Fico esperando o resultado, então ele aparece.
Ooooo
–Chris! –Grito do banheiro. Saio do banheiro e escondo o teste atrás das minhas costas.
Não, não, não... Sinto dor e reconhecimento em toda parte do meu corpo. Responsabilidade.
Ele chega correndo, nervoso e ansioso. Nem sorri, e sei que está com medo do resultado. Estou chorando quando o abraço. Ele me corresponde e começa a afagar o meu cabelo. Ele está quase chorando.
–Chris, pro-prometa que não vai chorar. –Estou soluçando quando digo. –Prometa que não vai me deixar quando eu começar á ficar gorda e feia.
Enterro meu rosto em seu peito e sinto-o paralisar.
–Prometa que vai ficar ao meu lado quando eu ficar impossível, e, por favor, por favor, prometa que vai trocar ele sempre.
–Ollie, você está me dizendo que...
Bato a porcaria do teste na sua cara. Vejo-o conferindo o resultado II. Sorrio quando ele respira fundo e olha para mim com os olhos brilhando.
–Isso sério? –Rio dele pela sua idiotice. –Você estava me enganando?
Ele começa a me chocalhar de brincadeira e ouso sua risada gostosa. Christopher me abraça forte e então ele começa a me girar. Dou um gritinho. É tão bom vê-lo sorrindo Ouso-o gritando que promete, e isso me faz me sentir melhor.
–Vou ser mãe. E você, pai.
–Você está feliz? –Ele pergunta depois quando estamos deitados no chão de tanto pular.
–Sim, eu estou. –Ele passa a mão pela minha barriga.
–Por que chorou?
–Chorei de felicidade. –Sussurro abraçando ele. –Mas Chris, eu te contei. Ele pode nascer com alguma coisa ou... ou...
–Não, Ollie. Ele vai ser perfeito. –Ele me beija lentamente.
–Estou com medo.
–Eu também, mas estamos juntos.
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